You are my future

15 I hate you, don’t leave me.


Notas iniciais
Muito, mas muito obrigada por cada comentário, vocês me fazem imensamente feliz. Desculpem qualquer erro. Musica do capitulo: https://www.youtube.com/watch?v=vzd51ml2PtU

“I hate you, don’t leave me. I feel like, I can’t breathe. Just hold me, don’t touch me"

Emma estava sentada em sua mesa na delegacia circulando alguns anúncios. O inverno vinha dando sinais de sua chegada e um vento gélido caia sobre Storybrook. Fazia duas semanas que Emma estava a procura de uma casa para comprar ou alugar. Nada tinha acontecido, mas de repente, viver no mesmo apartamento minusculo com uma Snow grávida de quatro meses, não parecia mais tão acolhedor.

D: Você não tem que sair se você não quiser, você sabe disso, certo? [perguntou quando viu Emma circular pequenos anúncios de imoveis]

E: Eu sei [suspirou] mas eu preciso de espaço, Henry precisa de espaço e vocês precisam de espaço também.

D: Nós podemos dar um jeito.

E: Eu estou dando um jeito [sorriu de lado] Não é como se você nunca mais fosse me ver ou algo assim.

D: Mas você é minha filha, eu não queria que você fosse embora.

E: Filhos crescem....

D: Acho que esse é o problema, você nunca foi criança para mim.

E: Faz parte [deu de ombros]

D: Bom, desde que você não vá morar em um barco [brincou tentando aliviar o clima]

E: Você não vai acreditar, mas Snow meio que deu força para isso [riu]

D: Eu amo a sua mãe, mas ela é uma grávida emocional com todos os hormônios alterados. Não de ouvidos a ela, principalmente se ela apoiar seu casamento com Hook, ou sua vida em um barco.

E: Ela acha romântico.

D: Essa não é minha visão de romance.

E: Achei que você gostasse dele [franziu a testa]

D: Eu gosto, mas não sou que tenho que gostar.

E: O que você quer dizer?

D: É só que.... [seu discurso foi interrompido pelo toque do celular de Emma]

E: Eu tenho que atender isso [sorriu de lado] … Hey

R: Hey, como você está? [Regina deu um tapa em sua própria testa por fazer uma pergunta tão boba]

E: Muito bem, e você?

R: Bem…

E: Isso é muito bom [riu] Será que você me ligou só para saber como eu estou?

R: Não, claro que não. Eu queria saber se o Henry pode dormir aqui hoje, ele que pediu, eu juro… eu…

E: Claro que pode [interrompeu o discurso inseguro da morena] eu vou sair um pouco tarde da delegacia, vai ser bom.

R: Huum, então está tudo bem [continuou sem querer desligar o telefone]

E: Você está bem?

R: Sim, eu só…

E: Aconteceu alguma coisa? [perguntou preocupada] Você precisa de algo?

R: Não. Tudo está perfeitamente bem [respirou fundo] Será… Será que eu vou vê-la mais tarde? [perguntou apreensiva, fazia dois dias que ela e Emma não se viam direito. Era ridículo, mas Regina estava com saudades ]

E: Claro [respondeu sorrindo] Se você não se importar em me esperar, eu vou chegar um pouco tarde.

R: Eu posso fazer um esforço.

E: Você pode?

R: Eu vou ver o que posso fazer por você [riu]

E: Tem espaço ai para mim? Eu estou de mudança, você sabe [brincou]

R: Você ainda não encontrou um lugar?

E: Não, nunca achei que seria tão difícil.

R: Eu vou te ajudar amanhã.

E: Eu sempre vou ter um lugar com você, certo? Se eu não achar nenhuma casa [brincou imaginando a resposta fria que Regina daria]

R: Minha casa está aberta para você [disse firmemente surpreendendo a loira] Te vejo mais tarde.

E: Até mais tarde [sorriu desligando o telefone]

D: Isso foi o Hook? [perguntou apontando para o celular]

E: Não [sorriu automaticamente] era Regina.

D: Ó [exclamou surpreso]

E: O que? [perguntou confusa]

D: Nada [franziu a sobrancelha] Nada. Eu vou te deixar sozinha para fazer uma ronda, tudo bem?

E: Claro, é algo importante?

D: Não, nada demais, ainda estou me acostumando a trabalhar aqui.

E: Você pega o jeito [riu] afinal, você trabalha com a pessoa mais competente dessa cidade.

D: É oficial, você está andando demais com Regina Mills [brincou]

E: Que ela nunca me escute falando isso, ela me mataria… Talvez você não me encontre aqui quando voltar, eu tenho que dar uma passada na loja do Gold.

D: É sobre aquela coisa na linha da cidade?

E: Sim, ele disse que sentiu algo.

D: Eu não confio nele.

E: Nem eu [deu de ombros] mas faz parte do trabalho.

D: Acho que você não vai precisar ir até lá, Gold está vindo para cá.

E: Pode ir fazer sua ronda eu cuido dele.

D: Tem certeza?

E: Sim [sorriu]

G: Atrapalho?

D: Sempre. Te vejo mais tarde filha.

E: Até mais tarde [respondeu observando David se afastar]

G: Olá, minha querida.

E: Gold [cumprimentou sem entusiasmo] O que eu posso fazer por você?

G: Como está Regina?

E: Bem [respondeu desconfiada] Por que?

G: Curiosidade.

E: Você precisa de algo, ou só veio até a delegacia por curiosidade?

G: Eu ouvi umas conversas..

E: Eu não acredito que você está dando ouvidos para o povo de Storybrooke.

G: Só para alguns, querida. É sobre sua adorável Regina.

E: Eu não quero saber, eles a odeiam.

G: Não era sobre ódio, era sobre Regina, sobre como ela mudou.

E: Sério? [perguntou surpresa] isso é bom, muito bom.

G: Sim, ouvi dizer que ela até se arrepende do Graham, você sabe sobre Graham, não é? [perguntou com falsa inocência]

E: Que eles tinham um caso? [perguntou rindo] eu sei disso desde que cheguei a Storybrooke.

G: Pois é, ela tinha seu coração nas mãos, literalmente eu diria.

E: Ela o que? O que você quer dizer?

G: Foi só o que eu ouvi [deu de ombros]

E: O que exatamente você ouviu? [perguntou desconfiada]

G: É apenas um conselho para você dar para sua … amiga? Se ela quer fazer terapia, ela tem que avisar para o seu querido terapeuta não sair por ai falando das pessoas que ela machucou… ou matou [disse com um sorrisinho]

E: Ele afirmou isso? [perguntou tremendo] Ele disse que Regina tinha matado alguém?

G: Eu tenho que ir, querida, mas eu acho que você pode juntar as coisas [sorriu] talvez juntar o jeito que ele morreu, com a incrível capacidade de Regina para esmagar corações, literalmente falando, mais uma vez.

E: O que você está querendo dizer? Que Regina matou o Graham? Não seja ridículo.

G: É apenas o aviso de um amigo, querida. Digamos que Regina tem uma obsessão por xerifes, principalmente os xerifes com quem ela dorme [deu uma risadinha]

E: Se era só isso que você queria, você pode ir. E Gold [chamou fazendo o homem virar a cabeça para olha-la] Você não é meu amigo...

….

H: Estou quase pedindo para morar aqui de novo.

R: Sério? [perguntou surpresa]

H: Sim. Eu amo a vovó e o vovô, mas não é como se lá fosse minha casa. Eu sinto falta das minhas coisas.

R: Pelo menos sua mãe está lá.

H: Uma delas, eu queria que vocês morassem juntas.

R: Nós já falamos sobre isso filho...

H: Mas você a ama [interrompeu] você merece isso, vocês duas merecem.

R: Mas isso não é sobre meritocracia Henry.

H: Já faze meses, você nem tentou falar para ela.

R: Ela está com o Hook, ela está feliz. Nós somos amigas Henry, não uma família.

H: Vocês são uma família desde o dia em que ela entrou em Storybrook. Eu sei que você sente isso também.

R: Como foi que eu arranjei um filho tão inteligente?

H: Acho que eu puxei isso de você [sorriu]

R: E o lado esperançoso da sua outra mãe, com certeza.

H: Eu sou neto da branca de neve com o príncipe encantado [sorriu]

R: Como se eu precisasse de um lembrete.

H: Eles acreditam em você, eles gostam de você, você sabe disse, certo?

R: Acho que você pode reconsiderar a parte do gostar. Agora você vai subir e dormir que já esta tarde.

H: Mas eu queria falar com a mãe.

R: Ela via chegar mais tarde filho, amanhã de manhã você fala com ela.

H: Você percebeu uma coisa?

R: O que?

H: Emma está procurando um lugar para a gente morar, mas nós basicamente moramos aqui. Nós não precisamos de um lugar, nós já temos um [Regina sorriu]

R: Talvez, agora já para cama, e não coloque seus fones em um volume muito alto.

H: Mas eu gosto.

R: Você vai ficar surdo.

H: Não muito alto?

R: Não muito alto [riu] Boa noite filho, eu amo você.

H: Noite mamãe [abraçou Regina] Eu amo você também. Me prometa uma coisa?

R: O que?

H: Você vai pelo menos tentar contar a ela?

R: Ok filho, agora cama....

...

..

.

Emma dirigiu por quase duas horas antes de finalmente parar em frente a mansão. As luzes estavam apagadas e Emma se deu conta de que Regina já deveria estar dormindo. Sua cabeça estava um caos e ela não sabia o que fazer com a informação que Gold tinha dado a ela. Ele era esperto, e suas ações sempre tinham um motivo obscuro, mas Gold não era um mentiroso, bom, pelo menos não exatamente. Respirando fundo, Emma bateu na porta.

R: Oi [sorriu abrindo a porta] Por que você não entrou?

E: Eu achei que você já estivesse dormindo, não quis entrar e te assustar.

R: Então você resolveu bater na porta e me acordar? [brincou]

E: Onde está o Henry?

R: Dormindo, você demorou eu… Emma? [chamou colocando a mão no rosto da loira] Você está bem?

E: Sim [respondeu se desvencilhando da mão de Regina, e entrando na mansão]

R: Você tem certeza?

E: Você o matou? [perguntou de repente sem conseguir se conter]

R: O qu... Quem? [perguntou confusa]

E: Graham [respirou fundo tentando manter a calma] você o matou?

R: Emma.. Por que? ….

E: Apenas me responda. Olhe no fundo do seu coração, porque eu sei que você tem um, e me responda sinceramente. Você matou Graham?

R: Sim.. [admitiu sem conseguir mentir]

E: Por que? [perguntou deixando a primeira lágrima cair] Por que você fez isso?

R: Emma, era outro momento eu…

E: Você tem que ter um motivo [gritou] ele te ameaçava? Ele sabia de alguma coisa? Por favor, por favor, Regina, apenas me diga que você não o matou apenas por prazer.

R: Para de gritar, meu filho está dormindo lá em cima e eu não tenho que explicar nada para você…

E: Você não tem que explicar para mim? [gritou] Você está brincando?

R: Emma eu.. [esticou o braço para encostar no ombro da loira]

E: Por que? [repetiu] Por que você o matou? [perguntou com raiva chagando mais perto de Regina]

R: Para de gritar dentro da minha casa, senhorita Swan.

E: Não me venha com senhorita Swan. Responde Regina, por que você o matou? Você queria me ferir?

R: Emma...

E: Por que você o matou?

R: Eu não sei [gritou com raiva, as primeiras lágrimas aparecendo em seu rosto] Eu…. eu estava com raiva, eu era outra pessoa naquela época, tinha outros sentimentos na minha cabeça…. eu senti…. eu senti ciumes [admitiu pela primeira vez em voz alta]

E: Ciumes? [perguntou incrédula] ciumes do seu fantoche pessoal? Você nem gostava dele. Como você pode? Isso foi….

R: Cruel? Você acha isso cruel? Então você deveria saber sobre todos que eu matei antes [disse com raiva]

E: Regina, para.

R: Ou os que morreram por minha ordem.

E: Regina….

R: Reinos inteiros [continuou com raiva]

E: Para [gritou] eu não quero saber, você é…

R: Mal? Aqui vamos nós de novo [riu sem humor] você diz que acredita em mim, na minha mudança, mas na primeira oportunidade que você tem, você duvida de mim de novo. Você está me julgando baseado em uma coisa que eu fiz no passado.

E: Passado? Isso não faz nem quatro anos Regina. Você matou alguém por puro capricho, porque ele se interessou por mim, você o matou só porque ele parou de dormir com você. O que mais você pode fazer?

R: Você está com medo de mim? [balançou a cabeça decepcionada] Ok, eu desisto. É assim com todo mundo, não sei porque ainda tento. Esta sou eu, sendo a rainha má, mesmo quando eu sou apenas Regina.

E: Não tente mudar as coisas para o seu lado. Você não estava nem mesmo atraída pelo Graham…

R: Não eu não estava [gritou] Mas… eu...

E: Você o que? [gritou incapaz de controlar a raiva absurda que estava sentindo] Você disse que estava com ciumes, ciumes de que? De ter perdido o seu bonequinho para mim? De ter sido trocada? De não ser a melhor para alguém? [Emma estava sendo cruel e ela sabia disso, mas ela não conseguia parar a raiva surreal que estava percorrendo todo seu corpo]

R: Eu estava atraída por você [gritou sem perceber o que tinha acabado de falar]

E: Você o que?

R: Eu [respirou fundo] Eu estava… Eu não sou boa em explicar essas coisas.

E: Que coisas? O que você disse Regina?

R: Essas coisas… [Regina respirou fundo, sabendo que o que estava prestes a acontecer, não ia acabar bem. Ela deu um passo chegando mais perto de Emma, um pouco mais perto, seus olhos nunca desviando dos lábios da loira. Ela só ia machucar a si mesma no fim das contas, e ela sabia disso, mas ela não tinha outra escolha, ela não queria outra escolha.. Regina nunca alegou não ser uma masoquista]

Os lábios de Regina roçam contra os de Emma, seu toque foi sutil, quase delicado. O beijo durou apenas alguns segundos antes que Regina se afastasse rapidamente ao perceber que Emma não corresponderia. Assim que a morena abriu os olhos, as mãos de Emma surpreendentemente a puxaram para perto de novo.

O beijo se tornou áspero e raivoso, antes que Regina percebesse, Emma estava mordendo seu lábio inferior com força, e a empurrando contra a parede da sala. Doeu, e Regina podia sentir o gosto do sangue de seu próprio lábio em sua língua, mas ela não ousaria quebrar o contato entre as duas. Mais um vez, Regina nunca disse que não era uma masoquista. A morena fechou os olhos quando sentiu os dentes de Emma em seu pescoço, isso ia deixar uma marca, uma marca feia, mas ela não podia pedir para Emma parar, ela não queria que Emma parasse. Quando Emma chupou seu ponto de pulso, ela rapidamente descobriu que estava prestes a perder o controle.

Regina tentou desacelerar as coisas, mas o corpo de Emma estava mantendo o seu firmemente contra a parede. Seus olhos arderam quando ela sentiu a loira morder seu pescoço com um pouco mais de força do que seria necessário. A morena não podia negar que estava ficando um pouco assustada, Emma estava com raiva, seus toques não eram delicados nem cuidados, eram apenas raivosos e desleixados. Regina não sabia se gemia de dor ou prazer.

A morena não sabia o que fazer, sua cabeça estava um caos, ela tentou empurrar Emma e faze-la parar, mas a loira não parecia se dar conta de seus protestos. Emma a estava machucando, seu corpo estava doendo, a loira a beijou mais uma vez, e mordeu sua boca deixando mais um hematoma pelo caminho. Regina sentiu sua respiração falhar, ela não conseguia se mexer e sua mente começou a explodir com flaches de seus pesadelos mais terríveis. De repente, não era mais o corpo de Emma que estava pressionado contra o seu, e sim o de Leopold, com suas mãos ásperas e seu halito de vinho. Regina tentou se desvencilhar mais uma vez, mas seu corpo congelou completamente quando ela sentiu uma mão correr sob sua saia e dedos rápidos encontrarem o tecido de sua calcinha. Ela estava desesperada, sua cabeça estava explodindo e suas costas, lábios e seu pescoço estavam doendo. Ela não conseguia respirar, nem pensar direito. Ela só podia sentir medo do que estava prestes a acontecer, de novo. Quando Regina sentiu o primeiro toque por baixo de sua calcinha, ela finalmente conseguiu gritar.

R: Para… [gritou chorando] para, por favor para [e Emma parou]

O beijo se rompeu como um soco forte em seu estomago, Regina sentiu seu corpo cair mole contra a parede. Sua respiração ainda estava fraca, mas sua mente estava voltando ao presente. Regina sentiu Emma dando um passo para trás, mas se negou a abrir os olhos. Ela não queria ver o desgosto nos olhos de Emma, ela não queria ver a loira se afastando, ela não quer chorar, de novo.

E: Oh Deus [seus olhos se arregalam enquanto ela tentava respirar] O que diabos eu estou fazendo? [perguntou para si mesma assutada ao ver o sangue na boca de Regina] Não. Eu não posso. Isso…. isso é loucura. [olhou para cima, encarando as marcas vermelhas no pescoço de Regina] Regina, eu sinto muito.

R: Emma [chamou finalmente abrindo os olhos] Por favor, fique. Vamos falar sobre isso… por favor.

E: Eu não posso [murmurou dando um passo para trás] eu … [Ela estava sem fôlego, imagens estranhas explodiam em sua cabeça, ela estava em modo de luta ou fuga, ela precisava correr, porque isso era o que ela sabia fazer] Olha o que eu fiz com você, olha o que eu poderia ter feito com você [gritou assustada com sigo mesma] Eu podia ter acordado Henry e ele... ele podia ter visto. Deus, eu estava quase.... você tinha que ouvir o seu grito.. eu quase... quase. meu deus.... eu estava abusando de você..

R: Emma, você não entende…

E: Não, você não entende. Isso é loucura, o que eu acabei de fazer, eu te machuquei, eu estou com raiva de você, eu estou com raiva de mim, eu estou com nojo de mim.

R: Emma…

E: Eu tenho que ir [disse rapidamente indo em direção a porta]

R: Se você sair por aquela porta [respirou fundo sem encarar os olhos da loira] você não precisa voltar.

E: Eu sinto muito, mas….[ olhou para trás encarando Regina] Eu não posso, eu sinto muito [sussurrou enquanto corria para fora da mansão]

R: Não Emma [murmurou para a sala vazia enquanto as lágrimas corriam pelo seu rosto] sou eu que sinto muito…

"I’ve been here too many times before. Been abandoned, and I’m scared now. I can’t handle another fall out I’m fragile, just washed upon a shore. They Forget me, don’t see me. When they love me, they leave me"

..

.

Emma acelerou o mais rápido que seu carro podia aguentar. Ela estava confusa, irrita, enojada. Seus olhos ardiam e sua respiração estava fraca. Ela ainda podia sentir o gosto do sangue de Regina em sua boca. Isso era errado, tudo isso era errado. A culpa era dessa cidade maldita, com sua loucura de conto de fadas. Regina tinha matado alguém que ela conhecia, alguém que ela gostava, ela estava com raiva, e com medo do que podia ter acontecido se Regina não tivesse gritado. Essa não era a verdadeira Emma Swan. A verdadeira Emma Swan não tinha filhos, nem pais, nem namorado, nem fazia o que ela tinha acabado de fazer. A verdadeira Emma Swan nunca ficava mais de um mês na mesma cidade, nem se importava de fugir sem sequer olhar para trás.

Depois de quase uma hora dirigindo, Emma se deu conta de onde estava. A linha da cidade estava desenhada bem a sua frente. A loira desceu do carro sem saber o que fazer, ela não queria ficar, mas também não conseguia simplesmente ir embora. Sem saber o que fazer, Emma sentou no chão, bem no meio da linha da cidade e se permitiu chorar. Pela primeira vez em muito tempo, Emma Swan estava com medo de estar finalmente enlouquecendo. Sentada ali, chorando, Emma se lembrou do sorriso de Henry na primeira vez em que o garoto tinha estado em sua porta. Lembrou-se das conversas animadas que tivera com Snow quando a mulher ainda era simplesmente Mary Margaret, lembrou-se de David e dos conselhos que ele sempre lhe deu. Lembrou-se de Regina, e do sorriso que só ela conseguia arrancar da mulher . A verdadeira Emma Swan não tinha filhos, nem pais, nem Regina, porque a verdadeira Emma Swan, não existia até chegar em Storybrook. E agora, a verdadeira Emma Swan não sabia o que fazer, ela estava assustada, envergonhada, com raiva, com nojo. Emma levantou-se e deu uma passo decidido para fora da cidade, era isso, ela não iria mais voltar. Emma estava decidia a sumir de uma vez por todas. Quando a loira foi dar seu segundo passo, uma mão a puxou pelo ombro...

...

"But I can’t back down. No, I can’t deny. That I’m staying now cause I can’t decide. Confused and scared I’m terrified of you. I admit, I’m in, and out of my head don’t listen to a single word I said. Just hear me out, before you run away, cause I can’t take this pain. I hate you, don’t leave me cause I love when you kiss me. I’m in pieces, you complete me."

" Há uma triste verdade na vida que eu descobri enquanto viajava Leste à Oeste. As únicas pessoas que realmente nos ferem, são aquelas que mais amamos"

Notas finais
E ai, quem quer me bater?