Notas iniciais
Oi oi ! Caraca eu estou vendo se usar o sistema de postagem automática "serve" de verdade kkkkkkkkk Coloquei para postar dia 16 , então se algo acontecer saibam que estou de viagem e só vou poder responder os coments lá pra sexta ok? Espero que curtam ;) E ousam a música é linda! http://www.vagalume.com.br/glenn-lewis/fall-again-traducao.html Boa leitura!


Parece com fogo que queima no meu coração.Cada segundo que passamos separados.Eu preciso de você por perto.Para cada dia que começar
Eu não vou deixar você sozinha.Há algo em você
Eu olho nos seus olhos.E tudo o que eu procuro eu pareço encontrar
Todo esse tempo está me matando por dentro.Eu preciso do teu amor na minha vida.









O barulho alto de marteladas por todos os lados fazia a poeira ser levantada. Jackson suspirava fundo quando terminava de lançar os tijolos para os homens precariamente em cima de pilastras. A reconstrução estava indo melhor do que planejado. E as casas simples , mas bem feitas , estavam sendo construídas por toda a Bayou , claro que tudo iria mais rápido se grupos de guardas não tivesse sido montados ao redor das áreas habitáveis. Por isso havia três turnos para se construir , o que deixavam todos exaustos

– Ei! Alguém tem mais pregos?! – Gritou um dos lobisomens a torto e a direito.

Jackson não respondeu , resolveu ele mesmo ir pegar no barracão e aproveitar para tomar um pouco de água. Já anoitecia e o cheiro da comida sendo feita para o jantar fazia os lobos salivarem.

Quando Jackson entrou no barracão achou logo o interruptor , fazendo a escuridão ir embora , terminou uma garrafa d'água e a jogou em algum canto enquanto procurava o que precisava . Depois passando por materiais de construção , tomando cuidado com sacos de areias ele achou logo as grandes caixas de pregos em uma das duas estantes de ferro.

Mas a luz se apagou de repente. Fazendo Jackson ficar paralisado por breves segundos, respirando fundo ele deixou seus instintos falarem , logo seus olhos podiam ver um vulto passando muito rápido para ele compreender.

O breve choque de apreensão não demorou muito a ir embora , quando o leve perfume de cravo chegou até a ele, assim como mãos fortes o empurrando até ele sentir suas costas na parede ,que tremeu levemente.

– Olá! Bob o construtor. – A voz brincalhona de Hayley fez ele rir baixinho. A nova híbrida se aproximou dele passando suas mãos pelos braços fortes e suados do lobo que relaxou o corpo e se encurvou para ficar mais na altura dela. – Ou seria Alfa supremo?

– Prefiro Bob, soa mais … normal. – Jackson sorriu minimamente , e se aproximou sem exita da castanha que sorriu tortamente.

Os lábios de Hayley eram tão macios quanto ele se lembrava. Sem demora ele aprofundou o beijo fazendo suas mãos irem até a cintura dela a erguendo ao mesmo tempo que a girava , agora era Jackson que tinha o controle. Mas não tanta força. Hayley apertou suas pernas ao redor da cintura dele fazendo seus corpos se tocarem de forma intima, excitante e selvagem. Jackson tremeu levemente de dor mas não reclamou , já estava se acostumando.

O lobo interior dele sempre se sentia completo quanto a tocava , a sentia , daquela forma tão intensa. Hayley mordeu os lábios de Jackson sugando ao mesmo tempo o lábio inferior dele, e sem se importar com o suor do corpo cheio de músculo tirou sua regata com um forte puxão e movimento. Mas aquilo o fez acordar de certa forma.

– Ei , ei! – Jackson rapidamente se afastou e olhou de soslaio para a porta ainda aberta. – Vamos com calma aí querida.

– As vezes... – Hayley riu divertidamente arrumando sua blusa que ele tinha levantado sem perceber, e se aproximou dele , sorrindo travessa. – Você me faz sentir o macho da relação.

O lobisomem fez uma careta com o comentário.

– E as vezes... – Jackson passou sua mão direita ao redor do pescoço da castanha , a trazendo mais perto dele. – Você me surpreende. – Ele a beijou com mais força e paixão. E por alguns segundos ele podia jurar que Hayley iria o morder , por isso se afastou sorrindo torto. – Agora me passe minha camisa e vamos jantar senhorita Labonair.

Hayley riu revirando os olhos e tirou da trás das costas a regata do lobo. Jackson aceitou a vestindo enquanto era observado por ela.

– Antes de apreciamos a comida eu preciso de contar uma coisa. – Hayley sorriu largamente , fazendo o alfa esperar por boas noticias. – Klaus garantiu que logo teremos anéis da lua sem precisar se curvar a ninguém.

– A não ser a ele. – Jackson ficou sério e se afastou. Era tão estranho para ele falar do híbrido que tentava se passar por filantropo da sua matilha.

– Eu já disse que tudo que ele quer é ajudar . – A híbrida se aproximou e sussurrou as outras palavras. – Garantir que nossa filha tenha em quem confiar. Você é um dos poucos que sabe que ela esta viva Jackson. – Hayley segurou a mão dele com força. – Eu confiei em você e achei que você confiasse em min.

– E eu confio. – Garantiu o alfa no mesmo tom dela. – Mas … – ele suspirou de forma cansada e assentiu com a cabeça.Era difícil não se render a ela. – Tudo bem , o que você, e Klaus tem em mente? Não vou ficar parado como da última vez Hayley , não mesmo, se as bruxas nos atacarem de novo , nos as atacaremos.

– Eu entendo, e concordo plenamente com você. – Ela suavemente passou a mão na bochecha dele de forma afetuosa, grudando depois as testas deles. – Só , vamos ficar calmos e seguir o plano de entrar também pra essa aliança com o novo coven de bruxas , de uma maneira ou de outra, para termos um pouco de paz.

Jackson consentiu sem palavras. Apaixonado demais para a contradizer.



~~x~~~





A xícara de chá posta na minha frente me fez sorrir em agradecimento a outra loira e sua casa perfeitamente arrumada. Se não fosse por aquilo aquele apartamento lembraria o meu na França. Todo pequeno e fofo.

– Então você veio com Elijah? – Perguntou Camille se sentando no outro lado do balcão.

– Sim , ele vem me buscar depois. – Respondi dando de ombro e saboreando o doce gosto de erva doce.

– Parece que vocês estão se dando muito bem. – A outra loira me fez engasgar quando falou de forma tão maliciosa que eu me envergonhei. Ela riu gostosamente percebendo que tinha me provocado.

– Sim estamos. – Tentei ser sutil , mas sentia minhas bochechas queimarem. – Pelo menos conversamos sabe. Meus pais nem conversam direito , ou qualquer outro casal da minha família que eu conheça.

– Isso é bom , para um contrato retrógrado de um casamento arranjado . – Disse ela um pouco analítica demais , mas não me importei realmente , vendo de fora até eu acharia aquilo no mínimo maluco.– Elijah parece ter um muro ao redor da sua polidez , que incrivelmente vejo que você esta conseguindo ultrapassar.

Sorrir feliz com o “elogio” . Ficamos em silencio por mais alguns minutos , apreciando a companhia uma da outra.

– Eu sempre achei que ia casar com alguém … Poderoso. – Contei relaxando mais na cadeira , tendo os olhos da loira como espelhos. – Meus pais não tem mais filhos , depois que minha mãe perdeu seus bebês , abortos espontâneos sabe? Acho que isso os afastou de min. – Percebi que tinha falado demais quando Camille pareceu muito chocada. – Desculpe-me , nem sei porque estou de contando isso. – rir sem graça me remexendo na cadeira de forma nervosa.

– Talvez porque agora que esteja tão perto do casamento , você não quer seguir os passos dos seus pais. – Sugeriu a doutora me fazendo refletir aquelas palavras.

– É possível! – Sorrir amargamente jogando meus cabelos para trás de forma a parecer mais relaxada. – Eu só espero que eu e Elijah tenhamos uma amizade pelo menos sabe? Que não nos machuquemos com palavras ou atos. Não pelo menos de propósito.

– Como seus pais fazem. – Novamente Camille parecia apontar uma arma invisível e atirar no alvo com suas deduções mais que certas.

– Meu pai é um homem de negócios, quando ele percebeu que o casamento não tinha mais jeito , deu a liberter a minha mãe, que passou a viver pela primeira vez desde dos dezessete anos , quando ela se casou. – Disse até um pouco fria aqueles detalhes que já tinham sido gravados em minha memória. – Acho que tenho sorte de ter pelo menos vivido um pouco. Mas a verdade é que eu sou apenas uma mulher com medo do altar.

Acho que pela primeira vez eu pude dizer aquilo tanto para alguém , quanto para min. E de certa forma , era libertador.

– Seus pais se divorciaram? – Perguntou Camille me fazendo rir. Ela levantou a sobrancelha não entendendo claramente aonde estava a graça.

– Não dar pra ser divorciar na nossa família Cami. – Respondi. – Mas dar pra viver em uma teia de aparência e mentiras. Se ambas as partes concordarem , como meus pais fizeram , ambas as partes podem ter uma vida separada.

– Como ter permissão até para ter … amantes? – Cami parecia mais que confusa ou estava querendo não entender perfeitamente o que eu estava falando.

– Sim amantes, minha mãe não tem amantes humanos se você quer saber. – Eu rir revirando os olhos de maneira sombria . – Acho que ela nunca mais quis tentar ter filhos , minha bisavó disse uma vez que eu nasci nati-morta e aquilo fez a minha mãe entrar em um estado de depressão, demorou semanas para ela saber que era mãe. – Balancei a cabeça pensando naquelas histórias de terror que tinha ouvido na infância , como se elas pudessem desaparecer. – Mas bem … Eu não estou aqui pra falar das loucuras da minha família. – rir sem graça , fazendo a outra loira me acompanhar. – Creio que você ficaria a noite toda ouvindo não é?

– Pode apostar que sim. – Garantiu ela tentando manter o sorriso no rosto , mas sabia que a estava começando a assustar , como se contasse uma história de Hitchcock . – Então o que veio fazer aqui?

– Você anda conversando com Davina? – Resolvi começar por aquilo e não a assustar logo de cara.

– Sinceramente não muito , eu ligo pra ela todo dia , mas ela sempre desliga depois de alguns minutos. – Contou-me Cami tão sincera que parecia ter também algo em mente como eu. – Ela anda tão concentrada … e tão … Reclusa que nem parece mais uma adolescente. Mas porque você pergunta Anabella , esta sabendo de algo que eu não saiba? Eu amo aquela garota como uma irmã , por favor se esta acontecendo algo, me conte.

– Calma. – Pedir até um pouco preocupada dela ter um treco por falta de oxigênio. – Eu só acho, e sinto , que ela esteja escondendo algo de nos Cami. Algo perigoso e que pode acabar a ferindo de alguma forma.

– Quer que eu converse com ela? – Perguntou Cami me encarando séria e eu não precisei dizer que sim. – Amanhã a chamarei aqui e tentarei saber o máximo possível.

– Obrigado Cami. – Agradeci e me aproximei segurando sua mão. – Eu quero que saiba que pode contar comigo também , e com a minha família , mesmo que não acredite , nos cumprimos nossas promessas.

Camille balançou a cabeça um pouco mais segura e concentrada em uma missão.Me levantei a fazendo fazer o mesmo.

– Me ligue se saber de algo , não importa a hora. – Pedi umidificando meus lábios pensando em como iria embora.

– Eu ligo. – Garantiu ela me levando até a porta. – Boa noite.

Devolvi os votos de boa noite e nos despedimos com um beijo no rosto na saída. Quando Camille fechou a porta eu me vir no corredor vazio e luminoso.Descendo as escadas peguei o celular novo que Dimitri me deu e me preparei para ligar para Elijah.

Mas ali estava sem sinal. Resolvi tentar do lado de fora. As portas pesadas de alguma forma pareciam ainda mais, quando eu meio que travei quando vir uma Ducati 1098 vermelha estacionada logo na frente do prédio de Camille , e Jeofrey encostado nela. Era óbvio agora porque Klaus tinha me chamado tanta a atenção no começo. Jeofrey de certa forma parecia , e com certeza , se daria bem com o híbrido.

Ele estava todo de preto com botas de motoqueiro e em seu pescoço alguns colares masculinos brilhavam um pouco. Seu rosto sério e jovem me fez aceitar que ele não ia sair dali sem algumas palavras trocadas.

– Parece que o Houtini voltou. – Comentei descendo devagar as escadas. – Sempre aparecendo do nada.

– Houtini perderia feio para min. – Ele sorriu de lado e colocou as mãos dentro da jaqueta. – Quer dar uma volta?

– Não. – Foi um não talvez grosso , mas ele pareceu não ligar. – Tô vendo que vai demorar pra você ir embora. Trouxe até sua moto.

Me aproximei mais um pouco olhando para os lados aonde pessoas passavam vivendo suas vidas normais, que nem perdiam seu tempo olhando para o “casal” super tenso ali.

– É eu trouxe. – Jeofrey encarou o chão aos meus pés quando eu parei de andar , e depois pausadamente levantou os olhos até parar nos meu. – Você parece diferente.

– Para o bem eu espero. – Resmunguei audivelmente.

Pas exactement – Disse ele em Francês. Ousei o encarar e ficamos ali , esperando que alguém se manifestasse , com nossos rostos analíticos. – Qual é? Vamos jantar e colocar a conversa em dia. – Ele sorriu charmosamente como se achasse que aquilo ia ajudar.

– Eu já jantei … com meu noivo. – Não sei porque exitei em falar aquilo. Mas notei a leve dor transparecer ali nos olhos dele , e soube que uma parte minha não queria a ver. Não queria o magoar. – Joff … Porque esta aqui? Porque me mandou aqueles bilhetes?

– Porque eu te amo! – Exclamou ele ficando um pouco alterado, quando deu alguns passos até min de forma feroz, me fazendo andar para trás. Não conseguir ficar com medo dele nem quando ele era , bem , ele. – Eu a amei desde de criança. E eu não acho que meu amor é tão volátil que possa acabar por alguns meses de distância!

– É isso que você acha que eu sou? Volátil? – Perguntei com certa raiva , rodando seu corpo para não ficarmos tão perto. – Eu acho que você sabe que a verdade é que já estávamos afastados ,e talvez eu tenha percebido primeiro que era hora de virar a página . – Eu não estava indo muito bem na explicação pelo rosto contorcido de raiva dele. Mas ao meu ver as coisas estavam ficando de certa forma mas claras, principalmente para min. – E esse casamento arranjado só me fez ver … – exitei um pouco mordendo meus lábios e sentindo meu peito queimar junto a minha garganta continuei. – Que nunca daria certo.

– Pela nossa família ou por min? – Perguntou Jeofrey sem vida na voz. Seus olhos claros estavam sem foco mas seu corpo tenso demonstrava toda sua tensão e mágoa.

Não queria o magoar mais , não mais.

– Isso não faz diferença agora. – Murmurei me afastando , ou tentando.

Quando a mão grande e forte dele cercou o meu braço , o corpo dele me arrastou até a moto me fazendo ficar encurralada entre ela e o bruxo irritado.

– Para min faz . – Garantiu Jeofrey me fazendo reprimir um gemido de dor quando sua outra mão contornou meu pescoço e depois minha nuca para me forçar a o encarar.

Sentia sua respiração banhada em álcool tocar a minha fazendo uma névoa branca aparecer. Era estranho , mas faltava algo ali no toque dele. Algo que não soube identificar na hora.

– Se quer saber é pelos dois. – Soltei as palavras antes de pensar. – Pela família que escolhe nosso futuro , e por você que … Sinceramente as vezes me assusta.

– Quando eu te assusto? – Revirei os olhos vendo a confusão dele , e tentei me movimentar , mas ele parecia aquele tipo de corda que te aperta mais se você ousar se mover.

– Tipo agora?! – Disse meio sarcástica me debatendo um pouco. – Esta me machucando, se afaste! Agora!

Jeofrey respirou fundo suavizando suas mãos, sempre sabia como parar , ele logo me soltaria se não fosse pelo simples fato de ter sido jogado para trás com certa força.

– Acho que ela mandou você se afastar. – Elijah de costas para min tivera um timing ou muito certo ou muito errado para aparecer.

Jeofrey parecia um furação quando se levantou, ou todas as tempestades juntas. Seu olhar de ódio para o vampiro, que não parecia em nada preocupado me fez ficar entre os dois.

– Jeofrey você esta bem? – Perguntei nervosa , com a mão no seu peito , quando ele pareceu um touro vendo vermelho ao caminhar para atacar Elijah.

– Vou ficar bem quando o matar. Esse vampiro sanguinário! – Sussurrou ele tentando passar por min.

– É bom saber o que pensa sobre min garoto. – Debochou o vampiro de forma superior e de certa forma mesmo eu não o olhando sabia que ele sorria. – Mas eu não posso morrer , e se pudesse você seria a última pessoa a conseguir.

– Deus! – Exclamei alto quando fui empurrada pelo morlock , até sentir o peito de Elijah como uma parede. As mãos do vampiro na minha cintura me fizeram agir rápido antes que ele me tirasse dali e alguma coisa pior acontecesse. Sentir minha mão formigar levemente até que minha magia se acendeu como uma fogueira para o morlock que não percebeu o que eu ia fazer. – Et cessabit !

Jeofrey prendeu o ar por uns segundos e depois os soltou fechando os olhos. O feitiço não duraria muito e eu ia ouvir poucas e boas quando ele me visse novamente , porém eu não tinha visto outra opção. Me voltei para o vampiro séria.

– Vamos embora agora. – Pedir vendo Elijah encarando Jeofrey que estava meio topado e paralisado. O vampiro abaixou a cabeça até me encarar para assentir com a mesma.Deixamos Jeofrey ali como uma estátua viva que logo acordaria.

Fiquei em silencio por um tempo que não soube calcular. Mas sentia o carro sendo controlado de forma suave por Elijah. Até que o carro parou. Fique um pouco surpresa quando me vir na entrada da propriedade da família , eu não tinha exatamente pedido para ele me trazer até ali. Mas ia.

Vendo Elijah que encarava o para-brisa de forma pensativa. Pensei que eu não era a única que tinha raiva da situação que tinha acontecido.

– O que foi? – Perguntei me sentindo literalmente “sem noção”.

O barulho do couro poderia ter demorado um século quando o vampiro girou um pouco no próprio acento e me olhou intensamente.

– O que foi? – Devolveu ele a pergunta de forma até sarcástica, fazendo seus lábios ficaram em uma linha fina. – Ele foi grosso e mal educado com você , quase violento , e mesmo assim você pareceu … preocupada com ele.

– Ele nunca me machucaria Elijah. – Eu tinha certeza plenamente daquilo. Ninguém nunca entenderia como me sentiria com Jeofrey ou até mesmo Dimitri , era uma confiança de quase uma década ou mais, que foi crescendo até estar tão entrelaçada na pessoa que não dava para tentar explicar , só vivê-la. – Ele esta irritado ,não o culpo e por isso estou tentando ver nele o que vi a minha vida toda!

– E o que seria? — Elijah tinha as mãos fechadas em punhos em cima do joelho direito que estava dobrado perto da minha perna.

– Meu amigo. – Me aproximei de Elijah e segurei sua mão direita , fazendo nossas alianças se tocarem. Uma corrente elétrica percorreu tanto o meu corpo quanto o dele. Soube pelo leve tremor que Elijah demonstrou ter.

O garotinho doce correndo atrás da garotinha pela casa familiar fria , ria alto , com tanta animação que a garotinha loira de grandes olhos azuis de vestido branco, fugia dele com a mesma felicidade. Quando o garotinho Jeofrey a pegava ela gargalhava e voltava a correr, fazendo seus cabelos loiros ganharem um brilho da luz.

Abrir meus olhos encarando Elijah um pouco surpresa demais com a sensação de compartilhamento que estava sentindo.

– Você viu isso? – Perguntei me afastando dele receosa dele ver mais.

– Sim, eu vir. — Respondeu ele tão surpreso quanto eu. – Vampiros podem entrar na mente da pessoa, mas eu nem tentei fazer isso.

Elijah se endireitou no banco e eu olhei pelo lado de fora tão complexada com as imagens dos pequenos Jeofrey e Bella, que ainda não tinha palavras para definir minhas lembranças tão vividas.

– Você ainda o ama. – Declarou Elijah neutro.

– Eu o amo pelo que ele é , além dos defeitos. – Sussurrei vendo os vaga-lumes ao longe depois da cerca branca , do mato alto , ouvindo as corujas piando nas árvores altas. – Mas …

Eu não conseguir terminar, porque não queria terminar, ou porque a mão gentil de Elijah tocou meu braço para subir lentamente até minha bochecha. E foi ali que eu tive certeza que o que faltava em Jeofrey, tinha em Elijah. O doce pinicar de corrente elétrica que fazia meu estômago girar confortavelmente e minha respiração se alterar, como os batimentos do meu coração, a cada toque dele, me dava medo, pelo que eu podia esta começando a nutrir.

– Mas? – A voz do original estava tão perto que eu sabia que se me virasse me chocaria com seu rosto.

– Não há mais paixão. — Eu quase não me ouvir , porem sabia que ele podia. – É o mesmo entre você e Hayley, não é?

– Quer mesmo saber sobre Hayley? – Perguntou ele em um leve sussurro , como se falássemos de segredos. Refletir a pergunta dele e sorrir minimamente.

– Não hoje.

Levantei minhas mãos e segurei o rosto dele entre elas quando me aproximei até poder sentir seu corpo sendo colado ao meu. Uma mão do vampiro veio até minha cintura me ajudando a ficar mais equilibrada no espaço mínimo quando me colocou quase em seu colo. O leve e agridoce perfume de Elijah me fez fechar os olhos e encostar minha bochecha na dele. A sua barba rala pinicou minha pele causando arrepios intensos. Minhas mãos contornaram seu pescoço assim como as dele minha cintura. Foi como um abraço por alguns segundos , mas a temperatura aumentou tão rápido que não deu para não puxar seu rosto para mais perto para sentir seus lábios com os meus, de forma rápida antes que me arrependesse da iniciativa, introduzir minha língua na boca dele aprofundando o beijo com certa feracidade.

Ele não pareceu exitante , mas excitado quando sua mão levantou um pouco minha blusa e arranhou minhas costas levemente. Sua respiração ofegante junto a minha só me fazia queimar mais e mais , como se ansiasse por mais contato. Inferno, eu ansiava! Eu me remexi mais em seu colo , de forma provocativa , sentindo um volume crescer embaixo do meu ventre, começar a criar imagens pervas na minha mente.

Nos separamos para eu respirar e os lábios do vampiro tocaram minha clavícula me fazendo tremer de anseio e desejo.

– Se continuarmos assim . – Sussurrei ofegante. – Vamos antecipar a lua de mel.

A risada inesperada dele fez-me afastar para poder ver o quanto ele era bonito rindo , não que não fosse antes. Mas rindo era até mais novo e belo que me fazia querer tirar uma foto para guardar.

– Bem, me lembre de comer antes da lua de mel. – Disse ele ainda divertido acariciando quase inconscientemente minha cintura por baixo da blusa.

Levantei a sobrancelha não entendendo porque ele enfatizou a palavra comer. Até lembrar que não era exatamente aquela palavra que ele queria usar , e que ele tinha suas necessidades além de comida normal.

– Estar querendo dizer que esta com .. sede? – Passei minha mão ao redor de seus olhos sentindo algumas veias ressaltadas por baixo da pele daquela área. Ele não respondeu mais soube que era aquilo sim. – Se eu começar a ter uma queda por um lobisomem , eu caio com certeza no universo Mayer. – Disse a min mesma achando graça da situação.

Agora foi a vez dele levantar a sobrancelha confuso e me fazendo rir. Mordi meus lábios deixando uma mão minha que estava no seu pescoço descer por seu braço até achar uma abotoadura na camisa do pulso. Com certa força a apertei entre meu polegar sentindo uma leve onda de dor quando o alfinete perfurou meu dedo. Elijah ficou paralisado quando levantei o dedo até nossos rostos vendo algumas gotas de sangue fluir.

– Beba . – Ordenei quase hipnotizada pela face mutável de Elijah. Seus olhos mais escuros , as veias bem ressaltadas pelo rosto, seria mentira dizer que não fiquei com certo medo. Mas confiante coloquei o dedo em sua boca fazendo ele gemer em satisfação quando chupou meu polegar . – Parece até eu tomando vinho. – A piada não teve graça e fiquei envergonhada de ficar fascinada por cada detalhe do momento.

Quando menos imaginava sentir ele libertar meu dedo que coloquei quase infantilmente na mão.

– Você não deveria ter feito isso. – Repreendeu Elijah me encarando com olhos mais vividos e brilhantes, quase como se estivesse sobe algum efeito de pós droga. Sua respiração era ruidosa.

– Se vamos viver um pouco juntos , eu precisava ver uma hora ou outra. – Dei de ombros apontando meu dedão para ele que tinha parado de sangrar. – Dizem que o sangue de bruxa é mais forte , verdade? – Sorrir quase animada para saber a resposta.

– Bella isso não é piada! – Exclamou ele um pouco irritado. – Eu poderia ter te machucado!

– Uhn .. – Mordi os lábios e depois resolvi só dar de ombros.

– Tome cuidado com isso ok? Eu sou um homem, porém também sou um vampiro. – Informou Elijah suspirando fundo , deixando de lado a bronca que não valia a pena.

– Sim senhor. – Fiz continência dramaticamente e depois me aproximei dele até lhe dar um beijo leve como um selinho. – Agora eu preciso entrar, nos vemos amanhã sim?!

Quando abrir a porta dele tentei girar minhas pernas para sair , mas me desequilibrei caindo em seu corpo de forma atrapalhada o fazendo rir. Elijah me virou em um piscar de olhos e me deitou em seu colo para me tirar do carro no melhor estilo “carregando a noiva” .

– Uau! – Ele sorriu orgulhoso quando encarei descaradamente seus músculos por sobre a camisa. – Realmente estamos treinando para a lua de mel.

– Vamos fazer nosso melhor então. – Elijah sorriu mostrando seus dentes de forma sexy.

Engolir em seco e quase sentir meu queixo cair quando ele falou de forma maliciosa. Ou era o sangue falando , ou eu estava conhecendo uma parte nova dele.



Notas finais
Espero que curtam e até semana que vem se Deus quiser! xD