You are Mine
1 He is Mine
Notas iniciais
Shouto estava ficando irritado com toda aquela agitação sobre sua sexualidade. Afinal de contar por que malditos motivos todas as pessoas haviam começado a comentar sobre ele gostar de pessoas do mesmo sexo e começaram não apenas a falar sobre isso por suas costas mas a culpar alguém por ele simplesmente gostar de algo que acha bonito e belo.
Ele e Midoryia haviam começado a namorar a mais ou menos há dois meses e três semanas, e ele sabia que no final algumas pessoas saberiam sobre isso porque o menor e esverdeado era bem popular e tinha varias pessoas que o rodeavam, muitas por quererem apenas sua amizade, outras para conseguirem algo dele; e a princípio ele não ligou apesar de ser alguém bem mais discreto que Midoryia, mas algum maldito que não tem nada pra fazer além de querer fofocar sobre a vida dos outros espalhou os rumores pelo o ano inteiro, tanto o Primeiro ano como o segundo. E depois de apenas quatro dias que os rumores estavam borbulhando, Shouto passava com Midoryia pela a quadra quando o idiota do Katsuki foi tentar ofender Izuku apontando ele como culpado da sexualidade de Shouto ser uma merda.
Shouto confessava, ele havia sim saído do controle, mas qualquer um sairia do controle com alguém idiota o suficiente como o Bakugou, apesar de Shouto sempre tentar relevar já que Miodryia vivia falando que não queria que ele briga-se com o “Kaachan” já que o mesmo além de ser a primeira paixão do esverdeado era a pessoa com quem ele havia tido quase todas as suas primeiras vezes.
Depois dele conseguir arrancar dois dentes, quebrar um nariz e deslocar um maxilar e sair com um olho roxo, ele tomou uma suspensão de cinco dias e o pai “preocupado” — porque chegou no ouvido do mesmo o motivo da discussão — rendeu a Shouto duas sessões com o psicólogo que havia internado sua mãe.
A realidade é ele queria mandar todo mundo se fuder. Estava cansado das pessoas quererem se intrometer na sua vida, estava cansado das pessoas se metendo onde ninguém havia as chamado.
Ele apenas não podia ser feliz com a pessoa que ele mesmo havia escolhido para fazer feliz? Bom parecia que para todos aqueles que os rodeavam a resposta era não.
Agora havia feito dois meses que ele e Midoryia estavam juntos, ele havia saído da suspensão, e foi quando ele saiu da suspensão que ele descobriu que Midoryia nesse tempo sem ter ele por perto havia sido alvo de inúmeros atos de preconceito, e o que mais machucava Shouto não era nada mais do que saber que as pessoas que estavam machucando seu namorado e amigo, eram aqueles ditos “amigos”. Shouto queria destruir cada um, desde que passou por aquele psicólogo idiota estava irritado o suficiente para conseguir socar mais alguns narizes e deslocar alguns maxilares a mais, mas Midoriya não deixou, dizendo que aquilo era passageiro e que seja as meninas ou meninos estavam fazendo aquilo porque na realidade queriam estar no lugar do esverdeado.
Todoroki novamente relevou por assim dizer suas vontades de querer destruir aqueles idiotas, mas novamente estava ficando irritado.
Agora estavam em um acampamento de férias, eram para ser cinco dias incríveis aprendendo a ter contato com a natureza e aprendendo a sobreviver na mesma — cinco dias maravilhosos longe do pai estupido e perto de Midoryia — só que novamente os atos de preconceito para com o esverdeado estavam o deixando completamente irritado.
— Eu já disse, Shouto... Eu sempre soube que quando eu decidi não me apegar aos outros, a não seguir o que seria o normal, eu seria tachado e criticado, não há nada de estranho nisso pra mim. — Midoryia diz dando de ombros a Shouto enquanto eles observavam a longe sua sala brincar no lago não muito longe deles que estavam sentados na beira do rio em cima de uma rocha grande, Shouto estava com Midoryia no meio das pernas de forma que não conseguia ver a expressão de desgosto que o mesmo fazia.
— Ótimo, não nego que existam pessoas estupidas no mundo, mas a questão aqui é outra Mid... Afinal se eles fazer isso com você porque não fazem comigo? — Shouto estava louco pra que tentassem fazer algo com ele, afinal estava no limite da sua paciência. Para a pergunta de Shouto nem Midoryia com todo o seu poder analítico conseguiria responder sem parecer estupido. A realidade não era que estavam o atacando por ele ser aparentemente o mais frágil daquilo tudo?
Aquela noite seria a penúltima que e supostamente eram pra eles aproveitarem sem a supervisão dos adultos que agora iriam ficar bêbado o suficiente para colocar a monitoração das salas nas mãos de seus devidos representantes de classe. Mas era óbvio que a junção de “falta de supervisão” mais “Adolescentes com hormônios a flor da pele” resultaria em um jogo idiota tipo verdade ou desafio, a questão era que não existia a opção verdade no jogo. E aquela garrafa havia parado justamente em Midoryia que eles queriam de toda a forma que beijasse Bakugou.
Midoryia tentava negar, enquanto Bakugou não falava nada, agitando o que era a força da pressão sobre o namorado que parecia sem saber o que fazer.
— Oras Midoryia! Vocês gays não são assim? Mesmo namorando Shouto tenho certeza que você beija outros garotos! A realidade é que também nunca te vi beijando Shouto, não sei se realmente é verdade esse namoro de vocês, nunca vi ele confirmar.
Midoryia parecia cada vez mais envergonhado, Shouto que estava em seu ângulo de 35 graus suspirou e saiu de onde estava, já resignado com aquilo.
— Se você queria tanto saber porque não veio e perguntou diretamente a mim? — Shouto diz diz ficando a frente a frente com Midoryia. — O Midoryia não vai beijar o Katsuki.
— Ciúmes, Todoroki? — Denki questionou divertido.
— Obvio. Midoryia é meu. — Ao dizer isso Shouto se inclinou para frente e selou seus lábios com os de Midoryia. Foi um beijo leve e quase sem nenhuma profundidade se Shouto não tivesse passado a língua dele para roçar com a língua do menor. Depois quando se separou de Midoryia ele fitou cada hipócrita daquela roda. — Eu vou dizer só mais uma vez então prestem bastante atenção. Se vocês tocarem novamente em algum fio do cabelo de Midoryia sequer, eu vou destruir cada um que o fizer. — Shouto diz rosnando e depois puxando Midoryia para longe daquela roda de pessoas idiotas o suficiente para estarem gravando tudo aquilo.
Após se afastarem, ele suspirou e se virou para Midoryia que chorava.
— Izuku! O que houve? — Shouto questionou arregalando os olhos chocado, Midoryia negou sorrindo.
— Sei lá... nunca pensei que você fosse fazer algo como aquilo, sempre disse que não gostava de chamar atenção.
Shouto suspirou e revirou os olhos.
— Eu te amo Midoryia. Você é meu, e ninguém toca no que é meu. — Shouto diz o puxando para um abraço.
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