You and Me
50 Lamentações e contrações
Notas iniciais
Uma semana depois...
P.O.V Da Sam
Carly, Melody e eu estávamos reunidas no apartamento da Shay. Fazia tempo que não colocávamos a conversa em dia, elas eram minhas melhores amigas, eram como irmãs para mim e todas nós sabíamos que podíamos contar uma com a outra.
— Como você e o Dylan estão se sentindo agora? E o Anthony? Ele está bem? — Perguntei preocupada.
— A justiça foi feita, mas eu ainda continuo me sentindo péssima, o Dylan também está se sentindo mal... E o Anthony está traumatizado, ele sempre chora na hora que a gente o deixa na nova escolinha, é horrível ver meu filho daquele jeito, dói muito... Eu confiava naquela mulher, ela parecia uma ótima professora, mas ela não passa de uma louca que bate em criancinhas. Eu nunca vou perdoar o que ela fez com o meu filho, ela não tinha o direito de castigar ele com agressões... — Melody disse chorando.
— Oh, Mel, eu sinto muito! — Abracei a morena, eu também estava muito triste e revoltada.
Carly se juntou ao abraço, ela também estava chorando, chegava a soluçar...
— A Psicóloga disse que o Anthony está muito assustado e que é normal, ele ficou muito manhoso e chora por qualquer coisa, a doutora disse que isso vai passar com o tempo, e que devemos ficar de olho nele, ter paciência e dar atenção ao máximo. Dylan e eu estamos nos esforçando, tudo o que eu mais quero, é que o nosso garotinho volte a ser o que era antes... — Desabafou ela arrasada.
A Shay se afastou soluçando e sentou na cama, ainda em prantos.
— Ele é um menininho forte, tenha fé, ele vai superar tudo isso, acredite! — Afaguei suas costas e beijei a testa dela.
Me aproximei da outra morena, ela estava estranha e aquele choro sentido já estava me preocupando e muito.
— Quer desabafar com a gente? — Me sentei ao lado dela. — Eu notei que você está muito triste e desolada desde que chegamos aqui... — Toquei no ombro dela.
— Brad e eu terminamos... — Ela me olhou com os olhos vermelhos. — Ele bateu em mim... — Revelou ela me deixando chocada.
— O quê? — Nossa amiga se aproximou da cama. — Como ele ousou tocar em você? — Perguntou rouca por conta do choro.
— Meu Deus, amiga, eu... O Brad parecia tão carinhoso e calmo. Ah, mas ele vai se ver comigo! Ninguém bate na minha amiga e sai impune! — Levantei raivosa.
— Eu pensei também que ele seria incapaz de me machucar... — Ela disse magoada.
— Oh, Carly, lamento muito, amiga! — Mel a abraçou.
— Quem vai lamentar vai ser ele quando eu quebrar a cara dele! — Falei séria.
[...]
P.O.V Do Freddie
— A gente devia era te dar uma surra, cara! — Dylan disse indignado.
— O Dylan tem razão, Prentice! Não se bate em mulher! — Falei ainda chocado com a confissão do nosso amigo.
— Eu sei, eu sei... — Tomou mais uma dose de bebida. — Eu fiz merda! A mulher que eu amo nem quer mais olhar na minha cara! — Ele estava desconsolado e parecia muito arrependido.
— E as amigas dela vão te matar! — O loiro alertou.
— Matar não, mas a Sam vai querer te surrar até você sangrar. — Avisei.
— A Mel vai querer fazer o mesmo. — Nosso amigo comentou.
— Por quê você bateu na Carly? — Perguntei.
— Estávamos discutindo e as coisas sairam do controle... — Brad tomou mais um gole e caiu no choro. — Eu a amo. Juro que a amo... E ela agora me odeia, nunca vai me perdoar... — Começou a chorar feito bebê.
— Me dá essa garrafa pra cá... — Dylan tomou a garrafa de Jack Daniel's das mãos dele.
— Não sei o que falar, cara... — Fui sincero.
— Meu filho apanhava da professora, eu estou me sentindo horrível, a minha mulher chora todas as noites quando pensa que estou dormindo, mas eu sempre a ouço se lamentar... E o Freddie vai saber o que é ser pai, ele tem um filho à caminho e uma mulher maravilhosa, a Sam poderia ter pulado fora, porém, decidiu ficar ao lado dele... E você vacilou feio, meu amigo, infelizmente não podemos te ajudar. Lide com isso ou tente consertar as coisas! — O loiro disse bem sério.
— O Dylan tem toda a razão, Brad! Se realmente a ama, dê tempo a ela. Se ela o ama, vai acabar te perdoando. Peça perdão, prove que está arrependido. E se ela não quiser mais voltar com você, siga em frente, meu irmão. Esse é o meu conselho. — Fui franco com ele.
— Obrigado. Tenho sorte de ter vocês como meus amigos. — Limpou as lágrimas.
— Disponha. Estaremos sempre aqui, não é Freddie? — Dylan me olhou.
— Sim, Dylan. Para o que der e vier! — Afirmei.
[...]
P.O.V Da Sam
Quando cheguei em casa, a Rachel estava no quarto de hóspedes. Só podia estar dormindo, pois na sala e na cozinha ela não estava. Freddie ainda não havia chegado, ele tinha marcado de ir se encontrar com os rapazes. Fiz um lanchinho e comi ali mesmo na sala enquanto assistia TV.
— Sam? — Ouvi a morena me chamar.
Quando me virei pra ela, rapidamente me levantei deixando o resto do meu lanche na mesinha de centro. Rachel não parecia nada bem.
— O que você está sentindo? — Fui socorrer ela que mal se aguentava em pé, ela estava suando e se apoiando na parede.
— Liga para o Freddie... — Ela arfava e estava quase chorando.
— Você precisa sentar, venha, vou pegar um copo d'água pra você. — A conduzi até o sofá.
— Estou sentindo muitas pontadas dolorosas, não estou mais aguentando... — Ela começou a chorar.
— Oh, Meu Deus! Vou ligar para o Freddie. — Tirei o meu celular do bolso e liguei para o meu moreno. Avisei que a Rachel estava sentindo contrações e pedi para ele vir urgente. — Ele já está à caminho. — Avisei para ela após encerrar a ligação.
Ela gritou sentindo mais uma forte contração e se contorceu de dor.
— Dói demais... — Ela respirava com certa dificuldade.
— Vou só pegar minha bolsa, vou te levar para o hospital agora! — Falei antes de correr para o meu quarto.
Quando retornei para a sala, a bolsa dela já havia se rompido. A ajudei a levantar, saímos do meu apartamento andando devagar por conta do estado dela e pegamos o elevador.
Mandei uma mensagem para o Freddie, o informando que eu já estava a levando para o hospital. Rachel foi chorando e se queixando de dor até chegarmos no estacionamento. Ajudei ela entrar no carro e rumei para o hospital dirigindo com pressa.
— O Freddie vai nos encontrar lá no hospital, ok? Não se preocupe, está bem? Continue respirando fundo. Tudo vai dar certo! — Tentei tranquilizá-la.
— Você promete? — Ela arfava e sua voz saiu entrecortada.
— Prometo. — Falei tentando passar segurança pra ela.
Rachel havia acabado de entrar no último mês de gestação. A obstetra falou que ela ia dar a luz só dali à três dias. Mas pelo visto, o bebê já estava ansioso para vir ao mundo...
— Seja o que Deus quiser. — Sussurrei.
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