You are my destiny

18 Capítulo 18- Torn


Notas iniciais
Oie amores tudo bem?

SOPHIA MACKENZIE

Eu acordei muito cansada, desde que desembarcados em Las Vegas era a primeira vez em que eu dormia, estava tão preocupada em terminar com tudo aquilo e pela primeira vez ter minha vida de volta, porém não fui acordada por isso é sim meu celular que tocava pela terceira vez sem parar.

—Alo- eu atendi meio irritada.

—Sop aqui e o papai

—Que foi- eu me sentei na cama de olhos ainda fechados- Eu estava dormindo.

—Eu sempre gostei de te ver acordar.

—Perai quem tá falando?

—Sou eu Sop o papai.

—Você está morto- eu estava meio dormindo porém aquela voz era familiar- eu tava lá quando morreu.

—Foi uma pequena encenação querida- ele falava calmamente como se fosse a coisa mais natural do mundo- eu estou super bem e como tanta saudade de você.

—Então aonde você está?- eu levantei da cama ainda tonta.

—Eu estou em um lugar seguro porém preciso ver você?

—Sabe que dá sendo procurado pelo Fbi?- ele não respondeu simplesmente fez silencio.

—Eu sei disso, mas quando soube que estava aqui na cidade eu precisava ver você já faz muito tempo.

—Eu também quero te ver pai- eu falei com ele porém minha cabeça estava dando voltas.

—Me encontrar no túmulo da sua mãe- ele fez um longa pausa- por favor vá sozinha que vou te explicar tudo.

—Está bem te encontro la em meia hora- ele desligou antes que eu pudesse falar mais alguma coisa, eu me troquei correndo e desci as escadas, o pessoal ainda dormir e não me viram saindo, eu peguei uma das motos que estava na garagem e sai em direção ao encontro com o meu pai.

SEIS ANOS ANTES — SOPHIA MACKENZIE

Eu estava olhando para aquele teto pela quinta vez só nesse dia, eu já estava ali a três dias e ninguém falava nada, os médicos vinham me ver pelo menos umas três vezes ao dia e as enfermeiras quase toda hora, porém ninguém falava nada eu podia perguntar porém era como se não falasse meu idioma.

—Amanhã poderá ir para casa- o médico interrompeu meu tédio, eu me levantei e o encarei.

—Até que enfim- logo atrás de médico entrou uma mulher loira que eu te conhecia como a Finlay e um homem alto que estava comigo no dia que eu acordei

—Chegou a hora de conversarmos- o homem puxou uma cadeira e se sentou na minha frente- meu nome é Jonny Uley sou diretor do Marshall e sei que está cheia de perguntas e estamos aqui para responder.

—Onde eu estou? — eu os encarei seria.

—No estado do Oregon.- Finlay me encarou- estamos aqui para te proteger.

—Mais o Nick e meu tutor ele não deveria estar aqui.

—O senhor Stokes falhou em lhe proteger e então agora a polícia está assumindo sua segurança.

—O Nick não falhou- eu tentei argumentar porém foi inútil.

—A senhorita deveria está sobre nossa proteção desde o início, porém como isso não ocorreu quase perdeu sua vida.

—Eu não tô entendendo- Eu os encarei.- o que é o Marshall?

—Sophia sei que está confusa porém o Marshall e o programa do governo de proteção a testemunha do país- Finlay pegou nas minhas mãos- falhei em capturar o Efraim e não era seguro você continuar lá então trouxemos você para cá.

—Eu tô bem já posso ir para casa.

—Não- o homem me encarou- você só sair daqui quando Efraim Parker for preso.

—Não, eu quero voltar para casa- eu tentei me levantar porém ele segurou meus braços- não podem me manter aqui contra minha vontade.

—Eu sei que não podemos- Finlay o afastou de mim- porém tivemos que tomar medidas extremas para te manter segura, e por enquanto não pode sair daqui.

—Que tipo de medidas?

—Medidas que você terá que comprir para que ele não te encontre.

—Eu não me importo com isso só quero ir para casa.

—Você não tem mais casa para ir- ele falou asperamente comigo aquilo me deixou assustado.

—JONNY- Finlay gritou com ele- me desculpa.

—Como assim eu não tenho mais casa- eu me levantei da cama assusta e o médico veio até mim tentando me acalmar.

—Respira Sophia- eu tentou porém eu estava tão agitada que não conseguia me concentrar no que ele está a falando.

—Porque eu não posso voltar para casa- eu os encarei, Finlay não sabia o que falar.

—Precisemos tomar medidas drásticas para te salvar do Efraim- Jonny começou a falar.

—Que tipo de medidas, porque vocês falam sobre isso mas não faz sentido, o que vocês fizeram.

—Matamos você-Jonny soltou aquela frase como a maior naturalidade.- precisávamos manter o Efraim afastado de você e consequentemente proteger você de ataques futuros.

—Vocês me mataram- eu estava chocada, não consegui ter outra reação- vocês me mataram sem meu consentimento.

—Era necessário- Finlay tentou se aproximar de mim, porém eu recuie.- não sabíamos se ele viria atrás de você.

—Não tinham o direito de decidir isso por mim.

—Não estamos falando sobre direito aqui- Jonny se aproximou de mim e apertou me braço- você e a única que pode colocar o assassino dos seus pais na cadeia- ele me arrastou de volta para cama- acha mesmo que se continuasse lá seus amigos estariam seguros- ele me olhou seria- acha que o detetive estará seguro.

—Ainda sim não podiam fazer isso comigo, e minha vida que vocês estão jogando como se eu fosse uma marionete.

—Eu sei como se sente porém pense em Nicholas Stokes, acha que se o Efraim descobrir que você está viva não usará ele para chegar até voce- meus olhos estavam carregados, eu só queria chorar.- como se sentiria se ele morresse por sua culpa.

—Sophia- Finlay se sentou na minha frente- sei que doi não poder voltar para casa e saber que eles acham que você está morta, porém estamos fazendo de tudo para por o Efraim e a quadrilha dele na cadeia e você será nossa arma surpresa.

—Arma surpresa?

—Seu depoimento será fundamental para colocarmos eles em um lugar aonde nunca mais sairam- Jonny abriu um sorriso assustador- e você é a única que pode nos ajudar.

—Sophia te manter segura e nosso principal objetivo, porém enquanto isso ocorre outra equipe estará caçando o Efraim, e em pouco tempo poderá voltar para casa em segurança- ela me abraçou e naquele momento eu desabei a chorar, eu estava tão cansada por tudo que tinha ocorrido e agora eu estava morta, então tudo tinha se transformado em uma verdadeira merda.

DIAS ATUAIS- SOPHIA MACKENZIE

Ele estava parado ali, no mesmo lugar aonde ela tinha sido enterrada a seis anos atrás, de costa ele parecia o mesmo, porém eu senti que uma parte sua tinha se transformado em algo assustador.

—Obrigado por vir me ver- ele continuava de costas para mim.

—Faz tempo que não nos vemos- eu não tinha muitas palavras para falar com ele.

—Você está diferente- ele se virou e me encarou de cima a baixo.- está linda, os anos te fizeram muito bem.

—Não sei se posso dizer o mesmo de você.

—Só não me agradou essa tatuagem, e meio exageradas com cobre seu corpo.

—Elas não serve para esse propósito- eu me aproximei dele- elas estão aqui para me lembrar de cada vez que você mandou me matar papai.

—Eu sinto muito Sophia- ele tentou me abraçar e eu me esquivei.- filha não precisa fugir.

—Você mandou me matar- ele me olhou horrorizado.

—Então a Victória já te falou tudo não é?

—Já- ele me abraçou forte me impedindo de fugir- eu sei de tudo que fez.

—Meu amor eu só queria que você me ajudasse- ele se afastou um pouco de mim e uma lágrima caiu de seus olhos.- eu salvei você de morrer naquela noite, devia me agradecer.

—Jura que eu devia, porque seu eu não me engano eu quase morri de verdade quatro meses depois quando o Efraim me encontrou.

—Eu já dei um jeito nisso- ele sorriu cinicamente e naquele instante meu sangue ferveu e eu soquei seu rosto com tanta força, no qual eu nem sabia que tinha o levando ao chão- o que foi isso?

—Isso é por todas as vezes que você machucou alguém que eu amava- ele se levantou e me empurrou contra uma das lápide me fazendo bater as costa com tudo.

—Eu só queria te proteger- ele se levantou e me encarou.- se eu machuquei alguém que você amava eu sinto muito.

—Você só tirou minha vida- eu o empurrei com muita força o levando ao chão outra vez- tirou minha mãe e minha família.

—Deveria me agradecer- ele de deu um chute no meio da barriga me fazendo cair alguns metros para trás- graças a mim você conheceu o Nick, graça a mim você teve essa vida de luxo.

—Não coloca o Nick na conversa- antes que ele pudesse se levantar eu deite sobre seu corpo e apontei uma arma para ele.- Nicolas Mackenzie você preso.

—Não pode fazer isso comigo.

—Não só posso como estou fazendo- eu tentei algema-lo porém ele me rendeu e me agarrou jogando meu corpo ao chão.

—Eu Não vou para cadeia- ele tentou dar um soco em mim porém me consegui me esquivar e contra ataque onde mais doia nele, fazendo cair ao chão.

—Você vem comigo porque temos um encontro de família- porém antes que eu pudesse algema-lo, meu pai me deu um soco tão forte que perdi minha consciência.

Quando abri meus olhos o sol estava brilhando bem forte sobre minha cabeça e o irritante do meu celular estava tocando.

—Onde você esta- era a Finlay com uma voz bem irritada falando ao telefone.- eu te liguei umas dez vezes e não te encontrei.

—Procurou no necrotério- eu ri do meu próprio comentário.

—Isso não tem graça Sophia- ela estava bem brava- preciso que venha para cá agora.

—Eu tô meio ocupada no momento- eu tentei me levantar ainda meio tonta por conta da pancada.

—Vou mandar o Paul te pegar aonde você estiver.

—Não precisa eu tô de moto em pouco tempo eu chego aí.

Eu desliguei sem esperar uma resposta, assim que me levantei do chão notei que minha cabeça parecia que ia explodir, nunca imaginei aquela reação do meu pai, não tão violenta. Enquanto eu caminhava para fora dali algumas pessoas me encaravam eu nem ligava, durante o trajeto até o escritório meu corpo reclamava daquela surra,porém eu não tinha tempo para descanso, eu precisava acha-lo agora mais que nunca. Enquanto eu subia pelo elevador pude notar pelo reflexo que meu rosto estava bem machucado.

Quando a porta se abriu Caleb me encarou horrorizado.

—O que aconteceu com voce- ele é seu jeito protetor.

—Bati em uma arvore- tentei desconversar porém a Finlay e o Nick nos encontrou antes que eu pudesse fugir dali.

—Aonde você está?

—E o que aconteceu com você- Nick passou a mão no meu rosto carinhosamente.

—Já disse que bati em uma árvore- os três me encararam, sabiam que tinha algo de errado acontecendo.

—Não mente pra mim- Nick falou autoritário quebrando o clima que estava começando a se forma entre nós.

—Eu tô bem- eu me afastei um pouco- o que queria comigo Finlay.

—Não sou eu e sim a Victória que quer falar com você.

—Que legal — eu os encarei e sai andando em direção a sala onde minha irmã estava, quando entrei ela me encarou meio horrorizada.

—Você está horrível — ela riu alto.- parece que foi atropelada.

—Tive um encontro horroroso hoje cedo e te ver consegui deixar meu dia ainda pois.

—Suponho que o encontrou- eu acenei positivamente eu sabia que ela estava falando do nosso pai- e tentou prende-lo.

—Isso ai- eu me sentei- mais relaxa que ele ficou bem pior do que eu.

—Obrigada por me ver- ela está com os olhos inchados.

—O que aconteceu?

—Vão levar as minhas meninas embora- uma lágrima caiu de seus olhos.

—Sinto muito.

—Eu quero te propor um acordo?

—Um acordo- eu a encarei- porque eu acho que não vou gostar disso.

—Eu te entrego o esconderijo do Nicolas se me deixar sair daqui e ficar com minha filhas.

—Parece um bom acordo, porém não sei se vai aceitar.

—Eu faço qualquer coisa, só não quero perde-las.

—Eu tenho um plano- eu a encarei- porém vai ter que confiar em mim.

—Já disse que faço qualquer coisa.

Eu me levantei e a abracei, não que aquilo significasse nada para nenhuma de nós. Eu me desvenciliei daquele abraço e sai da sala, estava na hora de colocar meu plano em prática. Caminhei em direção a do diretor, o pessoal estáva concentrado em seus casos que nem me viram passar. Quando entrei ele estava conversando com Catherine Willons e eu tinha acabado de interromper.

—Não está vendo que estamos ocupados- ela me encarou com um olhar assustador.

—Eu vim falar com o diretor Willons- eu os encarei.

—Em que posso te ajudar Sophia- ele me encarou com aquele olhar que fazia meu corpo queimar, ele se afastou dela e se aproximou de mim.

—Ainda estamos conversando Nick- Catherine estava brava.

—Podemos terminar mais tarde- ele respondeu sem desviar o olhar de mim e ela saiu batendo os pés irritada.- e bom te ver.

—Então agora e o diretor daqui- ninguém falou mais nada, simplesmente ele encostou meu corpo contra a parede e ali nos beijamos com paixão, com saudade, como amor, um beijo que só acontecia entre nós dois, nos separamos com um selinho muito demorado.- não respondeu minha pergunta?

—Faz dois anos que eu recebi a proposta.- ele passou suas mãos no meu rosto carinhosamente descendo pelo meu pescoço.

—Eu preciso de um favor seu?- ele não parou seu gesto, simplesmente me encarou- preciso que me deixe levar a Victória daqui.

—Para onde vai levá-la?- ele Se afastou um pouco de mim.

—Tenho um encontro familiar- ele acenou negativamente para mim.

—Sabe o quanto é perigo tirar ela daqui- ele virou de costa para mim- não vou permitir que ela te machuque.

—Ela não vai me machucar, preciso que faça um acordo com ela.

—Que tipo de acordo- ele se virou para mim e me abraçou.

—Preciso que impeça que levem as filhas da Victória daqui, em troca ela vai entregar meu pai.

—Foi ele que deixou essas marcas em você?- eu acenei positivamente- o viu?

—Nós encontramos no túmulo da minha mãe e tentei prende-lo mas não deu muito certo.- suas mãos deslizaram pelos meus braços.

—Posso te pergunta uma coisa- eu acenei concordando, o clima estava esquentando entre nós dois.- o que são essas marcas em você, eu senti quando encostei no seu corpo.

—Cada marca representa uma bala- eu encostei em sua mão e a deslizei sobre as marcas que eu tinha na parte superior do corpo, parando no meu ombro.- esse é a última ocorreu a mais ou menos um mês, uma emboscada armado pelo doutor Richard e a Victória.

—Queria estar lá para ter te protegido- ele colocou sua mão em volta do meu rosto- tem certeza que quer tirar ela daqui.

—Só quero acabar com isso, e sei que ela é a rota mais fácil.

—Eu vou montar uma equipe e vamos liberar a Victória.

—Não precisa de uma equipe, eu já tenho uma a postos.

—Eu posso autorizar isso, porém eu vou junto com vocês a cada passo.

Eu sorri e ele me beijou, estávamos só nos dois ali, nada poderia impedir isso.

Notas finais
Beijos❤