Notas iniciais
Oi oi meus lindos leitores!!! Caramba eu não acredito que a fic já tem 2 recomendações e mais de 100 reviews !!! Sério mesmo gente é muito carinho ao meu ver valeu mesmo XD Agradecimentos especiais para Absinthe *-* Obrigada pelas lindas palavras na recomendação sua linda!!! Boa leitura !!!

Um dos lugares que a vizinha de Davina Claire havia me tido que ela podia esta era a Igreja comunitária saindo do bairro Frances , a Igreja Sant Anne era diferente do que eu tinha ido no outro dia na mesma cidade , simplesmente porque estava fechada com tabuas de madeira nas janelas e na porta , completamente abandonada. Havia um jardim enorme do lado com plantas secas e árvores um pouco mortas.

– Droga , uma missão simples e eu tenho dificuldades com ela.- Disse a min mesma bufando de frustração.

Subir um pouco os degraus cheios de lixo espalhados por todo canto fiquei ali que nem tonta vendo a estrutura em ruínas do que seria antes uma bela Igreja pensando qual seria o meu próximo passo para seguir.

– Ei mocinha.- Chamou uma voz rouca e velha do jardim do lado.

Desci os degraus , mas não encontrei ninguém .

– Aqui!- Gritou a voz claramente masculina.

Ok aquilo realmente estava sendo estranho , a parede de plantas não me dava visão para nada , então passei tentando achar uma porta ou uma fresta.

– Achou!- Gritou um senhorzinho me fazendo segurar o grito quando seus olhos pretos pularam da parede de planta junto com seu rosto acima do pescoço.

Eu rir sem graça com a mão no peito sentindo meu coração pular forte e rápido

– O senhor me assustou.- Falei o óbvio.

– Não era minha intenção.- Falou ele aparecendo completamente.

Ele era pequeno do tipo 1,50 e usava camisa xadrez e um macacão jeans bem estilho jardineiro e botas marrons cheias de terra. Seu rosto era marcado de rugas e seu cabelo era bem curto sem volume e branco.

– Posso lhe ajudar mocinha?- Perguntou educadamente divertido.

Eu rir com aquilo , e esperava que ele não começasse a contar sua história de vida, parecia fazer o estilo solitário .

– Sim.- Apontei a Igreja .- Uma senhora disse que uma garota que eu estou procurando podia estar ali , o nome dela é Davina Cl....

– Claire!- Exclamou rindo terminando minha frase.- Sim , sim ela estava aqui , ela entrou e saiu faz uns dez minutos , uma mocinha bonita como você.

– Dez minutos?! Tem certeza?- Perguntei feliz de finalmente ter uma pista.- Sabe para aonde ela foi?

– Ela foi por ali.- O velhinho que eu não sabia o nome apontou para uma rua pequena de mão única.- Siga por ali a direita e depois a esquerda duas quadras , tem um parque aonde os jovens vão.

– Obrigado mesmo.- O sorriso de alívio preencheu meu rosto , então o senhorzinho também riu. Me voltei para a Igreja abandonada e perguntei curiosa.- O que aconteceu com a Igreja?

– Depois que o padre Kieran morreu a abatia não mandou mais padres e a estrutura foi alvo de vândalos.- Respondeu ele pesaroso.- Eu venho aqui de vez enquanto cuidar um pouco do jardim , mas não tenho mais tanta força como antes nem recursos.- Ele suspirou e fiquei vidrada naquela história.- Essa Igreja já foi o orgulho da comunidade sabe?! Era tão linda .

Se seu saísse de perto dele era bem capaz dele continuar falando sozinho , mas não quis fazer aquilo , primeiro porque era mal educado e segundo porque me sentir triste pela sua tristeza. Abrir rapidamente minha bolsa e tirei algumas notas o vendo me encarar espantado coloquei as notas na sua mão a fechando.

– Eu preciso ir , espero que isso ajude.- Falei apressada me lembrando da minha missão.- Tenha um bom dia!

Ele não falou nada até eu me afastar , só ficou ali em choque e quando atravessei a rua indo em direção ao tal parque teen , ouvir ele gritando.

– Obrigado mocinha!

Ri para min mesma caminhando virando nas quadras indicadas e finalmente encontrei o tal parque. Havia pessoas lendo na grama tomando sol , alguns andando de bicicleta e corredores sarados na pista que rodeava o parquinho pequeno mas limpo e calmo.

Procurei pelas pessoas qualquer indicio de uma garota pequena de cabelos castanhos e olhos azuis que exalava magia , fora as indicações que Briana e Waleska me deram. A garota que mais parecia ela , estava sentada sozinha em um banco branco de ferro com um caderno de desenhos com um lápis nas mãos. Usava um vestido azul escuro com florzinhas brancas até o joelho e sandálias sem salto. Seu cabelo castanho tinha um tom avermelhado no sol . Fui até ela ainda segurando aquela jaqueta preta como um artefato.

– Davina Claire?- Perguntei alto.

Ela levantou a cabeça e me encarou séria . E sim , ela provavelmente era rebelde e podia me dar problemas, com um olhar petulante e irritado deduzi logo . Me sentei em seu lado cruzando as pernas e colocando um braço no encosto de ferro fazendo meu corpo se virar completamente para ela.

– E você seria?- A voz da garota era doce e como seu rosto bonito mas com um toque infantil que demostrava sua pouca idade.

– Anabella Valirya .- Quando falei o meu sobrenome ela se levantou mas segurei seu pulso com força a forçando a se sentar novamente fazendo uma careta de dor.- Olha pelo visto você sabe porque estou aqui , então por favor nada de dar piti como uma pirralha faria.

Eu não sabia se estava sendo grossa demais com ela , porém tratei ela como o casal de bruxos que cuidavam de mim me tratavam para eu não fazer besteira quando tinha a idade de Davina , então esperei o mesmo resultado , aceitação e redenção.

– Eu não sou uma pirralha!- Gritou a garota não seguindo meu plano ela se soltou com força do meu aperto e se levantou irritada.

Suspirei fundo não deixando transparecer o quanto aquilo me irritou e me preocupou , eu não sabia lidar com crianças não mesmo. Murmurei um feitiço e Davina bateu em choque com o nada , ela tentou seguir para a direita e bateu na parede invisível , depois se virou para min com os olhos minimamente maiores segurando fortemente seu caderno ela ergueu a mão.

– Se eu fosse você não faria isso .- Alertei tento certeza que Davina usaria magia contra min. Ela parou por um segundo tempo suficiente para eu explicar o que aconteceria.- Se você me atacar o que seria idiotice porque estamos em uma área pública , a barreira ao seu redor reverterá o feitiço e você será atingida . Mas continue! Vamos lá ver do que você é capaz.

Davina ficou corada de vergonha ao olhar ao redor relembrando que não estávamos sozinhas. Depois caminhou exitante de cabeça baixa para o banco aonde se sentou o mais longe possível de min.

– Eu falei para Marcel que não iria.- Contou engolindo em seco. Depois me encarou.- Não vou morar com bruxas novamente!

– E vai morar com quem?- Perguntei fingindo interesse na resposta que eu já sabia.

– Cami , ela é minha amiga.- Respondeu ríspida.

– Não duvido disso , mas ela é uma ….?- Esperei ela me responder por uns dez segundos.

– Humana , e você não tem nada haver com isso.- Davina parecia prestes a chorar de raiva por se sentir presa a ter uma mera conversa comigo.

– Não eu não tenho.- Concordei tentando soar simpática.- Mas você é uma bruxa de quatorze ou quinze anos e não pode morar com uma humana.

Expliquei recebendo um olhar de ódio dela. Não levei para o lado pessoal , ela era uma adolescente sem tirar nem por .

– Eu tenho dezesseis.- Davina pareceu prestes a me esganar por um erro bobo , então eu rir achando graça.- O que foi?

– Agora mesmo que você não pode morar com uma humana Davina. Você sabia que na sua idade eu coloquei fogo na casa aonde eu morava?- Perguntei contanto o que era claro que ela não sabia , e tentando manter ela focada em min , o que ela fez.- Dezesseis anos é uma idade importante mas também muito complicada para garotas como nos , chame de puberdade ao melhor estilho Wicca. Nossos poderes estão mais fortes , porém estáveis , é como conviver com uma bomba relógio. Quando coloquei fogo na casa aonde morava eu tive um simples pesadelo que já tinha tido mil vezes. Se continuar com uma simples humana pode a machucar como também perder o controle.

A garota mordeu os lábios nervosa e depois olhou para os lados imaginando que alguém nos ouvia.

– Então vou ter que morar sozinha.- Disse mais humilde mas não menos preocupada e perdida.

– Você poderia.- Concordei chegando mais perto dela e colocando seu cabelo castanho que cobria seu rosto bonito para o lado e segurei seu rosto delicadamente. Ela era parecida comigo na tristeza que seus olhos exalava de solidão.- Mas aonde aprenderá a controlar sua magia? Aonde terá grimórios a sua disposição? Aonde terá proteção?

Soltei seu queixo e esperei calmamente ela me responder , seus olhos ficaram cheios de lágrimas e aquilo partiu meu coração. Mas também havia inteligencia demais neles , ela era esperta.

– Olha você não pode morar sozinha em uma cidade em guerra ...- Comecei a falar suavemente.

– Você não entende!- Exclamou ela irritada e meio magoada.- Todas elas morreram , eu morei com bruxas antes , elas prometeram o que você esta prometendo e olha só o que aconteceu?! Elas morreram como meus pais , como todos que eu amo … Como Tim.

A depressão já era conhecida por min , mas Davina não parecia esta na depressão mórbida que eu já tinha vido . Parecia esta na depressão destrutiva do tipo “ Vou ferrar com todos que já me ferraram”. Sua raiva era óbvia , ela queria vingança.

– A vida não é justa Davina , não espere que o mundo lhe der de bandeja o que você quer , não espere conseguir o que deseja desenhando e tendo uma vida social , se quer poder tem que usar sua juventude em seu favor e aprender.- Não sei bem porque falei aquilo , mas então me lembrei que já tinha ouvido alguém falar aquilo pra min , há muito tempo.

E como eu tive a inteligencia de seguir aquele concelho tão sábio , a jovem bruxa me encarou sem ódio ,todavia querendo me ouvir mais.

– Eu tenho poder.- Contou um pouco orgulhosa e sombria , uma jogadora de pôquer que tinha cartas na manga para ser usada no ápice da vitória.

– Mas sabe usá-lo?- Perguntei astuta deixando minha voz sair mais suave e sedutora.- Eu posso te ajudar a controlar chuvas e tempestades , fazer poções que você nem sonharia existir , pular de uma altura de morte certa e controlar o vento para praticamente voar. Posso lhe ensinar como usar seu poder para algo construtivo, o que você tem a perder?

Ela me encarou encantada e hipnotizada, mas desejosa de algo que eu não fazia ideia do que era , mas a garota pareceu rendida , então me sentir vitoriosa . Será que foi errado eu usar o mesmo discurso que Hela usou há muito tempo comigo? Acho que não pois eu estava bem agora , era forte , estava tendo uma família há muito desejada , estava no auge de uma boa vida.

Refletia sobre aquilo esperando Davina fazer suas malas no apartamento de Camille , uma loira muito gentil que me convidará para almoçar , mas não aceitei pois queria pegar o carro que tinha deixado em um estacionamento e dar tempo das duas se despedirem . Então caminhando refletia da filha da mãe manipuladora que eu era quando queria ser.

A tarde ganhou nuvens cinzas e escuras e não duvidei que poderia chover a qualquer hora. O clima mudava rapidamente em Nova Orleans.

De repente me sentir sendo observada , olhei para os lados vendo as ruas vazias , olhei novamente o GPS do meu celular garantindo que não estava perdida , seria horrível me perder em apenas um bairro , felizmente tinha uma boa memória mas o GPS nunca falhava.

– Incrível como essa cidade é pequena.- Como o vento ele apareceu no meu lado com um sorriso de divertido e um ar casual.

– Incrível como eu pareço encontrar quase todos os seres sobrenaturais em um único bairro.- Falei com o mesmo ar do híbrido que caminhava devagar do meu lado , como velhos amigos.

– Espero que não tenha encontrado lobos …- Niklaus pendeu a cabeça para o lado charmosamente e depois falou em um tom cúmplice — Mas pera aí ,eu sou um.

Eu rir levemente daquela piada e ele também me olhando um pouco de cima ainda caminhando.

– Não esta me seguindo não é?- Perguntei mordendo meus lábios deixando meus pensamentos formarem palavras.

– Não , não estou .- Afirmou sorrindo não levando a mal minha pergunta.

Bom eu não era exatamente especial para ser alvo de Stalker do híbrido.

– Na verdade acabei de ir ver Davina para saber se ela criaria problemas para a bruxa que veio pegá-la .- Continuou a falar ignorando meu nervosizo.- E que surpresa a minha quando a vir fazendo as malas?! Realmente a bruxinha até pareceu feliz por se ajuntar a vocês .

Não entendi porque Niklaus me contava aquilo. Será que ele achava suspeito que Davina tivesse aceitado tão rápido deixar de morar com uma amiga de confiança para com mulheres desconhecidas que eram mais fortes do que ela? Era possível.

– O senhor a conhece há muito tempo?- Perguntei sondando se a menina era importante para ele.

– Primeiro me chame de Klaus.- O sorriso que ele me deu era quase amigável demais para ser verdadeiro. Novamente estava me sentindo paranoica.- E sim conheço Davina Claire a algum tempo para saber como ela pode ser rebelde quando quer.

– Não acho ela exatamente rebelde .- Rebati e ele me encarou sério.- Acho ela perdida e sozinha. Talvez tenha passado por coisas horríveis de mais para qualquer pessoa continuar ...Boa.

Klaus ficou em silencio absorvendo minhas palavras , acho que vir um olhar culposo nos olhos dele . Ele também notando aquilo desviou os olhos do meu e depois sorriu guardando qualquer sentimento de solidariedade que podia ter ou não .

– Bom Marcel acha que ela pode ser uma aliada algum dia , e ele a ama como uma irmã.- Confessou sombrio e depois olhou para os meus braços e sorriu largamente.

Eu apertava a jaqueta dele nos meus braços cruzados quase o dia todo e quando finalmente o achei tinha me esquecido dela.

– Esse Marcel parece ser muito legal … Eu esperava te encontrar para te devolver isso.- Ofereci a jaqueta para ele que sorrindo a pegou , tínhamos parado de andar sem nem perceber. Ele colocou a jaqueta em cima de uma camisa azul leve escura de mangas cumpridas com um único movimento rápido e fluído.

– Agradeço pela consideração Anabella.- Klaus falou suave e ofereceu o braço para min , ergui a sobrancelha não entendo.- Me permita caminhar um pouco com você sim?! A cidade não é muito segura para bruxas.

Mordi meus lábios exitando por um momento e me impedindo de falar que eu não queria proteção , mas não o fiz , aceitei seu braço enrolando ele em torno do meu, uma leve estática fez meu corpo formigar começando pelo braço que tocava o dele . Seu perfume era mais forte ainda com ele tão perto de min , era um pouco entorpecedor até.

– Um dos motivos de você não dever andar sozinha.- Klaus apertou mais meu braço no dele quando um carro passou na rua ao nosso lado em super velocidade.

– Por causa dos lobos?- Perguntei me tornado ansiosa em segundos.

– Não sweet , por causa de uma híbrida que eu não posso matar.- Lamentou o híbrido pesaroso.- E também por causa dos humanos , eles adoram fazer besteira.

– O que humanos podem fazer contra , bruxas , lobisomens e híbridos?- Aquilo até soava engraçado.

– Ficaria surpresa.- A fala do híbrido me fez arrepiar.- E quem esta na liderança da facção humana não são humanos , são lobisomens.- Niklaus sussurrou as últimas palavras agorentas como um segredo.

– Isso é terrivelmente confuso.- Conversei sentindo-me aturdida .

Ele concordou com a cabeça e atravessamos uma rua , com eu guiando uma hora ou outra.

– Por isso eu tenho que acabar com esses lobisomens Correia e depois tentar fazer as facções andarem na linha.- O presidentes dos Estados Unidos deveria almejar aquele tom de Klaus , era persuasivo , poderoso e glamouroso . Eu votaria nele.- Um bom plano não acha?

– Acho que não .- Realmente aquele era o dia mais estranho e politico da minha vida. Em todas as conversas com exceção de Kaleb ouve mais política corriqueira que me dava dor de cabeça

– Como assim?- Perguntou o híbrido loiro e virei meu pescoço podendo o ver quase ofendido.

Rir com aquilo, era meio infantil da parte dele não aceitar minha opinião.

– Eu ouvir Briana e Waleska conversando .- Contei umidificando meus lábios com a língua e usando um tom constrangido o fazendo rir.- Ei eu não tenho culpa de ouvir bem.

– Não estou te culpando.- Klaus ainda ria fazendo-me sentir tola.- Mas continue.

Revirei os olhos e continuei.

– Bem elas procuravam um feitiço de desligamento , e também ouvir que era pra você , mas não sei porque.- Dei de ombros falando lentamente tentando ligar os pontos.

Niklaus exitou e encarou a frente pensativo , olhando seu perfil na luz do dia e não em uma caverna escura pude defini a “preocupação” de Elijah sobre eu ser boba e me deixar ser encantada. Mesmo que não fosse aquelas palavras que ele tinha usado , naquela hora entendi que qualquer uma podia ser puxada para um homem tão belo e sombrio , ele era muito bonito no estilo bad boy , se ele tivesse uma Harley Davidson ai sim seria o tipo de encrenca fabulosa que muitas garotas sonhariam em entrar. Depois seus olhos azuis prenderam os meus fazendo minha espinha congelar até o pescoço e me sentir exposta.

– O que sabe sobre os Anéis da Lua ?- Perguntou ele sereno e depois olhou para os lados desconfiado .

– Ah não muito , só boatos. As bruxas deveriam fazer um blog explicativo.- Brinquei e ele riu levemente .

Apontei com a mão livre um estacionamento perto de nos.

– Os vampiros também deveriam , as fofocas viajam não é mesmo?- Niklaus sorriu de lado e encaramos o sinal vermelho juntos antes dele ficar verde e atravessamos a rua. Acendi com a cabeça porque era verdade , as fofocas em todo lugar precisavam de um blog explicativo.- Lembra que eu disse que você poderia me agradecer depois?

– O que você quer?- Não sabia porque oferecia ajuda tão rápido , mas eu realmente não gostava de ficar em dívida com ninguém e bem , eu estava curiosa.

Ele riu novamente e depois coçou com o polegar a sobrancelha direita.

– Que tal me encontrar de noite e bebemos algo enquanto conversamos?- Pediu me fazendo parar de andar e rodar nos calcanhares até ficar na sua frente soltando seu braço no meu. Mesmo com minha roupa e a dele sentia desde que lhe toquei um formigamento gostoso e estranho , mas agora se fora.

– Não sei se é uma boa ideia.- Respondi calma cruzando os braços encarando seus olhos brilhantes. Ele sorriu encantadoramente fazendo a sua aura de charme me pegar de jeito , me sentir sendo enrolada em uma teia invisível de manipulação , eu não era burra , sabia que ele queria um favor , e sabia que eu poderia lhe conceder ( meramente porque ele me salvou) mas havia um porem.- Seu irmão disse que sou seu tipo.- Comentei soando acusatória.

Ele gargalhou agora , uma gargalhada verdadeira , e não me pergunte como eu sabia daquilo , só sabia que seja lá que mascara ele estava usando caiu por segundos o fazendo parecer mais novo.

– Ele falou mesmo isso?- Perguntou divertindo e eu acenei com a cabeça.- Oh céus! Elijah as vezes é tão … Você o viu hoje?- Niklaus mudou rapidamente de assunto levantando a sobrancelha ficando com um olhar malicioso.

Fiquei constrangida.

– O vir em uma cafeteria.- Respondi rápido me forçando a não corar.- Conversamos um pouco e quando eu bem , insinuei que estava ….

– Tudo bem , tudo bem já entendi.- Niklaus me poupou de mais explicação passando as palmas da mão na jaqueta preta que passou a noite comigo. — Elijah sempre tira as piores conclusões possíveis , e provavelmente te pedirá desculpas por ter lhe ofendido.- Garantiu-me me fazendo suspirar concordando.- Mas nem ele pode me obrigar a não fazer uma nova amiga.- Ele pegou uma mexa do meu cabelo e colocou atrás da minha orelha e sorriu largamente.- Mesmo que ela faça o meu tipo.- Brincou maliciosamente me fazendo rir e revirar os olhos.

Ele era engraçado e divertido , não divertido bobo , mas divertido inteligente.

– Tem certeza que vocês são irmãos? Sinceramente não parecem.- Apontei o óbvio e ele ficou sério de repente.

– Somos meio irmãos.- Contou colocando as mãos na bolço da calça , mas me sentir mal sentindo que o magoei .

– Bem … Mesmo Elijah sendo muito educado, acho que preferia conversar com você.- Elogiei-o claramente e ele sorriu fazendo seus olhos faiscarem de receber uma surpresa gostosa como um mero elogio de que ele era melhor em algo que o irmão não era .

– E porque?- Perguntou curioso não deixando o sorriso morrer

– Você me fez rir muito mais do que ele.- Dei de ombros o fazendo rir .

Girei meu pescoço buscando com os olhos meu carro , já estava conversando muito naquela dia.

– Eu preciso ir .- Contei já vendo o Santa Fé preto 4X4 me esperando .

– Então hoje a noite?- Perguntou esperando a resposta pelo convite.

Encarei o chão pensativo e depois o encarei. Ele parecia quase ansioso com minha resposta o que me deixou mais curiosa , eu era o tipo de mulher que adorava um bom mistério e tinha em mente que poderia me colocar em encrenca , mas viver minha adolescência estudando a base de regras regimentadas me fazia sentir ainda jovem para me aventurar um pouco.

– Hoje não dar , tenho que ajudar Davina a se estalar e tudo mais.- Desculpe-me casual e ele balançou a cabeça entendendo.

– Que tal sábado? As oito? Tem um barzinho chamado Laffite's depois da ponte do Lago Pontchartrain , te encontro lá.- Marcou por nos dois me fazendo estreitar meus olhos em descontentamento e irritação. Ele riu e pegou minha mão dando um leve beijo na palma sem nunca desviar os olhos dos meus, sendo rápido para claramente evitar que eu fosse contra seus planoa.- Até Bella!

– Até Klaus.- Me despedir andando de costas imaginando aonde estava me metendo , aquilo poderia ser errado muito errado , mas não conseguia evitar de pensar que Elijah podia ser um pouco mais parecido com ele , seu sorriso ficou gravado na minha memória enquanto dirigia .

Notas finais
Ei acredita que eu já tenho um 6 capítulos prontos? Escrevi muito ontem kkkkkk enrolada em cobertas na chuvinha foi muito bom. Amores estou tentando ser realista na fic okay?! Sabemos que o Nik era muito capaz de fazer isso com a Ana e muito mais , mas ainda é uma fic Elijah first , só que Tudo ao seu tempo! Comentem e Até logo!