You and I!
38 Capitulo 38
Notas iniciais
2 anos depois...
Pov Bonnie
Dois anos se passaram e foram os melhores da minha vida. Os rumores de que a guerra acabou cresceram e ela realmente havia acabado. Eu estava no orfanato. Estávamos todos no jardim e estávamos fazendo o aniversário de mais uma criança.
Caroline: ainda bem que a guerra acabou- falou sorrindo.
Elena: tem razão.
Bonnie: pena que muitas vidas se perderam nessa guerra- elas me olharam tristes.
Elena: não fique assim, amiga.
Bonnie: não, hoje não é dia para chorar, não é?- elas sorriram.
Caroline: verdade.
Hoje estávamos comemorando o aniversário de Jenny. Ela estava completando cinco anos.
Stefan: olá meninas- falou chegando com os outros meninos.
Damon: olha só, cada vez mais lindas- falou puxando Elena e girando-a.
Jeremy: verdade- sorriu pra mim e eu sorri de volta.
Caroline: vamos dançar?
Stefan: boa ideia- sorriu.
Elena puxou Damon, Caroline Stefan e eu sentei em uma cadeira e fiquei observando.
Jeremy: não quer dançar?
Bonnie: acho que não estou muito disposta- sorri.
Jeremy: vamos lá- estendeu a mão- isso é uma festa, não?
Bonnie: é verdade- peguei sua mão e fomos dançar.
Damon e Elena estavam namorando. Isso mesmo, namorando. Damon já não estava mais no orfanato. Ele conseguiu trabalho em uma plantação aqui perto e agora estava morando sozinho em uma simples casa. Elena continuava aqui, mas logo iria embora pois Damon planejava casar-se com ela.
Stefan e Caroline ainda não tinham nada. Stefan não queria nada com ninguém agora, pois não queria iludir garota alguma. Caroline engraçara-se por um jovem rico. Klaus Mikaelson, próximo herdeiro da fortuna dos Mikaelson.
Jeremy continuava aqui. Ele também arrumou trabalho. Ele trabalhava cuidando dos cavalos dos Lockwood. O prefeito e sua esposa, Carol, o contrataram.
Eu? Eu continuava levando minha vida de viúva. Na verdade, as notícias sobre Charles não haviam chegado a meus ouvidos, mas se existe justiça, ele deve estar morto a tempos.
Kai? Nada ainda. Kai não respondeu nenhuma de minhas cartas após aquele dia. Se eu superei a perda de meu grande amor? Não, não mesmo. Mas a vida segue e mesmo com dor em meu peito, eu consigo levar a vida.
A música terminou e eu decidi sentar. Aliás, a tal gravidez da qual suspeitava não era gravidez alguma. Minhas regras só atrasaram por causa de um efeito do chá, nada mais.
Emily: tio Jeremy, dança comigo?
Emily! Emily agora estava uma linda garota de sete anos. Emily tinha seus cabelos na cintura, longos e cacheados como os meus. Sua pele do mesmo jeito que a minha e seus olhos eram de um âmbar, e não verdes. Mesmo assim, suas semelhanças comigo eram extraordinárias.
Jeremy: tudo bem?
Bonnie: sim. Vai lá.
Ele saiu com Emily. Eu fiquei apenas vendo aquela linda festa. Eles pareciam mais felizes do que nunca. Resolvi ir beber um pouco de água.
Selena: Bonnie?- olho para trás.
Bonnie: sim?
Selena: preciso... preciso de sua ajuda- quase engasguei com isso.
Bonnie: como?- perguntei atônita.
Selena: venha comigo- ela estava... estava chorando?
Ela seguiu para o quarto das garotas e eu a segui, parecia ser sério. Cheguei ao quarto e ela fechou a porta.
Bonnie: olha Selena, se for mais uma forma de insultar-me eu...
Selena: por favor Bonnie, pareço estar querendo ofender-te?- perguntou chorando ainda mais- eu... eu estou desorientada.
Bonnie: tudo bem- fui até ela- aconteceu algo?
Selena: primeiramente- falou chorando, mais um pouco mais calma- peço-te que me perdoe Bonnie. É, eu sei que fui uma tirana. Eu só fazia ofender-te e provocar-lhe, mas eu estou tão arrependida.
Eu tinha que admitir que estava pensando estar sonhando, ou talvez delirando. Selena estava me pedindo perdão? Chorando? Me pedindo ajuda? O quê?
Bonnie: acalme-se- falei e nos sentamos numa cama.
Selena: diga que me perdoa Bonnie. Se não me perdoar eu irei entender, nem eu me perdoaria...
Bonnie: eu te perdoo- interrompi-a.
É, eu sei que talvez eu não devesse perdoa-la por tudo que me fez. Mas tem que entender que Selena só queria uma forma de extravasar sua raiva. Talvez nunca tivesse sido amada realmente, talvez só quisesse que alguém se sentisse infeliz para que ela pudesse ficar menos infeliz.
Selena: obrigada- me abraçou.
No começo eu não soube o que fazer, mas eu retribuí. Lhe dei um pouco de água, de um cântaro que havia no quarto, ela bebeu e acalmou-se.
Bonnie: conte-me o que houve, Selena.
Selena: acho que... acho que estou grávida.
Bonnie: como?
Selena: desculpe. Eu não sabia que ele... que ele ia fazer isso.
Bonnie: diga-me o que aconteceu.
Selena: sei que nesses últimos meses tem percebido que eu saía algumas vezes e sem seu consentimento.
Bonnie: sim.
Selena: eu saía para me encontrar com um rapaz, Jackson. Ele disse que fugiríamos daqui juntos e... e que me amava- ela ainda chorava- então eu... eu...
Bonnie: se entregou para ele- ela assentiu.
Selena: como pude ser tão imbecil?
Bonnie: não foi imbecil, só se entregou a um amor não correspondido.
Selena: depois disso minhas regras não vieram, elas não costumam atrasar. Eu o procurei e queria explicar a ele, mas de nada valeu, ele havia ido embora e sua família não me olha de outra maneira a não ser uma bastarda vadia.
Bonnie: meu Deus!
Selena: perdoe-me.
Bonnie: não, só foi ingênua Selena. Isso não é crime.
Selena: mas perdi minha honra. Quem vai querer casar com uma mãe solteira? Com uma abandonada? Com uma violada?
Bonnie: não se preocupe- peguei suas mãos- daremos um jeito, certo?
Selena: sinceramente, nunca me imaginei pedindo conselhos a uma garota mais nova que eu- rimos- obrigada.
Bonnie: disponha- nos abraçamos novamente.
Eu não iria deixar essa garota desamparada. Selena era mais velha que eu, fez coisas horríveis para mim, mesmo assim queria ajuda-la. Ela precisava de mim. Fomos interrompidas por batidas na porta. Fui abrir.
Emily: tia Bonnie, sua empregada ligou.
Bonnie: Jacque?- ela assentiu- e o que queria?
Emily: queria que fosse até lá.
Bonnie: ela não disse nada?
Emily: só para ir até lá- assenti.
Bonnie: eu volto, certo Selena?
Selena: tudo bem- sorriu um pouco.
Eu e Emily descemos as escadas. Stefan, Damon, Elena e Caroline estavam na porta.
Caroline: para onde vai?
Bonnie: Jacque disse que eu fosse até lá.
Stefan: eu vou com você- neguei.
Damon: Stefan tem razão Bonnie, precisa de um homem.
Bonnie: não, tenho certeza que é só algo que queira perguntar-me.
Elena: tem certeza?- assenti e sorri.
Bonnie: voltarei logo.
Stefan: se não aparecer em meia hora...
Bonnie: pode ir procurar-me- ele hesitou mas assentiu- aliás, preciso que preparem um chá de camomila para Selena.
Caroline: Selena?
Bonnie: depois explico- elas assentiram.
Saí de lá e fui em direção a minha casa. Assim que cheguei entrei, não toquei campainha ou bati na porta. Jacque estava parada na porta da sala de estar.
Bonnie: Jacque? Aconteceu algo?
Xxxxxx: olá meu amor- arregalei os olhos. Ele... não!
Bonnie: Charles?
Charles: sentiu minha falta?
Bonnie: não!- olhei para a porta de saída.
Charles: não corra...
Não deixei ele terminar, só saí de lá correndo, sem ver para onde ia.
Charles: BONNIE!- ele gritou mas eu não parei.
O que ele fazia aqui? Por ventura não existia justiça nesse mundo? Ele devia estar morto. Meus olhos ficaram embaçados por causa das lágrimas, e se eu não sabia para onde ia, agora muito menos. De repente alguém me puxou pelo braço em direção a um beco escuro.
Bonnie: solte-me!- falei batendo na tal criatura.
Xxxx: pare Bonnie!
Assim que ele falou me acalmei. Não podia ser... não! Eu parei de me debater e olhei-o. abracei-o e deixei o sentimento de segurança me tomar.
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