Notas iniciais
CARALHO, CHEGAMOS AS 100 REVIEWS!! (no momento 113) CARALHOO EU AMO VOCÊS♥ sério obrigada e também dUAS RECOMENDAÇÕES, COMO ASSIM?! AWWW ♥ sério, que lindas!! espero que gostem ♥

POV Anna

Acordei com o barulinho gostoso da chuva, eu era a única acordada – além de Harry, claro. Me espreguicei e vi que Harry olhou pelo espelho para mim e sorriu. Me aproximei de Hanna para ver se ela estava acordada, mas, ela estava roncando. Comecei a rir por que além de estar roncando, ela babava.

_Falta muito pra chegar?

_Não muito, uns dez minutos chegamos à cidade e mais uns dez minutos a nossa casa. – Harry sorriu.

Vou ter que confessar, eu estou me controlando para não me aproximar mais um pouco e beijá-lo. Mas não é certo, não ainda. Não posso me decepcionar – não de novo. Tenho uma coleção de decepções, e quero que isso acabe.

_Anna... – Harry disse olhando pelo espelho.

_Fale...

_Você gostaria de ir ao baile de Halloween comigo?

Confesso que fiquei um pouco surpresa, lógico. Não que eu não esperasse isso. Quer dizer, não que eu estivesse convencida que ele me convidaria, mas... Como assim?!

Olhei para ele sem saber o que responder, pensativa. Sim. Não. Talvez.

_Você não convidou mais ninguém enquanto eu estava fora?

_O que te faz pensar que eu convidaria?

_Talvez o fato de eu estar te odiando?

_Você não me odeia mais agora.

_Você é tão cheio de si. – Falei olhando pela janela.

_Mas eu te amo. – Olhei pra ele e sorri, mas desviei o olhar antes que ele visse que eu estava olhando pra ele.

_Então... – Disse colocando meus braços envolta de seu corpo e minha cabeça ao lado de seu rosto... Exagero? Será que estou indo rápido de mais? – Acho que não é uma boa ideia nós irmos juntos, por que você não convida May, ou talvez, não sei, Sydney? – Perguntei provocando ele, sempre que eu falava de alguma delas, principalmente a mais vaca, Sydney, ele ficava irritado.

_Essas vadias não merecem nem meu sorriso. – Arregalei os olhos impressionada com o que ele disse. – Eu só quero você. – Ele disse parando no farol e olhando diretamente pra mim.

_Ah... – Tirei meus braços dele e me encostei no banco, e, como dizem, fui salva pelo gongo. Nesse caso, fui salva pelo farol, que abriu na mesma hora. – Você tem certeza de que quer ir comigo?

_Anna, pare de dar essas respostas ou perguntas idiotas, pare de enrolar, é lógico que quero. Mas você quer?

_Ah... Não sei, talvez alguém te convide e você aceite, ou...

_Você planeja ir com outra pessoa? – Ele disse olhando pra mim, depois percebi que ele olhava para Gustavo.

_O que?! Gustavo? Lógico que não, me respeite Harry. – Ele riu.

_Não é isso que você demonstra.

_Para com isso Harry, eu vou com você, lógico. – Disse envolvendo meus braços novamente entre ele e chegando cada vez mas perto, até o momento em que ele parou no farol e seus lábios foram vindo cada vez mais perto. – Para. – Disse quando nossas respirações já podiam ser confundidas. – Desculpa. – Disse me voltando ao banco e abaixando a cabeça.

_Pelo que? – Ele disse se virando à mim, enquanto o farol estava fechado.

_Por te dar as impressões erradas. – Disse olhando pra ele com uma cara triste.

_Você não tem que pedir desculpas pra mim. – Ele disse passando a mão na minha coxa – Eu que sou idiota.

_A gente já chegou? – Fui surpreendida por Gustavo que deu um pulo, fazendo Harry matá-lo com o olhar, e tirar a mão da minha perna e se voltar pra frente.

_Quase... – Eu disse olhando para Harry pelo espelho que encarava a rua com a testa franzida.

Aproveitei para acordar a Hanna, já que estávamos quase chegando. Foi meio difícil acordá-la, ela não acorda com nada, tive que tocar em seu pescoço pra ela conseguir acordar.

_Caralho! Anna, já te disse pra não fazer isso, por que não me acorda me chutando, ou gritando no meu ouvido, puxando meu cabelo, não sei, para de fazer isso garota! Ah, que droga, odeio que façam isso. – Nós três olhamos pra ela assustada que xingava até não querer mais – Desculpa, é que eu odeio que mecham no meu pescoço – Ela riu envergonhada – Já chegamos?

_Agora sim

Harry disse entrando na rua da minha casa. Fiquei olhando por um momento minha casa ficar cada vez mais perto, e não sei se ficava feliz ou triste. Triste e feliz ao mesmo tempo, na verdade.

Nós decemos do carro e fiquei olhando enquanto pegávamos a mala.

_Anna, só pra avisar eu vou ficar na sua casa por que eu me recuso a andar depois de oito horas em um carro com as pernas enferrujadas, obrigada.

_De nada Hanna, já que eu já disse que você pode ficar, né?

Nós entramos – e por algum motivo, Harry também. E por algum outro motivo, os movéis estavam no mesmo lugar. (?) Mas... Não estavam morando aqui?

_Sua casa não mudou nada, ou é impressão minha?

_Não é só impressão sua.

Deixei minhas malas no chão e fiquei observando se algo estava errado, mas tudo. Absolutamente tudo estava no lugar certo, no lugar de sempre, como se tudo aquilo tivesse sido um sonho, e eu apenas tivesse acabado de chegar da escola.

_O que o cabeludo faz aqui? – Gustavo disse me dando um susto e me tirando de meus pensamentos.

_Não é só por que ele não entende o que você fala que você pode ficar falando mal dele. – Disse saindo de perto dele, mas ele insistiu e me seguiu.

_Tá legal, o que o Harry faz aqui?

_Se ainda não entendeu, não disse por causa do seu lindo apelidinho, mas sim, pra parar de falar sobre ele, menino, me deixa em paz. Vai cuidar da sua vida.

_Harry o que você faz aqui? – Perguntei à ele.

_Mas o que?! – Gustavo perguntou indignado.

_Vou começar a fazer aulas de português. – Disse Harry, fazendo Hanna rir.

_Você nunca vai conseguir entender, cabeludo. – Gustavo disse.

_O que ele disse?

_Esquece...

Deixei todos falando sozinhos e subi ao meu quarto pra vê-lo novamente, e nada, absolutamente nada mudou!

_Como assim?! – Hanna perguntou boquiaberta – Nada mudou, Anna, eu tenho certeza de que não estava sonhando esse tempo todo. Mesmo que eu pensasse que você iria viver pra sempre na França, mas...

_Está tudo sem nenhuma mudança. – Disse Harry que subiu atrás de Hanna olhando pra tudo.

_Olha, eu acho que seus inquilinos gostaram do seu gosto pra decoração. – Disse Gustavo, me fazendo rir, e fazendo Harry nos encarar que me fez parar de rir. – Certo, e onde eu fico? Aqui?

_Nem por cima do meu cadáver você fica no mesmo quarto da Anna.

_Cabeludo, eu não falei com você, desculpe.

_Olha aqui...

_Gente! Parem! Já podem parar! – Disse Hanna tentando parar enquanto eles se aproximavam um do outro.

_Harry, ele não vai dormir aqui. – Disse acalmando ele, mas ele não tirava os olhos de Gustavo. – Vem, vou te mostrar o seu quarto. – Disse pegando na mão de Gustavo e me arrependendo de ter feito isso no minuto seguinte.

_Qual é o problema desse menino?

_Shh, não fala nada não, não subestime o Harry, se você continuar falando assim em português comigo ele começa a fazer aulas de português de verdade.

_Esse garoto, implica com tudo, como se fosse seu namorado. Ele é um galinha.– Ele riu.

_Olha Gustavo, eu te aguento, posso até voltar a ser seu amigo, sabe, mas, não fica falando sobre minha vida amorosa, muito menos do Harry, por que ele mudou, e como ele era antes, você não era nada diferente, eu aposto que até pior. Não ache que eu esqueci de tudo o que você fez pra mim, você estará cometendo um erro Gustavo, eu me lembro de tudo como se fosse ontem. E eu nunca, nunca vou esquecer. – Disse deixando suas malas em cima da cama e voltando ao meu quarto.

[...]

POV Hanna

_O que você acha, eu uso meu pijama de bolinhas ou o xadrez? Anna? Anna, presta atenção em mim!

Estava com meus dois pijamas na mão com a esperança de que Anna me ajudasse a escolher, mas ela estava olhando para o nada na janela, me ignorando totalmente.

_Ah, o que?

_Anna, o que aconteceu? Você está tão destraída deitada nessa cama, você nem ao menos comeu desde que chegamos aqui, o que aconteceu?

_Nada, Hanna, sério... Não foi nada.

_Para de me enganar. Eu sei quando você está ou não chateada, e eu sei quando aconteceu alguma coisa. Me conta.

_Hanna!

_Anna!

_Ah... Ah, dane-se. Eu só... A mesma história de sempre, Harry, Gustavo... A mesma bosta de sempre Hanna, nada novo.

_Me conta... Tudo.

_Eu não sei, Hann... Eu acho que estou apaixonada por Harry... De novo.

_Ou você nunca parou de ser apaixonada por Harry?

Notas finais
rçrçrç