Notas iniciais
Voltei genteee!! Com um capítulo novinho, um pouco menor, mas tinha que acabar pra deixar você um pouquinho curiosas ;) Ah, antes de desejar uma boa leitura eu gostaria de agradecer a recomendação da LINDA APPLE LORE!!! Muito obrigadaaa!!! (imagine aqui vários coraçõezinhos) Muito obrigada mesmo, adorei!! Agora sim gente, boa leitura, beijos!

Felicity estava deitada na cama de Oliver, que ainda não havia aparecido, e começava a se sentir entediada. Ela havia criado esperanças depois da conversa que tivera com Thea, e estava animada para falar com ele, mas aquela demora já estava a fazendo desistir. E se a conversa que ele tivera com Moira o fizesse mudar de ideia? E se ele só estivesse precisando de alguém para juntar os seus pedaços, alguém como ela, e depois que se sentisse completo novamente visse que não era bem aquilo que sentia? Podia ser só um momento de carência... Esse tipo de coisa acontece. Ou se talvez ele percebesse que aquela situação toda era complicada demais, e desistisse para ir em busca de algo mais fácil?

Eram todas opções a se considerar, e Felicity já estava se sentindo angustiada ao pensar que poderia perdê-lo. Ou, para ser mais específica, se sentia tola por pensar que um dia ele poderia ser seu. Quer dizer... Era só olhar bem para Oliver. Ele era um homem maravilhoso, tanto como pessoa como fisicamente, com aquele olhos azuis, barba por fazer, braços fortes, sorriso de tirar o fôlego... Enfim, e além disso ainda era rico. Ele era, claramente, demais para ela. E uma hora ele notaria isso.

Ela estava em meio a esses pensamentos depressivos quando ouviu uma batida na porta do outro lado do corredor, que era o dela. Segundos se passaram e nenhum outro barulho, até que Oliver entrou no quarto carregando o que aparentemente era uma cesta do tamanho de uma mala de viagem e uma expressão meio decepcionada, até vê-la deitada em sua cama.

— Felicity! — Ele sorriu como se visse o mar pela primeira vez— Acabei de passar no seu quarto e você não estava lá. Fiquei até um pouco triste, mas devo confessar que prefiro você aqui, na minha cama. — Ele largou a cesta no chão e deitou seu corpo sobre o dela, beijando-lhe os lábios suavemente.

— Você demorou. Fiquei preocupada e decidi esperá-lo aqui.

— Hmm... Bom, estou aqui agora, e tenho uma surpresa. — Ele se levantou cedo demais e pegou a cesta novamente, estendendo a outra mão para Felicity.

—Uma surpresa é? E ela vai nos fazer perder o jantar? Porque sério, estou morrendo de fome! — Oliver soltou uma gargalhada gostosa ao ouvir isso, e apenas pegou sua mão. — Não ria! Esperei uma eternidade, sozinha nesse quarto, sem nem um biscoitinho. — A gargalhada se intensificou.

— Prometo que não vai se arrepender de perder o jantar. Venha. — Eles saíram do quarto e Oliver parou subitamente. — Espere, esqueci uma coisa. — Ele entrou novamente, e voltou com uma gravata acetinada nas mãos, que usou para vendar Felicity.

— Isso é mesmo necessário? Não sou muito fã de surpresas. — Ela falou como uma criança que faz birra, e sentiu ele se aproximar e sussurrar em seu ouvido.

— Fe-li-ci-ty, você confia em mim? — Algo na forma como ele pronunciou seu nome, como se estivesse degustando cada sílaba, a fez se arrepiar.

— Sim. — Ela respondeu com a voz trêmula.

— Então apenas caminhe. — Ele lhe deu um beijo na bochecha e tomou sua mão novamente.

Eles caminharam por tantos corredores que Felicity já não fazia mais ideia de onde estava, até que sentiu uma brisa agradável, e o chão sob seus pés mudar para algo mais macio, grama. Eles estavam do lado de fora, isso ela tinha certeza, mas onde será que Oliver estava a levando? O jardim era gigante, e eles estavam andando bastante no que parecia ser um zigue-zague.

— Agora fique aqui, eu já volto. — Ele falou, e ela escutou seus passos se afastando. Após alguns minutos ele voltou e a guiou novamente, parando pouco depois para tirar a "venda" de seus olhos. E lá estava ela novamente, no jardim. No lugar que ela chamava de "deles", pois foi lá a primeira vez que sentiu algo por Oliver queimar em seu peito. Estava exatamente igual, as flores, a fonte, a árvore, o balanço, as luzes, as grandes paredes de hera... Exceto que agora havia uma grande toalha quadriculada no chão, com os mais variados tipos de queijo, sanduíches, bolos, biscoitos, frutas e chocolates em cima, além de uma garrafa de vinho e duas taças. — Se quiser ainda dá tempo de voltar para o jantar, mas seria uma pena jogar toda essa comida fora, não é mesmo?

— Oliver! Está tudo perfeito! — Ela o abraçou, e ele a girou em seus braços, dando-lhe um beijo na ponta do nariz que a deixou com um sorriso radiante. — Obrigada.

— Achei que precisávamos disso. Agora venha, vamos comer. Alguém estava muito preocupada alguns minutos atrás por causa do jantar, como se eu fosse deixá-la morrer de fome! Você sabe quem é? — Ele lhe lançou um olhar sugestivo enquanto colocava um morango em sua boca e enchia as taças de vinho.

— Não faço ideia. — Se fez de boba, desviando o olhar.

Eles conversaram, riram, comeram e desfrutaram da deliciosa companhia um do outro. Ambos sentiam que era como se a vida toda tivessem esperado por esse momento, por aquela pessoa especial que finalmente havia chegado. Para Felicity chegava a ser engraçada a forma como se completavam, desde o senso de humor, os olhares que sempre se encontravam, os assuntos intermináveis, a mania dela de falar demais e a dele de escutar com atenção, até a maneira como suas mãos se encaixavam, assim como os lábios e todo o resto. Ela nunca havia acreditado nessa história de alma-gêmea, ou de achar a sua metade da laranja pois pensava que quando duas pessoas se gostavam e queriam estar juntas elas simplesmente faziam acontecer. Mas agora com Oliver era diferente... Mesmo que ela não quisesse, sentia uma necessidade gigante de estar perto dele. Era algo que a atraía, que a puxava como a maré, e quanto mais ela lutasse contra, mais ela era arrastada na direção dele.

— Por quê está me encarando assim? — Ele perguntou, tomando mais um gole de vinho.

— Porque você também está me encarando. — Ela falou simplesmente, fugindo da pergunta. — No que está pensando senhor Queen?

— Que você está linda. — A resposta dele a fez erguer uma sobrancelha, o desafiando a continuar. — Suas bochechas ficam coradas quando toma vinho, assim como a sua boca. E seus olhos brilham ainda mais. E como se não bastasse, você está com o cabelo solto, e fica linda assim. — Ele pegou uma mecha, deslizando-a por seus dedos como se fosse a coisa mais interessante que já tivesse visto na vida, e depois olhando-a profundamente nos olhos. Era como se pudesse enxergar sua alma ao mesmo tempo que a despia. — Acho que não consigo mais me ver longe de você, Felicity Smoak.

Então era isso, certo? Ele não falaria esse tipo de coisa se não se sentisse da mesma forma que ela. Não a olharia daquele jeito, como se ela fosse a única mulher no universo, se não quisesse algo sério com ela.

— Oh Deus! Como sou tola! — Felicity falou ao perceber que toda aquela sua insegurança era uma grande besteira. Se levantou, indo até Oliver que a encarava sem entender nada, e sentou-se em seu colo, de frente para ele, as pernas rodeando sua cintura, e o beijou apaixonadamente. Oliver ficou surpreso, mas aceitou-a em seus braços como sempre faria, como seria incapaz de não fazer, e provou dos seus lábios como se fosse a primeira e a última vez, até que não tivessem mais ar. Felicity deslizou a boca por sua barba por fazer, distribuindo beijos por seu rosto até morder-lhe o lóbulo da orelha e sussurrar em seu ouvido. — Eu te amo.

Ele desejava ouvir essas palavras desde a primeira vez que a vira, imaginava esse momento de várias maneiras diferentes, nos mais variados cenários, e sonhava com isso tanto acordado como dormindo. Mas mesmo assim nada disso o havia preparado aquilo. Ele sentiu um frio na barriga e as famosas borboletas no estômago, um arrepio percorreu seu corpo ao mesmo tempo que seu coração acelerava e ele mal lembrava como respirar.

— Eu também! — Sua voz mal se fazia audível, mas Felicity compreendeu. — Eu também te amo. — Ele repetiu olhando em seus olhos e voltando a beijá-la. As mãos mergulhadas em seus cabelos loiros, sentindo-a tão perto e mesmo assim ainda longe demais. Trazendo-a cada vez mais para si, apertando-a em seus braços de um jeito que sabia que ela gostava, e sentindo-a pressionada contra cada milímetro de seu corpo, suas mãos percorrendo-lhe as costas e se afastando rapidamente para abrir os botões de sua camisa. Ele tocou-lhe as pernas, levantando o vestido e se deliciando com sua pele macia, subindo cada vez mais por suas coxas torneadas. Como aquela mulher conseguia ser assim?

— Linda! — A palavra saiu quase como um suspiro, e ele sabia que já tinha dito diversas vezes mas ela precisava saber, precisava ter algum noção do quanto ele a amava, sua personalidade borbulhante, seu riso, seus olhos, a maneira como agia, e cada centímetro de seu corpo. Ele fechou os olhos e sentiu seu perfume, mergulhando o rosto em seu pescoço e distribuindo beijos por toda a região. Podia sentir que ela estava sorrindo.

— Oliver, alguém pode chegar. Não acha melhor nós irmos...

— Shhh... — Ele a calou com um beijo. — Ninguém vem aqui a essa hora. — Ela ainda estava tensa, então ele passou os dedos levemente por seu rosto, descendo pelos ombros e braços, nunca afastando seus olhos dos dela. — Confia em mim? — Ela assentiu com a cabeça. — Então feche os olhos.

Ela fechou, e ele a observou ali, tão linda, quase intocável, os lábios entreabertos enquanto ele puxava o zíper de seu vestido e deslizava as alças por seus ombros, até desnudar-lhe o torso completamente e mergulhar em seus seios, sua pele, seu pescoço... Senti-la completamente nua em seus braços, inteiramente entregue. Ele a amaria ali mesmo, naquele jardim que era tão deles como o sentimento que compartilhavam, e a faria sua da maneira mais especial e completa que conseguisse, pois agora ele sabia que a amava, e ela o amava também.

...

Eles estavam deitados de lado sobre a toalha, um olhando nos olhos do outro, vestidos novamente e apenas apreciando a calmaria daquele lugar. Era como se lá pudessem esquecer de todos os problemas por alguns minutos e simplesmente serem felizes. Não precisavam mais de palavras, os sorrisos que traziam em suas faces era o suficiente.

— Vai dar tudo certo, não vai? — Felicity perguntou apreensiva. Ela sabia que ele não tinha como saber, mas precisava que alguém lhe dissesse aquilo.

— Vai. E se não der, nós sempre vamos encontrar um jeito, está bem? — Ela fechou os olhos, tentando acreditar que aquilo era verdade, e era fácil.

— Acho que nós devíamos ir, está esfriando e eu disse a Thea que nos veríamos no jantar.

— Ela entenderá perfeitamente a nossa ausência.

— É exatamente por isso que quero ir. Thea entende as coisas até demais. — Ela riu, pensando no que a mais nova imaginaria sobre os dois.

— Verdade! Vamos... Antes que ela decida compartilhar suas conclusões com mais alguém.

Eles arrumaram as coisas e Felicity se despediu daquele lugar em sua mente, mais uma vez guardando com carinho as lembranças dos momentos que passara lá, afinal, não sabia quando teria a oportunidade de voltar. E saíram andando de mãos dadas como um casal de apaixonados que eram.

Ao entrarem na casa perceberam que algo estava errado. Algumas malas estavam jogadas na entrada, e alguém falava alto no que parecia ser a direção da sala de jantar.

— O que está acontecendo? — Felicity perguntou a Oliver e este apenas encolheu os ombros em um sinal claro de que não sabia, então ela o arrastou pelo corredor até chegar no cômodo de onde vinha o barulho.

Uma Donna Smoak completamente alterada se encontrava em pé no meio da sala de jantar, o vestido ainda amarrotado da viagem, muito provavelmente, e o rosto vermelho numa clara expressão de raiva. Walter estava sentado em uma das cadeiras com a cabeça apoiada em ambas as mãos, aparentando estar exausto. Felicity sabia que quando sua mãe decidia bancar ela louca ela conseguia deixar qualquer um de cabelos em pé, mas nesse caso, Walter era careca. Moira e Thea estavam assustadas, e tentavam se aproximar carregando copos de água com açúcar mas aparentemente Donna pularia no pescoço de alguma delas se dessem mais um passo sequer.

— SERÁ QUE ALGUÉM PODE ME DIZER ONDE ESTÁ MINHA FILHA? — Felicity se encolheu ao ouvir seu tom, e pensou em sair correndo, mas se manteve firme ao lado de Oliver.

— Estou aqui mamãe.

— FELICITY MEGAN SMOAK... TEMOS MUITO O QUE CONVERSAR MOCINHA.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.