Notas iniciais
Resolvi escrever um capítulo apenas Delena *-* boa leitura

Pov. Elena

Meu aniversário, eu não estava animada e nem afim de uma festa. Pelo menos Damon estava comigo.
Caroline e Mamãe pareciam a mesma pessoa, elas convidaram o colégio inteiro para a festa. Por onde eu passava todos me cumprimentava e desejava parabéns, mas eu me sentia infeliz e nem sequer sabia o motivo.
Todos estavam animados dançando e bebendo, até mamãe estava se divertindo do seu jeito. Jeremy e Bonnie escondidos num canto.

– E ai o que está achando da festa? — perguntou Caroline.

– Um arraso — digo — Obrigada pela festa.

– De nada, parece que você não está se divertindo, se quiser eu cancelo... — eu a interrompi.

– Não, está tudo bem, estou me divertindo sim.

– Ok, vou pegar uma bebida para você.

E ela foi se afastando...

– Você é uma péssima mentirosa — Stefan apareceu logo atrás de mim. — Deveria ao menos sorrir mais.

– Dá para notar tanto assim?

– Até de longe... O que você tem?

– Eu nem sei o motivo.

– Sabe sim se não estaria assim no seu próprio aniversário.

– Acho que estou triste pelo fato de que, nunca mais vou passar dos 17 anos, essa é uma festa de 18, mas sempre terei 17...

– Sei que você queria ter uma vida normal...

– Eu queria...

– Stefan, se eu soubesse eu teria trazido para você — Caroline disse com dois copos nas mãos.

– Ah tudo bem eu me viro — ele disse.

– Vou procurar o Damon — digo.

Não fiquei muito surpresa por achar Damon na parte de bebidas junto com Ric.

– Imaginei que estariam aqui — digo.

– Eu só estou evitando que sua mãe não se aproxime da mesa — disse Ric.

– E eu estou apenas de companhia — disse Damon.

– Então vou acompanhar vocês — peguei um copo com vodca e bebi de uma vez, senti a vodca queimando a minha garganta.

– Ei ei vai com calma — disse Ric — Só por que tem 18 não quer dizer que possa beber sem um limite.

Soltei uma risada irônica.

– Qual é a graça? — perguntou Damon.

– A graça é que essa festa nem é de verdade, minha mente pode ter 18 mas eu sempre terei 17 anos.

Eles ficaram em silêncio e entenderam muito bem o que eu quis dizer. Eu precisava de um ar e então fui lá para fora, me sentei nas escadas da varanda e comecei a olhar para céu. Comecei a ouvir os passos do Damon, ele estava logo atrás de mim e sentou ao meu lado. Ficamos em silêncio por um bom tempo até que ele me oferece a garrafa de uísque.

– Aceita?

Apenas concordei com a cabeça e peguei a garrafa de sua mão. Dei apenas um gole e devolvi.

– Vai ficar ai sem dizer nada? — finalmente digo.

– Não sei muito bem o que dizer.

– Tente...

– Está chateada por que não vai mais envelhecer, eu entendo isso.

– Você preferia ser vampiro ou humano?

Ele ficou quieto.

– Já sei qual é a resposta.

– Por mim, bom eu não sei, mas por você — ele disse — Elena, eu queria que você tivesse uma vida normal, envelhecer, ter filhos e ver seus netos crescer.

Fiquei em silêncio.

– Se você tivesse morrido naquele hospital, eu morreria junto, não ia aguentar passar o resto da minha vida sem você.

Me aproximei mais dele e o abracei.

– Só estou chatiada com tudo isso.

– Eu sei — ele deu um leve beijo na cabeça. Ficamos novamente em silêncio, um silêncio bom e tranquilizador.

– Vem cá — ele se levantou — Por mais que você não passe dos 17, ainda é o seu aniversário. E você vai ter uma dança comigo.

– Mas aqui fora não tem música...

– Não vamos precisar.

Ele me puxou e colocou meus braços em volta de seu pescoço e logo dançamos bem devagar. Sorri, Damon sempre tentando me animar.

– Viu, ta dançando. — ele sussurrou.

– Obrigada — digo bem baixinho. Encosto minha cabeça sobre seus ombros e continuamos ali.

...