Notas iniciais
Desculpem a demora :~~
Tava querendo melhorar o capítulo, mas não veio ideia e vou postar assim mesmo hehe
obs.: não revisei ;p

Quando acordou, Rachel virou para o lado e viu John ainda adormecido. Levantou silenciosamente, colocou seu casaco e arrumou o cabelo. Após isso, foi para a cozinha onde Paul estava.

- Bom dia – ele disse segurando uma xícara de café na mão. Estavam de roupão, com o cabelo mal arrumado e encostado no balcão.

- Bom dia, Paul.

- John?

- Tá dormindo ainda, daqui a pouco eu o chamo.

- Hm – ele concordou. – E você, pensou no que eu te disse ontem?

Rachel parou o que estava preparando e fitou Paul nos olhos, com uma expressão de curiosidade.

- Você sabe – ele continuou. – Sobre o que eu te falei.

- Não, eu não pensei e não sei se quero pensar, Paul. Eu amo John e pretendo me manter fiel a ele, sempre.

- Tudo bem, mas se prepara. John acorda de ressaca mal humorado, bebe praticamente todo dia, fuma e...

- Paul – ela interrompeu. – Pára com isso!

Ele apenas assentiu com a cabeça, vendo que já estava exagerando no que estava falando.

John chegou à cozinha, passando a mão no rosto. Ele deu um beijo em Rachel e cumprimentou Paul com um gesto com a cabeça.

- O que eu fiz ontem?

- Bebeu – Paul falou virando-se para pegar mais café. – Pra variar! – Ele resmungou.

- E por que viemos pra cá?

- Eu não sabia o que fazer e a casa dele era a mais perto, John.

John a abraçou assentindo com a cabeça. Obviamente, Paul estava se mordendo de ciúmes e resolveu interromper.

- Vocês vão ao jantar do Ringo hoje à noite?

- Ah – John falou um pouco confuso – claro!

- Acho melhor irmos pra casa. Você deve estar cansado – Rachel disse a John.

Ele assentiu e ambos se despediram de Paul.

-

Quando chegou a noite, Rachel começou a se arrumar. Tomou seu banho calmamente e colocou um vestido escuro. Arrumou seu cabelo e foi para a sala esperar John que iria passar na casa dela para irem juntos.

A campainha tocou e ela saiu do apartamento, chegando ao térreo, viu John parado à frente do carro. Deu-lhe um beijo demorado e ambos entraram nele. O motorista deu partida logo em seguida.

- Você está linda – John disse passando o braço ao redor do ombro da garota.

Chegando ao restaurante, se dirigiram a mesa onde os Beatles estariam. Era um restaurante caro e bonito, havia poucas pessoas lá dentro e tocava uma música clássica ao fundo.

- Vou até o banheiro lavar as mãos. Já volto! – Rachel falou com um sorriso.

Ela levantou, arrumou seu vestido e foi caminhando lentamente até o banheiro feminino. Quando entrou, se dirigiu a pia e a abriu, lavou suas mãos e quando pegou o papel para secar, ouviu a porta sendo aberta. Ignorou, obviamente, mas ficou curiosa quando viu que alguém havia a trancado e tirado a chave. Ela virou confusa e parou bruscamente quando viu quem era.

- P-Paul? O que você está fazendo aqui?

- Vim te pedir algo – ele disse caminhando mais pra perto dela. – Vim te pedir um beijo.

- Eu não vou fazer isso – ela falou à medida que ele se aproximava dela.

- Por quê? Não há nada que te impeça – Paul chegou perto dela e colocou uma mão em sua cintura – e nem adianta tentar fugir, a chave está comigo e só te devolvo quando você me der um beijo.

- Aé? – Rachel deu um sorriso malicioso no rosto e, com sua mão, abriu o cinto da calça de Paul. Ele soltou um gemido e ela aproveitou a distração para pegar a chave.

- Dê um tempo, não quero causar desconfianças a John – ela falou com um sorriso vitorioso em seus lábios.

- Isso foi jogo sujo!

- Foi você quem começou.

Rachel colocou a chave e a virou, saindo do banheiro logo em seguida.

Quando chegou a mesa, sentou ao lado de John, que passou um braço ao redor do ombro dela e deu um sorriso.

- Onde está Paul? – George disse olhando em volta.

- Não o vi – Rachel respondeu enquanto tomava um gole de seu vinho.

- Rachel, eu terei que ir pra Liverpool daqui a pouco... Tia Mimi passou mal e irei visitá-la, tudo bem?

- Er... Claro. – ela concordou dando um sorriso simpático.

Paul chegou à mesa e se sentou também.

- Quem terá que o quê? – ele disse se ajeitando na cadeira.

- Eu terei que ir pra Liverpool daqui a pouco, irei visitar Tia Mimi.

Paul assentiu com a cabeça, não dando muita importância ao que John falava.

-

Depois do jantar, todos foram para suas devidas casas. John havia ficado na estação para ir pra Liverpool e só voltaria dois dias depois.

Rachel entrou em seu apartamento e percebeu que havia deixado seu casaco no restaurante, xingou o mundo por isso e resmungou mais ainda quando o telefone tocou.

- Alô? – ela disse sem interesse e uma voz que ela bem conhecia a pegou de surpresa.

- Estou com seu casaco aqui em casa, vem buscar ou ele é meu! – a pessoa do outro lado da linha riu.

- Vou passar ai daqui a pouco. Até mais. – ela respondeu e respirou fundo. Lá ia ela, na casa de Paul... Novamente.

Ela pegou suas chaves, abriu a porta calmamente e saiu. Estava com algum pressentimento, não sabia se era ruim ou bom, mas estava tendo.

Quando chegou à frente do prédio de Paul, respirou fundo e subiu as escadas devagar. Parou a sua porta e tocou a campainha.

Paul a abriu, ele ainda estava com o terno do jantar, porém com a gravata mais solta e andando descalço. Quando a viu, ele soltou um sorriso.

- Boa noite, Rachel – e soltou mais um daqueles sorrisos sedutores.

- Oi, Paul... Er, cadê meu casaco?

- Entra, vou buscá-lo – ele disse entrando na sala.

Ela o acompanhou e encostou a porta atrás de si. Ficou aguardando em pé, até Paul voltar com seu casaco em mãos.

Ele estendeu o braço para entregar e ela o pegou. Agradeceu e virou as costas para ir embora.

- Você sabe que você não esqueceu o casaco sem querer no restaurante, certo?

- O que você quer dizer? – Rachel disse voltando a virar para ele.

- Eu o peguei, eu queria uma desculpa para que você viesse aqui. – ele falou fitando o chão e depois voltando a olhá-la.

- E por que isso?

- Porque eu te preciso – ele disse aproximando-se dela de deixando os rostos separados por apenas alguns centímetros.

- E-eu tenho que ir – Ela foi até a porta e antes que conseguisse abrir, Paul passou a mão ao redor de sua cintura, ela simplesmente se rendeu àquele toque.

Ele beijou o pescoço da garota enquanto sua mão deslizava por sua barriga. Ela virou para ele, sendo pressionada de costas para a porta.

- Paul – ela respirou fundo – eu não devia...

- John não vai aparecer e ele não precisa ficar sabendo – ele a olhou com os olhos amendoados cheios de esperança e deu um sorriso.

Ela continuou com uma expressão séria em seu rosto.

- Olha – Paul disse – se você não quiser, podemos fingir que isso nunca aconteceu.

Rachel olhou para o chão sem graça. Naquele momento, não sabia exatamente o que queria ou não. Naquele momento ela não conseguia pensar em nada além de Paul e o desejo incontrolável que nascia dentro dela, por mais que quisesse se manter fiel a John. Mas quando ergueu os olhos para olhar o rosto perfeito a sua frente, o rosto que conhecia desde a infância, sentiu que já era tarde.

- Foi o que eu pensei – Paul continuou após ver a demora de uma resposta dela.

Ele voltou a beijar seu pescoço enquanto a garota passava suas mãos pelos cabelos dele. Paul passava suas mãos por toda a extensão das costas de Rachel, chegando ao zíper de seu vestido e puxando lentamente para baixo.

Paul a carregou para o quarto e a pousou na cama, tirando sua camisa e sua gravata logo em seguida. Deitou-se por cima dela e começou a dar beijos mais intensos.

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Quando Rachel acordou, estava encostada ao peito de Paul. Ele a acariciava e estava sorrindo.

- O que vai acontecer após isso? – ela disse, sabia que seu mundo já estava mais que bagunçado após o que acabara de acontecer.

- John não precisa saber de nada.

- Você sabe que não é tão fácil assim. Eu te amo, eu amo John. Eu estou confusa demais e agora mesmo que tudo virou de cabeça pra baixo. Já não sei mais o que fazer.

Paul ficou em silêncio e apenas abraçou a garota mais forte. Sabia que era complicado demais para ela, apesar de desejar acordar todos os dias como acordara agora. Sabia também que John iria voltar daqui a pouco, que Rachel não lhe pertencia, que ele nada podia fazer.

Ela sentia a respiração dele no topo de sua cabeça, naquele momento, tudo passava em sua cabeça. Possibilidades, dúvidas, incertezas. Não bastava estar apaixonada – o que sempre que acontecia com ela, dava algo errado – tinha que se apaixonar por DOIS ao mesmo tempo. Melhores amigos... dois Beatles.

Notas finais
gostaram? :]