You My Everything

2 Talvez a chatolandia não seja tão chata assim...


Notas iniciais
Como na Spirit já tinha os 2 primeiros capítulos pois eu postei lá a uma semana atrás o primeiro resolvi postar logo o segundo aqui para ficar junto. Lembrando que a fic está presente tanto no Nyah! como na Spirit Social (mesmo autor). Curta a pagina oficial no facebook: /YouMyEverythingOficial

— Você pode se sentar aqui — Sr.Richards disse para ele. — você gostaria de se apresentar?

— Não! — ele respondeu espontaneamente. — Obrigado.

Eu realmente gostaria muito de conhecer o garoto que fez com que eu me arrepiasse da cabeça aos pés.

— Ouvi dizer que você gostaria de compartilhar uma coisa com o grupo Charles. — disse Sr.Richards, Charles é um dos poucos que realmente necessitam estar nesse grupo, o pai dele faleceu recentemente e desde então ele vem se cortando e já tentou se suicidar duas vezes.

— Ah! Sim, eu gostaria. — disse Charles a voz dele está fraca — Para aqueles que não me conhecem, sou Charles Lilcon, o por que de eu estar aqui vocês já sabem, muitos que me conhecem desde a morte ... — ele faz uma pausa e respira fundo. — ... a morte do meu pai sabem que eu venho melhorando muito, e uma das coisas que me dá mais força, depois da minha família é claro, é a cantora Demi Lovato. Quem já ouviu as musicas dela sabe como ela ajuda as pessoas e quem conhece a historia dela sabe melhor ainda, eu acho que nesse momento tão difícil ela é a razão do meu viver.

Algumas musicas também me ajudam bastante, mais parece que o Charles leva isso realmente a serio. Tá eu sei que ele é fã dela mais não há necessidade de falar que ele só está vivo por causa dela, eu sou fã da Selena Gomez e ela não é a razão do meu viver, mais tudo bem, não posso juga-lo.

Eu estava na expectativa de ouvir a voz do Brain de novo, mais ele não disse uma palavra sequer até o fim da reunião.

— Tudo bem pessoal vamos todos dar as mãos e rezar por nós e por todos. — disse o Sr.Richards pegando a minha mão, em todas as reuniões que eu ia ele sempre sentava do meu lado.

Depois de rezarmos, eu me levantei e fiquei esperando o Sr.Richards me levar até o carro de tia Margarett, mas quando uma mão pegou no meu braço, não era a dele, a mão dele era grosa e grande, a mão que pegou meu braço era lisa e macia.

— Posso te levar lá pra baixo? — era a voz, era aquela voz, a voz que tinha um tom perfeito, era a voz do Brian.

— Claro. — eu respondi pegando no braço dele e logo percebi que ele era forte, mais não tanto.

— Brian Kollegan — ele disse.

— Sam Miller.

— Gostou da reunião? — ele pergunta enquanto caminhamos.

— Claro, eu amo esse lugar. — ironizei

— Serio? — ele disse espantado enquanto eu ouvia a porta do elevador se abrir.

— Claro que não, eu odeio esse lugar.

Ele cai na gargalhada e logo diz:

— Eu também odiei, minha mãe me forçou a vir aqui.

— Por que? O que aconteceu? — perguntei

— Você sempre foi assim?

Ele não respondeu minha pergunta, resolvi não insistir no assunto por que sei que pode ser alguma coisa difícil de se falar para uma pessoa que ele mal conhece.

— Assim como? — falo enquanto a porta do elevador se abre.

— Cego.

— Ah! — soltei uma curta risada. — Não, sofri um acidente com meus pais a dois anos, eles morreram e eu fiquei assim.

— Oh meu Deus! Me perdoe. — ele disse entrando em desespero.

— Não se preocupe — dei risada. — já me acostumei.

— Eu acho que nunca me acostumaria com isso — ele fala enquanto saímos do hospital e paramos na causada. — deve ser muito difícil ser assim.

— Com o tempo você se acostuma — expliquei. — Eu continuo sendo um adolescente normal, só que vejo tudo preto e sou mais mimado que o normal. — solto uma leve risada.

— Uma pena você não estar me vendo agora — ele fala. — eu sou muito lindo.

Dou risada, ele pega a minha mão e passa pelo seu cabelo, que estava formando perfeitamente um topete alto, passa pelo seu rosto, ele tem um nariz fino e bobhechas magras, quando está próximo da boca recuo minha mão, não sei no que estava pensando.

— Desculpa. — digo envergonhado.

— Não se preocupe. — ele soltou uma risadinha — Mas então, se você é um adolescente normal, devíamos ver um filme. — ele sugere.

— Serio? Acho uma ótima ideia — respondo ironicamente.

— Tudo bem, te pego sexta-feira as 18:00 na sua casa, pode me passar seu endereço?

— Isto é serio?

— Mais é claro que é. — ele respondeu empolgado.

— Tudo bem — dou risada e passo o endereço da minha casa para ele.

— Estarei lá, mais agora tenho que ir, até sexta. — ele me dá um beijo na bochecha e então ouço seus passos e ele está correndo, mais não tão rápido era como uma corrida matinal.

Estou completamente duro, vermelho e sem ação na causada do hospital quando ouço um carro vindo buzinando loucamente, com certeza é minha tia.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.