You Really Got Me
20 Bon Voyage!
Notas iniciais
Desculpa a demora galera, a criatividade tá em falta aqui ultimamente -.-'
Eu acho que escrevi esse cap 3 vezes, ia tudo pra lixeira, e no fim saiu essa coisa aí...
Enfim, pra me alegrar eu tenho que agradecer a Snoow pela recomendação!! Muuuuuuito obrigada!! ♥
E eu tenho que dizer que amei isso: "You Really Got Me, faz jus ao seu nome e "te pega" de jeito (termo feio, mas é verdade)." UAHSUAHSUAHS *U*
Nos vemos nas notas finais, sim?
Boa leitura!
DUAS SEMANAS DEPOIS
Sexta-feira; 17hrs11min.
Louis POV
- Vocês vão mesmo? Porque não ficam em casa? Londres é um ótimo lugar para passar férias, todo mundo vem pra cá. – Falei, deitando na cama dos meus pais enquanto minha mãe terminava de arrumar suas malas.
- Boo, as pessoas que não moram em Londres passam as férias aqui. – Me olhou risonha. – Eu sinto muito meu amor, mas a mamãe e o papai querem ficar longe dessa loucura que é nossas vidas por alguns dias. Tente entender, nós precisamos de uma folga desse mundo louco que vivemos. Você ainda vai ter muitas chances para viajar, você é tão novo ainda.
- Mãe, vocês não entendem. – Falei, sentando na cama com as pernas cruzadas como um índio. – A questão não é viajar para outro lugar, a questão é ficar longe de vocês. Vocês estão me excluindo! Me deixando para trás! Isso é cruel! – Fiz bico.
- Filho, nos perdoe, por favor. – Ela largou seus vestidos de praia e sentou-se na cama à minha frente. – Eu queria muito te levar junto, mas você sabe que não tem como. Com as suas notas, se você ficar fora por duas semanas, tem chances de você repetir o ano. E isso não seria bom para entrar em uma faculdade, você sabe.
- Foda-se a faculdade. – Falei emburrado.
- Olha a boca, Louis. – Repreendeu-me.
- Desculpa... – Girei os olhos.
Ela sorriu doce e passou a mão nos meus cabelos, levantando-se e voltando a arrumar as roupas. Frustrado, eu me joguei na cama, encarando o teto gigante do quarto. Alguns minutos se passaram e minha mãe continuava a colocar metade do armário dela dentro das malas, e eu suspirei, tomando coragem para perguntar uma coisa que vinha me incomodando há dias.
- Mãe, existe amor à primeira vista? – Perguntei e encarei-a, e ela devolveu o olhar confuso. – Tipo, um mês e pouco?
- Um mês não é à primeira vista, querido. – Riu. – Mas eu acredito que sim. O amor não é algo racional, logo não tem uma medida de tempo, intensidade ou algo assim.
- Eu não sei mãe... – Cocei a cabeça, confuso. — Eu não consigo entender!
- Lou, o amor não se entende, apenas se sente. – Sorriu doce. – Mas então, quem é a sortuda? Presumo que não seja a Eleanor, já que vocês estão juntos há quase um ano, e você disse um mês.
- É... É uma pessoa aí, mas isso não interessa. – Balancei minha mão, mostrando que essa parte do assunto podia ser esquecida. – Sabe, eu não gosto desse tipo de coisa, essas coisas que a gente não pode entender.
- Qual seria a magia do amor se você pudesse entender?
- Mãe, pare de falar como se isso fosse um filme da Disney. – Revirei os olhos, e ela deu uma risada divertida.
- Okay... Então vamos dizer que quando você parar de querer entender com o cérebro, você vai entender com o coração. – Piscou, sorrindo sapeca.
- Oh Deus, que pessoa romântica! – Ri fraco. — Eu tenho outra pergunta: tem como confundir os amores? Sabe, confundir amizade com paixão, digamos assim? – Perguntei.
- Com certeza! E digo por experiência própria! Eu conheço o seu pai desde criança, e sempre que eu o via com outra garota, eu me mordia de ciúmes, mas achava isso normal, afinal amigos também sentem ciúme. Mas no dia do meu aniversário de dezessete anos, quando ele me beijou, ah filho, foi mágico! Eu soube naquele momento que eu tinha confundido o meu amor todos aqueles anos. – Sorriu largo, como se lembrasse da cena, e eu sorri pela felicidade dela.
- Bom, eu não se isso ajudou, porque eu estou um pouco mais confuso... – Suspirei derrotado.
- A única que eu posso dizer é para você beijar essa pessoa. Se você sentir uma alegria queimando dentro de você, como se por alguns instantes fosse só vocês dois no mundo, sentir como se elefantes dançassem tango no seu estômago, então há grandes chances de você estar amando. Ou você pode estar doente e se sentir enjoado. – Falou e riu da própria piada; se é que eu posso chamar assim.
- Mãe, deixe as piadas para mim. – Falei. – E se...
- Querida, nós vamos perder o voo, só falta você! – Papai entrou no quarto, apressando minha mãe. Ela sorriu e assentiu, guardando mais uma peça de roupa na mala e fechando-a.
- Bom, acho que é isso. – Ela falou. – E nós vamos continuar essa conversa quando nos voltarmos, mocinho! – Aproximou-se de mim, segurando meu rosto entre suas mãos e depositando um beijo no topo da minha cabeça.
- Eu acho que daqui duas semanas eu já vou saber. – Olhei para baixo. – Mãe, me promete uma coisa? – Peguei suas mãos, entrelaçando meus dedos nos dela, e fiquei sobre meus joelhos na cama. – Me promete que você vai me amar a cima de tudo? A cima de qualquer escolha que eu fizer? – Olhei-a nos olhos.
- Mas é claro que eu prometo filho! Que tipo de pergunta é essa? – Seu olhar era intenso e confuso. – Eu sempre vou te amar, okay? – Me abraçou. – Eu só quero que você seja feliz.
- Obrigado mãe. – Devolvi o abraço, apertando-a entre meus braços. – Eu também te amo. Muito. E disso eu tenho certeza. – Sorri largo e ela também. – Não conta essa conversa para o pai, okay? – Perguntei e ela assentiu, dando uma piscadela.
- Vamos lá embaixo, você tem que se despedir do seu pai e suas irmãs. – Me puxou para fora da cama. – Me ajuda com as malas?
- Claro.
Ajudei minha mãe a carregar as malas para o primeiro andar – e devo observar que aquilo estava pesado e eu quase desci a escada de um jeito mais fácil: rolando – e chegando lá as entreguei para Paul, o motorista da família, que os levaria até o aeroporto.
- Juízo hein filhão. – Meu pai me abraçou. – Não faça nada que eu não faria. E use camisinha, estou novo demais para ser avô. – Sorriu divertido, e eu apenas revirei os olhos, sorrindo envergonhado.
- Filho, a mãe deixou o número de uma amiga ali, caso vocês precisem que limpem a casa. – Olhei para o lado e vi Anne abraçada a Harry, que sorria de olhos fechados e tinha a cabeça apoiada no ombro da mãe. – E eu deixei um pouco de dinheiro também, para você sair e se divertir com os seus amigos. E qualquer coisa ligue para Gemma, eu avisei que ia viajar e ela disse que estaria à disposição de qualquer coisa.
- Mãe, são apenas duas semanas, eu vou sobreviver! – Harry riu doce.
- Eu só quero que você fique bem, meu bebê. – Anne apertou o abraço.
- E eu só quero que você se divirta sem preocupação alguma. – Harry depositou um beijo na bochecha da mãe.
- Eu trago uma lembrança pra você. – Anne beijou a teste de Harry.
- Traga um bronzeado bem bonito, gatona. – Harry riu.
- Ah, Harry, seu bobo. – Anne respondeu encabulada, remexendo o cabelo de Styles.
- Vamos, vamos, se despeçam logo senão iremos perder o voo! – Papai falou apressado.
Beijei minha mãe e as meninas pela última vez e abracei Anne, que também disse para eu ter juízo e para manter o olho em Harry. Eu apenas sorri e concordei, logo depois acenando para a família que entrava no carro.
Eu não acreditava que eles estavam realmente indo sem mim.
Fiquei olhando o carro se distanciar na rua, até dobrar uma esquina e sumir da minha vista. Suspirei e fechei a porta, olhando para o lado e encontrando Harry parado ao lado da porta do armário de casacos, observando o chão como se fosse a coisa mais interessante do mundo.
Eu e Harry não nos falávamos direito desde a discussão no vestiário da escola. Eu fazia questão de olha-lo e virar a cara em seguida, mesmo que a cara triste que ele sempre carrega me parta o coração.
A primeira semana havia sido a mais difícil de conviver, afinal ainda tínhamos que limpar a escola juntos, e eu sentia que Zayn fazia questão de grudar em Harry como cola e sorrir cínico para mim. Mas então nós entregamos o trabalho para a profª de religião e o castigo acabou, fazendo eu me distanciar ainda mais de Harry, que pareceu ficar ainda mais amigo de Malik e Payne. O único que eu realmente mantenho contato é o Niall, que é incrível, e ainda insiste que Harry e Zayn não têm nada.
- Agora somos apenas nós. – Falei e ele me olhou assustado, arregalando os olhos.
- É... – Concordou, crispando os lábios e olhando vago para os lados, como se pensasse em algo para dizer. – Você vai convidar a Calder para vir para cá? – Perguntou.
- Eu não sei... Provavelmente ela aparecerá aí de surpresa. – Dei de ombros. – Por que a preocupação? – Indaguei, seguindo para a cozinha.
- Porque sua mãe disse para eu dormir aqui, no quarto de hóspedes, mas se ela vier, eu vou dormir na minha casa. – Respondeu, e eu virei pra encará-lo, encontrando-o escorado na porta da cozinha.
- Eu acho que hoje ela não vem, mas não garanto os próximos dias. Mas você pode dormir aqui tranquilamente, não vai fazer diferença.
- Mas eu não quero ver vocês dois juntos, por isso eu não vou ficar aqui. – Me olhou sério. – Eu já estou sofrendo bastante com você me ignorando por duas semanas para me torturar observando você e a Calder.
- Eu não estou te ignorando. – Falei, colocando a mão no peito, fingindo estar chocado. Eu estava sim o ignorando.
- Ah, Louis, para com isso! – Cruzou os braços, fazendo uma adorável expressão de birra. – Olha, porque você não fala tudo que está aí dentro e acaba logo com isso!
- Esse é o problema Harry, eu não tenho exatamente nada para dizer. – Falei, me escorando na porta do refrigerador e cruzando os braços.
- Ótimo, vamos continuar fingindo que nada aconteceu. Que nada nunca aconteceu. Nunca! – Harry falava fazendo gestos exagerados e seu nervosismo era tanto que eu podia ver uma veia saltando sob a pele de seu pescoço.
- Harry, calma... – Ri anasalado, levantando apenas uma mão para ele, em sinal de “pare”. – Você está muito estressado.
- Eu só não gosto das suas ceninhas, Tomlinson. Fala que tem algo errado, me xinga, desabafa, só não fica dizendo que nada nunca aconteceu! Você está fazendo drama, “drama queen”, e eu não tenho saco pra isso! – Ele exclamava ríspido, caminhando em minha direção. Arregalei os olhos assustado, descruzando os braços e juntando mais as costas ao refrigerador.
- Harry, se acalme e vamos- aí, Harry! – Falei bravo quando ele tinha se aproximado demais e me empurrado, me fazendo colar ainda mais – se é que era possível – ao refrigerador, e de brinde, batendo minha cabeça com força na superfície de metal.
- Não finge que nada aconteceu há duas semanas. – Ele falou um pouco mais baixo.
- Claro que aconteceu, você beijou o Zayn! – Deixei a raiva escapar, mordendo o lábio inferior com força e me xingando mentalmente.
- Eu não estou falando do Zayn, eu estou falando de nós. – Ele apoiou ambas as mãos no refrigerador, uma de cada lado do meu corpo.
- Eu nunca fingi que nada aconteceu entre nós.
- Foi o que pareceu...
- Você estragou tudo. – Falei baixo, com mágoa, e engoli seco logo depois, sentindo rancor.
- Eu já pedi desculpas; não foi nada demais Louis, olha o drama!
- Para mim foi Harry! Sabe como foi ver você beijar o Zayn? – Perguntei, deixando o orgulho de lado e me humilhando um pouco para ele.
- Sei Louis, eu sei. Eu vejo você beijando a Eleanor todo santo dia! – Falou bravo novamente, como se tivesse ouvindo o maior absurdo da vida dele sair da minha boca.
- Ela é a minha namorada, Harry!
- E eu não namoro ninguém. – Falou, arqueando as duas sobrancelhas cinicamente. Sinto que ele quis dizer algo como: “eu beijo quem eu quiser e você não tem nada a ver com isso, babaca”.
- Ótimo! – Falei, empurrando-o.
- Vão ser duas longas semanas, Tomlinson. – Ele falou, me dando as costas e saindo da cozinha.
- O que você sente quando eu beijo a Eleanor? – Perguntei antes que ele deixasse a cozinha. Harry apenas me olhou sobre o ombro por alguns segundos e virou o rosto para frente novamente, suspirando.
- São tantos sentimentos juntos, Louis, você não entenderia. – E assim ele saiu na cozinha, seguindo para sala.
- Eu acho que entendo perfeitamente. – Falei baixo e sozinho, passando a mão pelos meus cabelos.
Notas finais
Mas ele é necessário...
Eu preciso dividir essa parte do review no BJF com vocês:(sobre o Louis)"ele é carente, por causa dos pais distantes, isso o torna possessivo, e aí ver o Harry beijando o Zayn, deixou ele frustrado e com raiva."
Enfim, não me matem, ou ao Louis, ou ao Harry, eu prometo que vai ficar tudo bem AUSHAUHUASH
E prometo tentar não demorar muito e trazer um cap melhor =/
Nos vemos nos review?
BJO BJO BJO
♥
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