You Really Got Me

21 Me desculpar ou não me desculpar, eis a questão.


Notas iniciais
Oi gente linda! Como estão vocês?
Eu sei, o nome do cap. tá horrivel...
E eu sei que eu demorei de novo, pois é...
Eu tive 237648376 duvidas se postava esse cap. assim, ou se editava de novo...
Mas acho que dessa vez ficou bonzinho... Eu acho, ainda tenho dúvidas... Mas só postando pra saber, não é?
E eu preciso dizer, sempre que eu ganho uma recomendação, eu acho que é a ultima, mas vocês SEMPRE me surpreendem!!
Muito obrigada a MiStyles e a Chloe pelas magnificas recomendações, vocês alegraram o meu dia! *u* Muito obrigada, mesmo ♥
E nós chegamos aos 400 reviews! Vocês não sabem o quanto isso me deixa feliz, é felicidade demais pra explicar! Eu queria poder abraçar cada um de vocês! *u*
Bom, chega de conversa e vamos ao capitulo!
Alguém aí gosta de Larry? :3 ASHUAHS
Ah, se o capitulo ficar estranho, é porque o Nyah tá esquisito aqui... Oo' Mas aí eu arrumo!
Nos vemos nas notas finais!
Boa leitura (:

Louis POV



Já eram praticamente 20hrs daquela mesma sexta-feira e eu estava com fome.

Depois de “brigar” com o menino dos cachos, eu resolvi vir para o meu quarto e jogar um pouco de vídeo game. Claro, eu poderia ter jogado na sala de estar com o volume no máximo quanto eu pedia pela morte do meu adversário aos berros, mas na verdade eu queria evitar os olhos verdes de Harry.

Eu estava com um sentimento pouco conhecido pela minha pessoa. Se era pena, remorso ou arrependimento eu não sabia, mas que isso estava me matando por dentro, estava.

Eu não sei, mas algo dizia para eu parar de ser tão orgulhoso e pedir desculpas, por mais que essa ideia não me agradasse. Oh, e não agradava nem um pouco.

Se aceitar as diversas desculpas era difícil, imagina se desculpar!

Mas eu queria tanto abraça-lo. Oh Deus, como eu queria abraça-lo e deitar o seu rosto que carregava aquela expressão tão triste no meu ombro.

Nossa, quanto drama. Nem me reconheço.

Resolvi parar os devaneios e levantar quando meu estômago roncou pela quarta vez. Larguei o controle do vídeo game em cima de uma das várias almofadas que estavam espalhadas pelo chão do meu quarto e sai do mesmo, seguindo pelo corredor. Ainda no segundo andar eu pude ver Harry sentado no sofá, trocando de canais incansavelmente enquanto uma expressão de tédio pairava no seu rosto. Suspirei fundo e desci as escadas.

– Harry? – Chamei, parando no terceiro degrau da escala, de baixo para cima. – Eu estou com fome, você – eu ia continuar e perguntar se ele também estava, mas ele me cortou de imediato:

– E eu tenho cara de cozinheiro por um acaso?

Ui, a sua mãe levou a sua educação com ela para Miami?

– Para a sua informação, pessoa com uma educação exemplar, eu ia te perguntar se você também estava com fome, aí eu estava pensando em pedir uma pizza. – Desci os outros três degraus, indo em direção à sala. – Você está com fome?

Ele me olhou sério, finalmente parando de trocar de canal, deixando no canal de desenhos que passava Bob Esponja. Ele pareceu pensar por alguns instantes e virou o rosto para a televisão de novo.

– Não, não estou com fome. – Falou ríspido.

– Olha, Hazza. –Chamei, sentando-me ao seu lado. — Eu... err... assim... hum... – Comecei, e ele me olhou de novo, com ar de confusão.

– Hã?

– Eu andei pensando, pensando muito, para ser sincero, eu acho que fui um pouco irracional. – Franzi a testa e crispei os lábios. Só Deus sabe como quilo era difícil de dizer.

– Irracional? Por quê? – Em cinco segundos ele se tornou extremamente interessado no que eu tinha a dizer, virando o corpo para mim e me fitando curioso.

– Porque eu agi de uma maneira um pouco infantil. – Abaixei a cabeça, encarando o tapete da sala.

– Oh sério? – Ele falou e eu juro que senti um pequeno sarcasmo em seu tom de voz.

– Olha, eu não quero ficar essas duas semanas brigado com você, vai ser insuportável nós dois ficarmos de birra, e essas duas semanas já serão bem difíceis para mim. E eu parei para pensar no que você falou sobre a Els e... – Parei. Prendi o ar nos pulmões, pensando se falava isso mesmo ou não. Fechei os olhos e soltei o ar, derrotado. Era isso ou nada. Então completei: — Okay, eu acredito em vocês. – Fitei o chão novamente.

– Vocês? – Arqueou apenas uma sobrancelha.

– É, você e o Niall, que ficava falando toda hora que o beijo foi uma brincadeira e nunca mais aconteceu nada igual.

– Então isso é um pedido de desculpas? – Levantei os olhos e ele me fitava com aquela expressão engraçada que você fica quando quer rir, mas não pode.

– Sim, eu estou pedindo desculpas. – Revirei os olhos. – Desculpas por não confiar em você, por fazer drama, como você disse – não pude evitar girar meus olhos em desgosto de novo, pois eu não concordava com essa parte – e por achar que eu era o único sofredor da história, quando na verdade eu sempre te deixava triste. – Suspirei. – Desculpa por beijar a Eleanor na sua frente direto nessas duas semanas, porque sim, eu fazia de propósito. – Cocei a nuca, sorrindo sem graça. Harry levantou apenas um canto da boca, balançando a cabeça negativamente e fechando os olhos.

– Eu devia fazer um puta drama e ficar duas semanas sem falar com você. – Falou, e eu imediatamente arregalei os olhos, espantado. – Mas eu não conseguiria, de qualquer modo. – Riu fraco.

– Então, você me desculpa? – Perguntei.

– Só se você pedir desculpas para o Zayn, coisa que você ainda não fez.

– Poxa Harry, é difícil dizer “sim, Louis, eu te desculpo, venha dormir comigo essa noite!”? – Perguntei indignado, e ele riu fraco.

– Eu deixo você dormir comigo se você pedir desculpas para o Zayn. – Falou, levantando os ombros.

– ‘Tá jogando sujo!

– Eu ainda não te desculpei...

– Okay, Styles, eu peço desculpas! – Levantei os braços, num gesto de desistência.

– Ótimo, agora liga e pede uma pizza, porque eu estou morrendo de fome. – Riu, mordendo apenas a pontinha da própria língua, deixando-a para fora da boca. – Eu estou morrendo de fome, só estava agindo como você e sendo infantil. Mas na verdade eu estava a ponto de assaltar a geladeira de vocês.

– Seu bobão. – Falei, rindo e levantando, indo em direção a mesa de canto que havia entre dois sofás e pegando o telefone fixo.

Liguei e pedi duas pizzas, uma de calabresa e uma de coração – eu definitivamente não sabia escolher um sabor – e disseram que em meia hora, no máximo, eles já estariam na porta da minha casa. Ótimo, é o nosso primeiro dia sozinhos e nós já vamos morrer de fome.

– Meia hora e a nossa comida chega. – Falei, sentando ao lado do Curly de novo.

– Não! Meia hora?! – Dramatizou. – Eu vou morrer até lá, Louis!

– Sinto muito, mas o jeito é esperar. – Levantei apenas um canto da boca, olhando-o consolador. Harry fez bico e chegou mais perto, deitando a cabeça no meu ombro de um jeito dramático e fingiu choramingar. Ri, passando um braço por trás de sua cabeça e levei minha mão aos seus cachos, brincando com os mesmos.

Ficamos algum tempo em silêncio. Harry havia pegado o controle remoto de novo e trocava de canal compulsivamente, enquanto eu tinha mais uma guerra interna comigo mesmo. Então resolvi perguntar logo o que estava me sufocando.

– Hazz? – Chamei, e ele apenas murmurou algo, me dando atenção. — Você gosta do Zayn? – Perguntei, e ele me olhou. – Seja sincero.

– Claro que gosto, nós somos bons amigos. Assim como eu e o Liam. – Deu de ombros. Fitei-o sério, e ele sorriu largo, rindo logo depois.

– Não brinca. Você sabe o que eu quero dizer. – Dei um tapa na parte de trás da sua cabeça, e ele apenas riu mais.

– Não, Louis, não gosto. Deus, eu vou ter que desenhar? – Revirou os olhos. – É só brincadeira do Zayn, se você não fosse tão chato e fosse nosso amigo, veria que ele sempre age assim, e agiria com você também.

– “Se você não fosse tão chato...” – Imitei-o, fazendo graça com a sua voz. Harry me olhou sério, mas não conseguiu segurar o sorriso e soltou um “babaca” entre o riso fraco. Ficamos mais alguns segundos em silêncio, mas eu retornei as perguntas: – Você não ficou com raiva de mim?

– Eu fiquei me sentindo mal no começo, porque eu queria ficar com você enquanto você tinha as suas “crises existenciais” por causa da sua família, mas no fim acabei virando só mais um dos seus problemas. – Ele encarou suas mãos enquanto brincava com as mesmas. – Mas aí os dias foram passando, você foi ficando cara vez mais idiota e eu fui ficando com raiva. Tanto que explodi mais cedo.

– Eu só... Não sei, eu sinto muito ciúmes de você, eu não consigo controlar. Só... Oh, isso vai soar mais gay do que eu gostaria, mas eu preciso de você; você me faz bem. – Dei de ombros, e ele levantou o olhar até o meu rosto, sorrindo bobo. – Eu só tenho tanta insegurança, sabe? Meus pais praticamente me trocam, não só a mim, como as meninas também, pelo trabalho, e a ideia de você me trocar também logo quando finalmente ficamos próximos de novo não me agradou.

– E a Eleanor? – Perguntou. — Ela não te faz bem? – Arqueou as sobrancelhas, e um pequeno sorriso maldoso surgiu em seu rosto.

– Eu... Eu não sei. – Olhei para o nada, confuso. Suspirei e completei com o que passou pela minha cabeça. — Eu não sei o que fazer com aquela garota. Não vamos falar sobre ela agora.

– Okay, você quem sabe. – Ele deu mais um dos sorrisinhos dele, me fazendo sorrir também. – Lou, o que aconteceu com a gente? Sabe... Ham... Bom, você sabe. – Suas bochechas coraram.

Oh, se ele soubesse que é isso que eu venho tentando entender há dias!

– Bom... – Crispei os lábios, pensativo, e sorri quando lembrei as palavras da minha mãe. – Uma pessoa disse pra eu não tentar entender, Harry, que isso não se entende, se sente. – Falei e me senti um idiota ao tentar repetir as palavras da minha mãe. – Que ridículo.

– Eu gosto do que eu sinto. – Falou e deu de ombros, se arrumando no sofá, sentando-se de lado no mesmo e ficando de frente para mim. – Eu gosto, mas eu não gosto, para ser preciso. – Fez uma careta confusa.

– Eu sou um babaca às vezes, né? – Ri.

– Yeah, que bom que você sabe! – Falou, rindo.

– Vem cá. – Virei de frente para ele também e puxei-o, passando meus braços pela sua cintura, e Harry envolveu meu pescoço com seus braços, completando o abraço. – Curly! – Escorei meu queixo em seu ombro e apertei o abraço, fazendo Harry rir e resmungar alguma coisa sem nexo.

– Lou, se você me quer vivo, acho melhor me soltar! – Falou.

Ri anasalado e afrouxei o abraço, levantando o rosto e fitando-o nos olhos. Não é querer me achar, mas ele tinha aquele pequeno brilho nos olhos de novo, e eu acho que é por minha causa. Só acho...

– Posso colocar mais um galho na cabeça da Calder? – Harry perguntou, mordendo o cantinho do lábio inferior num sorriso sapeca. Eu gargalhei.

– Daqui a pouco ela não passa na porta! – Falei ainda rindo.

– Melhor ainda, mais um motivo pra isso. – Completou.

Senti a mão de Harry chegar a meus cabelos, passando seus dedos entre os fios. Eu estava, digamos que, hipnotizado pelos seus olhos, que fitavam os meus intensamente. Suspirou fundo, passando a língua nos lábios e deixando os mesmos entreabertos logo depois, e eu encarei aquele gesto como um convite. Juntei nossos lábios.

Percebi Harry soltando mais um suspiro quando colei nossas bocas, e aproveitei que seus lábios ainda estavam levemente entreabertos e aprofundei o beijo. Eu acho que, como o Harry, deixei um suspiro escapar, mas não posso garantir.

Ficamos assim por algum tempo, — não sei ao certo quanto — apenas abraçados e juntos por um beijo que eu estava desejando há duas semanas. Harry era diferente, eu não sei dizer o porquê, mas as poucas vezes que havíamos nos beijado já tinha me desacostumado, e beijar Eleanor parecia algo realmente sem graça.

Styles nos separou devagar, depositando dois estalados selinhos no final, e sorriu largo, mostrando aquelas amáveis covinhas.

– Maldito ar que acaba. – Falei, fazendo Harry rir fraco.

– Eu até continuaria, mas eu não tenho forças. – Dramatizou novamente, largando o peso do seu corpo sobre mim. Depois que eu sou dramático. – Estou faminto, boo.

– Como você é dramático. – Ri.

– É sério Lou, eu–Meu Deus, a campainha! – Começou a explicar, mas cortou o assunto quando ouviu a campainha tocar. – Vai pegar a carteira, eu vou abrir a porta! – Falou e me puxou pela mão, nos levantando do sofá. – Eu vou comer! – Me deu um selinho e correu em direção à porta.

Eu apenas ri da emoção dele e segui para a escada, pois tinha deixado a carteira no meu quarto. Subi a escadaria sorrindo extremamente bobo, afinal tudo havia terminado bem. E eu nem acreditava que ele tinha aceitado as desculpas. E muito menos que eu havia mesmo pedido desculpas!

Eu sentia como se um peso enorme tivesse saído das minhas costas.

Peguei a carteira rápido e desci as escadas correndo. Eu não sabia se o meu estômago estava daquele jeito por fome ou se era os tais elefantes dançando tango que minha mãe havia dito, mas na verdade, eu nem queria saber!


Notas finais
Então, gostaram do cap.? :3
Eu espero MUITO que sim!!
Eu queria retratar bem o quão difícil era para o Louis pedir desculpas, mas não sei se consegui =/
Ah, e daqui a pouco já aparece o resto das personagens tá, não se preocupem! AUSHAUSHUA
Vejo vocês nos reviews? *u*
Até o próximo!
BJO BJO BJO