You Make Me Smile
18 Você me faz ver estrelas
Notas iniciais
Key Pov On
Quando acordei o sol já estava quase se pondo, ainda sem abrir totalmente os olhos passei a mão ao lado, procurando os braços quentes que atualmente embalavam meu sono protetoramente. Mas eles não estavam lá, então levantei meu atordoado olhando em volta e pela minha visão periférica notei uma folha branca em cima da mesa de cabeceira. Abri e pude distinguir aquela caligrafia tão única.
Odeio ter que deixa-lo dormir sem está em meus braços, mas se tudo sair como panejado teremos todo tempo do mundo para isso. Vista-se com a melhor roupa (que tenho certeza que trousse) e coloque o perfume que me tira dos meus sentidos...estou te esperando. Seu Jong.
“Mas o que ele esta aprontando agora? E como vou saber onde é pra nos encontrarmos?...Aish é uma mula mesmo!”
Resolvi que reclamar seria inútil, afinal desde quando ele fazia algo direito? Tomei um belo banho, já que não sabia o que estava me esperando, coloquei uma roupa simples mais ao mesmo tempo chique, que serviria desde um casamento a uma saída ate a barraquinha de cachorro quente da esquina; devo acrescentar que esperava de coração que não fosse a ultima opção, me maquiei mais que o normal deixando meus olhos bem marcados e por ultimo fiz uma grande nuvem no ar com meu próprio perfume e mergulhei embaixo.
Quando cheguei ao primeiro andar à mãe e irmã do Jong estavam sentadas de frente pra TV, assistindo um programa de humor qualquer; acho que meu perfume me denunciou, porque as duas viraram na minha direção ao mesmo tempo.
-Senhora Kim onde esta o Jong?
Ela levantou e se plantou ao meu lado, me analisando com um olhar que me deixou um pouco constrangido.
-Kibum você está lindo!
-Não é nada, acrescentei antes de sorrir de lado – Mas na verdade era sim, modéstia a parte, eu estava mesmo lindo; usava uma camisa xadrez azul dobrada nas mangas e um Jeans clarinho meio desbotado e apertado nos lugares certos, como disse antes, simples e com os acessórios certos, chique. – a senhora sabe onde o Jong esta, perguntei novamente.
-Ele esta esperando ali nos fundo querido. – o estanho é que seus olhos pareciam lacrimejar enquanto falava, mas preferi ignorar.
-Eu vou ate lá então – já tinha dado as costas quando ouvi a voz da irmã do Jong.
-Kibum você sabe que em um relacionamento o que importa é o que você sente ne? Não se deixe levar pela situação – ouvi um resmungo de dor da parte dela, enquanto a senhora Kim voltava a falar.
-Não ligue pra ela querido, vá logo, o Jong esta no fim do quintal.
Acenei para as duas e sai tentando deduzir pra que tanto mistério; “espera, será que ele vai me levar a um motel?, só pode ser isso. Do jeito que ele estava mais cedo não vai aguentar o fim de semana inteiro”. Eu já o xingava em pensamento, se aquele idiota me acha fácil assim vou mostrar pra ele com quantos quilos de base se faz uma boa maquiagem.
No entanto todos os meus devaneios pareceram evaporar quando avistei sua figura encostada displicentemente em uma arvore. “meu Deus é possível ele ficar ainda mais bonito?”. Eu parecia ter travado no meio do caminho porque ele abriu um enorme sorriso, estimulando-me a continuar.
Jong vestia uma camisa branca social dobrada ate a altura dos cotovelos e ao contrário de mim não usava qualquer camiseta por baixo, deixando seu pescoço e parte do seu peito de fora, embaixo um Jeans escuro e aqueles sapatos que mais parecem um tênis, na minha nada humilde opinião perfeito não era uma palavra boa o suficiente para descrevê-lo. Obriguei-me a chegar mais perto.
-Você esta do outro mundo, comentei – desculpem mais foi à única coisa que me veio a cabeça.
-Se for assim me diga de que Céu você veio – eu poderia ate rir da sua piada, como sempre, sem graça, mas seus olhos estavam intensos e cravados nos meus. Engoli em seco.
-Jong onde você vai me levar?, nem sei se estou vestido adequadamente.
-Você esta lindo, só não mais do quando está sem roupa nenhuma – ele sorriu – E o lugar é uma surpresa, agora não reclama e vira de costas pra mim.
Vocês não fazem ideia de como aquilo soou pra mim, e mesmo um pouco surpreso senti quando seus lábios encostaram suaves em minha nuca, e um calor gostoso subiu pelo meu corpo ate meu rosto.
-Eu vou vendar você e vamos andar por alguns minutinhos, tudo bem?
-Jong pra que isso tudo?
-Você não confia em mim?
Na verdade sim e por um lado não, sabia que nada de mal poderia me acontecer, pelo menos não fisicamente, mas já moralmente, como algo vergonhoso ou inconsequente, já não tinha tanta certeza. Senti outro beijo na minha nuca, dessa vez mais demorado e melado.
-Sim, eu confio – Sorry sociedade, mas quando receberem um beijo desses entenderão o que é coalisão.
-Bom garoto. Eu vou guiar você, quero te mostrar uma coisa e não é longe.
-Tudo bem.
Ele segurou minha mão e começou a me puxar na direção que queria, já estávamos nisso a cerca de cinco minutos, eu sentia sua mão apertar a minha, mesmo não sendo necessário já que o terreno parecia ser totalmente plano, quando já ia perguntar se estávamos longe ele parou.
-Chegamos – ele me virou em uma direção qualquer e soltou minha mão. – Pode tirar a venda Kibum.
Quando retirei a venda e pisquei algumas vezes, minha boca se abriu e meu coração pareceu falhar uma batida.
Estávamos em um gramado, com algumas arvores em volta, e entorno de cada uma delas havia incontáveis luzinhas, assim como também se espalhavam pelo chão a nossa volta. Olhei ao redor e além daquelas luzes só havia escuro, a não ser pelas estrelas, me senti como se estivesse dentro de uma daquelas lanternas redondinhas. Embora descrever isso agora seja fácil, na hora, no calor do momento foi tudo secundário, pois o homem ajoelhado a minha frente segurando uma pequena caixinha reclama minha atenção toda para si, o que não foi difícil de conseguir.
-Sabe como sei que te amo? – perguntou e eu nunca tinha visto seus olhos tão sérios como agora – porque eu faria tudo por você. Se eu fosse gordo e se te agradassem os magros eu passaria fome por você, se fosse pobre e você rico trabalharia dia e noite, pra nunca te deixar faltar o melhor, se você não gostasse do meu cabelo grande eu simplesmente cortaria; mas isso são apenas amenidades e graças aos deuses os céus foram gentis comigo e você não liga pra nada disso, então eu pensava...o que mais posso fazer pra você me amar? Será que deveria dizer que te amo primeiro?, Devo apresenta-lo a minha família?, Devo comprar anéis que digam ao mundo que você tem dono?, Devo pedi-lo para ser só meu e de mais ninguém?
Não preciso dizer que as torneiras já haviam sido abertas e eu já soluçava, mas ele impiedosamente continuou.
-Sim, eu faria isso tudo por você, e nem se quer tenho opção, porque todas as vezes que você está perto meu coração se torna dono de mim, castigando meu corpo e minha alma, no inicio era algo novo e desconhecido, mas depois que aceitei que não posso mais ficar longe de você essas sensações passaram a ser meu vicio, e sentirei a pior dor do mundo se você me deixar, então por isso permaneça ao meu lado e eu te protegerei, velarei por você ate nos seus sonhos e quando estivermos acordados farei do meu corpo seu escudo –ele se levantou com um sorriso de lado – Kim Kibum você aceita meu amor?, Aceita ser meu namorado?
Eu ate poderia dizer algo, mas estava inutilmente tentando não me sufocar com minha própria respiração. Eu precisava responder, ele estava esperando, mas a fala não saia, então agi com o corpo embora tremulo e me lancei aos seus braços chorando feito uma menininha.
-Key o que houve?, Eu pensei que você fosse ficar feliz – sua voz parecia preocupada enquanto me acolhia naquele abraço apertado.
-Eu estou Feliz Jong, no momento acho difícil existir alguém mais feliz que eu, e SIM, EU ACEITO.
Ele me apertou ainda mais, e eu não podia imaginar que um abraço poderia ser melhor que um beijo. Os braços quentes e fortes me davam proteção e sentir seu coração bater descompassado me dava à certeza de todas as palavras saídas de sua boca anteriormente.
Ele me afastou um pouco de si, mas ainda me mantendo junto, levantou a mão ate próximo aos meus olhos e dentro da caixinha tinham dois anéis.
-Espero que você goste, porque não quero vê-lo fora do seu lindo dedinho. – e com ar brincalhão encaixou meu então anel na mão esquerda. Era simples e lindo, assim como ele. Retirei o dele e coloquei em seu dedo e ele me abraçou mais uma vez.
-Você sabe que não sou bom nessas coisas né, mas realmente espero que tenha gostado.
-Acho que só faltou uma coisa.
-O que?
- Isso – juntei nossas bocas no beijo que esperava desde que encontrei ele encostado naquela arvore. Nossas bocas simplesmente se moviam procurando sentir o sabor um do outro, os lábios manhosos pedindo por mais, enquanto minhas mãos já estavam embrenhadas pelos seus fios macios, ele desacelerou um pouco quando sentiu minha mão descer por suas costas ate chegar ao bumbum.
-Estou tentando ser romântico aqui, da pra parar de me tentar?
-Existe algo mais romântico do que fazer amor com quem amamos? E além disso eu te quero Jong, AQUI E AGORA.
Senti seus lábios grudados nos meus novamente levando meu folego embora, ele me fazia dar alguns passos para trás e me vi caindo em uma espécie de manta forrada no chão, sorri entre o beijo.
-É Jong você esta mesmo querendo ser romântico.
- Não seja bobo, estava planejando ver as estrelas com você.
-Mas sabe, quando você esta assim comigo, eu posso ver estrelas Jong, se duvidar posso ate senti-las.
Ele não respondei, não com palavras já que seus lábios se grudaram ao meu pescoço numa caricia extremamente libidinosa, não era um simples selar, ele lambia com gosto, como se não existisse nada melhor, meu corpo já pegava fogo e a razão já havia se afastado para a aquela parte esfumaçado do meu cérebro.
As mãos desciam possesivas pelo meu corpo, só me dei conta de que já estava sem camisa quando ele já abria o zíper do meu Jeans, passando as mãos pelos contornos das minhas coxas, era difícil racionar quando eu já estava assim, a única coisa que desejava era que aquele corpo quente não se desgrudasse do meu.
Eu não sabia se era pelo fato de estarmos fazendo aquilo em um lugar tão impróprio ou se era porque o Jong parecia tão enlouquecedoramente maravilhoso naquela camisa branca, mas o fato é que eu queimava, precisava dele, de cada parte sua, e quando ele lambeu meu baixo ventre eu gritei seu nome quase em suplica.
-Jonggie eu quero agora, por favor!
Ele levantou a cabeça e seus olhos me disseram que ele não me desejava menos, talvez estivesse em situação pior, porque em um piscar de olhos já estava só com uma boxer branca e se deitava em cima de mim, fazendo uma fricção gostosa em meu corpo.
-Você hoje está impossível, assim não sei se consigo ser bonzinho.
-Não quero que seja.
Se livrou da ultima peça que nos atrapalhava e sem preparo nenhum me penetrava, comecei a me arrepender de minhas palavras, mas antes de se colocar por completo ele parou beijando indecentemente meus lábios e depois repetindo as lambidas no meu pescoço, ele não precisou se mover novamente já que eu enlouqueci e de repente precisei de mais dele em mim, movendo meu quadril como se ele pudesse deixar meu corpo a qualquer momento.
Fazer amor com o Jong era a melhor coisa que já havia provado em minha vida. Todas as terminações nervosas do meu corpo pareciam fios desencapados que reagiam a qualquer estimulo dele, às vezes era difícil decidir qual ponto sentia mais prazer, eu já não aguentaria muito, então ele me pegou sentando-me em seu colo, e depois de apenas alguns minutos tivemos o nosso ápice juntos, gritando em desespero o nome um do outro, a fim de mostrar quem era o dono de nossos prazeres.
A exaustão mesclada àquela sensação pós-sexo tomou conta do meu corpo e desabei em seus ombros, e ele gentilmente se deitou comigo em cima de seu peito.
-Porque todas as vezes que fazemos amor parece melhor que a ultima? – perguntei com a respiração falha.
-Porque é como se fosse a primeira, seu corpo ainda me enfeitiça, e meu desejo se acostumou a responder apenas a ele.
Ele puxou uma coberta enrolada embaixo de sua cabaça e eu sorri.
-E você ainda me diz que não esperava por isso né.
-Não seja bobo, é claro que esperava fazer amor com você, mas às vezes tenho medo que pense que é só isso que importa, quando na verdade é seu coração o que realmente me interessa.
-Obrigada Jong, mas acho que você tem que procurar outras coisas com que se preocupar, porque meu coração já é seu, e mesmo se você não o quisesse eu teria entregado ele pra você em uma bandeja de prata.
E assim as horas foram passando e antes de voltarmos a vida real, eu olhei pela ultima vez o local em que meu coração disse o sim mais verdadeiro da minha vida.
O restante do fim de semana foi a lá família Jong, tão normal quanto eles, nem sabia onde enfiar minha cara quando entramos em casa depois do pedido e a família estava esperando reunida na sala, a primeira coisa que senti foi os braços da mãe do Dino em volta de mim, como se aquilo fosse extremamente normal e ate o pai dele sorria encorajando o filho orgulhoso. A irmã foi a única que fez uma careta, mas dava pra ver que era apenas o seu jeito de implicar com o irmão. E então cedo demais já estava na hora de voltarmos, depois de lagrimas e promessas de mutua visitas deixamos a casa da família Dino.
Quando chegamos à porta de casa o Jong me surpreendeu me pegando no colo.
-O que foi agora?
-Seu bobo é um ritual, vai que agente deixa de cumprir e tem algum azar?
-Não acredito que estou ouvindo isso.
-Não reclama tá, eu também gosto de ser tradicional de vez em quando.
Quando cruzei a porta ainda entre risos tive uma surpresa que não esperava, porque sentado em meu sofá havia um homem de semblante neutro.
Continua...
Notas finais
Em segundo, acho que todos já estão cientes sobre a decisão do Nyah de excluir essa categoria, o que significa que nossas histórias serão excluídas, não nego que fiquei decepcionada pois esse site é ótimo, mesmo assim darei continuação a Fic, e talvez no próximo Cap. já deixarei um link com meu novo endereço pra quem acompanha. Bom é isso.
Quanto ao cap: Meu Deus o Jong é a coisa mas fofa! Adoro ver esse lado dele cara...o Key que ficou maldando tudo aquele safadinho kkkkk
Muito obrigada pelos Reviews do ultimo cap. responderei a todos e espero poder encontrar vocês no prox.
Kiss
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