You and I
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Quando se aproximaram da casa de campo, Herval parou o carro, de repente.
– Vou te desamarrar agora e tirar essa fita da boca – falou ele, fitando-a – vê se você não dificulta as coisas e joga tudo a perder. Eu não tô brincando. Tá me ouvindo? Se fizer alguma gracinha, vou me irritar e muito.
Verônica concordou com a cabeça. Herval, então, soltou-lhe as mãos e depois arrancou a fita da boca dela. Aliviada, Verônica fitou-o.
– Herval, por favor – falou ela – que lugar é esse? O que você pensa que tá fazendo?
– Vamos entrar na casa agora – respondeu ele, olhando em volta – há um criado lá. Precisamos ser discretos e agir naturalmente. Se você bancar a engraçadinha, vai sofrer as consequências. Já disse.
– Por que me trouxe aqui? – insistiu ela – o que você quer de mim?
– Pra todos os efeitos – respondeu ele, fitando-a – estamos curtindo uma lua de mel.
A jornalista fitou-o, horrorizada. O dono da Plugar, então, ligou o carro novamente e seguiu o caminho. Quando chegaram na casa de campo, um empregado logo se aproximou, simpático, para saudá-los. Aflita, Verônica fitou o desconhecido, não sabendo o que fazer.
– Veio para mais uma temporada, seu Herval? – indagou o criado, com um sorriso no rosto. Como Herval não respondia, o criado continuou – essa época é boa demais, não é mesmo?
– Antonio – falou Herval, segurando Verônica pelo braço – leva-nos as malas, por favor.
– Claro, senhor – respondeu o criado, enquanto o casal seguia para a casa principal – e peço a Jorgina pra preparar alguma coisa?
– Não, obrigado – respondeu Herval – tá tudo sob o controle.
Em seguida, Herval seguiu com Verônica. Quando chegaram na casa, ele tratou logo de trancar a porta.
– Que lugar é esse? – indagou ela, fitando-o – por que me trouxe aqui?
– Uma pergunta de cada vez – pediu ele – calma, não vai acontecer nada com você. Ninguém vai te machucar. Eu não vou te machucar.
– Eu quero ir embora – insistiu ela.
– Venha conhecer o quarto.
– Eu não vou dormir com você – avisou ela.
– Claro que vai – respondeu ele, sorrindo, e tocando-lhe o rosto carinhosamente – mas eu não tenho pressa... a gente ainda tem muito tempo pela frente.
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Enquanto isso...
No carro, enquanto Davi dirigia, Jonas, no banco carona, falava ao telefone com alguém. Após mais uma ligação, ele fitou o rapaz.
– E então? Falta muito?
– Um pouco. Mas não se preocupe, a gente chega lá aonda hoje – e observando a tensão do empresário – vai dar tudo certo, Jonas.
– Canalha... – resmungou Jonas, olhando a janela – eu realmente não sei o que vou fazer quando ficar cara a cara com aquele safado...
Davi, maisa uma vez, fitou rapidamente o dono da Marra, mas não respondeu nada. Continuou focado na direção.
– Se ele fizer alguma coisa com ela... qualquer coisa que seja, eu... eu não sei o que faço...
– Calma. Jonas. Vai dar tudo certo. Eu sei que o Herval tá agindo que nem um louco, mas ele não é esse monstro todo. Eu sei que não. A gente vai chegar lá e encontrar a Verônica bem. Você vai ver.
– Para o bem dele – respondeu Jonas, com ar ameaçador.
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Longe dali...
Herval apareceu, de repente, com uma bandeja cheia de guloseimas. Verônica manteve-se sentada num canto da cama.
– Trouxe algumas coisas gostosas – anunciou ele, com a maior naturalidade do mundo, como se nada tivesse acontecido – não quer comer nada?
– Não tô com fome.
– Sério? Mas você precisa comer alguma coisa. Você não tá grávida?
– Eu quero ir embora daqui. Por favor, me deixe ir embora, Herval.
– Eu realmente não quero perder a paciência com você, Verônica. Me diz uma coisa: isso tudo é por causa daquele cretino do Jonas? Daquele salafrário e canalha?
– Meus filhos estão em casa, Herval. Eu quero ver meus filhos!
– A gente vai pegar seus filhos. Calma. Tudo no seu tempo. Vou resolver isso.
– Como assim?
Ele não respondeu. Em seguida, arrumou a bandeja na cama.
– Eu só quero que você confie em mim – continuou ele, e deu-lhe um selinho – tudo vai ficar bem, ok? Acredite.
– Você não tem medo da polícia? – indagou ela, chocada – porque eles vão vir atrás de você. Você acha que não?
– Eles não vão nos achar – respondeu ele – até porque amanhã vamos embora daqui.
Ela fitou-o, mais chocada ainda.
– Como assim vamos embora? Vamos embora pra onde? O que você tá planejando fazer?
– Verônica, calma. Eu tenho tudo planejado. Nós vamos ir pra um lugar bem melhor. Onde realmente ninguém mais vai nos encontrar.
–Herval, não – sussurrou ela, com os olhos enchendo-se de lágrimas – você não pode fazer isso...
– Posso e vou fazer.
– Não! – gritou ela, de repente, perdendo o controle – não pode fazer! – e correndo até a porta – me deixe sair daqui! – e socando a porta – socorro! Alguém me ajude! Socorro!
– Para! – gritou ele, puxando-a – para, que eu não quero usar a violência...
Herval, então, a jogou na cama.
– Não adianta gritar – falou ele, nervoso – não tem ninguém aqui, além de um caseiro. Ninguém vai te socorrer.
– Por favor, Herval, eu quero ir embora – falou ela, aos prantos.
– Pare de chorar! – gritou ele, e de repente, numa fúria, chutou um objeto que estava no chão. Em seguida, ele respirou fundo – calma – falou ele, aproximando-se dela – vai dar tudo certo... você vai ver. Agora, por favor, não dificulte as coisas tentando gritar ou fugir, que vai ser inútil e isso só vai me irritar... eu vou tomar um banho agora e já volto, ok?... não tente mais nenhuma gracinha. Pelo seu bem e do bebê que você tá esperando.
Verônica fitou-o, intimidada.
– Certo – falou ele, antes de se afastar.
Quando Herval entrou no banheiro, Verônica esperou um pouco e foi outra vez até a porta, tentando abri-la, mas esta estava trancada. Correndo até a janela, ela tentou abri-la, mas esta também estava trancada. Desesperada, ela percebeu que seria inútil tentar fugir dali. Nervosa, ela pensou rápido. Percebeu que não havia outro jeito a não ser que ela entrasse no jogo de Herval. Estava nítido que o cara estava completamente fora de si. Ela teria que aproveitar alguma oportunidade momentânea para fugir.
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Enquanto isso...
Era já noite já quando Davi e Jonas chegaram até a frente da casa de campo de Herval. Batendo palmas, alguém apareceu para recebê-los. Parecia um criado.
– Pois não? – indagou o homem.
– Oi, tudo bem? – falou Davi – eu não sei se você lembra de mim, eu sou o Davi, amigo do Herval. Tô procurando por ele. Sabe me dizer se ele está?
– Está sim, senhor – respondeu o homem – ele chegou há algumas horas. Ele mais a namorada... estão lá dentro.
Jonas e Davi se entreolharam. As suspeitas estavam sendo confirmadas.
– Será que podemos entrar? – perguntou Jonas ao homem – sou Jonas Marra. Empresário. Tenho um assunto a tratar com ele.
O homem, a princípio, ficou um pouco intrigado, mas em seguida, concordou em abrir o portão.
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Enquanto isso...
Quando saiu do banho, Herval sorriu ao avistar Verônica aparentemente mais calma, comendo.
– Ah – sorriu ele – pensei que não fosse viver para ver isso. Até que enfim a senhora resolveu comer. Fico mais satisfeito.
– Eu pensei bem, Herval – falou ela, fitando-oidade – e achei melhor relaxar, sabe? Você não vai fazer nada de mal comigo, não é verdade? Então? Pra que me desesperar? A gente pode realmente conversar civilizadamente.
– Claro que é, Verônica – falou ele, sentando-se ao seu lado – isso é tudo o que eu quero. Me acertar com você. Eu te amo. Será que você ainda não percebeu isso? E sou capaz de assumir os seus filhos também, mesmo sabendo que são do Jonas Marra.
Verônica fitou-o.
– Então quem sabe a gente não se entende, Herval? E mesmo que seja uma coisa estranha, que seja um ato de desespero, isso tudo que você tá fazendo, no fundo, eu sinto que o que você tá fazendo é por amor. Não é mesmo? Ou será que eu tô enganda?
– Claro que é por amor – sorriu ele – é por amor sim. Claro. E fico feliz em saber que você tá começando a entender tudo. Verônica, eu te amo como nunca amei ninguém... pena que quando eu te conheci você já tava envolvida com o Jonas. Sempre o Jonas...
– Herval – continuou ela – eu também acho que a gente se conheceu no pior momento possível... talvez tudo fosse diferente se... se a gente tivesse se conhecido antes... e olhando assim, eu acho até que a gente daria muito certo, sabia? Verdade. Você adora crianças, é ótimo com adolescentes, é um cara bacana, sensível, super do bem...
– Isso aí – sorriu ele – bom saber que você acha isso tudo de mim. Achei que você estivesse me achando um monstro.
– Herval – continuou ela – eu preciso te fazer uma pergunta.
– O que?
– Essa história que você falou do Jonas estar envolvido na morte do seu irmão... isso é sério mesmo ou foi só uma forma de me trazer para o seu lado?
Herval pensou um pouco, antes de responder. Coçou a cabeça. E em seguida, esboçou um sorriso. Verônica fitava-o, atentamente.
– Eu falei isso mesmo para te afastar do Jonas – respondeu ele – foi um ato de desespero. Mas por incrível que pareça, isso não deu certo. Você não acreditou em mim. Sequer duvidou. Então tive que pular para o plano B.
– Que seria... ?
– Te trazer pra cá... pra gente se entender melhor... mas eu te amo, Verônica. Quero que você entenda que eu fiz tudo isso por amor – e beijou-lhe os lábios. Verônica resistiu, a princípio, mas depois cedeu ao beijo dele. Na verdade, ela sentiu nojo. Nojo da boca dele, nojo do toque dele... mas precisava continuar com a farsa. De repente, para a surpresa dos dois, alguém bateu na porta.
– Quem é? – indagou Herval, um pouco irritado.
– Seu Herval – falou a voz de um homem. Parecia o criado – tem dois homens aqui fora perguntando pelo senhor...
– Dois homens? – indagou ele, levantando-se – que homens são esses, Antonio? Eu não tô esperando ninguém – e virando-se pra Verônica – não saia daqui... eu volto já.
Herval abriu a porta, intrigado. Verônica, então, desesperada, não pensou duas vezes e, num impulso, passou pela porta e saiu correndo.
– Ei! – gritou Herval, confuso.
Sem olhar para trás, Verônica correu, desesperadamente. Não sabia o que fazer ou mesmo para onde ia. Só sabia que precisava fugir daquele homem. Herval, então, correu atrás dela. O criado não entendeu nada.
– É ele! – gritou Jonas, avistando o dono da Plugar. Em seguida, correu atrás dele.
– Jonas! – gritou Davi – espere!
Enquanto Verônica corria, Herval corria atrás dela, deseperado...
– Volte aqui! – gritou ele – não adianta fugir, eu vou te pegar!
– Me deixe em paz! – gritou ela, desesperada com a aproximação dele. Herval, então, a pegou pela cintura.
– Me solta! – gritou ela, tentando desvencilhar-se – socorro!
– Eu te avisei pra não fugir – gritou ele, irritado – eu não te avisei?
– Seu maldito! – gritou Jonas, de repente, voando no rival – solta ela!
E Antes que o outro pudesse se defender, Jonas deu-lhe um murro – desgraçado! – gritou ele, em cima do outro.
– Jonas? – murmurou Verônica, aliviada.
Jonas, então, distribuiu socos e pontapés em Herval, que já caído no chão, não conseguiu reagir.
– A polícia tá chegando, Jonas... – comentou Davi, aparecendo, de repente.
Jonas, então, largou Herval no chão, que sangrando, ficou estirado lá. Em seguida, voltou-se para a mulher.
– Você está bem? – indagou ele, abraçando-a.
– Jonas... – sussurrou ela, chorando – graças a Deus...
– Acabou – falou ele – ok? Acabou...
– Eu tive tanto medo...
– Vai ficar tudo bem agora...
Depois de um tempo, Jonas, Verônica e Davi assistiram o momento que Herval foi algemado e levado pela polícia.
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UM MÊS DEPOIS...
Vestida de noiva, Verônica se olhava no espelho, enquanto terminava de se arrumar.
– Linda – falou Edna, sorrindo – você tá linda, Verônica.
– Obrigada, Edna. Você é um amor.
– Oh, amiga – falou a blogueira, abraçando-a – eu tô tão emocionada... nem sei o que dizer... depois daquele susto todo, minha amiga aqui de volta...
– Ai, Edna, para – riu ela – assim eu que vou chorar...
– Eu quero que você seja muito feliz, viu – falou Edna – hoje e sempre. Você merece.
– Obrigada – respondeu ela, abraçando a amiga – você é uma super amiga, sabia? Praticamente uma irmã.
– Eu sei... – e rindo – bom, eu vou indo pra igreja... senão vão dizer que a madrinha chegou junto com a noiva...
– Ok – riu Verônica.
– A gente se vê lá. Vê se não demora, hein. Senão mando alguém vir aqui te buscar.
– Só não pode ser o noivo!
Quando Edna saiu, Verônica voltou a se olhar no espelho. E ficou se olhando por mais alguns minutos. A barriga de quatro meses estava mais saliente. Gêmeos. Outra vez teria gêmeos. Mais um casal. Ela sorriu. Até que já havia se acostumado com a ideia. Jonas estava todo bobo.
De repente, um barulho na porta voltou a chamar-lhe a atenção.
– Edna, o que foi? Esqueceu alguma coisa?
Alguém, então, se aproximou. Não era Edna. Era Pamela.
– Pamela? – indagou ela, surpresa – o que está fazendo aqui?
– Well – respondeu a outra, observando a noiva – você tá linda, Verônica... e eu sei que você tá muito ocupada também, mas precisava vir, conversar com você... eu não sei se você sabe, mas eu estou voltando para a Califórnia essa semana...
– Eu sei sim.
– Well, eu queria então... – falou Pamela, procurando as palavras certas – queria então te pedir desculpas, Verônica, por tudo que aconteceu... pelas coisas que eu fiz... eu confesso que tentei separar você e o Djonas... eu sei que agi mal. Aliás, fiz coisas que nunca imaginei fazer... mas você deve entender uma mulher desesperada de amor, não é mesmo?... a nossa separação foi muito dolorosa pra mim... muito difícil de superar.
– Eu posso imaginar – respondeu Verônica, abaixando a cabeça – e eu quero apreveitar também, Pamela... pra te pedir desculpas... quero que você saiba que me envolver com o Jonas nunca foi um plano meu. Pelo contrário, eu tentei muito fugir dele... e do que eu sentia por ele também... quero que você saiba disso.
Pamela deu de ombros.
– Ok... – continuou a loira – eu preciso dizer também que aquele dia que Djonas passou a noite fora de casa. Do you remember? Well, fui eu que o dopei, Verônica... eu que o dopei e o levei pra casa... mas nós não chegamos a ter nada. Bem que eu tentei, mas Djonas estava tão down, que quando chegamos na cama, ele apenas dormiu – e rindo de nervoso – mas eu menti dizendo que a gente teve uma linda e tórrida noite de amor. Era o que eu queria, mas não aconteceu.
Silêncio.
– E por que você tá me contando isso tudo agora?
– Porque eu não quero mais isso pra mim, Verônica. Vi o que aconteceu com Herval. O que um amor doentio pode fazer com uma pessoa. Não quero terminar assim – e limpando uma lágrima que descia do olho – quanto a você e Djonas... bom, desejo felicidades... que vocês sejam felizes. É isso que desejo.
– Obrigada, Pamela. Desejo o mesmo pra você. De coração.
– Well, eu tenho que ir agora... bom casamento pra vocês.
– Obrigada.
Pamela, então, foi embora.
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Depois...
Após a cerimônia, Jonas e Verônica despediram-se dos convidados e partiram para o porto, onde havia um navio à espera deles.
– Cê vai ficar bem memso, filho? – indagou ela ao primogênito.
– Claro que vou, mãe – respondeu Vicente, um pouco constrangido. Já não era mais aqueole menino de catorze anos – relaxa. E vê se se cuida, hein.
– Pode deixar, que eu cuido dela, Vicente – comentou Jonas, abraçando a esposa – vamos?
– Vamos.
– Boa viagem pra vocês – falou Vicente e, em seguida, deu uma paparicada nos irmãos, antes deles entrarem no navio.
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Mais tarde...
Já no navio.
Abraçadinho na cama, o casal recém casado, namorava enquanto conversava...
– Sabe o que eu queria agora? – comentou Verônica, de repente.
– Hã? O que?
– Um sorvete de limão.
– Um sorvete de limão?
– É. Sorvete de limão.
Jonas passou a mão pelo cabelo.
– Que foi? – quis saber ela, divertida – ficou tenso de repente?
– Onde eu vou arrumar um sorvete de limão no meio do mar? Me diz.
– Será que na cozinha não tem?
– Eu vou lá ver... mas daqui a pouco, tá bom? – e acarinhando a barriga dela – mas me diz uma coisa... a gente ainda não comentou sobre como esses dois vão se chamar...
– Bom – comentou ela, virando-se pra ele – eu tava pensando aqui em Murilo pra ele... o que você acha?
– Murilo? – indagou ele – por que Murilo? A gente não conhece ninguém com esse nome... – e beijando o ombro dela.
– Ah, sei lá... é um nome que eu gosto... e deu vontade de colocar. Vai dizer que não gostou?
– Sei lá... – riu ele – Murilo me soa tão familiar... apesar da gente não conhecer ninguém com esse nome... mas tudo bem. Vai ser Murilo. E ela?
– Pra ela eu ainda não pensei em nada... me dá uma sugestão.
Jonas continuou beijando-lhe o ombro.
– O que você acha de... Taís?
Ela fitou-o, surpresa.
– Taís? – e rindo – por que Taís?
– Ah, sei lá... é um nome pequeno... delicado... parece com você... e foi um nome que me veio a cabeça agora...
– Murilo e Taís?
– Pois é... – respondeu ele, beijando-lhe a boca.
– Então tá... – respondeu ela, correspondendo ao beijo dele – então tá decidido...
– E eu te amo, sabia? – declarou ele, rindo.
– Eu também te amo, seu bobo. Tá rindo do que?
– Nada...
E eles se beijaram. O beijo mais romântico e terno que poderiam dar.
– Quer parar de me enrolar? – comentou ela, entre um beijo e outro – cadê o meu sorvete?
Ele riu, com os lábios colados nos dela.
– Que sorvete?
– O de limão, que eu pedi.
– Eu vou providenciar...
E voltaram a se beijar...
FIM
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