You are a troublemaker
4 Sentimentos de Juvia e Levy sonhadora
Notas iniciais
– Depois explico, por que, mesmo se eu falar baixo, não irá adiantar. As pesoas tem uma boa audição aqui. — me referindo aos olhares posicionados a mim. Olhei para o rosado e dei um sorriso sínico, depois, voltando minha atenção a janela, já que não conseguia prestar atenção a aula por alguma razão.
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As aulas passaram e eu voltei ao meu quarto, com Erza, Levy e Mira. Expliquei a elas tudo o que aconteceu, que arregalaram os olhos surpresas, mas depois começaram a rir. Me desculpei com Mira por ser "má" com Lisanna, mas que ela tinha começado. Mira assentiu, dizendo que tudo bem, por que eu não tinha culpa e ela merecia isso por ter sido mal educada e grossa.
– Ah, também esqueci de contá-las uma coisa. — disse Mira, enquanto se sentava na minha cama.
– O que? Laxus te pediu em namoro? — provoquei ela, com um sorriso malicioso. Erza e Levy riram. Ela tacou o travesseiro em mim. — Lucy! Não inventa! — disse ela.
– Mas bem que você queria, né? — sussurrei, e percebi que ela ouviu, pois ela corou.
– Nesse final de semana irá ter minha festa de aniversário. Queria que vocês fossem! Vai ser sábado, as 20:00. — disse Mira, olhando para nós. Que legal! Eu iria ir! Mas me lembrei de uma coisa...
– Não vou poder ir... — disse com a cabeça abaixada. Quando elas iam perguntar o por que, continuei. — Aquele velho proibiu eu e a Lisanna de sairmos da escola nesse final de semana...
Erza olhou pra mim, e falou:
– Te ajudo a sair daqui, maninha. Vamos dar um jeito sem que ele descubra! — ela piscou o olho, sorrindo. Sorri de volta.
– Bom, nós todas vamos ajudar você a sair daqui, porém... — Levy mordeu o lábio. — Vamos ter que tomar cuidado. A noite, há guardas aqui na escola, pra ver se ninguém irá sair. Temos que ter cuidado com eles.
Guardas? Sério? Confundiram uma escola com uma prisão? Bufei, enfiando a cara no travesseiro.
– Hum... Eu dou um jeito nesses guardas, pode deixar! — falou Mira, pensando em um plano.
Depois disso, ficamos conversando no quarto até tarde. Mira ia fazer 16 anos. Ela era mais velha que eu e a Erza. Só iríamos fazer aniversário no final do ano. Já Levy era mais nova que todas nós.
Fiquei com fome e desci, em direção a cantina. Quando estava indo, encontrei uma pessoa de cabelos azuis, chorando. Era Juvia. Fui até sua direção, sentando-me ao seu lado.
– Juvia, o que foi? — perguntei, olhando pra ela, que estava de cabeça abaixada. Ela tomou um susto, limpando as lágrimas.
– N-Nada, n-não foi nada. P-Por que seria algo? — perguntou ela, gaguejando. Ela não queria que ninguém a visse chorando, pensei.
– É sério, Juvia. O que aconteceu? Você mente muito mal, hein? Sei que aconteceu algo. — perguntei a ela.
Juvia suspirou, tomando coragem e explicou:
– Gray-sama não gosta da Juvia. Isso deixa Juvia triste.
Era engraçado como ela falava na terceira pessoa. Fiquei triste pelo caso dela. Já havia acontecido coisa parecida comigo... Suspirei.
– Juvia, por que não explica pra ele como você se sente? — peruntei. Juvia olhou pra mim.
– Juvia tem vergonha dele rejeitá-la. — explicou. — Juvia tem medo de receber um não. — disse ela, abaixando a cabeça de novo.
– Não fique assim. — disse, levantando e erguendo a mão pra ela levantar. — Quer que eu fale com ele como você se sente? — perguntei. Mesmo que eu não tivesse quase nenhuma intimidade com ele, iria ajudar a azulada.
– Lucy faria isso por Juvia? — perguntou ela, levantando a cabeça e olhando pra mim. Assenti. Juvia abriu um sorriso enorme.
– Obrigada, Lucy! — exclamou, segurando minha mão e se levantando. Fomos conversando até eu chegar na cantina.
– Juvia precisa ir para o meu quarto, estão chamando Juvia. — falou ela, olhando para a mensagem no celular. Assenti, e ela foi correndo para o quarto.
Comprei um pudim, me lembrando da cena em que Lisanna ia jogar um pudim em mim, e consegui desviar. Ri em silêncio, até que alguém me cumprimenta. Era Gray.
– Oi, Lucy! — cumprimentou ele, acenando não muito longe dali. Cumprimentei e fui até ele. Precisava explicar o caso de Juvia.
– Gray, preciso falar com você. É um assunto sério. disse me sentando em uma cadeira, encarando ele. Ele se sentou, e perguntou o que foi.
– A Juvia tem sentimentos sobre você. — expliquei. — Ela gosta de você. Ele ficou me olhando como se soubesse disso, e falou:
– Eu sei, eu também gosto dela! Apesar de ser grudenta, somos muito amigos! — exclamou ele. Ele não tinha entendido que tipo de sentimento. Suspirei, falando:
– Ela gosta de você mais que isso. — disse. — Ela te ama.
Quando expliquei isso pra ele, ele ficou surpreso, e estava confuso em relação a isso mas que iria pensar, pois ele também sentia uma certa atração por ela, depois ele logo mudou de assunto.
– Ah, Lucy, preciso te contar uma coisa também. — diss ele, sorrindo. — Natsu me explicou o que aconteceu, e disse que iria te conquistar, mesmo que você fosse grossa com ele.
Arqueei uma sobrancelha. Quem aquele moleque acha que é? Eu nunca iria me apaixonar por ele. Em primeiro lugar, ele é metido pra caramba, e "namora" a Lisanna. Bem, acho que não só a Lisanna. Aquele menino deve levar todas pra cama. Ele COM CERTEZA nunca faria meu tipo.
– E por que ele quer tanto me conquistar? — perguntei a Gray.
– Natsu é assim mesmo. Nunca é de se apaixonar de verdade... Mas vai que ele muda né? — explicou Gray. O que? Ele usava todas as meninas e depois jogava fora? Sério isso?
Me levantei, já saindo dali, e falei pra Gray:
– Explica pro seu amiguinho ameba rosa... — Ameba rosa? Vou usar este apelido agora. — que eu nunca vou cair na dele — continuei, encarando Gray nos olhos, o que o deixou com medo, pois eu estava brava e surpresa. Não sabia que Natsu podia ser tão babaca a esse ponto.
Dei tchau para Gray e sai andando até meu quarto. Quando eu trombo com alguém... de novo.
Sem saber quem era, ainda com os olhos fechados, resmunguei:
– Segunda vez que trombo no dia... — abri os olhos e vi quem era. Era a ameba rosa. Bufei, me levantando.
– E com a mesma pessoa. — sorriu ele. Fiquei encarando ele, com raiva no olhar. Natsu riu e disse:
– Olha, sou bonito, mas não preciso olhar tanto. — sorriu ele maliciosamente. Bufei e empurrei ele da minha frente, mas ele segurou meu braço. Por algum motivo, eu corei. Balancei a cara, tentando fazer minhas bochechas pararem de corar.
– O que você quer, ameba rosa? — perguntei, séria. Ele me olhou nos olhos, e disse no meu ouvido:
– Você.
Isso me fez arrepiar. Que droga! Vou provocá-lo também, se é assim. Cheguei perto de seu ouvido e falei;
– Que pena, isso você não vai poder ter. — Me soltei dele e fui andando. Mas ouvi ele falando:
– Mas eu sei que você gostou do beijo ontem. — corei com isso, não sei por que, virei a cabeça, pra ver se ele estava me olhando. Ele estava rindo maliciosamente. Novidade, não?
Suspirei, virando o rosto, e voltei para o meu quarto.
Abri a porta e Levy estava dormindo no colo da Erza. Mira e Erza riam baixinho de alguma coisa.
Me sentei ao lado de Mira, na minha cama, e perguntei:
– Como ela conseguiu dormir com vocês duas falando? — perguntei a Mira e Erza. Mira riu e falou:
– Xiu, Lucy! Não acorde ela! Ela está sonhando com o amor dela. — riu Mira, me explicando. Arqueei a sobrancelha, tentando escutar o que Levy falava, enquanto dormia.
– Gajeel... Gajeel...- Levy sussurrava. Nós três começamos a rir. Levy estava sonhando com Gajeel... O que será que eles estavam fazendo no sonho...? (N/A: não pensem besteira se puderem haha)
Levy abraçou a cintura da Erza, ainda sussurrando Gajeel. Erza fez uma careta, rindo.
– Não sou o Gajeel, Levy... Como pode me confundir com um homem? — perguntou Erza, rindo, com uma careta.
– Deixe ela sonhar, Erza! — gritei meio sussurrando, mas Levy tinha acordado. Mira deu um empurrãozinho em Erza.
– Olha o que você fez! Acordou ela! — disse Mira. Erza olhou pra Mira e falou:
– Ela me confundiu com um homem! Mesmo que estivesse só sonhando....- explicou Erza.
– O que foi, Erza-chan? Mira-chan? Lu-chan? — perguntou Levy, meio grogue. Ela viu que estávamos rindo,e perguntou:
– E-Eu não estava falando enquanto sonhava novamente... Estava? — perguntou ela assustada. Começamos a rir ainda mais. Provoquei Levy.
– Você estava sonhando com seu príncipe encantada chamado Gajeel, Levy. — comecei a rir. Levy pegou uma almofada e tampou o rosto, corada.
– Não precisa ficar com vergonha, Levy! — disse Mira.
– Pois é Levy... A Mira também costuma sonhar com o Laxus... Vai saber que sonhos são esses, né? Podem ter sidos piores qu... — Erza falava, rindo, quando Mira joga um travesseiro nela.
– E você com o Jellal, Erza? — perguntou Mira. Jellal? Aquele com cabelo azul com uma tatuagem debaixo do olho? — Acha que eu não vi você olhando pra ele toda hora no almoço? — continuou Mira, olhando vingativa e sorrindo.
– QUE? ERZA APAIXONADA? NO PRIMEIRO DIA DE AULA? — gritei, mas parei de gritar no meio da frase, somente falando alto, quando me lembrei que as paredes tem ouvidos aqui.
– LUCY SUA VADIA! GRITA MAIS ALTO! — vinha Erza em minha direção. Ai meu deus, eu vou morrer. Erza começou a me dar socos (fracos) na cabeça e na barriga.
Depois tudo acabou com todas nós rindo. Olhei para Erza e perguntei:
– Mas e essa do Jellal? Nem contou pra mim que estava apaixonada... — me fingi de magoada, e ela corou por eu citar o nome "Jellal".
– N-Não estou apaixonada. — Erza tentou se explicar. Comecei a rir. Ela é ruim em mentir...
– Aham. — disse eu, Mira e Levy, juntas. Começamos a rir, e conversar sobre muitas coisas. Como amanhã seria sexta, iríamos sair para comprar a roupa para a festa. Mira voltou para o seu quarto, depois, eu estava muito cansada, acabei dormindo as 19:00h.
CONTÍNUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO!
Obs: Leiam as notas finais.
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