R: Acho melhor nós descansarmos por hoje, Emma [Regina disse, dando-se por vencida após passar as ultimas seis horas na prefeitura sem encontrar nada que pudesse ajudar]

E: Emma? Você me chamou de Emma? [perguntou surpresa]

R: Para você ver o que o cansaço faz comigo, senhorita Swan.

E: E voltamos a realidade novamente [brincou] Regina? como…. como vamos dormir?

R: Eu durmo fechando os olhos, senhorita Swan, agora, como você dorme é problema seu.

E: Eu quis dizer, como nós vamos dormir, nós somos casadas, pelo menos Henry acha que sim.

R: Oh [disse quando finalmente entendeu o que Emma queria dizer] Nós vamos ter que partilhar uma cama pelo visto.

E: Vamos?

R: A não ser que você fique bem em deitar no chão, para mim não faz a menor diferença.

E: Não, não [respondeu rapidamente] A cama está ótima para mim. Você não vai tentar me sufocar com o travesseiro, vai? [brincou com um pouco de medo]

R: Infelizmente [caminhou lentamente ficando de frente para Emma] se eu te matar aqui, as chances de eu votar para casa são minimas. Embora seja uma proposta tentadora [sorriu brincando com a jaqueta da loira] Eu prefiro não arriscar, ainda.

E: Eu aprecio seu carinho por mim.

R: Vamos para casa, senhorita Swan.

E: Sabe uma coisa que eu queria muito descobrir e ainda não consegui? [perguntou enquanto caminhavam em direção ao carro]

R: Quanto é dois mais dois?

E: O que? Não [respondeu indignada] Eu frequentei a escola se você quer saber, não completei tudo, mas frequentei.

R: Você me impressiona mais a cada dia.

E: Que seja [resmungou batendo a porta do carro] Por que você tem que dirigir?

R: Porque eu sou a prefeita?

E: Eu sou a xerife.

R: Sim, mas não estamos em um carro de policia, senhorita Swan, logo, eu dirijo.

E: Você é impossível.

R: Você ainda não viu nada. Eu recebi uma mensagem do nosso filho. Aparentemente, ele preferiu deixar a casa para nós aproveitarmos sozinhas.

E: Eu não sei o que é mais bizarro, nós estarmos casadas ou nosso filho brincar com nossa intimidade sexual...

...

R: Qual era pergunta que você queria fazer? [perguntou quando se deitou na cama]

E: Era besteira, esqueça.

R: Eu estou acostumada com suas besteiras, diga.

E: Se somos casadas, qual de nós mudou o ultimo nome?

R: Você provavelmente.

E: Por que eu?

R: EU jamais trocaria meu nome pelo seu. Boa noite, senhorita Swan.

E: Boa noite, Regina...

Regina estava meio acordada com os olhos fechados quando sentiu arrepios em sua pele e um par de lábios em pescoço, pressionando e dando pequenos beijos ao longo da sua nuca até chegar ao seu ombro. Ela virou a cabeça para o lado para expor mais de sua pele, quando sentiu os lábios molhados passarem para o lado de sua mandíbula e começarem a beliscar e chupar a volta do seu pescoço. Puxando uma mão ao redor da sua cintura, Regina inconscientemente conduziu Emma lentamente até a elevação de seus seios e a apertou-a contra si, fazendo com que seus lábios se separassem com um suspiro de prazer. A mão da loira começou a apertar e massagear com habilidade, antes de viajar sob a camisola, brincando, puxando e rolando seus dedos entre os mamilos endurecidos. A morena soltou um pequeno gemido e virou a cabeça para a outra mulher, que colocou um beijo leve em seu nariz. Com os olhos ainda fechados, Regina moveu seus lábios em direção aos de Emma e eles se conectaram em um prolongado e necessitado beijo. A boca da loira se abriu bem devagar, pedindo para aprofundar o beijo. Quando Regina sentiu a língua de Emma sobre a sua, soltou um suspiro que nem sabia que estava guardando. Emma removeu a mão do peito da morena, provocando um gemido tranquilo de protesto. A loira gentilmente colocou a morena de costas contra a cama, nunca quebrando o beijo. Mudando seu peso sob as cobertas, Emma estabeleceu-se entre as coxas da morena e divertidamente pressionou o joelho contra a virilha molhada de Regina. A prefeita choramingou de excitação com a sensação, envolvendo os braços ao redor da cintura da loira quase apertando sua bunda, os dedos lentamente começando a percorrer sua pele nua por baixo da blusa. Emma apoiou seu corpo com um braço de cada lado da cabeça da mulher mais velha e sorriu para o beijo, quando as duas finalmente se separaram e ficaram totalmente acordadas. Seus olhos se abriram em horror e Emma saltou para fora da cama, desajeitadamente enrolando-se nos lençóis antes de cair de cara no chão com um baque. Regina cobriu a boca com a palma da mão em estado de choque, saiu da cama, passou por cima da confusão de lençóis e Emma no chão e refugiou-se na casa de banho.

E: Regina, espere! [Emma se debateu e rolou pelo chão algumas vezes para desembaraçar-se dos lençóis. Ela levantou-se em pânico, caminhou até o banheiro, encostou a testa na porta e fechou os olhos com culpa. Delicadamente, ela falou]

E: Regina … eu sinceramente não queria fazer isso. Eu nunca iria tirar vantagem de você assim, eu … uh … isso soa tão terrível … Eu sei que é clichê, mas eu sinceramente não sabia o que eu estava realmente fazendo [Emma parou por um momento, se preparando para ouvir todas as palavras da raiva ou de traição da mulher do outro lado da porta, mas Regina manteve o silencio]

E: Regina…

R: Está tudo bem, senhorita Swan.

E: Eu sei que eu não posso mudar o que aconteceu, mas acho que talvez seria melhor para mim dormir no sofá daqui para frente [continuou] Eu sei que não faz isso melhor, mas … o que estávamos fazendo … parecia que eu não tinha controle sobre mim mesma. Parecia que eu estava no piloto automático ou algo assim.

Emma ouviu o desbloqueio do trinco e a morena abriu a porta devagar. Seus olhos estavam um pouco vermelhos e lacrimejantes, mas não havia vestígios de lágrimas.

R: Eu acho que nós duas somos culpadas pelos acontecimentos de hoje [Regina traçou levemente seu dedo indicador ao longo de seu lábio inferior enquanto recordava a sensação] Vamos esquecer que isso aconteceu, por agora, eu tenho certeza que foi, provavelmente, os efeitos da magia que nos trouxe aqui [A loira deu um sorriso hesitante quando a prefeita continuou] Quanto a você dormindo no sofá, vamos deixar isso de lado por agora. Nós não sabemos o que pode acontecer se alguém descobrir.

Emma soltou um suspiro de alívio, ela virou-se para recolher as cobertas do chão e começou a fazer a cama, olhando discretamente para a morena por cima do ombro.

E: Bem, sua majestade [zombou] eu acho que seria melhor você me costurar nos lençóis, apenas no caso [brincou]

R: Eu não sou muito boa em costura, princesa , mas eu acredito que você tem um par de algemas bem interessantes [rebateu sorrindo e logo desaparecendo de volta para o banheiro]

Os olhos de Emma se arregalaram e sua boca ficou seca. A loira só estalou de volta à realidade quando ouviu o chuveiro sendo aberto. Ela encontrou-se pensando sobre a situação dessa manhã e no por quê dela ter tido a sensação de ter feito isso um milhão de vezes. A loira sorriu distraidamente quando tocou os lábios que ainda formigavam pelo beijo.

...

Espremendo uma gota de shampoo até a palma da mão, Regina começou a massagear seu cabelo. Ela não queria pensar nos acontecimentos de alguns minutos atras, ela queria esquecer, ela precisava esquecer, relaxar. Fechando os olhos a morena deixou a água escorrer sobre seu corpo quente, ela não podia culpar seu corpo pelas reações que teve ao toque de Emma. Fazia muito tempo que ninguém a tocava, isso não tinha nada a ver com Emma, isso era pura e simples frustração sexual. Regina começou a ensaboar-se com delicadeza arrastando a espuma de seus dedos lentamente através de sua pele brincando com algumas áreas sensíveis. Sua respiração engatou por um momento. Bem, tinha sido a muito tempo, ela estava cansada, frustada e longe de casa, ela merecia algum tipo de recompensa. A morena começou a acariciar seu corpo, dando atenção a cada curva. Ela começou no peito, apertando e massageando lentamente até que seus mamilos se tornaram eretos e sensíveis. Satisfeita com seu trabalho, ela moveu a mão direita para baixo de seu abdômen, deslizando delicadamente mais para baixo no ápice de seu sexo, a morena correu os dedos pelas suas dobras molhadas, sempre mantendo a mão esquerda massageando os seios. Construindo movimentos mais rápidos, a morena bateu com a palma da mão contra seu clitóris quando envolveu dois dedos dentro de si. Com apenas alguns movimentos calculados, Regina pode sentir sua liberação chegando. A morena liberou a mão esquerda de seu seio para firmar seu corpo contra a parede do chuveiro quando ela veio em um silencioso orgasmo. Depois de se recuperar, Regina abriu os olhos lentamente observando o brilho dourado de luz refletindo em sua mão esquerda. Encarando seu anel de casamento, Regina ficou se perguntando como tudo aquilo era possível.

...

Para surpresa das duas mulheres, não foi David que fora busca-las para o jantar, mas sim Ruby que falou animadamente com Regina o caminho inteiro, aparentemente, as duas eram melhores amigas nessa realidade, algo que surpreendeu Regina, embora tenha a deixado um tanto feliz. As duas ficaram surpresas com o que encontraram assim que entraram no galpão. As paredes brancas tinham sido cobertas por balões vermelho vivo e as mesas ao redor estavam ocupadas por praticamente todos na cidade. De longe, Emma avistou David, Snow, Henry e uma criança que parecia ter 4 ou 5 anos de idade. Estavam todos conversando e rindo, o que fez Emma desejar rapidamente que aquilo tudo fosse verdade. David foi o primeiro a notar as duas mulheres.

D: Há o casal feliz! [Ele levantou e praticamente correu em direção a elas, juntando as duas em seus braços e puxando-as para um abraço apertado. Ele sinalizou para as mulheres a se juntarem a eles na mesa e tirou suas cadeiras. Regina sentou estática encarando a parede atrás de Henry]

E: Você está bem? [sussurrou em seu ouvido] Regina? [chamou finalmente levantando seus olhos para encontrar o que tinha assutado tanto a morena. Com um sorriso enorme no rosto, Emma leu as palavras escritas em um balão branco]

E: "Parabéns as melhores mães do mundo, Emma Swan e Regina Mills Swan". Nunca trocaria seu nome pelo meu em? [perguntou rindo]

R: Cala boca [murmurou irritada]

H: Nós fizemos tudo isso para vocês se divertirem. Vocês merecem.

— Obrigada filho [responderam as duas ao mesmo tempo]

O jantar ocorreu bem, ótimo na verdade o que acabou surpreendendo Regina. Era estranho ver tanta gente ao seu redor, ver tanta gente feliz por estar junto com ela. Já eram quase uma da manhã quando ela e Emma finalmente foram deixadas sozinhas na mesa.

E: Desculpa se eu ainda não me acostumei com o fato de ser casada com você.

R: Nós não somos casadas [resmungou sentindo uma pontinha de dor em seu peito ao proferir essas palavras]

E: Claro que não [zombou] essa festa aqui é apenas um grande engano, vamos dizer a todos para irem para casa.

R: Você me entendeu.

E: Claro que eu entendi, mas que tal nós apenas curtimos um pouco? Você é feliz aqui, todos somos. Por que não podemos aproveitar isso por enquanto?

R: Por que não é verdade.

E: Só porque não aconteceu ainda, não quer dizer que não seja verdade.

R: Você realmente acha que eu me casaria com você?

E: Claro que não, eu quis dizer o clima, a amizade com as pessoas, isso ainda pode acontecer, Regina.

R: É, talvez eu devesse sair distribuindo saquinhos de balas quando voltarmos para casa [soltou sarcasticamente]

E: Saquinhos de balas? [brincou] Quem é você? A vovozinha boa das histórias?

R: Tecnicamente, eu sou sua avó [sorriu de lado encarando Emma]

E: Como se precisássemos lembrar disso para deixar as coisas mais esquisitas. Posso te perguntar uma coisa?

R: Sim.

E: Por que você nunca casou de novo?

R: Porque eu tive experiencias suficientes para uma vida inteira.

E: Foi tão ruim assim?

R: Eu tinha dezoito anos, me casei com alguém que tinha idade para ser meu pai, bom, acho que o fato de eu ter amaldiçoado um reino inteiro, já é bem auto explicativo.

E: Ele.... você sabe, alguma vez vocês..

R: Eu acho que nós deveríamos começar a descobrir como viemos parar aqui [cortou mudando de assunto] Nós vamos começar a nos mexer ou eu vou ter que lançar outra maldição? Se for esse o caso, então eu terei que decepcioná-la querida, porque, como sua esposa eu precisaria usar seu coração que aparentemente, não pode ser removido de seu peito. [Emma engasgou com a brincadeira e colocou uma mão sobre o seu próprio coração, fingindo sinceridade]

E: Mas Regina, uma vez que nós acordamos casadas, isso não significa que você já tem meu coração? [A loira deu uma piscadinha para a outra mulher, levantou da cadeira e foi caminhando calmamente até o meio do salão deixando uma Regina irritada para trás]

S: Todos esses anos e vocês ainda gostam de irritar uma a outra.

R: Não acho que vamos parar de fazer isso algum dia.

S: Eu sinceramente espero que não.

R: Você gosta quando eu e Emma brigamos?

S: Sim, porque são nesses momentos que eu vejo como você realmente a ama.

R: Amor? [perguntou surpresa]

S: Pensei que você tinha superado esse problema [riu]

R: Qual problema?

S: Esse, sobre você falar abertamente do seu amor pela minha filha.

R: Eu não sou o tipo mulher que conversa sobre isso querida.

S: Alguns anos atrás, eu concordaria com isso, mas depois de você ter me ligado chorando no meio da madruga eu nunca mais acreditei nisso.

R: Você não acha tudo isso estranho? [perguntou curiosa]

S: No começo sim, mas como eu já te disse, quando você finalmente me contou o momento exato em que se apaixonou pela minha filha, eu comecei a acreditar em você.

R: E qual foi o momento em que eu me apaixonei pela Emma? [perguntou rindo]

S: No momento em que ela bateu em sua porta pela primeira vez [comentou distraidamente fazendo Regina se afogar com o vinho]

....

As duas mulheres não conversaram muito em seu caminho de volta para casa. Emma parecia cansada e Regina estava perdida em seus pensamentos. Emma adormeceu, quase instantaneamente, assim que ela deitou na cama, sem perceber, ela se virou para Regina, beijou-a na parte de trás de seu ombro e passou o braço em volta da sua cintura. Semi adormecida, Regina respondeu pressionando um leve beijo na bochecha da loira e colocando uma mão sobre a dela...

Notas finais
E ai, estão gostando?