Notas iniciais
Olá meus queridos! Vamos voltar um pouco a Anabella okay? Mas quem tá curtindo a Isís?


Minha mãe estava bem na minha frente me guiando pelas pequenas casas de madeira. Em Innsmouth as casas eram bem cuidadas, como chalés de campo , demonstrando que as bruxas que moravam ali não tinham muita coisas para fazer. Ou só que não havia televisão para as ocupar … Quem sabe.

Eu havia chegado com Isís da cidade depois do almoço . Salém com toda a certeza nos fazia sonhar. Havia muitos estilos de magia ali , em cada grama , bloco de tijolo nas casas antigas , e tanto chamariz de luz áurea que nos fazia relaxar. Temporariamente é claro. A lembrança da ligação de Elijah ainda me preocupava. Esther se revelando com seus filhos , para fazer algum tipo de mal contra os Mikaelson's me causava náuseas . Porque eu não estava lá para ajudar , Nova Orleans agora era minha casa , e eu faria qualquer coisa para a mantê-la a salva. E Elijah sem um fio de seus cabelos perfeitamente penteados fora do lugar.

Por isso lá estava eu seguindo minha mãe fielmente para aprender utilizar minha Visão.

– Seja educada , e por favor , não banque a piadista. — Orientar Alexsandra com seu tom suave mas ao mesmo tempo superior.

Fechei os olhos por um momento , evitando os revirar. Eu era agora uma mulher casada , cem por cento adulta que não precisava ser tratada daquele jeito . Sendo orientada ao ir falar como uma anciã! O cúmulo da paciência ao meu ver.

– O nome dela é Cassandra. Uma das últimas anciãs que tem o poder da visão . — Contou mamãe dando gestos singelos com a cabeça para quem passava por nos.

Abracei meus braços tentando fazer minha blusa de lã dar conta de me aquecer, enquanto ouvia ela. O frio da tarde era anormalmente mais forte pelo vento que uivava pelo campo de uvas.

No final do caminho feito de seixos marrom , aonde formava uma pequena estrada para andar pelo povoado , mamãe virou a esquerda aonde grosas árvores davam início a uma floresta. Entramos por ela encontrando uma trilha de caminho enlamado.

Mamãe apressou o passo se abaixando para não tocar em um dos galos mais baixos , eu fiz o mesmo. No final da trilha , trinta minutos mais ou menos de caminhada. Uma casinha pequena apareceu , como uma casa de waffler , paredes de tijolos vermelhos , uma varandinha com redes de proteção para mosquitos e uma chaminé dava a ilusão da casa de doces de João e Maria. Percebi ao me aproximar mais , que o que parecia doces era flores de todas a cores e tamanhos.

– Ela mora aqui , nos vemos daqui a algumas horas , seu ritual de passagem é antes da meia noite.- Mamãe beijou minha bochecha suavemente , antes de se virar e voltar pelo caminho que viemos.

Suspirando fundo entrei na área plana ao redor da casinha da bruxa. Havia só dois degraus da varanda até a porta , mas quando eu subir um parei completamente paralisada. Era como se meu corpo pesasse toneladas de quilos , e não sessenta , tudo estava paralisado a não ser meus olhos que piscavam rapidamente. Tentei mover meu pescoço , mas nem isso me foi possibilitado.

– Uma bruxa nova pelo visto. — A voz feminina e rouca , parecia carregar as palavras em demasia demora. — Porque todas elas sabem que ao entrar no meu espaço precisam se anunciar.
Passos arrastados ao meu redor me deixaram apreensiva. Eu me sentia um ratinho pronto para se preso por uma cobra. No meu campo de visão cabelos brancos em um rosto cheio de rugas me prenderam com um olhar duro , em olhos pretos. A bruxa levantou a mão , e estalou os dedos me fazendo cambalear nas minhas pernas duras.

– Boa tarde para você também . — Resmunguei irônica sem me controlar.

A senhora franziu o cenho em completo desagrado. Me lembrei das recomendações da minha mãe de ser uma garotinha educada , mas não conseguir me controlar. Ela havia me enfeitiçado sem nem me tocar ou falar nada , eu deveria ter medo de uma anciã que atirava antes de olhar, mas não tive.

– Você esta atrasada. — A senhora soltou com um sorrisinho de lado me pegando completamente de surpresa.Levantei a sobrancelha em uma pergunta muda e ela sorriu mais largamente. — Acha que eu não sabia que viria Anabella Mikaelson? Todos que entram ao redor da minha casa , entram no meu campo de visão.

– Que tipo de visão? — Os olhos apertados dela , tanto pela idade quanto pela aparência não pareciam ver de tão longe.

– Acho que você sabe que tipo de visão eu tenho. — Cassandra girou nos calcanhares e entrou na varandinha abrindo a porta , e não a fechou para me esperar passar primeiramente. — Vamos tomar um chá enquanto conversamos.

A área interna do chalé era pitoresca , para não dizer o mínimo. Não dava para saber aonde era a cozinha , o quarto ou a sala. Era uma mistura de móveis , e Totens de madeira representativos. Era como grandes estátuas de tocos de árvores , todos feito a mão. A senhora passou por min e foi até o final do chalé , se acachou e começou a mexer em um forno a lenha. Me aproximei de forma tímida de uma das estátuas que era cerca de cinco palmos maior do que eu. Nas luzes de lamparinas de velas tudo criava grandes sombras. Nenhuma janela estava aberta.

– Esse é Ferbos , o senhor do medo. — Contou Cassandra tão perto de min , que eu só não me assustei por ter um vampiro como marido. Mas lá no fundo da minha mente me perguntava com ela podia ter andado tão rapidamente, e sem fazer barulho para uma senhora de mais de cinquenta anos. — Meu preferido.

– Porque? — Perguntei encarando o Totem de largo nariz reptiliano , grandes olhos vesgos , e cabeça quadrada.

– Porque todos tem medo , e quando você anda de mãos dadas com o seu , ele se torna seu trunfo. — Cassandra sorria com seus lábios finos rosados para a estátua , com certa admiração psicopata.

Tirei os olhos dela , para me sentar ao pé da cama de peles , enquanto ela voltava a fazer seu chá.
– Minha mãe disse que a senhora sabe utilizar a magia da visão futurística. — Resolvi começar a conversa por aquele tópico , ou seja o tópico principal de eu esta ali.
– Sua mãe esta certa. — Cassandra remexia na pequena panela, em cima do fogão a lenha , folhas verdes na água que estava a ponto de ferver. — Eu nasci com esse dom sabe, mas não soube o usar para o bem do nosso coven , por isso estou aqui , presa e envergonhadamente inutilizada.

Pensei em falar que sentia muito , mas não conseguir me expressar. Ao meu ver todas as mulheres que estavam ali, era por que mereciam , menos Isís é claro. Nossa preciosa cidade natal , era composta por leis que precisavam serem seguidas. Então , não , eu não sabia o que falar para ela.

– Eu também nasci , mas comecei a tomar Polux …

– Para impedir que você enlouquece-se? — Perguntou Cassandra coando a água do chá na pequena pia de mármore.

– Eu era uma bruxa muito rebelde na minha adolescência , não queria ser tão diferente assim. — Não sabia se minha explicação chula a convenceu , mas ela não pareceu se importar.

Ficamos temporariamente em um silêncio agradável , até que ela me ofereceu em uma cumbuca pequena de casca de coco , um pouco de chá. Não ousei perguntar o porque daquilo , nem tão pouco do que era aquele chá. Cassandra com seus olhos tão frios e distante , como buracos negros parecia o tipo de bruxa que não gostava de perguntas idiotas. E eu já me sentia idiota de esta ali pronta para lhe pedir ajuda , quando nem mesmo a conhecia.

A senhora se sentou na minha frente , puxando uma cadeira de balanço , e começou a tomar o chá. Fiz o mesmo sentindo o gosto diferente pinicar minha língua. Era como morangos , café e alecrim. Com muitos outros gosto. Exótico.

– Todas fomos rebeldes em algum momento da nossa vida. — Ela passou os dedos ao redor da sua cumbuca e tomou seu chá quase em um só gole. — Quando você quer começar?

Sentindo a surpresa da oferta me tocar no rosto , como um soco . Fiquei de boca aberta.

– Vai me ajudar? — Perguntei falando cada palavra arrastada e desengonçada.

– Eu não tenho muito o que fazer aqui , então porque não?! — Rebateu a senhora. — Vamos começar com umas perguntas simples sim? — Balancei a cabeça afirmativamente. — Suas visões , quando ocorrem?

– Bem , eu tenho sonhos ...- Cosei a garganta e deixei de lado o chá. Queria me focar . — Mas nesses sonhos , que eu acho que são visões , as coisas não acontecem exatamente como eu vejo.

– Porque não são. — Garantiu Cassandra com um dedo em riste , me dando obviamente minha primeira lição. — Você não canaliza o que quer ver quando dorme. Simplesmente se abre a novas possibilidades. Um sonho nada é do que nossos medos , desejos e segredos mais ocultos se revelando. Para bruxas como nos , sonhos são uma brecha das linhas das Parcas.

– Parcas? Tipo as três senhoras que tecem um fio de ouro da vida? — Encarei novamente os Totens ali na sala , me perguntando se aquela bruxa acreditava mesmo naquela mitologia toda.

– Sim , as parcas , Nona, Décima e Morta.– Cassandra apontou para atrás da cabeceira da cama , aonde três Totens muito parecidos tinha os olhos baixos , como se olhassem a senhora dormindo , ou quem quer que se deitasse na cama cheia de peles. — A nossa magia não tem explicação, então porque não acreditar nelas? Não seja tão cética menina , eu sei é delas que o nosso dom vem. Vemos o futuro porque algumas pessoas enrolam seus fios de vida , no nosso destino.

– Tá certo... — Prolonguei as palavras o máximo que pude. Era verdade o que ela disse , eu precisava parar de ser tão cética. Quando se é um bruxa que se casa com o vampiro , o ceticismo não deveria existir. Suspirei fundo abrindo minha mente para a conversa , tentando muito entender tudo.- Elas eram filhas de Júpiter não é mesmo?

– Sim , de Júpiter e de Justiça … Mas nem mesmo o senhor supremo Júpiter pode contestar suas decisões.- A senhora parecia muito mais sombria quando a história do que ela acreditava sobre os seres mitológicos começou.- Nona tece o fio da vida . Décima cuida de sua extensão e caminho , e Nona o corta quando chega a hora. — Ela estalou os lábios e continuou quase como se falasse sozinha , porque nem me encarava , olhava os Totens ao pé da cama com devoção. — O que quero realmente dizer , é que existe estágios para uma Visão realmente ampla acontecer. Você pode querer ver o futuro , mas esta pronta para ele? E o quanto quer ver? Quer ver sua morte ou só alguns minutos de uma hora?

Pensei nas perguntas , e em todas as respostas ; Não! Apareciam. Talvez só na última eu gostaria realmente de poder ver. Só alguns minutos de uma hora estaria perfeito para min.

– Eu tive uma visão uma vez , foi só de alguns minutos além , mas foi perfeita. Como se eu tivesse voltado no tempo . — Contei me lembrando do dia do meu casamento , de Elijah não chegando ao altar da cerimônia , e Mikael o tentar matar.

– Envolveu outra pessoa? — Cassandra se voltou para me encarar , visivelmente curiosa agora.

– Sim , envolveu. — Não quis contar mais detalhes e sinceramente minha voz já estava embargada.
Era como se eu estive meio grogue , pisquei algumas vezes me forçando a focar no que acontecia.

– Então você tinha algum objeto da pessoa , e o canalizou sem querer. — Disse ela com a testa enrugada de forma pensativa. Levantei a sobrancelha não entendendo. — Ver o futuro de algumas pessoas , usando um objeto é uma forma até famosa de trabalho não acha?

– Como videntes? — O termo me pareceu incorreto , mas tudo naquela conversa era levada a um caminho confuso que eu não sabia que poderia existir.

– Sim videntes. — Cassandra deu de ombros e sorriu de lado. — Eu posso te ensinar a ver o futuro dessa forma , alguns minutos de uma hora , com um objeto sendo canalizado. Mas é claro que toda magia tem seu preso.

Cruzei os braços no meu peito , encarando o chão de madeira , enquanto pensava.

– Que tipo de preço? — Perguntei curiosa e receosa.

– Um pouco de seu precioso tempo para começar. — Cassandra sorriu quase de forma agourenta , e se inclinou a min , pegou minha mão direita e tocou minha aliança. — Vamos começar a praticar?

– Tudo bem...

Antes mesmo de terminar a falar uma dor aguda envolveu meus dedos , e pinicou em minha pele pelo braço , e finalmente chegou ao corpo todo , gemi de dor e cair na cama, mas sentir que cair em um piso duro e frio. Fechei meus olhos por um momento e depois o abrir com certo peso adicionado. Quando me sentei para reclamar com Cassandra sobre seus métodos de ensinamento o que vir me deixou pasma.

Eu estava dentro de um dos corredores do complexo de Nova Orleans , o casarão cheio de velas nunca me sairia da cabeça. Me levantei calmamente , e vir que ao redor da minha aliança , meu dedo estava avermelhado. Ótimo eu estava canalizando um objeto compartilhado de Elijah.

Depois de dias sem vê meu marido aquilo era até aceitável , se não doesse tanto. Respirei fundo , massageando minha mão direita , aonde a ardência era maior ,e seguir pelo corredor escuro , aonde a sala de jantar estava aberta.

Klaus estava de costas para min , acendendo algumas velas com um palito de fósforo. Ele usava um terno bem cortado , como eu nunca tinha visto ele usar.

– Precisamos mesmo nos vestir assim? — A pergunta para a sala , fez meu coração disparar .

Será que ele me via? Mas um batuque suave de passos me fez girar o corpo. Lá estava Elijah tão sofisticado quando eu me lembrava. Ele caminhou , passando por min , e foi até o lado do irmão , aonde colocou algumas taças de vinho no meio da mesa posta.

– Aparência é uma forma de respeito , Niklaus. — Recitou Elijah como um lorde Inglês. — Teremos mais chance de mamãe demonstrar as verdadeiras intenções.

– Duvido que ela abaixe a guarda só porque eu estou vestido como um advogado. — Klaus colocou suas mãos dobradas em cima do encosto da cadeira de cento.

– Precisamos de qualquer vantagem possível , Niklaus. — Elijah ajeitou alguns pratos , observando minimamente tudo.

– Como uma esposa bruxa por exemplo? — Soltou Klaus em clara irritação.

Elijah levantou sua cabeça e encarou o irmão , como quem encara uma criança mimada.

– Se tiver algo para falar , sugiro que fale logo , irmão. — Recomendou o moreno calmamente com um sorrisinho mínimo de deboche nos lábios.

– Você casou com uma bruxa poderosa irmão, nem mesmo eu tenho como negar isso. — Klaus levantou os braços ao redor do corpo , como quem se rende. Mas seu rosto era duro. — Era para ela esta aqui , nos ajudando a lidar com Esther , nos ajudando a fazer picadinho do novo corpo dela.

Sentir um gosto estranho no meu paladar , como ferro e sal. Me sentindo tonta , me segurei na parede , e ouvir uma nova pessoa entrar na sala. Seu rosto negro , com grandes olhos escuros tinha um ar de arrogância , como os outros ele se vestia da melhor forma possível.

– Vocês dois não mudaram nadinha. — Um riso rouco veio do homem. Klaus se endireitou , com um sorriso mínimo. — Linho e ceda não escondem a autocomiseração patética. — Apontou ele para Elijah que obviamente não estava acostumado com alguém falar assim com ele. Todavia ele continuou como se esperasse pisar em um tablet do chão , seguro e sem uma bomba. — E você . — Se voltou o negro para Klaus, que levantou a sobrancelha esperando. — Apesar da fachada arrogante ,ainda é o mesmo garotinho paranoico , cheio de ódio e medo.

Elijah caminhou como um predador até a ponta da mesa , aonde o negro nem piscou o encarando.

– Perdoe-me , creio que ainda não tive o prazer.- Disse meu marido.
– Quer dizer que não me reconhece? — O homem estranho riu debochadamente. — De mais para os eternos laços familiares não é? Sempre e, de fato , para sempre.

Klaus pareceu ofegar , e mordeu seus lábios balançando a cabeça e chamando a atenção dos dois. E disse:

– Já faz muito tempo , Finn.

A última coisa a risada falsa do tal Finn, depois cair de novo , mas agora na cama , e no meu corpo. Ofeguei alto , e tossir tentando respirar. Meu nariz pingava sangue como uma torneira. Havia uma toalha estendida para min , que a peguei rapidamente.

– Você ainda tem muito que aprender. — Sussurrou Cassandra , com os olhos distante, aparecendo no meu campo de visão.- Mas precisa dormir um pouco.

Não recusei a ordem , me sentia tão fraca. Tão dolorida , que logo me deitei na cama , sentindo meu nariz arder , mas o sangue estancar. As parcas me encaravam enquanto eu piscava , e antes de os fechá-los completamente para dormir , os três Totens pareciam senhoras em vestidos marrons , sem rosto.

Notas finais
Diga de Leitura: Deem uma olhadinha nessa fi okay ;) Acho que precisamos motivar novos leitores por aqui! http://fanfiction.com.br/historia/598292/Anne_Kenner_so_uma_loba/ Beijos e até logo!