Notas iniciais
TheEvilQueen: Queria dedicar esse capítulo a Bia, que nos deixou um monte de comentários e nos fez largar a preguiça e escrever, postando assim como prometemos que postaríamos hoje *---* eu espero de coração que gostem e que perdoem o nosso Elieser ♥ TheOnlyOne (IAmTheDarkness): A reviravolta ainda está por vir, haha. Espero que gostem e, muito obrigado, Bia, que como a Fabi disse nos deixou um monte de comentários muito lindos e que me alegraram muito de responder. E só para constar, eu respondi o comentário de todo mundo, perdoem pela minha demora, haha. Boa leitura :)

*UMA SEMANA ATRÁS*

...NICOLAS HENDERSON...

— Pensei que entendesse entrelinhas. Dizer que arrancaria o coração dele se ele te tocasse só prova uma coisa. – Permaneci o encarando ainda confuso. – Isso se chama ciúmes, Nicolas, e só quem realmente se preocupa sente ciúmes.

— Isso significa que...

— Que eu gosto de você, Nicolas Henderson. Eu gosto mesmo de você!

As palavras de Elieser fixaram-se em meu cérebro e permaneceram se repetindo por cinco minutos em que me mantive em silêncio. Ele admitiu que gosta de mim; gosta mesmo de mim. O encarei na tentativa de dizer algo, mas meus pensamentos eram tão ágeis em me deixar louco, que eu simplesmente não tinha forças para formular uma frase que fizesse sentido.

Embora agora tudo tivesse ficado claro o bastante para mim, Elieser ainda era um mistério, no entanto agora eu tinha mais vontade ainda de desvendá-lo. Nada importava no momento, meus sentimentos não eram em vão, ele também sentia algo por mim.

Saber disso era o suficiente para eu me sentir melhor, era o suficiente para eu insistir em nós dois.

Abri um sincero sorriso, aproximando-me mais dele e colocando meus braços em volta de seu pescoço. Ele também sorriu, juntando seus lábios aos meus, me beijando suavemente e logo se afastando.

— Eu também gosto de você, Elieser. Mais do que eu gostaria de admitir. – Declarei, encarando os olhos escuros e brilhantes que me fitavam. – Mas o que exatamente isso significa? Você havia dito que só queria sexo... pensei que só quisesse meu corpo.

— Eu realmente quero seu corpo. – Confessou, ainda me encarando. – Mas antes eu queria apenas o lado de fora, agora eu quero o conjunto completo.

O sorriso em meu rosto apenas aumentou, eu poderia dizer que ele se duplicou ou triplicou de tamanho. É difícil explicar um sentimento que é tão inimaginável de se sentir. É bom demais para haver explicação, pois o amor não se explica, apenas se sente. E eu estou sentindo, ah, estou sentindo muito.

Estiquei-me para puxar Elieser pela nuca e o beijei, era para ter sido um beijo calmo e carinhoso, mas se tornou tão repleto de desejo e calor, que minha respiração se acelerou de uma maneira estrondosa, nem pensei que fosse ficar da maneira que fiquei.

Dominado pela excitação eminente no momento, empurrei Elieser até sua cama, já que estávamos em seu quarto, e subi sobre ele, beijando-o com ainda mais vontade do que anteriormente.

Suas mãos adentraram minha blusa, a tirando fora com uma facilidade incomum. Eu já estava totalmente entregue a ele, como estive desde nosso primeiro beijo. Ele sentou-se comigo ainda em seus braços e eu tratei de também tirar sua camiseta, beijando seu peito e o empurrando para continuar meus beijos por seu corpo. Abri sua calça e a tirei fora, contemplando seu corpo antes de me aproximar e tirar com uma maneira provocante sua roupa íntima.

Trocamos de posição, Elieser tomou meu corpo inteiro, pouco a pouco, com seus lábios e suas mãos, provavelmente deliciando-se com as minhas reações até mesmo um pouco exageradas. No momento em que me despiu por completo, olhou-me diretamente nos olhos e passou sua boca até meu membro, arrancando um alto gemido de mim assim que senti seus lábios me tomarem por completo. Cada suspiro que eu soltava ou cada gemido que eu não reprimia que saísse parecia apenas aumentar sua sede de mim e, acreditem, aumentava minha sede dele também.

Eu queria senti-lo novamente, precisava dele, o desejava completamente e apenas queria ir até o final disso e repetir quantas vezes me fosse permitido. Nunca pensei que me encantaria por alguém como ele, mas aconteceu e agora eu simplesmente não me vejo o esquecendo; muito menos quero pensar sobre isso.

...ELIESER CHERMONT...

Talvez não tenha sido a melhor coisa admitir que gostava de Nicolas, mas o sorriso que se estampou em seu rosto e seu olhar alegre derreteu o gelo que havia dentro de mim quase que por completo. Ele trouxe o melhor de mim à tona sem eu nem precisar pedir que isso acontecesse.

Nicolas sempre tem esse detalhe especial em si, ele sempre vê o melhor em mim e consegue fazer com que esse melhor surja de um lugar indefinido. Ultimamente tenho pensado muito sobre meu futuro, algo que é totalmente incerto. Penso muito sobre meu destino e sobre o que acontecerá quando o meu infinito finalmente terminar. Sei que um dia alguém irá ter forças o suficiente para me mandar para uma outra dimensão e fico me perguntando para onde eu iria. Não que isso seja relevante agora, mas é algo para se pensar, não?

Mas o que isso tem a ver com o Henderson? Bem, ao lado dele eu sinto que não me importa o futuro, pois sei que o presente está acontecendo agora entre nós dois e, com ele, eu posso pensar em um futuro não muito maior do que daqui setenta anos. Daqui setenta anos eu volto a pensar nisso, mas até lá, eu vivo ao lado dele.

Não que eu realmente possa passar tanto tempo ao lado dele sem ele saber o motivo de estar envelhecendo enquanto eu continuo o mesmo, mas o que estou sentindo agora faz todos esses questionamentos parecerem inúteis a ponto de eu não conseguir ter forças para me preocupar. É isso o que ele faz comigo. Louco, não? Sim, é louco, mas é maravilhoso.

Ouvir que ele também gostava de mim não foi uma surpresa, mas ainda assim foi algo agradável de se escutar. Era melhor escutar isso vindo de sua boca do que de seus pensamentos que, por falar neles, são pecaminosos até demais no momento.

O sorriso malicioso e o olhar repleto de luxúria que agora o completam fazem com que todo o meu ser reaja das mais distintas e impensáveis maneiras. Sinto que poderia devorá-lo apenas em pensamentos e olhares e ainda sim sentiria um prazer incomparável. Novamente eu digo que isso é loucura, mas é delicioso, convenhamos.

Nicolas me puxou para um beijo desajeitado, fazendo com que nossos membros se tocassem durante o percurso e o beijo acabou calando um gemido por parte dele. A fim de provocá-lo, movimentei meu corpo para cima e para baixo novamente, fazendo o toque de antes se repetir e, dessa vez, nem mesmo o beijo o calou.

Puxei suas pernas para as mesmas se enrolarem em torno de minha cintura e aproximei meu corpo ainda mais dele, encaixando-me estrategicamente para colocar meu membro nele, sentindo assim suas mãos apertarem minhas costas com vontade e força.

Por mais que delicadeza não fosse o meu forte e eu normalmente não me preocupasse com o fato de machucar ou não meus parceiros sexuais, eu sentia que com Nicolas eu precisava ser diferente e, por isso, eu sempre o tratava como sentia que ele merecia ser tratado. Eu seguia meus movimentos de acordo com seus pensamentos sobre estar bom ou não, sobre ele estar confortável ou incomodado.

Fazia isso não por obrigação, mas pela simples vontade de não machucá-lo e proporcionar prazer a ele, coisa que nem era assim tão difícil de se fazer.

Ouvindo os murmúrios que mais pareciam gemidos de Nicolas, que praticamente implorava por mais, acelerei meus movimentos, cuidando para não perder o controle da minha força. Um novo beijo se iniciou, mais repleto de desejo ainda.

Nicolas beijava-me como se dependesse do meu beijo para sobreviver, puxava-me para cada vez mais perto dele, como se pudesse fundir nossos corpos se por um acaso esse fosse o seu desejo. Não demorou para que eu atingisse o meu ápice, derramando-me dentro de Nicolas e saindo de dentro dele em seguida.

Recebi um olhar confuso e voltei a beijar seus lábios, descendo em seguida com meus beijos por todo o seu corpo até mais uma vez ir de encontro ao seu membro. Minhas mãos seguravam firmemente sua cintura, enquanto isso minha boca subia e descia nele. Eu agora me deliciava com seus gemidos e com a maneira que ele puxava meus cabelos enquanto eu fazia o que fazia.

Não parei de beijá-lo e passear com minha língua por seu membro, o chupando com vontade até que ele chegasse ao orgasmo, derramando-se em minha boca. Fiz questão de engolir seu prazer, subindo mais uma vez com meus beijos até me juntar aos seus de novo. Se eu ainda fosse humano, estaria sem ar com aquele beijo.

*DIAS ATUAIS*

Arrependimento foi o que mais senti após transar com Thomas. Ainda que Nicolas e eu não estivéssemos em um verdadeiro relacionamento, eu sentia agora como se tivesse o traído e de fato eu havia. A sensação que me consumiu foi horrível.

No momento inicial, me preocupei apenas com o prazer do que iria acontecer; a excitação do momento tomou conta e eu agarrei Thomas sem me preocupar com as consequências. No momento seguinte, nossos lábios e nossos corpos se juntavam com tanta sincronia, que era bom demais para se parar.

Depois, eu apenas sentia um prazer maravilhoso, inexplicável e sem igual. Por mais que Nicolas seja delicioso e tudo com ele seja perfeito, no mais alto nível possível, com Thomas eu podia me soltar sem medo de o machucar, afinal ele não sente dor, assim como eu.

Então veio o meu ápice, misturado de uma culpa dolorosa. E, o pior, ainda transei com ele de novo debaixo do chuveiro. Não deveria ter feito uma vez, quem dirá duas. Agora, andando pela rua durante a noite após deixá-lo sozinho em sua casa, apenas penso no quanto eu me arrependo pelo que fiz.

Nicolas não merecia que eu fizesse algo assim com ele, não merecia. Minha raiva era tanta, que ao andar pela rua, puxei a primeira pessoa que eu encontrei para o canto vazio e escuro mais próximo. Não fiz cerimônia alguma, eu simplesmente puxei a pessoa pelo pescoço e cravei meus dentes ali, alimentando-me e me sentindo mais vivo, mas não me sentindo nem um pouco melhor.

Após alimentar-me, ainda arranquei o coração da pessoa antes de virá-la para ver que era alguém que eu nunca havia visto antes e, se vi, não me dignei a prestar atenção. Era só uma pessoa a menos no mundo, nada importante.

Precisava fazer algo para compensar meu erro sem que Nicolas soubesse que eu estava compensando algo. Precisava agradá-lo sem levantar suspeitas. Já estava escuro, mas não era tarde, então passei a andar em direção a livraria do centro da cidade.

Nicolas, sendo culto como é, vai gostar de ganhar livros, não?

Andei por toda a livraria, procurando algo que pudesse agradar ele, mas só encontrei mesmo no último corredor pelo qual passei. Era uma saga, que tinha seis livros, além de dois extras do mesmo universo e personagens diferentes. Pensei que aquele era o presente perfeito e o comprei.

Quando cheguei ao caixa, vi Andrew, amigo de Nicolas.

— O que faz aqui? Não é muito novo para trabalhar? – Indaguei, o vendo abrir um pequeno sorriso.

— Sim, eu não trabalho aqui. – Informou. – Minha irmã trabalha, mas ela está doente e eu me ofereci para ficar no lugar dela até que ela melhore. – Apenas assenti, sorrindo em seguida. – E esses livros? Você não parece gostar desse tipo de leitura.

— Ah sim, na verdade, eu estou os comprando para Nicolas. – Se fosse possível que eu corasse, estaria agora muito vermelho. – Ele me disse que já leu todos os seus livros e...

— Não precisa me dar nenhuma explicação, não se preocupe.

E eu apenas sorri, pagando logo pelos livros e os pegando no embrulho para presente que pedi. Saí dali diretamente para a casa de Nicolas, precisava entregar a ele seu presente e ver sua reação.

Como seus pais estariam em casa, agi como alguém normal e bati na porta, esperando uma permissão de que poderia entrar e, quando a consegui, fui-me em direção ao quarto do Nicolas.

Quando entrei vi a maneira distraída com a qual ele se encontrava enquanto assistia a um filme em seu computador. Me aproximei dele e coloquei minhas mãos em seus olhos, o impedindo de enxergar.

— Pai? Mãe? – Sua voz parecia um pouco assustada. Soltei uma risada perto de seu ouvido e beijei seu pescoço. – Eli, você me assustou.

Eli? Ele me apelidou já? Isso não é bom. Só uma pessoa me chamou assim e nós sabemos bem o que aconteceu, não é? Essa é a maneira que Dominic costumava me chamar e eu nunca permiti que outra pessoa me apelidasse assim. No entanto, gostei tanto de ouvir isso vindo dele, que não tive coragem de repreendê-lo. Era uma boa sensação.

Dei um selinho nele e o entreguei o embrulho, dizendo que queria presenteá-lo. Mesmo aparentando tamanha surpresa, ele sorriu e abriu o pacote, revelando ali a coleção de livros que eu havia comprado. O abraço que eu recebi e os milhões de agradecimentos mostraram que ele realmente gostou e eu me senti imensamente feliz por aquilo.

Porém, eu não conseguia me sentir tão bem assim. A culpa ainda estava sobre mim.

Eu só tinha agora uma pergunta girando em minha mente:

Eu contava a ele a verdade ou simplesmente mantinha tudo em segredo?

Notas finais
TheEvilQueen: Esse lemon... ai, ai, gente kkkkkkkk Ah, só pra avisar, eu revisei todos os capitulos da fic em meu arquivo e mandei pro Leo, aí ele vai fazer uma segunda revisão e depois nós vamos arrumar aqui no site todos os errinhos que encontramos, por esse motivo já peço desculpa por todos os erros que vocês foram obrigados a ler, juro que não foi de propósito kkkkkkk TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Apenas digo que: preparem-se, o próximo capítulo promete. Agora esperamos ver vocês nos comentários e, no próximo capítulo, com uma surpresinha :)