You and Me
21 Consolo nos braços errados!
Notas iniciais
Minutos depois...
P.O.V Da Sam:
Terminei de me arrumar,sai do vestuário depressa e quando cheguei no último andar de baixo vi o Benson conversando com o senhor Howard perto do bebedouro,ele entregou um envelope para o velho careca e depois se afastou indo para a saída do colégio.
Assim que sai do colégio encontrei o Benson praguejando e soltando os piores palavrões ofensívos enquanto chutava a lataria de sua Ferrari.
– O que houve? — Perguntei me aproximando,eu queria rir,mas não podia pois ele desconfiaria que eu fiz aquilo com o querido carro dele.
– Detonaram o meu carro,malditos sejam. Olha o que fizeram com a minha Ferrari novinha! — Disse com raiva apontando para a lataria toda riscada.
– Nossa! — Exclamei fingindo espanto.
– A porcaria do alarme nem acionou,que merda! — Falou com raiva chutando o carro.
– Que pena... Vou indo! — Forcei um sorriso e caminhei até o carro da minha mãe.
Quando inseri a chave na ignição e tentei ligá-lo,o carro não funcionou,tentei novamente e nada,continuei tentando ligá-lo mas o carro não funcionou de jeito nenhum.
Sai do carro frustrada. A porcaria deve ter dado prego e agora? Como vou voltar para casa? De táxi? Não! Andando? Também não. O que eu faço? Não posso deixar a lata velha vulgo o carro da minha mãe abandonado aqui.
– O carro não está ligando? — Perguntou o moreno andando em minha direção.
– Não. Acho que essa porcaria deu prego! — Respondi irritada.
– Acho que estamos com azar! — Deu um leve sorriso de lado. — Quer carona? — Perguntou.
– Não! — Recusei.
– Deixa de ser orgulhosa,vamos? Eu te dou uma carona e ligo para rebocarem o seu carro e mandar consertá-lo junto com o meu que está todo amassado por causa dos meus chutes! — Falou como se aquilo fosse a coisa mais simples do mundo.
– Eu não permitirei que pague o conserto do meu carro,mas eu aceito a carona! — E ele sorriu concordando.
[...]
Agora estou no banco de passageiro,sentada ao lado do Benson. Não me pergunte como eu ainda tenho coragem de olhar para a cara dele depois de tudo que fizemos trancados naquelas salas. Eu me entreguei duas vezes,estupidez total. E agora reflentindo sobre isso,cheguei a conclusão que eu devo ter enlouquecido de vez.
Cai na sua lábia,onde eu estava com a cabeça quando me submeti a isso? Transar com um inimigo? Isso é um absurdo do qual eu nunca mais irei fazer novamente. E aceitar uma carona? Hum. Só fiz isso porque não tive escolhas. Ah! Quem eu quero enganar? Eu aceitei porque eu quis...
– O que rolou entre a gente no colégio não irá mudar o que sentimos um pelo outro,certo? — Disse com indiferença.
– Certo! Eu continuarei te odiando e te tratando da mesma maneira que faço há anos! — Concordei.
– Mas você gostou,não é? — Perguntou sorrindo mesmo sem tirar os olhos da direção.
– Prefiro nem te responder! — Sorri sem humor.
[...]
Quando a Ferrari se aproximou da minha casa,vimos uma viatura da polícia parada em frente à mesma. E assim que o Benson parou o carro,eu sai do mesmo rapidamente e corri para ver o que estava acontecendo sendo seguida pelo Benson.
Assim que entrei em casa,vi os objetos de decoração,os móveis tudo destruído e jogados no chão,e minha mãe estava conversando com dois policiais.
– O que aconteceu? — Perguntei assustada olhando para nossas coisas quebradas e jogadas no chão da sala.
– Calma,moça. Ainda estamos fazendo nosso trabalho para tentar descubrir o que aconteceu na sua residência! — Um dois policiais falou me olhando.
– A MINHA CASA FOI PROVAVELMENTE INVADIDA E DESTRUIDA,E O SENHOR AINDA QUER QUE EU FIQUE CALMA? — Gritei irritada e nervosa,o Benson estava ao meu lado observando tudo calado.
– Agindo desse jeito a senhorita não ajuda em nada. Já estamos investigando,recolhemos depoimentos dos vizinhos e provas que os meliantes deixaram no local! — Explicou o outro policial.
– Já jogaram o pózinho mágico também? — Perguntei sarcástica.
– Sam,por favor,não complique as coisas! — Pediu minha mãe com a voz embargada.
– Sua vizinha ao lado,senhora Grayson afirmou ter visto uma Van preta ter parado aqui na sua residência e alguns homens encapuzados terem saído da mesma! — Avisou o policial baixinho.
– Roubaram algo? — Perguntei ainda nervosa.
– Não. Só praticaram vandalismo mesmo,vocês duas tem algum inimigo ou alguém que não goste de vocês e queria se vingar? — Indagou o policial alto.
– Não,senhor! — Respondeu minha mãe rapidamente.
– Tem certeza senhora? — Indagou o memo policial desconfiado.
– Absoluta! — Afirmou ela. Mentirosa.
– Quais foram as provas que encontraram? — Indaguei curiosa.
– Um cigarro pela metade e uma embalagem de chiclete! — Respondeu o policial baixinho balançando dois saquinhos transparentes de plástico.
– Desculpe-me por eu está me intrometendo,mas os senhores são capazes de achar os culpados com apenas essas provas? — Perguntou o Benson que até então estava calado.
– Creio que não,rapaz. Mas continuaremos com nossas investigações! — Respondeu o policial alto.
[...]
Os policiais foram embora,e o Benson ainda está na minha casa. Ele disse que não tem nada para fazer e por isso está aqui tentando me passar o mínimo de reconforto e consolo para a minha mãe que está muito abalada.
– Ryan,você e minha filha são apenas amigos? — Perguntou minha mãe enquanto arrumava a bagunça que estava na sala.
Ela odeia os Benson's e por isso ele foi obrigado a mentir sobre sua verdadeira identidade. Para a minha mãe,ele é Ryan Sommers,apenas um amigo meu.
– Sim,somos grandes amigos. Não é,Sammy? — Ele me lançou um sorriso cínico e eu concordei.
– É bonito ver uma amizade entre um garoto e uma garota. Você é o primeiro garoto que ela trouxe aqui,bem que poderia vir mais vezes! — Sorriu ela sendo simpática. "Isso é novidade! Não mãe,a senhora não sabe o que está falando." Pensei.
– Tudo bem,senhora. Prometo visitar a Sam com mais frequência! — Concordou retribuindo o sorriso.
– Por quê não subam e vão conversar? Deixem que eu arrumo tudo! — Falou ela e eu assenti. Levantamos do sofá e ele veio me seguindo até o meu quarto.
[...]
– Quarto maneiro! — Comentou ele assim que tranquei a porta.
– O que você ainda está fazendo aqui? — Perguntei em um tom baixo e ríspido.
– Sei que nunca fomos amigos e que nos odiamos desde pequenos... Mas,eu sinto muito pelo que fizeram com a sua casa. Eu só estou tentando ser solidário! — Falou calmo.
– Solidário? Essa é boa! — Sorri irônica balançando a cabeça.
– Acredite em mim... Eu sei que é difícil,mas faça um esforço e deixe o orgulho de lado. Estou vendo em seus olhos o quão você está abatida e precisando ser consolada. Quer um ombro amigo? Quer chorar e extravar isso que está sentindo? Pode contar comigo! — Disse me olhando,sua voz saiu tão suave.
Não foi preciso palavras,apenas abaixei o olhar junto com a minha guarda permitindo que ele se aproximasse e me abraçasse.
– Foi tão injusto! — Sussurrei despejando a tristeza que estava me consumindo.
Senti as primeiras lágrimas descerem lentas e quentes,suas mãos afagaram meu cabelo.
– Isso dói... Minha mãe batalhou para imobiliar a sala... E agora tudo foi destruído! — Falei baixinho chorando.
E o orgulho? Ele havia sumido,evaporado assim como a minha dignidade quando transei com ele.
– Eu não sei o que fazer... Eu só queria poder ajudá-la a comprar tudo que foi quebrado! — Sussurei com a voz completamente embargada.
Ouvi ele suspirar,e suas mãos foram para minhas costas acariciando-as.
[...]
P.O.V Do Freddie:
Divertido e prazeroso,é exatamente isso que posso definir ao ver seu sofrimento. Tê-la totalmente vulnerável em meus braços é impagável. Realmente é um privilégio ver Samantha Joy Puckett arrasada,chorando e sendo "consolada" por mim.
Pobrezinha,ela nem imagina que estou por trás de todo o "vandalismo" que fizeram na sala dela. A conduzo até a sua cama,fazendo ela sentar na mesma e sento ao seu lado. Ela encosta a cabeça no meu ombro e se permite a chorar ainda mais.
Tão frágil,tão boba e burra! Sim, Samantha você é uma idiota. Eu ainda irei foder muito com a sua vida,esse foi apenas o começo.
– Freddie! — Falou meu nome baixinho e se afastou para me encarar.
– O que foi? — Sussurei passando meus dedos por suas bochechas banhadas de lágrimas.
– Jura para mim,que você não tem nada a ver com isso? — Pediu quase suplicante.
– Sim. Eu juro! — Menti olhando no fundo de seus olhos.
Ela sorriu triste e me abraçou com força repousando a cabeça no meu ombro direito e deixou que os soluços presos escapassem.
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