Notas iniciais
Parece que estão gostando, agora tem mais dois favoritos mas... E os reviews suas bestas? Por favor deixem reviews, eu tenho que saber o que estão achando! Mas enfim, espero que gostem. Esse capítulo vai especialmente pra @iSanmantha desesperada por ele hahaha. Finalmente nesse capítulo vou revelar o que deixou a Anna tão abalada :o

POV Chloe

_Alô?

_Megan, sabe onde a Rebecca tá?

_Não sei, estou sendo obrigada a passar uma noite na prisão com o Niall, tudo por ordem daquele idiota do Liam! — Ela gritou... Hãn?

_Como é que é?

_Eu digo lavanderia da casa do Niall, estou exagerando, mas ele não vai nos tirar daqui até nos resolvermos, tivemos uma briga e esse IDIOTA do LIAM não quer nos tirar daqui, tá ouvindo Liam? Mas enfim, o que que tem a Rebecca em?

_Estranho... Não, nada, é que a gente combinou de se encontrar aqui no Starbucks, já faz um tempinho, ela não chega e nem atende o celular. Já tô começando a ficar preocupada.

_Calma Chloe, não fica desesperada — bitch, eu disse preocupada. — Ela deve estar bem. — Continuo insistindo, eu disse preocupada não desesperada.

_É, ela deve estar sim, e eu não tô desesperada, eu disse preocupada.

_Tanto faz, até logo, tenta não ficar desesperada. — Megan, eu acho que quando Liam resolver te tirar da lavanderia eu vou te dar um soco, ou te colocar de volta na lavanderia, combinado? Gorda. A ligação foi encerrada.

Fiquei esperando pela Rebecca mais uns sete minutos, mas ela não chegou, fiz o caminho do Starbucks até a casa dela, que ela faria da casa dela até lá, pra ver se encontrava com ela ali, mas não encontrei. Fui seguindo o caminho até chegar na casa dela. Toquei a campainha milhares de vezes mas ela não aparecia, tentei ligar no celular dela, e nada, tentei ligar no telefone da casa dela, mas nada, até tentei olhar pela janela, mas só vi o telefone piscando. Até que olhei pra minha bolsa e revirei ela inteira e me lembrei que da última vez que vim aqui Rebecca me deu uma chave reserva da porta dos fundos. Fui até os fundos e percebi que a porta estava aberta, arreganhada, arregalei os olhos e sim, fiquei desesperada e entrei correndo.

_Rebecca? Você tá aí? — Ela não respondia. Subi as escadas indo para seu quarto. — Rebecca, isso não tem graça! Cadê vo... Ai meu Deus do céu!

Rebecca estava no chão desacordada com a testa sangrando mnuito. Liguei pra ambulância e logo depois para a polícia. Eles a levaram para o hospital e eu fui junto, ninguém atendia o celular... Eu digo nenhum, Anna, Hanna, Harry, Liam, Niall, nem ao menos Megan que eu havia acabado de falar. Tentei ligar para os pais dela, mas lembrei que estavam fora da cidade. Eles demoraram pra vir me dar alguma notícia, mas enfim vieram e me disseram que ela iria ficar bem, fiquei aliviada, mas me disseram que a batida foi forte, e que ainda estão tentando saber com o que foi que bateram na testa dela. Mesmo tendo sido muito forte, ainda sim, fico feliz em saber que ela está meio bem, depois que a enfermeira me avisou, um policial veio a minha direção.

_Você é Chloe Holmes?

_Sim. — Levantei da cadeira aonde estava sentada esperando por mais notícias dos enfermeiros, ou até alguém retornar minha ligação e ter a vergonha na cara de vir até aqui.

_Tenho que te fazer algumas perguntas, tudo bem?

_Claro.

_Conta a história de como você encontrou a Rebecca mais uma vez, por favor.

_Tá legal, eu estava esperando ela no Starbucks, mas ela demorou de mais pra chegar então fui na casa dela procurar por ela, mas ela não atendia o telefone, nem nada, fui pela porta dos fundos, por que tinha a chave, a porta já estava aberta, então entrei, subi as escadas e fui ao quarto dela e lá estava ela, liguei pra ambulância e pra polícia. Foi isso.

_Tinha mais alguém na casa da Rebecca quando chegou lá? Ou pelo menos acha que tinha?

_Não. Não tinha ninguém, só a porta aberta, provavelmente quem fez isso já tinha ido embora.

_Você sabe se tinha alguém que Rebecca pediu pra ir na casa dela? Que estava na casa dela? Que iria ir na casa dela? — Fiz que não com a cabeça — Amigos? Familiares? Os próprios pais, donos da casa? — Fiz que não com a cabeça, e cerrei os olhos, percebendo que ele está duvindo de algo. — Então me desculpe mas você vem comigo.

_O Que??? — Berrei bem no meio do hospital e todos olharam pra mim.

_Desculpe, mas até provarem ao contrário você vai ter que ficar na delegacia.

_Peraí, vocês acham que eu fiz isso?

_Como eu acabei de dizer, se ninguém provar o contrário...

_Calma aí, você acha mesmo que eu fiz isso? Eu ia encontrar ela! Você ouviu ou não minha história? Fui até lá e a porta estava aberta, como poderia ser eu?

_Me diz, mais alguém tem a chave da casa? Amigos? Familiares? — Fiz que não com a cabeça, Rebecca me disse que eu sou a única que tinha uma chave da casa dela, era só para emergencias. — Então, até que provem o contrário, você vem comigo.

_Mas... Como assim? Não.

_Sim, você vem comigo, por favor. — Ele me puxou pelo braço e me levou até fora do hospital e até que me colocou dentro do carro da polícia. Fui até a delegacia calada assustada com vontade de matar aquele policial. Como assim eu sou culpada se só estava tentando ajudar a Rebecca? — Pode entrar. — Ele apontou pra uma cela vazia.

_O que? Você acha mesmo que eu vou entrar aí?

_Não dê uma de rebelde e não dificulte as coisas, entre logo.

_Mas como assim? Não, você tem que ligar pros meus pa... Ai droga.

_O que aconteceu?

_Meus pais estão em Brighton na casa da minha tia.

_Ótimo. Então ligaremos amanhã pra eles.

_Espera... Está me dizendo que eu vou ter que passar a noite nisso daqui?

_Exatamente.

_Não! Não não e não. Não posso passar uma noite na cadeia... Na cadeia!

_Me entenda que você não está na cadeia, e sim na delegacia. É só uma noite até que seus pais possam vir pagar sua fiança.

_Fiança?? O que eu fiz de errado?

_Ou até que provem...

_Até que provem ao contrário de que eu fiz aquilo com a Rebecca? Ah, por favor, me respeite, eu cheguei lá e já estava assim.

_Moça! Até que seus pais paguem a fiança ou que alguém confesse o que fez, você vai ficar aqui. Agora se acostume que é aí que você vai ficar pelas próximas 24hrs. — Fiquei de boca aberta enquanto ele fechava a cela e virava de costas pra mim indo até a sua mesa. Tentava falar alguma coisa mas ele sempre me interrompia dizendo "Fiança, provar o contrário." E minha raiva só aumentava mais. Mas não tive nenhuma escolha, depois de milhares de tentativas tive que aceitar que só vou sair dali amanhã. Sentei no banco que tinha ali e ali fiquei.

POV Anna

_Oi Anna.

_Anna? Quem é ele? Por que você tá paralisada, e por que diabos ele tá falando outra língua?

_Hanna, sobe, por favor.

_O que? Eu disse pra você que eu tenho medo de trovão, tá sem força, e eu tenho que ficar soz...

_Hanna sobe. Agora! — Olhei séria pra ela e ela olhou pra mim assustada, sussurrou um "Tá doida." — O que você... O Que você tá fazendo aqui?

_Já tava começando a ficar com saudades... Não tava nem mais aguentando de tanta sauda...

_O que você tá fazendo aqui? De verdade?

_Eu me mudei pra cá, bebê. Ou não se lembra que meu pai trabalha em uma empresa onde ele vive viajando e a família vai junto? Não lembra que eu viajei pra Los Angeles quando quando eu tinha quatro anos?

_Por que eu sou obrigada a lembrar disso?

_Por que você sempre me amou. — Congelei e ele olhou pra mim e riu. — Nisso você não pode negar meu amor. — Ele se aproximou tão perto de mim que pude sentir sua respiração em meu rosto.

_O que tá acontecendo aqui? — Harry subiu as escadinhas da varando e parou ao nosso lado com cara de bravo e com os braços cruzados. Ele saiu de perto de mim, olhou pra ele de cima a baixo e riu. — Tá rindo do que garoto? E afinal, quem é você?

_Não, nada... A pergunta aqui é quem é você.

_Para com isso e vai embora daqui.

_Anna por que você tá falando português com ele? Quem é ele?

_Harry você também, vai embora.

_Não vou embora até você me dizer quem é esse garoto.

_Sou Gustavo, prazer.

_Ahn... Quem?

_E quem é você?

_Sou Harry...

_Meu namorado. — Harry olhou pra mim com uma cara de interrogação, podia ler sua expressão "O que diabos está acontecendo aqui Anna?", ainda com a testa franzida.

_Namorado é?

_Sim... Meu namorado, por que? — Abracei o Harry pela cintura.

_Ah não nada, é só que... Pelo jeito que você mandou ele ir embora parecia alguém indesejável — Ele sorriu malicioso pra mim.

_Anna o que esse garoto tá falando e o que diabos está acontecendo aqui? — Não disse? Li seus pensamentos. Logo me afastei do Harry.

_Gustavo, vai embora, por favor.

Ele chegou bem pertinho de mim e sussurrou no meu ouvido "Foi bom te ver... De novo." e me deu um beijo demorado no rosto, fazendo eu me arrepiar. Por que? Também não me pergunte. E o pior, é que dessa vez ele falou comigo em inglês, só pro Harry escutar.

_Anna, quem é esse menino, por que ele estava tão perto de você quando eu cheguei, por que ele tá falando português com você, por que ele falou "Foi bom te ver... de novo"? Anna o que diabos está acontecendo aqui? — Já pode parar de dizer o que diabos está acontecendo aqui, já entendi que li seus pensamentos.

_Ai Harry... São tantas perguntas... E não estou com a mínima vontade de respondê-las e... Como se você estivesse merecendo.

_Ainda brava comigo só por causa daquela conversa com a Hanna? Por favor Anna, já te pedi desculpas e...

_Na verdade não é só aquilo... Não quero confessar pra mim mesma, nem pra ninguém, mas aquilo doeu Harry. Você é um babaca e estou brava com você, e não, você não pediu desculpas. Isso que é mais impressionante, até hoje você não me pediu desculpas. Engraçado né? Você me quer? Lógico! Mas nem desculpas você consegue me pedir?

_Anna eu...

_Anna? Tá tudo bem? — Hanna desceu as escadas e veio ao meu lado e ficou encarando o Harry. — Oi Harry. Anna o que ele faz aqui?

_Ele pode responder suas perguntas se não se importa, por que ele está bem aqui na sua frente. — Harry disse encarando a Hanna. — Estou aqui por que...

_Shhh, não diz mais nenhuma palavra, te vejo na escola Harry. — Fechei a porta na cara dele e subi as escadas. Hanna veio correndo atrás de mim.

_Tá legal, o que foi isso? Que eu me lembre, o garoto que estava na porta quando eu estava aqui em baixo era outro, não Harry, falando nisso, cadê ele? E, quem é ele? E o que Harry faz aqui? — Abri a porta do quarto e deitei na minha cama. — Anna, caramba, me responde, o que acabou de acontecer aqui?

_Gustavo! O Gustavo aconteceu. Entendeu? Que droga Hanna. — Virei pro outro lado e fingi estar com sono. — Eu só... — Falei com a voz fraca, a ponto de desabar.

_Ei... — Hanna me virou pra olhar pra ela mas fechei os olhos. — Abre os olhos Ann... — Abri os olhos e derramei uma lágrima. — Não chora. — Comecei a chorar.

_Hanna nunca me diga pra parar de chorar, isso só vai me fazer chorar mais ainda! — Falei por meio de lágrimas e soluços. Levantei da cama e fiquei andando pelo quarto.

_Ann, vem aqui... — Ela me puxou pelo braço. — Esse babaca não merece nem uma lágrima sua entendeu? Chora o quanto quiser, só garanta a si mesma que não não é por causa dele. — Deitei na cama ao lado de Hanna e fiquei ali chorando abraçada com ela, até que peguei no sono de tanto chorar.

Notas finais
Espero que tenham gostado, deixem reviews, por favor (: xx