Notas iniciais
Talvez uns 2 capítulos para o final! Isso mesmo! Gente eu sei que vocês querem mais Hot , tipo a maioria , mas eu não vou prometer me aprofundar nisso no final dessa temporada okay? Eu sei que esse capítulo pode não ser muito "legal" e tal ,porém faz muita parte do começo do que vem da segunda temporada ;) Bem espero que vocês curtam!

Talvez no futuro eu pudesse levar aqueles últimos dias de "liberdade" como uma piada. Muito no futuro distante obviamente. Porque não havia nada de engraçado. Eu já havia deixado por meses de lado os preparativos do casamento , fugindo de qualquer obrigação ,mas estava pagando com juros por aquilo. Minha mãe para minha surpresa não havia ido embora depois do jantar de apresentação.

Ela com seus sapatos altos parecia inabalável com meu claro desanimo. Deixando de lado o fato de eu ser uma Visionária , ela havia me ocupado com tantos detalhes daquele casamento que eu só pensava em Las Vegas como uma primeira opção.

E não foi tão diferente para Elijah. Até tivemos uma seção de fotos! Eu nunca passei tanta maquiagem como naquele dia. O legal mesmo foi experimentar vestidos de noiva , o trocar para que saísse em fotos para guardar de recordação. Elijah havia experimentado desde smolking branco a cinza.

Fomos desde jardins com eu em um balanço e ele atrás , a carruagens e dançar no meio de um toldo ao redor da chuva artificial. No final do dia estávamos cansados. Meu pai e tio Bones o havia levado para fazer coisas de homem, seja lá o que aquilo significava , o que fez Klaus passar o outro dia sorrindo. E Elijah fugindo , de min.

Mesmo tendo Esther a espreita , Mikael e Davina ainda sumidos , um certo alvoroço digno de famílias grandes preencheu os Mikaelson com a chegada dos meus parentes. No grande casarão , com bons quartos disponíveis , a casa foi aberta para os receber. E nada daquilo foi realmente suficiente. As crianças e adolescentes haviam ficado no primeiro andar , no segundo meus tios de primeiro grau, irmãos e irmãs de meus pais haviam trazido malas para semanas , o que me fez pedir desculpas a Elijah pelo incomodo.

Falando no vampiro , eu tive que me mudar para o quarto dele definitivamente, quando mamãe e papai havia deixado o Hotel para meus avós se "acomodarem" era uma desculpa, eu sabia , eles queriam mesmo era ficar de olho em min, o meu quarto ficou com eles. Não que eu não gostasse de dividir o quarto com Elijah , só que , bem , era meio estranho.

Finalmente , os originais tinham se dado conta do tamanho da minha família pelos Hotéis lotados e a casa cheia. Ouvir Hayley dizendo uma noite que aquilo sim parecia uma matilha , ou exercito.

Meu lugar preferido na casa , era no primeiro andar, querendo ou não eu amava as crianças que formavam o coral e orquestra para datas especiais. Me sentir muito honrada quando Ruth a encarregada delas me mostrou um garotinho que tocaria a música nupcial em um violino com tanta perfeição que meus olhos arderam.

– Qual é seu nome? — Havia perguntado a ele depois de aplaudir.
Na grande área de lazer , que sempre me lembraria um salão escondido , mesas foram postas para ser um amplo salão de refeição.

– Leo, quero dizer , Leonardo , mas todos me chamam de Leo. — Sua voz era fina e ele não deveria nem ter dez anos, seu rosto escuro como o de Dimitri faziam seus olhos esverdeados brilharem nos seus longos cílios.

– Leo , você toca muito bem. — Comentei fazendo minha mão parar no ar em direção ao seu cabelo cacheado , sem saber como o acariciar , mesmo as crianças da família , tinham um jeito de se afastar de certos carinhos pelo costume de seus tutores. — Já é elevado?

– Ah sim! — Leo deixou seu violino de lado , e fez um movimento com as mãos. — Et boucle!

O ar ficou empoeirado ao redor da sua mão , e mais embaixo um pequeno redemoinho se formou , fazendo meus cabelos serem jogados atrás dos ombros. A medida que ele movimentava o pulso , o redemoinho não parava de rodar. Não resistir e lhe toquei o rosto em um afago. Ele sorriu envergonhado e depois pediu licença.

Leo não saiu da minha cabeça a noite. O jeito sincero de um sorriso puro me fazia sentir que nem tudo era tão regrado na minha família. Mesmo naquele momento aonde eu evitava mamãe e pai, eu sabia que tudo que os pais faziam pelos filhos eram para o melhor. Na infância eu estudava em um colégio bom , tinha direito a ter o que queria quando me comportava ,e sinceramente nunca me faltou nada. Quantas famílias cuidavam tão bem dos outros como a nossa? Impossível dizer.

Entrei no banheiro de Elijah e tomei um demorado banho. O barulho do casarão fazia aquele lugar parecer vivo e muito cheio. Esperava mesmo que além de Klaus , que andava puxando muito assunto com minhas primas , meu noivo também estivesse apreciando algo. Claro que Klaus tinha seus motivos , informações , ele poderia não admitir , mas pela primeira vez começou a ter noção do que era capaz o Clã Vallyria fazer.

Me sentando no sofá na frente da cama , pegando um tubo de creme para passar nas minhas pernas recém depiladas. Era tão natural fazer aquilo , que eu me sentia em casa pela primeira vez. O que era estranho.

– Nunca pensei que meu quarto teria cheiro de morango. — Comentou animadamente Elijah ao entrar no quarto

Dei uma risada leve , sem o encarar. Massageando minhas pernas , subir calculadoramente as palmas da mão até minhas coxas, sobre a camisola curta de cor marfim eu podia sentir seu olhar no meu corpo.

– E a champanhe! — O lembrei lhe dando uma piscadela e balançando o tubo de creme. Quando nossos olhos se encontraram eu fiquei nitidamente desejosa de certo contato.

Eu não sabia porque exatamente , mas Elijah não havia me tocado durante aquelas últimas semanas , não da forma que eu queria pelo menos. Eu me deitava primeiro e depois ele , me abraçando e me deixando cair na inconciência pelo cansaço do dia. De manhã ele se levantava primeiro , e quase não nos víamos durante o dia.

– Ah sim , não se pode esquecer do creme hidratante mais ... — Ele parou de falar quase maliciosamente para meu agrado, o que me fazia sorrir , pelas batidas na porta, que nos interrompeu.

Suspirei fundo em desgosto esperando não ser quem eu pensava. Elijah fora quem abriu a porta , não deixando eu aparecer. A voz sussurrada me fez pegar meu roupão e me enrolar nele. Obviamente era quem eu não queria ver tão cedo. Minha mãe me chamando por inter-merdio de algum primo ou tio.

Girei meus calcanhares no exato momento que Elijah fechava a porta. Ele sorria quase divertido.

– Me pergunto se foi mesmo uma boa ideia temos ficado por aqui. — Lembrou ele quase cansado.. Ele se referia a proposta que me fizera de imos para a casa da fazenda aonde Hayley passava boa parte assim como Rebekah, realmente deveríamos ter ido para lá.

Caminhei até ele , afrouxando sua gravata automaticamente , suas mãos envolveram minha cintura e me puxaram ao seu corpo , em um aprisionamento inabalável. Eu podia sentir meu corpo junto ao seu como se fossemos dois imãs, só querendo se aproximar ainda mais. Sorrir o encarando quando tirei sua gravata.

– Acredite em min , minha mãe esta me fazendo pagar com juros o fato de eu não ter dado a mínima para como ela quer que esse casamento seja. — Passei minhas mãos na lapela do seu terno azul marinho o fazendo se afastar para eu o tirar e jogar sobre a cama. — Ela não vai me deixar em paz até que eu ceda um pouco. O que eu estou tentando fazer de verdade.

– Entendo. — Disse Elijah suavemente , fazendo aquela única palavra soar como "Não importa o que ela faça , eu estarei do seu lado"
As vezes achava que estava ficando maluca , mas me sentia tão ligada a Elijah que era como se eu pudesse , as vezes é claro , ler sua mente.

Sorrir ficando nas pontas dos pés , e enlacei meus braços ao redor do seu pescoço. Ele se aproximou e tocou meus lábios com os seus. Um frenesi único percorreu minhas entranhas , fazendo com que pequenas borboletas girasse no meu estômago.

Sentindo a polidez de seus dentes e depois a maciez de sua língua me derreti nos seus braços apertando minhas unhas no seus ombros.Ele se inclinou sobre min para me pegar pela cintura e me fazer ficar a sua altura ,eu já não sentia o chão sobre meus pés. Sua mão passava pelas minhas costas e mesmo eu desejado um toque mais íntimo agradeci quando me afastei , porque se não , não conseguiria sair do quarto.

Elijah me coloco no chão cautelosamente , mas não me soltou apenas tocou sua bochecha com a minha , fazendo sua barba rala pinicar minha pele e me arrepiar ainda mais. Eu já respirava com dificuldades , o que era vergonhoso.

– Sabe porque seus pais estão aqui não é? — Perguntou ele em um sussurro , aquela pergunta era muito retórica obviamente.

– Sim. — Garantir me afastando e segurando em suas mãos andei para atrás para o poder ver melhor. — Eles querem garantir que eu seja uma Visionária para o time deles. Por isso estão em cima de min.

– Anabella... — Elijah obviamente ia falar alguma coisa , pelo seu tom , algo sério , porém não era hora para algo sério.

– Depois querido , depois. — Prometi me afastando , sentindo os dedos dele se enrolarem nos meus até que não foi mais possível manter contato.

Antes de sair o vir entrar no banheiro ao mesmo tempo que tirava sua camisa perfeitamente branca. A base das suas costas musculosas me fez morder os lábios ,um novo calor nas minhas coxas internas, me fizeram balançar a cabeça e sair de lá mais rápido do que eu precisava.

Logo encontrei o quarto aonde bati na porta e fui recebida por Tia Judith , irmã de Tio Bones e papai. Ela era como Tio Bones , moreno e taciturna , com um olhar maroto e uma boca muito grande. Por isso pensei que foi errado aparecer ali de roupão.

– Querida, não acredito que já ia dormir! — Exclamou mamãe quase me fazendo acreditar que realmente sentia algum incomodo por me fazer sair do quarto tão tarde. — Que horas são Agátha?

– Meia noite e meia por aí — Respondeu tia Agátha dando de ombros.

Eu até poderia achar estranho que no quarto dos meus pais elas estivessem ali tomando um pouco de vinho na frente da lareira , mas o quarto tinha uma divisória para uma meia sala , não que eu tivesse usado ela antes , quando me mudei para ali não fazia sentido , mas agora parecia fazer. Papai estava dentro do quarto , sentado na cama com o seu Notebook sobre o colo e o cobertor , parecia muito alheio a conversa ou mesmo o barulho.

– O que posso fazer por vocês? — Perguntei me sentando em uma das poltronas.

Pensei em me servir de vinho , mas aí ia ficar "ligadona" como elas. Por isso desistir e encarei mamãe da melhor maneira inexpressiva que eu conhecia.

– Estávamos falando das bruxas do French Quarter.– Começou mamãe analisando as unhas perfeitas da mão que não segurava sua taça de cristal. — Algumas já esta na lista de Dimitri , elas tem grande potencial para entrar para o clã. — Mamãe parou de falar e me encarou , agora estranhamente fiquei atenta , não por ela me olhar como se eu fosse falar alguma besteira , mas pelas outras também me encarem daquele jeito. — O que você acha?

– Eu? — Apontei um dedo no meu peito , pateticamente achando que estava entrando cedo demais para o clube Desperate Housewives¹ daquela família.

– Sim , você. — Tia Judith revirou os olhos em completo descaso como Bones teria feito. — Porque acha que sua mãe perguntou?

O tom sarcástico dela me irritou. Apertei minhas mãos em punhos e disse por entre os dentes cerrados.

– Porque vocês querem que eu cumpra minha tarefa de ser uma ponte para essas bruxas daqui! — Rir um pouco nervosa , mas forçando a parecer desdenhosa. — Mas é muito cedo , não darei opiniões de estado.

– Porque muito cedo? — Perguntou mamãe se fazendo de contida , ela estava daquele jeito comigo desde o nosso jantar , como se falasse qualquer coisa certa eu sairia dali , ela sabia que eu tinha mudado , crescido, não era mais uma criança , conviver comigo era como andar em um campo minado. Estranhamente , era como eu me sentia com elas, correção , elas , também.

– Ora, eu nem casei! — Dei de ombros de forma muito óbvia.

– Por acaso você não dormiu com o vampiro?! — Não era exatamente uma pergunta de tia Agátha. — Vocês obviamente exalam sexo a todo momento que estão perto um do outro.

Quase deixei meu queixo cair , meu pai estava logo ali do lado a menos de três metros de nós, e ela estava falando de forma tão banal que eu não pude me conter de me assustar. Antes de ficar ofendida é claro. E vermelha.

– Não acho que minha vida íntima seja da conta de ninguém aqui! — Exclamei fuzilando minha tia com um olhar duro e enojado. — Porque obviamente vocês tias , não tem uma faz tempo!

As duas tias me encarem em choque pela minha grosseria. Mas mamãe nem deixou transparecer indignação.

– Ana, o que queremos dizer , é que independente da cerimônia ser concluída ou não , você já esta na metade do caminho de um casamento , para essa aliança dar certo , era importante que você dormisse com ele. — Mamãe falava de forma tão seca que pareceu falar que o sol nasceria no outro dia e isso não a incomodava nem a deixava alegre. Era tanto faz , tanto fez.

Encarei a porta por onde entrei por dois motivos , para fugir dali , e para saber se estávamos seguras por um feitiço de silêncio. Obviamente estávamos , mas mesmo assim não me sentir bem de falar sobre "dormir" com Elijah, principalmente, com elas.

– Qual é o ponto dessa conversa mesmo? — Perguntei defensivamente cruzando meus braços , e pernas como se me protegesse.

– Queremos saber se você poderia dar permissão para convidamos ao casamento algumas bruxas , que poderiam ser de grande valia para nossa causa. — Disse mamãe voltando a ser servir de mais vinho , percebi que já havia duas garrafas vazias ali.

– Ah é , a causa! — Cosei com o polegar minha sobrancelha direita , fingindo que parecia pensar no assunto. Inocentemente perguntei.- Mas que causa é essa mesmo? A dominação do mundo por acaso?

Minhas tias suspiraram irritadas pelo meu sarcasmo.Meu casamento não era um casamento qualquer , eu sabia , estava mais para uma festa da ONU , aonde se podia fazer alianças com uma conversa e algumas bebidas. Mamãe me encarou exausta. Me sentir muito , muito mesmo , satisfeita por aquilo. Mas, não queria que elas ficassem com raiva , queria que mamãe ficasse, queria que ela jogasse fora aquela mascara de calmaria que estava me deixando nervosa. Ela parecia preparada para qualquer coisa. O que me fazia pensar em uma tempestade se aproximando.

– Alianças , querida , queremos fazer alianças com essas bruxas. — Mamãe usou a palavra "querida" como uma arma , a arma da culpa.

Por um segundo me sentir com culpa da minha grosseria ao ouvir sua voz doce e calma. Mas não deixei aquela culpa me abater.

– Por min tanto faz, se vocês não chamarem a mãe original maluca é claro! — Falei sem expressão ou sem emoção.

Elijah havia me contato muito sobre sua mãe , e eu não queria ela perto de min nem pintada de ouro! Era um fato concreto que ela teve muito haver com o atentado de matar a pequena Hope quando ela nasceu. E os pássaros conjurados para me assustar. Sentia que até Elijah podia se juntar a Niklaus para matar a mãe segundo a raiva que os unia.

– Não seja tola , não queremos contato com esse tipos de bruxa. — Disse tia Judith mais calma pela minha permissão.

– Que tipo de bruxa? — Talvez eu não devesse ter mostrado tanta curiosidade ao perguntar aquilo , mas estava.

– Impura. — Disse tia Agátha olhando para frente como se visse um inseto nojento.

– Barulhenta. — Tia Judith franziu os lábios em desagrado , quando da fez que pegou Peter , seu filho, enciumado por uma namoradinha que por acaso era prima de segundo grau dele no Beltane passado. Ela odiava que se fizesse alarde de qualquer coisa , até mesmo se um terremoto começasse, eu dúvida que ela entraria em pânico.

– Contra os filhos. — Terminou mamãe com um sorriso enviesado , extremamente doce e feroz ao mesmo tempo.

Balancei a cabeça concordando.

Eu não sabia muito sobre aquelas mulheres , mesmo as poucas coisas que eu sabia sobre elas pareciam mais lendas do que fatos. Mas uma coisa eu tinha certeza. Quem as visse entrar em concordância por qualquer motivo contra a mesma pessoa , podia jurar que foi quase o mesmo que ouvir um grito de guerra.

Por um lado me sentir bem de ter ouvido aquilo, quero dizer , se Esther fosse tudo que Elijah havia me contato , e todas as coisas faziam minha mãe parecer quase normal , então se ela atacasse contra os Mikaelson eu podia ter a ajuda daquelas mulheres.

Balancei minha cabeça completamente chocada de estar com um pensamento tão digno do meu clã. Sério mesmo , eu sempre fui estranha para elas, sempre quis mais do que poder em alianças , seja de casamentos ou políticas , mas ali naquele momento eu parecia enturmada com elas.

– Bem , se isso é tudo , eu já vou dormi. — Me levantei não vendo nenhuma delas me encarando mais , apenas voltando seu olhos para algum ponto da pequena sala.

– Claro querida , boa noite. — Sussurrou mamãe completamente pensativa como as outras.

Decidir não me deter de as compreender , elas eram muito intensas depois de certa hora. Era ao inverso de min ao acordar irritada. Porém , antes de sair do quarto , me detir pelo chamado da voz rouca.

Má cheri. — Papai não falava exatamente um bom Francês, com sua voz rouca fazia parecer que ele arrastava muito o "r" ,o que o fazia ficar muito charmoso.

Me voltei para ele , indo em direção a sua cama. Ele ainda se encontrava sentado e coberto , com o Notebook no colo. Quase uma estátua em uma posição desconfortável ao meu ver. Mas não reparei nos detalhes. Apenas em seu chamado.

Diferente da minha mãe , Bones e além , papai não mudou comigo por eu ter demonstrado o dom raro da Visão , na verdade quase não nos falávamos , como era normalmente , como antes.

Sí papa? — Por um segundo me preocupei dele me perguntar coisas indiscreta como minhas tias . Talvez ele tenha ouvido alguma parte da conversa , porque claro que ouviria , mas tinha achado que deveria comentar algo que só um pai tinha direito em comentar. Vai saber!

– O que você acha que seu noivo, gostaria de ganhar de presente de casamento?

Aquele assunto era tão fácil que eu acabei rindo e me sentado nos seus pés. Acabou que eu sai do quarto quase uma horas depois bocejando e vendo que minhas tinhas tinham voltado com minha mãe a conversar ,super "ligadonas" sobre o casamento.

A verdade que me abateu no corredor ao ir para ao quarto , foi não saber o que Elijah poderia querer, tipo querer mesmo , desejar , de presente, de min! Não me veio nada a cabeça. Uma Ferrari Eclipse? Um veleiro? Uma obra de arte inestimável? Papai havia perguntado tudo aquilo, e acabou se decidindo a algo que só homens dão, um Kit de relógios de todas as marcas que só saberia pronunciar uma.Rolex.

Entrei devagar no quarto , ainda pensando sobre aquilo. Fechei a porta observando o vampiro sentado estranhamente como meu pai, mas em seu colo havia um livro , a mesa do abajur ao seu lado estava acessa formando uma luz amarelada no quarto escuro. Fechei a porta com o trinco e retirei meu roupão.

– Desculpa a demora , acabei conversando além da conta com papai. — Era verdade , nunca havia conversado tanto com meu pai como naquela madrugada.

Coisas bobas que eu nem pensei querer saber, mas amei saber.

– Não tem problema realmente , vampiros não precisam dormir tanto quanto humanos ... — Ele parou enfaticamente , me olhando engatinhar para o canto direito , meu lugar na cama. — Ou bruxas.

Acabei rindo daquilo e entrei embaixo da coberta , arrumando ao mesmo tempo meus travesseiros. Porém a frase maliciosa de duplo sentido , me fez ficar quente. Mas ao não conter meu bocejo devo ter demonstrado que não estava muito afim.

– O que esta lendo? — Perguntei colocando minha mão sobre minha bochecha , tentando não pensar em como não era nada sexy ficar abrindo a boca de sono quando se tinha um homem só de camisa de algodão e cueca ao seu lado, evitando claramente te olhar.

– Nada demais, realmente. — A voz polida de Elijah me fez sorrir.

Sim , ele obviamente achava que eu não estava afim , por isso não me olhava. Havia certos detalhes que independente de nos conhecemos a pouco tempo ou não , eu sabia captar em um homem. Por que era o mesmo que tentar não sucumbir a um bolo de chocolate quando se esta de dieta. Não que eu fosse tão boa quanto um pedaço de chessecake, mas Elijah era , oh, se era.

– Ah tá. — Me imperdiguei para seu lado , passando um dos meus braços no seu peito, e tentei parecer concentrada em sua leitura.
Porém roçei meu nariz no seu pescoço e absorvi uma doze extra de reforço. Era como tomar café , só que bem melhor e diferente. Até fechei meus olhos ficando extremamente relaxada , o sentimento de segurança era bom demais.

– Elijah. — Chamei ele de forma mimada.

– Sim? — Ele não me olhou , mas já estava naquela página a quase dois em minutos , então, ponto para min.

– Se você pudesse ganhar qualquer coisa de presente , tipo no seu aniversário que a propósito eu não sei a data. — Dei uma risada achando engraçado aquele fato , mas não o olhei. — Ou bem , você sabe de min , o que gostaria?

Elijah fechou seu livro com um baque surdo e o depositou na mesinha do abajur , depois se voltou para min com um sorriso malicioso.

– Como, agora?

Eu rir , balançando a cabeça negativamente.

– Não querido , quero dizer , o que você, realmente quer, deseja? — Perguntei dando ênfase nem cada palavra , as falando pausadamente para não deixar dúvida que eu estava mais do que curiosa com seus interesses. — Eu sei que você quer sua família unida e feliz a muito , muito tempo mesmo , mas depois disso na sua lista , vem o que?

Elijah suspirou pesadamente , e pela primeira vez eu o vir realmente pensativo. Como se eu tivesse jogado algo em sua cabeça e fazendo um de seus neurônios funcionar depois de muito tempo.

Me deixe cair um pouco na cama , pouco desconfortável pela grande cabeceira de madeira. Elijah se deixou cair ao meu lado e acabamos deitados encarando o teto.

– Se você quisesse um presente agora , o que seria? — Obviamente a pergunta refletida a minha , não teve o mesmo efeito sobre min. Porque eu sabia exatamente o que queria.

– Fácil , eu voltaria a Paris, faria novamente uma viagem curta de bike até a faculdade , o aroma das flores de Dona Josy a padeira local , ouvir o violoncelista da rua do meu barzinho favorito. — Eu podia continuar a falar sem parar , mas me detive sorrindo abertamente de imaginar voltar para Paris. Meu pequeno apartamento deveria estar vazio cheio de lenções em cima dos móveis.

– Então é isso. — Elijah sussurrou passou a mão no meu braço e me virou para ele , seus olhos estavam mais escuros , mas ao mesmo tempo brilhantes. — Assim que tudo ficar melhor aqui , vamos a Paris, só eu e você, eu prometo.

Aquele era um gesto bonito do homem ao meu lado, mas para dizer a verdade, eu esperava uma resposta mais egoísta da parte dele. Como, por exemplo, um lugar onde ele desejava viajar, em vez de satisfazer minha vontade de retornar a Paris. Senti os lábios dele nos meus, suavemente, no exato momento em que eu estava pronta para dizer que ele poderia me dizer algo que gostaria de fazer e por um longo minuto esqueci-me de tudo a minha volta, meus pensamentos focaram-se no beijo e nas carícias suaves que ele fazia em meu cabelo.

– Mas... — eu interrompi, forçando minha mente a funcionar. — Não há nenhum lugar que você queira visitar novamente? Quero dizer, a ideia de voltarmos a París é ótima, mas soa incrivelmente como uma forma de você me agradar, substituindo seus desejos pelos meus.

Com certeza, minhas palavras surtiram efeito, pois ele afastou-se de mim. Não fisicamente, pois sua mão ainda estava em minha cintura e a outra acariciando meus cabelos, mas mentalmente. Ele ponderou sobre o que eu havia dito por um tempo antes de falar novamente:

– Tem razão, Bella. Eu sinto falta da Suíça — disse ele e sua expressão tornou-se sonhadora. — Da ultima vez que estive por lá, eu tinha menos da metade da minha idade.

Uau, aquilo era muito tempo. Mais de cinco séculos de atraso e algo a se considerar. Sorri para ele, preparando uma frase amorosa, mas ele nunca me deixou dizê-la. Senti seus braços fortes puxando-me em sua direção e o ajudei a guiar-me para seu colo, unindo nossos lábios em seguida. Em algum dia no passado eu jamais conseguiria imaginar-me naquela posição, com um vampiro original milenar beijando luxuriosamente meu pescoço e clavícula, nem mesmo quando eu fui a escolhida para o casamento e, no entanto aqui estávamos. Eu retirei a camisa de algodão que Elijah usava, observei por um momento seus músculos delicadamente definidos e tornei a beijá-lo.

Notas finais
¹ Uma serie que eu amo desde hoje , sobre Donas de casa desesperada. Espero que tenham Imaginação fértil!