Notas iniciais
"Eu quero te ver..."
"...Você não pode."
Você... O que foi?
Embora eu estivesse orgulhoso daquela vaga pergunta,
Tinha algo mais naquelas palavras.
Se ficarmos longe (um do outro)
"Eu não esquecerei"
xTRiPx - I Miss U

O caminho de volta para a floricultura fora sinistramente silencioso. Sim, porque não ouvir Frau e aquele moleque remelento brigarem era uma coisa estranha, e Frau com aquela áurea sombria em volta de si só ajudava no climão.

- Frau... – chamou Teito, estava hesitante – Tá tudo bem? – não obteve resposta por algum tempo, sem querer perguntar de novo – Frau? Frau, droga, me responda!

- Desculpe, Teito, disse alguma coisa?

- É-é claro que disse! – gaguejou, estranhando a sutileza (sombria) que o loiro estava usando – Perguntei se você está bem.

- Sim, sim, estou bem – confirmou, sem tirar os olhos da estrada.

- Não parece – murmurou, sem saber como tentar descobrir o que estava passando com o outro. Hmpf, fraco, desiste fácil demais.

Logo estavam na frente da floricultura, fora um percurso silencioso, logo, fora rápido. Frau parecia inerte e Teito estava preocupado.

- Teito, se importa se eu for tomar um banho? Eu preciso. – perguntou Frau, ao terminar de colocar suas plantas em cima da mesa de jantar.

- Não, pode ir – deu de ombros, esquecendo-se momentaneamente de ser rude.

Decidiu arrumar as compras de Frau enquanto ele não saía do banho e aquela era minha hora. Mandei imediatamente uma imagem da porta da frente para ele, sendo claro no objetivo de querer que ele saísse de lá.

- O que? Sair daqui por quê, seu inútil? – perguntou, colocando um winkhob dentro de um vaso, olhando torto para a estranha planta.

Aquela pergunta me pegou desprevenido. Quer dizer, eu sabia que queria ele longe de Frau, mas por quê, exatamente? Só porque ele tinha mulher e estava flertando com Teito?

Sim. Exatamente por isso! Onde já se viu tamanha falta de respeito? Sua mulher provavelmente não merecia isso, só por ela aguentar Frau, era uma guerreira e tanto.

Mas talvez... Talvez a falta de respeito fosse maior com Teito. Ele era só uma criancinha que não sabia de nada da vida, e Frau era, pelo visto, seu primeiro amor, não só uma paixonite de escola. Só por um olhar, por uma palavra mais doce, ele já ficara todo caidinho por aquele... Homem.

Frau não tinha esse direito. Não tinha o direito de frustrar Teito logo em seu primeiro amor. E sim, eu estava mesmo preocupado com aquele pirralho ingrato, afinal esse era o meu trabalho. Apenas isso.

– Hein, anjo inútil? Sair daqui por quê? — perguntou novamente, dessa vez olhando para algum lugar na pequena cozinha, provavelmente me procurando.

Sem saber como responder – porque não podia dizer que Frau tinha mulher e nem que simplesmente queria que ele saísse –, mandei uma imagem de Mikage, mas vacilei ao não colocar o sentido certo. Podia dizer que Mikage estava em perigo ou algo assim, mas apenas o fiz achar que ele estava sentindo saudade. Dá pra ser mais ordinário?

– Mikage? O que Mikage tem a ver com a minha tarde com Frau? — perguntou, voltando a tirar as plantas dos sacos em que vieram – Quer dizer, eu preciso saber o que aconteceu, talvez ajudá-lo, sabe-se lá que horas Labrador vai...

– Teitoo! – Frau o chamou de dentro do banheiro, o interrompendo – Teito!

– Que é? – gritou de onde estava, me ignorando completamente. Ingrato, depois neguinho vem reclamar de dor no coração, achando que eu tenho a obrigação de ouvir. Droga, e tenho.

– Pode trazer minha toalha? Está na porta do jardim. – pediu. Mas era um abusado mesmo, e ainda queria que Teito lhe fizesse favores como se os momentos anteriores não existissem. E, pelo amor de deus, quem coloca a toalha no jardim?

Teito foi, obedientemente, pegar a toalha daquele abusado e foi até o banheiro. O chamou e corou ao receber a resposta de que teria que entrar no banheiro para entregar-lhe. Ainda bem que um box separava seu corpo nu do corpo virgem do meu Protegido.

– Toma – abriu o box e colocou apenas o braço para dentro, com a toalha, virando o rosto para o outro lado.

– Valeu – agradeceu de qualquer jeito, pegando a toalha. Saiu segundos depois com ela enrolada da cintura pra baixo, pingando gotas de água por todo o corpo. Teito o olhou por segundo inteiros, sem tirar os olhos dos dele. Frau também não fazia questão de sair daquela posição: nu em um banheiro minúsculo com um menor de idade a menos de 30 centímetros de si. Pervertido, abusado e irritante.

– V-vá colocar suas roupas – Teito foi o primeiro a se pronunciar, mostrando-se mais decente do que aquele loiro suficientemente aguado para ser considerado burro. Tudo bem, eu sabia que Frau era um autêntico alemão, mas eu precisava insultá-lo de mais alguma forma.

Era incrível o quão rápido eu pegava raiva das pessoas.

Saiu do banheiro primeiro que Teito e foi diretamente para seu quarto, tomando o cuidado de trancar a porta. O que? Ele não queria que Teito visse os diversos porta-retratos dele com sua mulher? Cretino.

Saiu de lá ao menos vestindo uma roupa que cobria a maior parte de seu corpo. Sorriu satisfeito ao notar as plantas todas organizadas em cima da mesa.

– Está aprendendo, garoto – sorriu de lado, começando a levar os vasos para o jardim. Teito logo começou a ajudá-lo, então em pouco tempo estavam todos lá. Claro, Frau estava mendigando só porque sua mulher havia lhe ligado, não comprou muita coisa.

– Onde eu coloco isso, Frau?

– “isso”, moleque? Não é isso, porque tem nome. E você sabe qual é. Você gostaria de ser chamado de isso? — perguntou, fazendo Teito corar pelo sermão que levara.

– Quer que eu te ajude ou não, seu ingrato? — perguntou, colocando o nariz no céu. Esse é meu garoto! Não abaixa a cabeça pra isso mesmo não, Teito. Tá certinho.

– Coloca ali em cima, acho que já vou colocar na loja amanhã – divagou, sem parecer se importar com o jeito rude de Teito.

– Amanhã? Oh, droga, amanhã é segunda-feira, não é? — perguntou, colocando a planta no local indicado.

– Agora tá com amnésia é, moleque?

Eu vou te mostrar quem é que vai ficar com amnésia quando eu quebrar sua cara, seu maracujá amaçado!

– É, pelo visto você já está melhor... – comentou, suspirando.

– Melhor do que?

– Você sabe do que, cretino – isso, Teitinho, está aprendendo – Eu é que não sei.

– E vai continuar sem saber – disse, sério. Ah, mas disso eu tenho que discordar. Na primeira oportunidade que eu tiver, Teito vai saber de sua traição! – Vamos logo, Labrador daqui a pouco chega para o almoço e não tem nada feito.

Teito quis retrucar, mas não se sentiu no direito de envolver Labrador na discussão que era apenas entre os dois.

– O que vamos preparar?

– Vamos nada, eu vou. Você vai ficar sentadinho, olhando como um mestre faz.

– Ótimo, menos trabalho pra mim. – sentou-se cinicamente na cadeira, cruzou as pernas e bateu palmas, esperando que Frau começasse o trabalho. Ah, como fiquei orgulhoso.

– Cínico – disse e riu de lado – Pega o mexilhão na geladeira e coloca pra fritar.

– Você quer que eu frite mexilhão? Tá louco?

– Por que não? Ou vai me dizer que você só refoga mexilhão?

– Exatamente! Fica todo engordurado e ruim se você frita.

– Frite.

– Vou refogar.

– Frite.

– Vou refogar.

– É minha cozinha, eu decido.

– Sou eu que vou cozinhar, eu decido.

– Faça o que quiser – bufou, provavelmente sem querer discutir por mais tempo. Teito sorriu convencido, fazendo questão que Frau visse. – Mas não me peça ajuda em nada, pirralho.

– Eu não vou.

E realmente não pediu. Fez seu mexilhão refogado, fazendo o cheiro se propagar por toda a cozinha. Frau olhou por cima dos ombros duas vezes para saber se Teito estava fazendo a coisa certa, mas para mim pareceu que ele estava apenas impressionado com as habilidades do meu humano.

– Terminei – disse ao colocar o último tempero, que não fiz questão de ver o que era.

– Pode mexer esse risoto enquanto eu frito aqueles winkhobs? — perguntou até gentilmente, mas não deixando de provocar Teito ao dizer que iria fritar winkhobs. Algo me dizia que ele e Labrador gostam muito dessa planta.

Teito foi para junto do fogão mexer o risoto e eu logo o acompanhei, ficando ao seu lado. Claro, aquele garoto era naturalmente desastrado, para ele derrubar aquela panela de comida em cima de si eram dois pulos.

Encaramos a panela estranhando.

– Frau... Tem uns sapos pulando dentro da panela – falou com certa naturalidade, já até acostumado com as estranhezas de Frau.

– É um milky frog – disse, dando de ombros.

– Um sapo de leite?

– Tecnicamente – disse, rindo.

Teito resolveu não perguntar mais nada e continuou cuidando do risoto, ainda olhando torto para os pequenos “sapos”. Poucos minutos depois, a campainha tocou, revelando um Labrador sorridente, trazendo um papel em mãos.

– O que é isso, Labrador? — perguntou Teito, assim que o menino guardou suas coisas na sala e rumou para a cozinha, provavelmente pensando em como poderia ajudar.

– Isso, Teito, é a prova de que eu entrei na academia!

– Que?

– É sério, Lab? — perguntou Frau, o olhando incrédulo – Mas isso é ótimo demais!

– Sim, é! E o pastor disse que, se eu continuasse assim, poderia reduzir muito meu tempo na faculdade para me tornar padre.

– Não sei porque insistem que você precisa dessa academia, você é um clérigo completo!

– Ainda tem muita coisa que preciso aprender, Frau, fazer a academia vai me fazer muito bem.

– Mas...

– Alguém pode me explicar qual é a novidade? — Teito perguntou, interrompendo a conversa de ambos, que o olharam sem nada dizer.

– O pároco da igreja disse que minha dedicação era admirável – disse Labrador, corando um pouco – E então, falou que me colocaria nessa espécie de academia para eu ter aulas de filosofia, como se estivesse realmente fazendo uma faculdade, e, quando eu sair do ensino médio, posso cursar Teologia diretamente, sem fazer filosofia antes. Reduz muito meu tempo!

– Entendo... Mas que ótimo, então, que conseguiu esse posto.

– Obrigado, Teito. – agradeceu, sorrindo-lhe ternamente. Teito desviou o olhar, sentindo-se envergonhado pelo sorriso de Labrador. Não era só isso, ele também parecia estar sentindo-se desconfortável por algum motivo na conquista de Labrador – Algo errado?

Mas é claro que aquele clérigo mirim saberia que havia algo de errado com Teito.

– Não, não é nada – deu de ombros, voltando a mexer o risoto. Frau e Labrador trocaram olhares confidentes e Frau apontou para Teito com a cabeça, voltando então toda sua atenção aos winkhobs.

– Hey – chamou baixinho, passando uma mão pelo ombro de Teito, abaixando um pouco a cabeça para ficar na altura de seus olhos – O que foi?

– É que... Você já tem toda sua vida traçada, tem plena certeza do que quer, mesmo sendo dois anos mais novo que eu – confessou, abaixando o olhar – Frau é um largado, mas já tem sua vida construída. E eu? Plenos 17 e não faço a mínima do que quero.

– Não se preocupe com isso agora, Teito – disse, levantando o tronco, mas com a mão ainda em seu ombro – Não posso dizer nada sobre sua carreira, mas eu vejo algo em seu futuro.

– Co-como assim?

– Você pode ser o anjo que salvará um coração inocente e cansado – disse, olhando fundo nos olhos de meu humano. Cheguei mais perto para ouvir melhor. – Ou pode ser o demônio que levará o mesmo coração à enfermidade.

Labrador falava aquilo em uma espécie de transe. Ele parecia estar completamente presente e ciente do que falava, mas seus olhos emanavam uma cor diferente do habitual violeta. Era uma cor distante, beirando o cinza, mas ainda pigmentada com sua cor natural.

Não entendi exatamente o que aquilo significava, afinal, anjos não tinham o poder de fazer profecias. Muito menos humanos! Apenas quem podia fazer isso, eram os querubins e, claro, o próprio Deus.

– Como sabe sobre isso, Labrador? — perguntou, buscando desesperadamente ajuda em Frau, que estava de costas para a situação, parecendo alheio a tudo.

– Desculpe, Teito, te assustei? – perguntou temeroso, soltando seu ombro e sentando-se em uma cadeira próxima.

– Não, só... É estranho, isso que acabou de dizer foi uma pr-profecia? — perguntou, com a voz falhada.

– Não sei se...

– Sim, foi uma profecia, Teito – Frau interrompeu o provável discurso modesto de Labrador – E elas não costumam falhar. Não as de Labrador.

– Você é um profeta! Labrador, você é um enviado direto de Deus! O que faz aqui? — exclamou tudo de uma vez, incrédulo, assustado e talvez até admirado com a situação.

– O que quer dizer com isso?

– Frau, será que você não vê? A missão de Labrador é maior do que a qualquer uma de nós! Ele é um profeta, um hebreu, o novo Moisés, ele pode mudar o mundo!

– Teito, eu não acho que...

– Teito – chamou Frau – Labrador tem noção de sua condição. Ele sabe o que deve fazer em sua vida. Não é como se ele fosse um tapado como você.

Mas...

– Sem mais.

Teito olhou indignado para Frau e, então, para Labrador, procurando algum apoio. Mas o albino apenas abaixou a cabeça, não querendo mais discutir aquele assunto. Os três ficaram em silêncio até o almoço ficar pronto, e foi quando, após a mesa ter sido posta, Teito resolveu se pronunciar.

– Desculpe por mais cedo, Labrador. – murmurou tão baixo que, se o idiota do Frau estivesse afim, zoaria muito meu humano – Não foi minha intenção te insultar de alguma forma... Eu só fiquei surpreso.

– Tudo bem, Teito – Labrador sorriu, dizendo sua mais frequente frase – Não estou bravo com você. Eu sabia que podia confiar.

– Em mim? Tem certeza, não sou alguém de guardar segredos. – riu, agradecendo com o olhar o fato de Labrador confiar nele. Teito e seu enorme jeito com a as palavras.

– Não vejo desonra em seu coração, sei que pode guardar meu segredo. Afinal, somos amigos, não é?

– Não se preocupe – disse, sorrindo, porém sendo interrompido por Frau.

– Ele vai manter seu segredo, Labrador – disse Frau, ameaçador. Fuzilei aquele metido em pensamentos, pensando em todas as formas possíveis de como ele poderia sofrer. Aquele não era um pensamento muito angelical, mas era o que a convivência com a humanidade fazia a nós, anjos.

– Cale-se, Frau – mandou. Tudo bem, eu mandei e fiz Teito vocalizar, mas ele pareceu não notar – ou não se importar.

– Tem winkhob, Frau? — Labrador perguntou antes que ele pudesse responder qualquer coisa a Teito, querendo amenizar o clima.

E assim, passou-se o almoço dos três. Claro, algumas provocações por parte do erro genético que era aquele Frau, mas Labrador sempre amenizava o clima. Estavam se divertindo naquela conversa despreocupada, sobre tudo e nada ao mesmo tempo.

Era tão fácil fazer amigos...

– Está com sono, Teitinho? — perguntou Frau, após um longo bocejo por parte de Teito, que o fez ficar corado.

– Por que está me chamando de Teitinho?

– Porque parece peitinho.

– Palhaço – fez um gesto obsceno com os dedos, mas não iniciou a discussão do século – Mas estou com um pouco sim, na verdade...

– Pode dormir no sofá, pirralho.

– Não que seja ruim, Teito! Já dormi lá diversas vezes, é ótimo – Labrador logo se apressou em dizer, não querendo que Teito pensasse errado da frase. Mas gente, esse garoto nasceu humano por que mesmo? Ele daria um ótimo anjo. Não, um ótimo Trono.

– Então, acho que vou puxar ronco lá, se importam?

– Mó apoio – disse Frau, dando de ombros – Contando que a parte do ronco seja apenas uma expressão, claro.

– Relaxe.

Então, seguiu para o sofá, tirando os sapatos sem cerimônia e realmente indo dormir. Eu já havia percebido que ele estava com sono, mas não imaginei que ele fosse se jogar no sofá e dormir. Ah, aquele moleque ainda tinha muito o que aprender sobre etiqueta.

O tempo passou, Frau e Labrador arrumaram a cozinha, conversaram um pouco, até que o mais novo foi embora, me deixando em estado de alerta por Frau estar sozinho com Teito.

E eu realmente tinha motivos para ficar daquele jeito. O abusado – e pervertido – primeiro sentou-se no sofá ao lado de Teito, ficando a observar seu o rosto delicado. Como se não bastasse, passou os dedos por sua pele. E então, me irando a ponto de me fazer jogar os zaiphons mais ofensivos contra ele – e claro que não fez efeito algum, afinal, ele era humano – deitou-se de frente para Teito, fazendo questão de colar os corpos o máximo que podia.

E assim, ele dormiu. Simplesmente dormiu. Dormiu ao lado do meu humano, como se fosse a coisa mais corriqueira do mundo, ignorando minha existência, ignorando os pudores, ignorando o que Teito poderia sentir. Não agora, mas lá na frente, quando descobrisse que Frau tem uma mulher e não pode ficar com ele.

Sem mais delongas, mandei imagens fortes de qualquer coisa morrendo justamente para ele ter um pesadelo e acordar. Alguns poucos minutos depois, ele abriu os olhos assustado e traumatizado com tanta criança morrendo num lugar só.

– Frau?! – exclamou, assim que notou o loiro (pervertido) ao seu lado.

– Ã...? Fala, moleque...

– O que você tá fazendo aí?!

– Dormindo...

– Mas por que você tá dormindo do meu lado, seu tarado?!

– Porque eu quero, ué – dizia tudo em tom sonolento, como se não estivesse realmente prestando atenção no que Teito dizia.

– Vá para sua cama!

– Não...

– Frau!

– Vai morder seu pai na bunda, pirralho...

– Mas...

– Mas eu quero dormir do seu lado... – disse descaradamente, abraçando Teito e o fazendo apoiar a cabeça em seu ombro. Cachorro safado! Como ele...?! E Teito?! Esse idiota não ia fazer nada além de corar?

E, como marido e mulher, os dois dormiram abraçados no sofá. Mas que... raiva! Por que Teito não o afastava, por que não fazia alguma coisa?! E esse idiota do Frau, será que ele não percebia que não podia fazer aquilo?! Por diversas razões! Fora que aquilo era... era pedofilia!

Soltei todos os meus zaiphons mais poderosos contra Frau apenas para descontar minha raiva, nem mesmo um lhe machucou.

Vendo que estava ficando irado demais, sentindo coisa demais (coisas que não poderia sentir, humanidade), fiz uma forte barreira protetora em volta de Teito, que me avisaria caso qualquer influência aparecesse, sai pelo jardim e voei para os céus.

Quando meus pés tocaram as fofas nuvens do paraíso, logo pude sentir todo aquele peso se esvair. No Céu, os sentimentos humanos eram sentidos com intensidade quase nula, raiva ou tristeza eram esquecidas e descansar em paz era algo corriqueiro.

Deitei em uma nuvem longe da minha habitual, mas precisava urgentemente de descanso. Não sentia mais raiva de Frau ou indignação para com Teito, apenas a calmaria do céu. Fiquei lá, sempre atento a qualquer movimentação em volta da barreira que protegia Teito, e não dormi, apenas pensei com calma na vida. De Teito, afinal, eu não tinha vida.

Imaginei como seria no futuro, mas não tinha o poder daquele... humano. Não sabia prever, não podia proteger Teito além do original. Talvez por isso Deus tivesse tirado dos anjos a capacidade de profetizar, imagine quantos anjos não mudariam todo um futuro meticulosamente traçado pelo Destino apenas para Proteger.

O que eu poderia fazer para evitar toda essa confusão? Ou talvez a pergunta fosse o que eu poderia fazer para evitar que Teito sofresse demais?

Acabei adormecendo, não por exaustão ou algo parecido, apenas por não querer mais pensar nessas coisas.


Notas finais
OLÁ ~~~~~~
Desculpem não postar ontem, eu juro que tentei, mas minha prima ficou usando o pc e e ; u ; Mas eu tinha dito que sábado era dia de postagem também u3u
MAS TAÍ, GOSTARO? E ainda teve palhinha lá em cima, uma tradução minha da música mais linda do universo (I Miss U) 8D Achei que aquele verso combinava um pouco com meu bebê ♥
[AVISO]
Ah, talvez vocês fiquem um pouco confusos, então é bom ler isso aqui http://www.cot.org.br/igreja/hierarquia-dos-anjos.php para entenderem melhor sobre a "hierarquia celeste". Eu ia colocar aqui, mas ia ficar muito grande xD Vou citar mais ela nos próximos capítulos, então é bom dar uma passada de olhos >_
Bom, esse capítulo o Hakuren ficou um pouco OC porque eu escrevi ele enquanto estava na casa da minha tia, então posso ter prestado um pouco menos de atenção do que deveria. Desculpem se ficou ruim p(>3<)q
E QUEM DEIXAR REVIEW EU FALO COM O HAKU-CHAN E ELE LEVA CADA UM PARA UM ~PASSEIO~ PELO CÉU, QUEM QUER? 8DD Não, pera. Haku-chan é só meu hein u3333u ENTÃO EU BOTO ASAS NO FRAU E VOCÊS PODEM IR COM ELE, QTAU? 8D
E uma coisa... Er... Vocês todos estão loucos de raiva com o Frau porque ele tá fazendo o Teito sofrer etc etc, mas... Er... Eu não escrevi nada disso hein -q Até agora, o Teito não sofreu por causa do Frau, gente, que isso x3 Todo mundo bravo com o Frau à toa dlasjdlksah
Beijossss seus lindos, obrigada por todo o carinho, vocês me deixam radiante e e *gay* Até semana que vem~~