You are no longer just you
2 Capítulo 2
“Você parece cansado” Theon comentou enquanto ele e Robb estavam praticando arco e flecha.
“Eu estou”
“Bran está bem ?”
“Sim, eu acho. Tanto quanto ele pode estar preso naquela cama. Mas não é por causa dele”
“Então qual é a causa do seu cansaço ?”
“Eu tive um sonho estranho, nem sentiu como um sonho, havia um rapaz loiro que eu nunca vi antes comigo na minha cama”
Theon deu um sorriso malicioso.
“Nossa Robb eu não achei que você era inclinado pra esse lado”
“Não foi desse jeito, ele só estava lá parado olhando para mim parecendo confuso e assustado”
“Isso é uma surpresa, eu sempre achei que se você fosse chegado nessas coisas você iria mais pro tipo do pirata aventureiro galante não pra um mordedor de fronha sulista que tudo que faz é ficar parado”
“Eu já te falei que não é desse jeito !” Robb disse e saiu invocado enquanto Theon morria de rir.
Ele foi andando de volta para o castelo ouvindo o som das gargalhadas de Theon, mas no momento em que ele cruzou os portões para o grande salão o som das gargalhadas pararam e também ele não estava mais em Winterfell. Também era um salão mas esse era mais claro e longo, com janelas enormes de onde ele podia ver o mar e a uma enorme cidade. Quando ele tirou os olhos das janelas ele notou que o rapaz do seu sonho estava lá do outro lado do salão, parecendo até mais confuso e assustado do que na madrugada anterior.
Eles se encararam por dez segundos, antes do rapaz começar a correr, e Robb a correr atrás dele.
O rapaz era bem rápido, bem mais do que Robb teria julgado pelo cumprimento de suas pernas, e Robb provavelmente não teria sido capaz de alcança-lo se ele não tivesse entrado no septo. Quando Robb entrou no cômodo ele viu o rapaz loiro ajoelhado diante do altar.
“Como você conseguiu entrar nesse lugar demônio ?”
“Eu não sou um demônio, eu sequer pareço com um demônio ?”
“Você tem cabelo vermelho, demônios tem cabelos vermelho, meu primo Lancel me contou essa manhã”
“Certo, do jeito que eu vejo existem duas possibilidades, uma o seu primo Lancel é um completo idiota. Ou duas ele estava tentando fazer você passar vergonha. Eu estou mais inclinado a acreditar na segunda”
“Hum...a primeira não é tão improvável assim, e eu ainda eu vou falar com o septão você pode estar tentando me enganar”
“Você acredita nos Sete certo ?”
“Sim”
“Então você já sabe que eu não sou um demônio, se não eu não poderia entrar nesse lugar”
“Então o que você é ?”
“Eu sou uma pessoa, igual a você. Meu nome é Robb Stark, eu sou o herdeiro de Winterfell”
“Você devia ter se informado melhor, a Mão do Rei nem chegou no Porto Real ainda, e tudo mundo sabe que ele só trouxe suas filhas”
“Eu não estou com ele, eu estou em Winterfell Tyrek”
“Como você sabe o meu nome ?”
“Eu não sei, eu apenas sei”
“Bem eu não acredito que você está Winterfell, eu acho que você deve ser um dos amigos toscos do Lancel, ou do Loras, ou do Edric, ou qualquer um dos idiotas que gostam de me zoar que deve ter arranjado um jeito de colocar e te tirar do meu quarto ontem a noite, e agora ta querendo me fazer parecer mais idiota ainda querendo me fazer acreditar que eu estou falando com Robb Stark em Winterfell, você pode contar quem armou pra isso que eu não acredito em você, e que um dia eu vou ter a minha vingança, um dia eu v-“ Tyrek estava dizendo antes de ser interrompido pela enorme bola de neve que Robb jogou no meio da sua cara.
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Harry estava assistindo dois meninos treinarem quando viu uma garota muito bonita do outro lado do pátio. Ele não se lembrou de tê-la visto alguma vez, na verdade, ele não se lembrava de ver nenhuma garota vestindo vestes tão pesadas quanto aquelas, especialmente no verão.
Ele atravessou o pátio e parou na frente da garota com um sorriso galante.
“Um belo dia, não milady?”
A garota o olhou um tanto surpresa. Seus cabelos loiros, olhos claros e vestes totalmente brancas o fizeram imaginar a Donzela. A Donzela não veste peles de inverno, pensou.
“Eu não sou nenhuma Lady” – Ela respondeu. Talvez seu vestido não fosse exatamente como os das outras damas, mas sua aparência e porte certamente eram de alguém de alto nascimento.
“Acho difícil de acreditar Milady.”
“Harrold?” – A voz da senhora Anya Waynwood o chamou atrás dele. – “Com quem está falando?”
“Com essa adorável senhorita.”
“Está ficando louco garoto?”
Harry olhou para a senhora e depois voltou a olhar para a garota loira. Tomou um susto ao ver que a menina havia magicamente desaparecido.
“Espera... Cadê a garota que estava aqui?” – Ele girou o corpo assustado procurando-a por todo lugar. Demorou um pouco até notar que todos o olhavam como se ele estivesse ficando maluco.
“Você tem dormido muito pouco Harry, provavelmente é isso” – A senhora Anya suspirou. – “Mandarei o Meistre lhe ver mais tarde.”
Impossível, ela estava ali.
Harry olhou mais uma vez ao redor – todos ainda o encaravam incertos – e saiu do pátio entrando no primeiro corredor que encontrou. Talvez a senhora Anya estivesse certa, talvez fosse falta de sono...
“Olá.”
Harry quase caiu para trás quando a garota voltou a aparecer do nada no corredor.
“Que merda é você?”
“Eu me chamo Val” – Ela se aproximou e esticou a mão. – “Você é?”
“Harrold Hardyng.” – Respondeu. – “Você é real?”
“Você é?”
“Claro que sim.”
“Bem, eu também sou.”
Harry olhou ao redor e encontrou uma criada o olhando no fim do corredor de forma estranha. Ele voltou seus olhos para Val e a puxou para dentro do cômodo mais próximo. Assim que se viu sozinho com aquela garota – ou o que quer que ela seja – ele suspirou.
“Você é apenas Val?”
“Sim. Meu povo não precisa de dois nomes como o seu.”
“Seu povo? Quem diabos é o seu povo?”
“O povo livre que vive além da muralha” – Harry arregalou os olhos.
“Você é bonita demais para ser uma selvagem.”
Ela revirou os olhos e disse alguma coisa, mas ele não prestou atenção, pois der repente aquele cômodo se tornou muito frio. Seu corpo começou a tremer.
“O que é isso?”
“Você não está vestido corretamente.” – A garota respondeu. – “Essas suas roupas bonitas não valem de nada no Norte.”
“Do que você... Pelos Deuses, como? O que?” – Em um instante ele estava em Ferrobles e no outro havia uma imensidão branca ao seu redor. O vento frio cortava como navalha e a neve queimava ao tocar na sua pele. – “Pelos sete infernos, como vim parar aqui?”
“Esse é o Norte.”
“Agora essa sua roupa faz sentido para mim.”
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