Notas iniciais
Essa é a minha primeira fanfic, então, esse capítulo não deve ter saído muito bom, mas me esforcei, então espero que tenham gostado, ah, segue lá @my_1dboys

Daqui a dez minutos começa a minha aula de balé, está chovendo, e eu não estou com vontade de ir. Mas, eu não posso perder a aula porque semana passada eu já não fui. Como está chovendo, meu pai vai ter que me levar. Mas não acho que eu vou conseguir chegar a tempo, já estou dez minutos atrasada e meu pai não chega logo. Ah, que se dane, eu não queria mesmo ir. Só acho que quem não vai gostar vai ser meu pai, lógico. Ele paga pra eu estudar lá e eu não vou faz uma semana.

_Oi Pai...

_Oi Filha, eu já sei que hoje tenho que te levar na aula de balé, é só que tem um trânsito muito grande aqui, por isso não chego em casa rápido.

_Ah, então tá bom, eu vou ficar te esperando aqui tá bom?

_Tá bom filha, logo logo eu chego em casa. Beijos filha, eu te amo.

_Tchau pai, também te amo.

Me sentei no sofá e deixei minha bolsa de lado, tirei meus sapatos e decidi me deitar, me ajeitei e peguei no sono em seguida.

Algumas horas depois

Acordei de repente com as costas doendo e com dor de cabeça. Acho que eu não cochilei, mas sim dormi... E muito. A minha aula de balé começava às 8:00 da manhã, e já são 9h30... Caramba, e meu pai não chegou, e nem ligou pra avisar! Mas isso não importa. Peguei meu celular e tentei ligar para ele, mas só caia na caixa postal.

_Argh pai, por que você não me atende?!

Tentei ligar novamente, mas ele não ligava. Liguei a TV e deixei no noticiário, estava passando algo sobre um acidente de carro. Ultima tentativa de ligar para o meu pai.

“Para vermos como esse trânsito está perigoso, um cidadão estava andando tranquilamente quando um caminhão passou no sinal vermelho, e o acidente foi feio. O carro foi parar na parede do banco central e o carro foi totalmente destruído, assim como a parede do banco também. A única coisa que pudemos encontrar foi o celular do motorista e sua identidade. Seu nome é Thomas Roberts.” Levantei a cabeça e prestei atenção no noticiário onde estava o nome... O nome do meu pai? O carro do meu pai? O quê?! Comecei a chorar desesperadamente, ligando para todo mundo mas parecia que ninguém podia me ouvir ou saber que eu estava ali. Eu não pude me conter e chorei até soluçar.

Peguei um ônibus até o lugar de onde aquilo tinha acontecido e quando perguntei aos policiais...

_Eu sinto muito, mas seu pai faleceu. – Arregalei os olhos e comecei a chorar mais ainda, os policiais tentavam me acalmar, mas nada podia me acalmar...

Uma semana depois...

Minha mãe veio até NY, e fomos ao enterro dele, e tudo só ficava mais difícil a cada dia... No mesmo dia que aquela tragédia aconteceu eu fui para o hospital, passei muito mal e fiquei internada por uns três dias. Minha mãe chegou no dia seguinte de que tudo tinha acontecido. Mesmo que eles não estivessem mais juntos, eles eram importantes um para o outro, poderiam se considerar amigos, e tinham uma filha juntos...Eu tive que me mudar para Londres onde minha mãe morava. Eu tive que deixar New York para trás. Não é fácil deixar um lugar onde marcou um momento da sua vida. Eu sei que iria sentir falta, sentir falta dos meus amigos, da minha casa, de tudo, de NY. Mas eu sei que não iria me fazer bem ficar ali, pois só iria me fazer lembrar do meu pai, só iria me fazer ficar cada vez pior. Vejo que mudar pra Londres vai me dar uma oportunidade de esquecer tudo isso que já passou. Eu espero que seja melhor.

_Anna, tá pronta? – Minha mãe veio com a expressão triste, dei uma última olhada no espelho e confirmei com a cabeça forçando um sorriso que mais pareceu uma careta. Ela entrou de mansinho e foi se aproximando de mim. – Filha... Eu sei que parece que é o fim do mundo... – Ela disse se sentando ao meu lado e falando meio sem jeito com uma voz manhosa. – Mas você vai superar, ouviu? – A esse ponto meus olhos estavam cheios de lágrimas, mas isso já não importava, virará rotina daqui pra frente. – Tudo vai ficar bem, eu prometo. – Ela disse me abraçando.

_Mãe... É tudo minha culpa... Se eu não tivesse chamado ele pra me buscar naquele maldito dia de chuva, nada disso teria acontecido, ele estaria aqui comigo ainda! – Disse, ainda chorando.

_Anna! Pare de besteira... Não é sua culpa. – Ela disse me abraçando novamente, e, agora, até ela estava chorando.

Ela ficou tentando me acalmar, mas parece que nada vai conseguir me fazer ficar melhor, ou pior do que eu já estou agora.

[...]

Sabe quando a gente acha que nada pode piorar, que sua vida já é a pior do mundo? É como eu estou me sentindo nesse momento. Com arrependimento, culpa, e tudo o que eu não deveria estar sentindo. Sempre que eu fui em enterros, eu chorava. Mas hoje, no enterro do meu pai... Não foi possível eu segurar a minha dor. Mostrar que eu não conseguiria suportar isso. Mas eu tenho que ser forte. Sei que meu pai não gostaria de me ver sofrer tanto assim. É o mínimo que eu posso fazer depois de ter feito meu pai falecer.

_De todos os seus amigos e família... Descanse em paz amado Thomas Roberts Parker.

[...]

Uma semana depois

_Anna! Já está acordada? — minha mãe disse interrompendo todos os meus pensamentos entrando no meu quarto.

_Sim...

_Não se atrasa pro primeiro dia de aula. Eu fiz café, se você quiser tá

_Tá bom mãe, já to indo.

Levantei da cama e fui para o banho. Fiquei um tempo na banheira com meus pensamentos sobre como seria minha nova escola e o que estaria acontecendo se meu pai ainda estivesse vivo. Não estou com um pingo de vontade de viver. Mas como eu estou em Londres, vamos tentar deixar os moletons que estou usando a duas semanas e colocar uma roupa animada pra não demonstrar como eu realmente estou. Quando sai coloquei uma roupa simples, estava meio calor aquele dia, então não coloquei nada que me fizesse passar calor. (http://www.polyvore.com/anna/set?id=50419421).

Quando cheguei na escola.. Era só uma escola normal. Como esperado. Eu não conhecia ninguém, e é como se tivesse algo errado com minha roupa, minha cara, algo em mim, que todos pareciam estranhar, e todos faziam questão de cochichar um no ouvido do outro.

Ainda estava a observando pelo lado de fora, era linda e enorme, alunos de todos os tipos, como na minha escola em NY. Decidi ignorar os comentários, que eu nem ao menos podia escutar, mas eu sei que estavam falando sobre mim, por que não tiravam seus olhos nem um minuto de mim. Será que eu coloquei a camiseta ao lado ao contrário?!

Entrei na minha sala. Estranho, mas todos sentavam em duplas. Como era nova, eu sentei sozinha, até que veio uma garota sentar comigo, ela e suas amigas, ela sentou ao meu lado e suas amigas nas cadeiras de trás e na frente.

_Oi, você é a novata não é?

_Ah, sou sim.

_Então... Seja bem vinda à Londres! Se você já não morava aqui ainda, ou, mesmo se morava... Bem vinda! Eu sou Hanna, essas são Chloe, Megan, e Rebecca.

_Oi Hanna, Chloe, Megan e Rebecca. — Sorri para elas. E elas sorriram para mim.

_Qual o seu nome, novata?

_Anna. – Sorri sem jeito. Pode não parecer, ou até parece, mas eu sou muito tímida com quem eu não conheço, tão tímida a ponto de sentar sozinha até o final do ano se ninguém viesse me procurar.

_Que nome lindo em! Eu não pude deixar de notar... Mas você não é daqui né? — Hanna me perguntou.

_Na verdade não... Eu sou do Brasil, eu morava com meu pai em NY, mas vim pra cá. – Por que eu disse que morava com meu pai?! Lá vem aquela dor no coração de novo.

_Nossa, sério? Que legal! Depois você conta mais pra gente — Megan disse.

_Com certeza.

_Anna, eu posso sentar com você? Percebi que estava sozinha, então não queríamos te deixar sozinha. – Disse Hanna.

_Claro! Por que não? – Disse sorrindo. Elas pareciam ser muito legais, e esperava ser realmente amiga delas.

Nós tivemos que calar as bocas, por que uma professora – muito assustadora por sinal — entrou na sala com uma cara de que quer uma aposentadoria aos trinta e cinco anos. Ela mal entrou na sala, e começou a passar lição na lousa. Não se apresentou, nem nada. Não que ela tenha, por que não é o começo de ano, mas, mesmo assim, é estranho ela entrar e eu não fazer a mínima ideia de quem é o ser que passa lição pra mim.

A aula dela passou, foi uma das aulas mais chatas da minha vida, e tive que passar ela inteirinha de boca fechada. Depois de algumas aulas, o sinal bateu para irmos ao intervalo. Finalmente!

Eu fiquei com Hanna, Chloe, Megan e Rebecca, elas não só pareciam ser muito legais, como realmente eram muito legais! Adorei ter conhecido elas, logo no primeiro dia.

Depois, voltamos para a sala. Até que apareceu um infeliz que não sei porque não tinha mexido comigo antes de tocar o sinal para o intervalo, e não faço a mínima ideia de por que ele não permaneceu assim, seria tão bom.

_E ai gatinha. – Meu Deus que menino lindo, que perfeição na humanidade, que lindeza é essa. Mas, não. Anna, para com esses pensamentos sobre esse garoto escroto.

_Com licença, você está falando comigo?

_Calma amor. Poderia dizer apenas um "Oi"? – Ele falou passando a mão no meu ombro.

_Na verdade não, e não me chama de amor, aliás, com licença você está na minha frente.

_Nossa calma. Posso pelo menos saber o seu nome?

_Sou Anna.

_Muito prazer Anninha. — Cara de pau. — Eu sou Harry, muito prazer.

Ele disse soltando um sorriso, um dos sorrisos mais lindos que já vi, pra falar a verdade. Mas, Anna, pare de pensar isso dele, ele é babaca, deu pra perceber isso só de olhá-lo por um segundo.

_Sem prazer nenhum, olá Harry. Agora, tchau Harry.

_Tchau — Ele continuou parado na minha frente. Que garoto mais incoveniente.

_Garoto, você é surdo ou o que? Sai logo da minha frente!

_Tá bom. — Ele ia saindo quando alguém me empurrou por trás e eu cai em cima dele dando um selinho nele.

_Esse é o espirito, meu amor. — Ele disse, eu ainda estava em cima dele. E ele estava com um sorriso malicioso.

_O Que? Isso não significa nada. Não me chama de amor, porque eu nem te conheço, eu não me joguei em cima de você, alguém me empurrou, será que dá pra parar de olhar pra mim e sorrir pra mim desse jeito? Já está me irritando. E será que dá pra você me soltar? — Sim... Eu estou muito nervosa, eu sei.

_Tudo bem linda. — Ele me soltou e eu sai de cima dele. Provavelmente todos estavam olhando, eu apenas ignorei e voltei para ficar com Hanna, Chloe, Megan e Rebecca. Esse garoto continuava me olhando.

Quando eu voltei para a minha mesa, Rebecca saiu da mesa onde ela estava sentada com Megan, não faço a menor ideia porque ela fez isso.
Não consegui entender o que aconteceu com Rebecca. O que eu fiz pra ela? Será que fiz alguma coisa que ela não gostou? Fui andando atrás dela, mas ela estava correndo pra fora da sala, muito rápido, como se quisesse que eu não a alcançasse. Mas, o que eu fiz, se eu nem ao menos a conheço?

Notas finais
Hmmmm... E essa história com o Harry em? hahaha. E porque a Rebecca ficou tão estranha em relação a Anna ter caído em cima do Harry? Vamos ver no que isso tudo vai dar.