You Stole My Heart
22 Capítulo 22
Notas iniciais
POV Louis
_Rebecca! — Sai do carro e fui correndo em sua direção, tentei correr atrás daquele cara que estava tentando machucar Rebecca, quando percebi ele já estava correndo do outro lado da calçada, sem nada nas mãos, e sem olhar pra trás ele foi e não voltou mais. — Rebecca meu amor, você tá bem? — Ela não me respondia. — Vamos lá Rebecca, você não pode desmaiar logo agora!
Peguei em sua cintura e em sua cabeça, quando percebi o chão em baixo de sua cabeça estava cheio de sangue, e o machucado em sua testa estava novamente sangrando. Olhei pra aquilo e tive vontade de vomitar, mas não pude, peguei meu celular e liguei pra ambulância e logo após para a polícia, a ambulância chegou primeiro, eu fui com Rebecca, quando estávamos indo para o hospital, vi a polícia chegando na casa de Rebecca. Novamente chegamos no hospital, o que não tínhamos saído nem ao menos há alguns minutos, no máximo uma hora. Rebecca ficou naquele mesmo quarto, e novamente eu não saí de lá, até que ela acordasse... Mas ela não acordou. Liguei para o pessoal e lá estávamos nós de novo, como naquela manhã, onde achávamos que nada iria acontecer de novo... Só que esse idiota está tentando matar Rebecca, por motivos que nem ele deve saber direito.
Ficamos ali esperando ela acordar, mas ela não acordava, então alguns foram pra casa, por que já tinha passado das 23h00, e no dia seguinte teria aula.
_Louis... Você não vai pra casa? Amanhã tem aula cara, vai faltar de novo? — Harry disse.
_Eu tenho que ficar aqui com ela cara... Eu tenho que estar aqui com ela quando ela acordar, você não sabe o quanto ela deve estar assustada, e frustrada por estar aqui de novo. — Harry se despediu de mim e foi embora. Todos saíram, só restava Hanna, quando ela veio falar comigo.
_Ei Lou, você tá bem? Eu digo, por que você estava lá na hora em que tudo aconteceu e... Não está preocupado de que esse cara possa fazer mais alguma coisa com a Rebby?
_Sim, eu to bem sim, só um pouco... Inconformado com isso que aconteceu sabe? Se já é difícil pra mim, ou pra vocês, imagina pra Rebby, quando ela acordar? E pros pais dela que ainda nem sabem de nada?
_Te entendo Lou, mas vai ficar tudo bem, a polícia está procurando a pessoa que tentou... matar a Rebby ok? — Balancei a cabeça fazendo que sim, Hanna me abraçou e foi até a porta. — E Lou, só mais uma coisa... Eu acho lindo isso que você tá fazendo pela Rebby, gostando dela, mesmo sabendo de toda aquela coisa com o Harry, sendo seu melhor amigo, mas, mesmo assim seu amor por nenhum dos dois mudou... Isso e realmente lindo — Ela sorriu.
_Obrigado Hanna... É, eu tento dar o meu melhor por quem eu amo. — Ri pelo nariz, Hanna sorriu de novo e foi embora.
Fiquei esperando Rebecca acordar, lendo algumas revistas que tinham ali, assistindo o jornal, jogando Angry Birds no meu celular, e fazendo tudo o que uma pessoa faz quando se está entediada. Alguns minutos depois eu cochilei, acordei quando minha cara caiu da minha mão e Rebecca me chamou de bobo.. Espera...
_Rebecca? Meu amor você acordou? — Dei um abraço nela, bem apertado, mas não foi tão bom por que ela deveria estar sentindo muita dor. — Desculpa Rebby, não queria tentar quebrar seus ossos... — Ela riu e ri junto com ela.
_Sem problemas Lou... Obrigada por ficar aqui comigo tá? Se não fosse por você, eu estaria aqui, acordada às 2h00 da manhã sem fazer nada, sem ter ninguém aqui e...
_Ficaria lendo as revistas, assistindo o jornal, e jogando Angry Birds?
_Seu safado, desde quando começou a ler mentes? — Ela riu. — Mas enfim, sério Lou, se não fosse por você... Eu realmente não sei o que seria de mim agora. Nem sei se eu seria eu viva agora, por que... — Seus olhos se enxeram de lágrimas. — Por que tem alguém tentando me matar Lou?
_Ei ei ei Rebby, calma... Você não sabe se essa pessoa quer te matar, vai ver da primeira vez, ele ia na sua casa só pra roubar, mas você acabou aparecendo e ele teve que agir, e da segunda, ele só fez aquilo por que... Bem, acho que você não foi tão legal quanto da última vez com ele não é? — Dei um soquinho no braço dela e ela riu, mas logo voltou a ficar séria, olhando pro chão e brincando com seus dedos.
_É que... — Ela olhou pra mim e respirou fundo. — Não foi coincidência Lou, alguém tá querendo me machucar, assim que eu entrei em casa, essa pessoa estava esperando por mim, não sabia disso né? Pois é, eu entrei em casa, e esse cara estava lá, sem nenhuma arma na mão, mas estava disposto a me machucar, e foi o que ele conseguiu. Você não sabe o quanto eu joguei spray de pimenta na cara dele — Nós rimos. — Eu pensei que aquilo deixaria ele, pelo menos desgovernado, sem saber por onde andava de tanto seus olhos, nariz e boca arderem, mas não, ele levantou, deu tempo de eu trancar a porta, ligar pra você, mas ele quebrou a porta. E aí você chegou e... É tudo que eu lembro... — Ela disse limpando uma lágrima que tinha escapado de seus olhos. — Eu só queria entender... Por que eu? O que eu fiz? O que eu fiz pra merecer isso? — Ela falou abaixando a cabeça.
_Ei, não... Não faz isso, não dê o gostinho à essa pessoa — Falei segurando seu queixo e levantando sua cabeça com que ela olhasse pra mim. — Não abaixe a cabeça, isso é sinal de que você perdeu, que você está derrotada... Tem que mostrar que não está, que está preparada pra qualquer coisa que seja. Veja, você perdeu muito sangue, em dois dias seguidos, e continua aqui, firme e forte, feliz, acima de tudo. Isso que você tem que demonstrar, ok? Não importa se você cair... Se levante ok? Seja lá por que essa pessoa está querendo te machucar, você é forte garota, e vai aguentar tudo o que vier. Nem que algumas lágrimas tenham que cair no caminho. E lembre-se: Eu estarei com você sempre. — Ela sorriu... Aquele sorriso que só me lembro de ter visto ela dar depois de ter me beijado, aquela primeira vez. Ela sorriu e me abraçou. Deixando algumas muitas lágrimas cair sobre seu rosto.
_Lou... Obrigada... Sabe que eu te amo né?
Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né Sabe que eu te amo né
Olhei pra ela e sorri.
_Sei sim... Mas eu te amo mais.
_Ah não Lou, eu que amo ok? Sem discussão.
_Impossível Rebby. — Nós rimos.
Bem impossível você me amar mais do que eu te amo. Eu realmente te amo Rebecca... Mas acho que você nunca vai perceber isso.
POV Harry
Depois de irmos ao hospital ver como Rebecca estava — novamente bem machucada — fomos todos para casa dormir, no dia seguinte, Louis ainda estava com ela, eu iria mais tarde pra ver com ela estava. Ele também, por que ele parecia estar mais preocupado com ela do que ela mesma quando acordasse.
Na escola? Nada de mais. Anna não fala comigo, a não ser que eu fale com ela. Injusto? Com certeza, mas, ela está meio transtornada com essa coisa do pai dela, e essa coisa com a Rebecca também... Ela deve estar com sua mente tão cheia, que nem sair ela sai mais. Sua mãe está viajando, assim como meus pais, então ela passa a maioria do tempo em seu quarto, em seu sofá, vejo as vezes ela olhando para aquele mesmo porta-retrato de que ela estava segurando a dois dias atrás. Algumas lágrimas caiam de seu rosto, mas eu não podia fazer nada. O que me irritava, pra falar a verdade. Ver Anna sofrendo e não poder dizer que quero que ela fique bem? Bom, mas mesmo se eu pudesse dizer isso pra ela, ela não me escutaria, eu não mereço que ela me escute.
Sempre que sorrio ou aceno pra Anna da janela ela faz o mesmo pra mim, mas tudo o que ela faz de volta, parece tão distante, e não verdadeiro como costumava ser. É como se ela estivesse ali, mas sua mente estivesse em outro lugar totalmente diferente. Até mesmo Hanna está preocupada com Anna, do que ela possa estar pensando, pensando novamente por ser culpada pela morte de seu pai, enquanto ela não tem nada a ver com isso. E quando ela pergunta... Ela responde um claro e distante "Não" "Não tem nada, eu estou bem" Mas sim, tem algo sim, e não você não está bem, está precisando conversar com alguém, alguém que você realmente confie pra dizer o que está passando por essa sua linda cabeçinha.
Zayn me mandou uma mensagem pra mim mais cedo, dizendo pra convidar a Anna pra ir na casa dele, pra uma festa hoje a noite, pra ela ir junto comigo... Bom... Vale a pena tentar... Se ela recusar, pelo menos tentar eu tentei. Me arrumei e fui até sua casa, toquei a campainha, escutei ela descer as escadas, e ela abriu a porta.
_Harry... Oi. — Ela deu um sorriso falso e voltou a olhar pro chão e morder o lábio. — Então... — Ela olhou pra mim e sorriu. — O que faz aqui?
_Eu... Hmm.. Eu ia te perguntar se você quer ir a uma festa comigo agora, é na casa do Zayn... Ele falou pra eu convidar você, e poderiamos ir juntos, se quiser ir, eu posso te esperar.
_Não sei não Harry... Eu não sei se ainda não percebeu, mas ultimamente eu não estou em clima de festas, sabe?
_Eu te entendo mas... Quer saber, eu não entendo não, numa hora está toda feliz e espalhando alegria, e na outra me dá vontade de sair correndo e arrancar as roupas de tanto nervoso que me dá de te ver assim, sugando minha energia... Anna, tem alguma coisa aconecendo, será que dá pra você me contar, por favor? — Anna olhou pra mim com a boca aberta e tentando falar alguma coisa mas tudo o que saiu foi um "Wow... Ahhn... É... Nossa!" Posso ter sido um pouco duro com ela, mas fui realista, é isso o que estou tentando dizer a ela a algum tempinho. — Anna... Pode confiar em mim, pode falar. — Ela respirou fundo e mordeu o lábio, e me puxou pra dentro de sua casa, fechou a porta e fomos para o sofá, ela sentou e virou pra mim.
_Sabe Harry... Eu não sou de me abrir com meninos, por que nem sempre posso confiar neles, mas... Acho que hoje estou abrindo uma exceção pra você. Quer mesmo saber o verdadeiro motivo de por que eu estou assim Harry? Eu sinto falta do meu pai. Sinto falta do meu velho aqui comigo, pra jogar vídeo-game, comer pizza, ser quem eu realmente sou. Meu pai podia ser chato às vezes, achar que manda em metade do mundo, às vezes esconder um ou outro segredo dele, mas... Você não sabe o quão ligada eu era com ele Harry... Eu estava feliz em poder estar com ele. Às vezes eu não valorizava o pai que eu tinha. O pai que eu poderia amar pra minha vida inteira, o pai que eu desejava que fosse eterno, que eu achava que fosse, até descobrir que não é. — A esse ponto suas lágrimas não podiam mais ser controladas. — Sabe Harry? Eu me lembro de uma vez, quando eu tinha quinze anos, não faz tanto tempo assim... Eu me cortei por causa do Gustavo, assim que eu saí do Brasil, foi só uma semana depois que o Gustavo fez aquilo, eu fui para os Estados Unidos, e lá eu... Eu me cortei, pela primeira e única vez na vida. Pois vi que aquele traste estava namorando com aquela mesma vadia que ele me traiu. E depois de uma semana, ele já estava com outra. Eu... Eu me cortei. Eu desmaiei, estourei uma veia, quase que eu morro. Por pouco eu ainda estou viva... Foi intenso aquele corte... — Ela levantou a blusa da manga e mostrou uma cicatriz que não estava aparecendo tanto assim. — Foi isso que ele me fez fazer. Meu pai chegou em casa, eu estava na banheira, chorando, e sangrando, quase desmaiando, quando meu pai me viu, ele quase demaiou, mas eu desmaiei primeiro. Ele foi pegar o telefone pra ligar pra ambulância, voltou ao banheiro e eu estava ali, desacordada. De primeira impressão, meu pai achou que eu estivesse morta. Mas depois que eu acordei, ele só achou que eu era louca, por fazer aquilo, por causa de um garoto idiota. A vontade do meu pai foi de voltar pro Brasil pra bater no Gustavo, mas não deu né... Depois daquilo, eu e meu pai... A gente... Se uniu mais, e, meu amor por ele foi crescendo cada vez mais e mais e mais... — Ela enxugou suas lágrimas. — Até que... Até que ele morreu e... Ele se foi... Pra sempre. E junto com ele... Ele levou um pedaço enorme do meu coração junto com ele.
Não pensei em outra coisa, a não ser abraçar ela. Aquele ponto até eu estava chorando.
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