You Set Me Free_1ª Temporada

22 I'm trying. You can do the same?


Notas iniciais
Hi people *_* Olha eu aqui! Eu ia postar amanhã ou sábado , mas sobrou um tempo na minha agenda e vim agradar vocês ;) Agradecimentos especiais a duas pessoas . Vivi Costa pela linda recomendação que tocou meu core ♥♥♥ E a Melany Mikaelson que tem siido extremamente atenciosa a fic e a minha pessoa. Valeu lindas X) Agradeço a vocês todos que estão fazendo dessa ideia insana minha XD Uma história que até eu me apaixonei. ♥♥♥ Bem é isso ; boa leitura!!!

Os passos leves da ex loba ecoou por toda a casa, fazendo o original respirar fundo, se preparando para algo que vinha evitando. Como era o único na casa com Hope, que dormia, a deixou segura no quarto e esperou pacientemente Hayley chegar no próprio quarto.

Já a híbrida abriu a porta e respirou fundo o perfume nada típico do original, que se encontrava virado totalmente, encarando a janela.

Hayley travou totalmente e ficou esperando que ele falasse alguma coisa, mas quando ele não o fez, decidiu que estava na hora de falar.

– Ela parece que parou de chorar. – Disse, encarando a porta do quarto da filha, que era adjacente ao seu quarto.

– Ela estava com calor. – Elijah disse com uma voz suave, esperando que aquilo demonstra-se que ele não queria briga. – Aonde estava?

Hayley mesmo sabendo que ele não veria, cruzou os braços e fechou a expressão.

– Não é exatamente da sua conta Elijah... – Antes que ela pudesse terminar, o vampiro apareceu em um segundo na sua frente , mesmo para os novos reflexos dela aquilo a fez perder uma batida do coração.

Elijah encarou o rosto de Hayley decorando cada detalhe e depois respirou fundo o perfume dela. Hayley não ousou se mexer. Seus instintos de auto preservação, agora tão fortes, a mandaram ficar parada.

– Sinto o cheiro de Jackson em você. – Elijah levantou a mão e delicadamente, sem presa , tirou o cabelo castanho do ombro dela , podendo assim ver marcas avermelhadas na pele suave do pescoço. – Sei que as coisas entre nós não andam bem, mas não é motivo para dormir com qualquer um.

Hayley fez um movimento rápido com o pulso, afastando a mão dele, depois deu dois passos para trás, falando em uma voz irritada mais baixa.

– Jackson não é qualquer um, ele pode não ser da família real como sua Bella, mas é da minha família. – A ex loba circulou o corpo do original e depois se voltou o vendo fazer o mesmo. – Sabe, eu vejo agora porque até Klaus está meio com o pé atrás com esse ... Casamento.

–O que quer dizer? – Perguntou Elijah tentando ao máximo não demonstrar como a confirmação que ela havia dormido com Jackson o magoou.

–No começo, você e todos nós, aceitamos isso como um papel a desempenhar. – Hayley levantou o dedo em riste apontando diretamente para o vampiro. – Mas você, obviamente, está levando isso muito a sério, sempre evita as conversas com seu irmão sobre “dar um fim” nisso. Sempre evita demonstrar o quanto está confortável com isso tudo!

– Confortável?! Acha que eu estou confortável com isso tudo? – Elijah pareceu indignado com o rumo que uma conversa podia levar.

– Sim eu acho, porque isso é bem você. Elijah o cavalheiro, o vampiro de outro tempo. – Hayley deixou a mão cair de forma cansada. – Você é de uma época aonde o que está acontecendo é normal.

– E quando a você? – A voz dele soou irritada, fazendo Hayley notar que havia tocado em uma ferida aberta. Estava na hora daquele vampiro deixar a educação e polidez de lado, para lembrá-la dos próprios atos. – Com marcas vermelhas no pescoço, resquícios de uma noite com um suposto noivo. Um homem desconhecido. E a sua desculpa é que ele é de sua família. Eu posso estar agindo naturalmente ou estar um pouco compromissado demais, é verdade, mas não uso meu casamento arranjado como desculpa para ir correndo para a cama da bruxa . – A mão esquerda de Elijah estava elevada e o dedo da aliança em evidência. – Eu não escolhi isto, mas você escolheu dormir com Jackson.

— Você fala como se eu tivesse alguma escolha. Ele é meu noivo tanto quanto ela é a sua – Hayley tentou justificar-se, sentindo sua consciência um terço mais pesada por descobrir que, de certa forma, Elijah era fiel ao sentimento que partilhavam.

— Você tinha uma escolha e a fez noite passada .– Ele respondeu, quase se desse uma sentença.

E sem pensar duas vezes se retirou do quarto deixando Hayley desnorteada.

Dias Depois

Suspirei fundo saindo do carro e me encarei no espelho do retrovisor, ensaiei um sorriso como se fosse tirar uma foto e verifiquei novamente minhas roupas. Uma camisa banca estilo baby look, uma calça jeans apertada com cortes em toda a coxa e botas marrons de caminhada me deixavam com um ar natural para a coisa desnatural que eu estava prestes a fazer.

Ao olhar toda a propriedade na minha frente esperei calmamente ele chegar, naquele fim de tarde aonde o sol alaranjado criava um ambiente calmo e meio romântico. Mesmo que eu me forçasse a fingir que aquilo não estava sendo nada parecido com um encontro romântico.

Sentei em cima do capô do carro e fiquei olhando o horizonte quando ouvi um ronronar suave de um carro se aproximando, olhei por sobre o ombro e fiquei na espera. Minutos depois, Elijah desceu elegantemente, eu já achava que aquilo era bem dele e nada forçado, ele fechou a porta do carro estacionado atrás do meu e sorrindo de lado caminhou até min.

– Anabella. – Cumprimentou como sempre educadamente polido.

– Você está bonito. – Afirmei o fazendo me encarar, como se tivesse esperando que as palavras que saíram da minha boca fosse uma piada. Mas não eram, e nem ia retirar o que eu havia dito. Precisava quebrar um pouco a educação entre nós e falar o que eu pensava era a primeira etapa do processo. – Branco combina com você.

Ele usava uma camisa branca de gola V, uma jaqueta preta, calças jeans azul escura desbotadas, quase pretas e para terminar botas pretas de combate.

– Você também está muito bonita . – Devolveu quase mecanicamente o elogio.

Suspirei fundo dando um pulo do capô e caminhei ao lado dele acenando com a cabeça para ser seguida. Pelo visto demoraria um pouco para eu acreditar que tudo que o Original falasse não era mera educação.

– Sabe aonde estamos? – Perguntei sem o encarar, olhando a estrada de pedregulhos que faziam nossos passos ecoarem pelo silencio.

– A casa que foi destruída do antigo governador, moramos aqui há muito tempo atrás . – Contou-me encarando os lados, como se prestasse atenção pela primeira vez.

– Exato, sua irmã me contou que foram as bruxas da cidade que destruíram ela. – Fiz um gesto abrangente com a os braços. – A propriedade é enorme e Rebekah andou trabalhando desde que voltou na reconstrução.

– Aparentemente anda conversando muito com minha irmã. – Comentou ele displicentemente dando um sorriso de lado.

– Ando conversando com muitas pessoas. – Garantir e o encarei por um breve momento. – Menos com você.

– Achei que depois que aconteceu aquilo com Niklaus você iria querer um tempo. – Elijah se desculpou e novamente senti que era meramente formalidade no seu timbre.

– Faz quase uma semana! – Exclamei, irritada, caminhando mais rápido. Ele sem problemas me seguiu lado a lado. – Você não acha que eu sou de ficar remoendo as mágoas não é?!

– Eu não sei o que achar de você Ana. – Elijah falou firmemente e seco. Mas agora estava sendo verdadeiro – Uma hora você quer aproximação, a outra não, sinto que lido …

– Com o quê? – Perguntei querendo que ele terminasse a frase quando ele hesitou. Parei de andar e me virei para ele o encarando de baixo.

– Com uma criança egoísta que só pensa nela mesma. – Soltou de uma vez me fazendo ficar chocada. – Quando negou ajuda a Niklaus sobre Hope, minha sobrinha, uma criança que não tem nada a ver com isso e merece ajuda de todos os lados , eu soube com quem estou lidando.

Fechei minhas mãos em punho , e a vontade de socar a cara de alguém nunca fora mais forte do que naquele segundo. Meu coração batia tão forte que por alguns segundos a expressão do Original se tornou confusa.

– Não sinta medo. – Ele balançou a cabeça como quem se auto repreendia. – Eu só falei o que penso.

– Não estou com medo, na verdade é ótimo ouvir o que você pensa de mim. – Falei ironicamente. Me virei voltando a andar e logo fui seguida podendo ouvir ele respirar fundo.

Ficamos em silencio enquanto caminhávamos e sentia que ele as vezes queria falar algo, talvez um pedido de desculpas por me julgar tão rápido, mas ele obviamente não estava afim de engolir seu orgulho.

Ao chegarmos perto da casa Elijah travou completamente.

– Como? – Perguntou, deslumbrado.

A casa antes, como tinha visto , estava em reformas , segundo Rebekah uma surpresa que pretendia fazer para Elijah e Niklaus. Mas obviamente a magia agilizava as coisas, e agora a mansão que antes era do antigo governador estava de pé e resplandecia beleza com a nova reforma.

– As garotas estavam com um tempo livre. – Contei apontando para o jardim completamente vivo e bem no fundo um parquinho infantil pintado com tintas coloridas um balanço tipicamente para bebê se mexia no vento. – Sua sobrinha precisa de sol e um lugar para passear, acredite em mim, não é saudável criar uma criança em uma casa como aquela, aonde os inimigos sabem perfeitamente bem a localização. Também há feitiços de proteção por todo o lado, que logo serão ativados, assim como em todo o bairro, há um feitiço de desilusão que impedirá qualquer ser de entrar sem que seja bem-vindo.

Parei de tagarelar quando sentir a mão de Elijah no meu ombro me virando para ele. Seus olhos estavam maiores e bem límpidos, o que fazia eu ver o meu próprio reflexo.

– Você fez isso a semana toda? – Perguntou Elijah franzindo as sobrancelhas.

– Porque eu não faria?! Ah sim, porque sou uma criança egoísta que só pensa em mim mesma né?! – Rebati me soltando dele e caminhando a passos pesados para dentro da casa que logo seria a minha também.

Eu realmente me sentia aliviada por ouvir ele falar o que pensava sobre min , mesmo que não gostasse.

Agora só precisava garantir que Elijah não me cortasse naquela ideia antes de acontecer. Porque agora que todas as garotas estavam arrumando apartamentos para morarem na cidade, estava na hora de eu arranchar uma casa e Rebekah como tinha dito garantiria que era o único modo de eu me aproximar mais de Elijah.

O hall de entrada, assim como toda a sala de estar, de jantar e até do café da manhã, recebia uma boa dose de luz da manhã. Os móveis, a maioria novos, brilhavam no mogno lustroso. A escada branca em meio espiral deixava o segundo andar para imaginação , mas sabia que uns bons 10 quartos era o mínimo que tinha ali . Isso sem contar o subsolo da propriedade que era toda de aposentos secretos.
O cheiro de tulipas preenchia a casa, quando o vento batia no vaso em cima do piano de calda preto que eu havia colocado mais cedo. Encarei por sobre os ombros e vi o vampiro entrar de maneira cuidadosa. Mas seus olhos estavam em mim o tempo todo.

Me senti sendo mais que analisada, medida ou pesada. Era indescritível a sensação. Segurei com força o corrimão da escada e me forcei a subir um degrau. Desviei o olhar dele e subir mais um, ao mesmo tempo que mordia os lábios e sentia minha nuca coçar. No final da escada não vi o Original me seguindo. Então voltei a encarar o primeiro andar mas ele também não estava ali.

– Elijah . – Chamei em um sussurro rouco. Olhando para os lados. Meu cabelo logo foi movimentando por um vento forte e girando meu pescoço, pude o ver ali parado atrás de mim. Ele nada falou. – Quero te mostrar uma coisa – Foi quase como pedir permissão a um adulto para mostrar alguma travessura.

Ele sorriu minimamente, divertido, provavelmente tinha notado o mesmo que eu. E fez um gesto gracioso com as mãos. Como um: Continue.

Havia dois corredores a serem seguidos, o corredor do lado norte e do sul. O do sul só tinha dois quartos disponíveis, bem no final do corredor um umbral de duas portas criava o que seria uma suíte.

Girei a maçaneta entrando primeiro e segurei uma das portas mordendo os lábios encarando o vampiro que entrava com passos calmos.

– Esse é o seu quarto. – Anunciei o vendo caminhar mais para dentro.

Até parar na frente da enorme cama de dossel de mogno, aonde um mosquiteiro branco, transparente tremeluzia no vento, dado pela porta da varanda aberta. Senti minhas costas pararem quando encontrei a parede. E fiquei esperando uma reação, enquanto via o Original tirar a própria jaqueta e observar tudo atentamente, como eu.

Um pequeno sofá de dois lugares estavam do lado da varanda, junto a uma estante de vidro cheia de livros. Um baú bem grande ficava aos pés da cama com as letras talhadas em um dourado queimado: E.M.

O papel de parede era vinho avermelhado na metade para baixo , da parte de cima era branco . No meio do quarto um elegante lustre estava apagado. Duas portas grandes de correr esperava ser abertas, um banheiro e um closet recém-formado.

Alguns presentes do noivado, que eu achava tipicamente masculino, haviam sido colocados nas paredes, como por exemplo, espadas e quadros de valor inestimável . O chão de madeira era só sobreposto por um tapete preto e vermelho persa que dominava boa parte do quarto.

– Estou lisonjeado com tanta … – Elijah parou de falar ao mesmo tempo que caminhava até mim. – Devoção.

– Não é exatamente tudo da minha parte. – Garanti meio constrangida com o olhar que recebia.

– Sei que não. – Ele balançou a cabeça minimamente gratificado por algo em seu interior.

Por um segundo, observá-lo tão de perto pela primeira vez, me fez pensar em beijá-lo. Antes que eu notasse, estava observando seus lábios, inalando seu perfume amadeirado e prestando atenção na maneira suave que seu peito se levantava conforme ele respirava.

Quando elevei meus olhos para os dele, naquele momento clássico que acontece antes de um beijo, notei que ele os desviava para os meus. Também estivera encarando minha boca. Meu coração acelerou ligeiramente, pulando em meu peito e eu o vi sorrir, relaxando a postura pela primeira vez desde quando chegamos.

— É melhor descermos – ele falou, ganhando alguns passos de distância de mim. – Com certeza tem muitas outras coisas para me mostrar.

— É, eu tenho – murmurei, completamente envergonhada pelo momento tenso entre nós.

Ele abriu a porta pesada e saímos juntos , eu olhava para todo lugar menos para ele. Mas quando percebi que ele já se encontrava afastado o chamei , ao mesmo tempo que segurava a maçaneta do quarto ao lado do dele.

– É o meu quarto. – Contei rápido como se tirasse um curativo.

Sua risada suave preencheu o ambiente quando ele voltou alguns passos , colocando suas mãos no bolso da calça .

– É claro que é. – Ainda rindo ele abaixou a cabeça passando o polegar entre as sobrancelhas. – Presumo que Rebekah sabe ter o que deseja.

– Ela é no mínimo persuasiva. – Dei de ombros porque foi realmente a loira que me convenceu a aceitar aquela “insanidade”.

Que pelo menos foi levada na boa por ele.

– Quer me mostrar seu quarto? – Perguntou ele com uma voz suave.

Cruzei os braços tentando parecer séria.

– Não . – Declarei sorrindo docemente. – Ainda não está arrumado. Mas vou te mostrar a biblioteca , completamente reformada, segundo Rebekah seu lugar favorito.

Ele riu, mais me seguiu sem problemas nenhum enquanto eu contava que não pretendia me mudar tão cedo , pelo fato da minha promessa a Davina, de pelo menos , a ajudar a controlar um pouco mais sua magia , mesmo nossas lições estarem indo muito bem , ainda era um pouco difícil , porque a magia ancestral dela, e a minha , sanguinia , não era exatamente a mesma coisa. Descemos conversando sobre aquilo.

A biblioteca era tão grande quanto a sala de estar , felizmente no incêndio que tinha ocorreu , alguns volumes antigos foram salvos. Como alguns móveis. Elijah passava os dedos na maioria deles , empilhados nas várias estantes.

– Realmente estou impressionado. – Confessou ele enquanto eu mexia em um pote de rosas brancas , colocadas em um jarro , em cima da mesa de centro. – Não achei que essa casa tinha mais condições de ser habitada.

– Bem , tirando o sótão dos horrores , a casa é quase nova. – Disse me sentando no tapete ao lado da mesa baixa , apoiando minhas costas no sofá preto de três lugares com almofadas vermelhas.

– Não me diga que ainda há caixões lá? – Elijah riu estranhamente divertido.

– Caixões? Como assim? – Eu estava falando do sótão sombrio com tanta quinquilharia de mais de 300 anos que parecia um museu , mas não lembrava de ter visto caixões por lá.

– Longa história. – Contou mais sombrio tirando sua jaqueta em um movimento fluído e sem presa , se sentou do meu lado encarando as rosas na mesa. – Você esta se esforçando não esta?

Tentando você quer dizer. – Dei ênfase ao “tentando” porque parecia que era minha vez de o lembrar , que dançar conforme a música podia ser minimamente agradável. – Sim, eu estou. Na minha família , acordos não são quebrados Elijah.

– Gostaria de poder dizer o mesmo da minha. – Seu braço estava apoiado em seu joelho esquerdo levantado, a postura era quase natural para ele , mesmo eu pensando que poderia ser desconfortável , ele quase não se movia. – Você já pensou no futuro?

– Acredito que o futuro não possa ser planejado. – Confessei movendo meu corpo , para ficar de lado , de forma a poder o ver melhor. – Mas entendo que existe vários detalhes a serem conversados por nos.

– Nos. – Ele experimentou a palavra como se saboreasse , um novo prato exótico. Sua voz sussurrada , seus lábios se movendo minimamente , era uma dica que ele falou mais para ele do que para min. – Eu não convido as pessoas para … Se juntarem a min. Não há muito nos entende?

– Na verdade eu entendo , mas . – Encarei o seu anel que brilhava em sua mão , enquanto terminava de falar. – Com tantos anos que você tem , como não pode querer , ou buscar um, nos? Deve ser difícil isso. Você deve ser um bom ator, se não deixa ninguém ver o quanto se doar para sua família , mesmo sendo gratificante , é , cansativo.

Talvez eu não devesse ter falado aquilo , mas soube que toquei em um ponto de emoção do vampiro, porque , quando levantei os olhos ele me encarava novamente como se duvidasse , mesmo que soubesse , que eu podia o entender.

E mesmo com todo o meu ser , e meu coração querendo me lembrar que ele pertencia a outro. Algo tremeu ao meu redor , como a magia que me impulsionou no ritual de escolha.a não ter medo de nada. Eu não era cética , sabia muito sobre magia, para saber quem em doze garotas eu era a que “combinava” mais com Elijah. Porque não havia outro motivo para ele me escolher.

Sentir uma corrente elétrica suave que deu inicio na minha mão em cima do tapete, e preencheu meu corpo todo. Os dedos gelados do vampiro tocaram os meus em uma suavidade tão gostosa , que era como receber um abraço.

Mesmo assim não pude encarar , um sorriso se formou no meu rosto e automaticamente preencheu o de Elijah, como se fosse só um. Naquele segundo me sentir em transe encarando o vampiro.

– Obrigado , pela casa, e por tudo. – A voz de Elijah me trouxe novamente de volta a realidade.

– Não precisa agradecer. – Garantir sorrindo e me afastando um pouco para poder respirar , tentei soltar nossas mãos , mas não conseguir. – Ainda temos um bom dia pela frente.

– Sim, temos. – Disse Elijah em um tom suave, enquanto se levantava levando minha mão consigo.

Ele me levantou, logo em seguida , sem nem ao menos fazer esforço , e com aquele ato me sentir uma boneca caindo no seu peito, com as mãos aberta , o que foi quase doloroso. Ele provavelmente se preparou para falar algo , mas nossos narizes se tocaram e nossas respirações se mesclaram como uma só.

Seus olhos eram tão límpidos que espelhavam meus olhos. Assim como meu coração batia forte , também podia sentir o dele. Encarei seus lábios , e ele os meus , de uma forma descarada que era impossível disfarçar.

– Eu não posso. – Saiu muito baixo dos seus lábios. Mas eu ouvir. – Hayley …

– Eu também tenho alguém especial. – Contei no mesmo tom que ele usou ,suave e segredoso. – Mas … Ele se foi.

– Entendo. – Realmente Elijah pareceu que entendia.

Balancei a cabeça , tentando sorrir e me afastar , mas me contentei a abaixar a cabeça e descer minhas mãos , lentamente , até sua cintura.

– Que casal incrível somos não é?! Nem conseguimos dar o primeiro beijo. – Comentei ironicamente , me sentindo defeituosa.

Ele riu de forma encantadora , ao mesmo tempo que balançava a cabeça concordando. Seu dedão segurou levemente meu queixo , e em círculos suave fez um quase carinho , que só fez a eletricidade pinicar ainda mais minha pele. Ele levantou meu queixo e se inclinou com a cabeça em direção a meu rosto , fazendo-me fechar meus olhos, paralisada.

Seus lábios suavemente tocaram minha bochecha . Tão suave , sem pressa meu coração se derreteu. Apertei com força sua camisa esperando que aquele beijo não acabasse tão cedo. Mas se foi.

– Estou faminta. – Disse do nada o fazendo rir , ao mesmo tempo que o clima ameno se estalava entre nos.

– Espero que ainda saiba cozinhar. – Falou ele mais para si mesmo colocando o braço ao redor do meu ombro , ao mesmo tempo que me puxava para fora da biblioteca.

– Se não souber , eu sei. – Garantir lhe dando uma piscadela.

Notas finais
Ah céus! Só eu arranquei meus cabelos de ansiedade?! Eu sei , eu sei , todos queriam uma bitoquinha no mínimo ( até eu ) mas é Elijah né?! Porque se fosse o Nik já teria rolado. E como teve a parte da Hayley e ele no começo achei que se ele beijasse ela , iria ser só para ele se sentir vingado , ah , não sei , eu não sou romântica xD Mas logo rola tá?! E eu com vocês vou pular de alegria e berrar para o mundo ouvir BELIJAH!!!! Até semana que vem meus amores , porque mesmo estando o próximo capítulo bem adiantando , vou esperar ver os rostinhos dos acompanhantes nos comentários tá?! Bem é isso ;) Kisses ♥♥♥♥♥