You Make Me Smile

17 Família parte II


Notas iniciais
Ola pessoas...esta ai mais um cap. me perdoem os errinhos e boa leitura.

Agora eu entendia de quem era a culpa pela altura do Jonghyun. Seu pai entrou na sala vestindo de terno e gravata, pelo menos seu gosto era melhor que o do filho, o que me fez desconfiar que aquilo devia ser coisa da sua esposa, mas enfim, sem cerimônia alguma ele olhou em minha direção e quando me viu correu para um aperto de mão.

-Olá, você deve ser o namorado do JongHyun certo? – igualzinho ao filho, meu Deus!

-Eu sou Kibum, falei sem saber onde enfiar a cara.

-Papai como o senhor é delicado, o pobre garoto parece querer entrar num buraco.

-Ah me desculpe Kibum, pode me chamar Junsu.

-Viu Key, eu te disse: a mais bonita, inteligente e legal. — A irmã do Jong sorria, enquanto seu pai tirava o paletó e jogava em cima do sofá de qualquer jeito.

-Querido já falei pra não jogar suas roupas em qualquer lugar – é... de uma coisa eu tinha certeza, não tem como o Dino ser adotado.

-Eu estou com uma fome monstruosa, já podemos começar o almoço eu tenho que voltar ao escritório em duas horas. Mas afinal onde está Jonghyun?

-Ah ele disse que ia tomar um banho antes de almoçar.

-Eu conheço bem o histórico do meu filho com o banheiro, vamos começar sem ele mesmo.

-Querido!

-Appa – anão filho entrou na sala gritando – pensei que o Sr. não fosse chegar nunca, eu estou morrendo de fome, mas a omma não quis me alimentar. – dizendo isso correu para um abraço.

Eu não sabia dizer qual era o pior, mas com certeza os dois não possuíam nenhum tipo de etiqueta, aliais a única etiqueta que esses ai devem conhecer é aquela que fica na roupa. Não podia negar que aquilo deixava o clima aconchegante, não que tivesse muito referencial de família feliz, mas aquele parecia um retrato de uma.

-Então já conheceu o Key? – Jong perguntou fazendo-me acordar de meus devaneios.

-Sim.

-E o que achou? – perguntou como se eu e o resto da família nem existisse.

-Bom ele me parece do tipo que faz sua mãe feliz, mas pra ser sincero não acho que você faça o tipo dele.

-Pois é, assim como o senhor não faz o tipo da Omma.

-Venha Key, já estou envergonhada o suficiente, eu juro que o eduquei bem, mas sabe como é, genes não tem como educar- ela me puxou ate a sala de jantar deixando os dois discutindo.

Depois que tomamos nosso lugar à mesa pai e filho entraram fazendo cara de magoado, eu fuzilei Jong com os olhos. “essa besta, como é que toda família já sabia de mim e ainda me conheciam como seu “namorado” e nem ao menos teve a decência de me avisar”.

-Querida você caprichou hoje hem.

-Na verdade o Kibum me ajudou.

-É filho você com certeza soube escolher.

-Claro Appa o Sr. me ensinou bem. – abriu um sorriso gigante, que eu retribui falsamente. Olhei para sua irmã e ela revirou os olhos, e acrescentou.

-Aprendeu tão bem que tenho certeza que só deve se alimentar de porcaria, afinal precisa ter cérebro pra cozinhar. – nessa ela pegou pesado, ate eu admito.

-Escritora frustrada pelo menos eu tenho quem cozinhe pra mim, pior é você que esta beirando os 30 e ainda mora em casa.

-Isso porque ele ainda não viu nossos vídeos caseiros, depois disso você acha que ele não vai te chutar? – Jong arregalou os olhos.

-Appa, olha como essa adotada fala comigo?

-Já chega vocês dois, se querem brigar saiam da mesa e vão lá pra fora, o que o rapaz vai pensar da nossa família?, Alias vocês estão mais pra uma matilha, agora comam calados se não quiserem ficar sem almoço e janta – dito isso ate o senhor Kim abaixou a cabeça e começou a comer tranquilamente. Deu pra perceber quem manda naquela casa?

É claro que sua irmã não era adotada e que eles brigavam assim porque de fato se amam, mas sei lá, é meio que obrigação de irmão implicar um com o outro e dentro de minutos o clima de algazarra já voltava à mesa novamente. Quando já estamos na sobremesa o Sr. Kim havia feito um questionário completo da minha vida, e sob os olhares envergonhados da sua esposa tentei responder sem parecer uma ovelha desgarrada.

-Bom queria ficar mais um pouco, você nem teve tempo de me contar como se apaixonou pelo meu filho, mas teremos que deixar isso para mais tarde, agora tenho que voltar ao trabalho. – dito isso apertou minha mão, e por sinal eu ainda estava de boca aberta, e depois de se despedir dramaticamente da família saiu para trabalhar.

-Ele não é tão ruim, só que como meu irmão falta um filtro entre o cérebro e a boca. Eu vou escrever um pouco nos vemos mais tarde ok. – eu fiz um sim enquanto a noona saia da sala.

Subi ate o quarto, eu estava um pouco cansado, mas mental do que fisicamente, agora começo a acreditar naquelas teorias sobre o amor e o estresse. Quando já estava quase dormindo senti uma mão acariciar meus cabelos.

-Esta tudo bem? Você parece um pouco chateado.

Me virei já pensando em xinga-lo mas seu sorriso me desarmou.

-Não estou chateado, mas você poderia ter me dito que sua família já sabia sobre nós.

-E isso faz diferença?

-É claro que sim, eu fiquei totalmente apreensivo, não sabia como agiria perto deles, você não acha que isso faria diferença?

-Então você estava querendo agradar? – por algum motivo seu sorriso aumentou.

-Esse seu sorriso esta me irritando, pode me dizer o motivo pra tanto?

Ele não respondeu imediatamente, se ajeitou na cama de modo a ficarmos deitados de lado, um de frente para o outro.

-Se você quer agradar meus pais é porque realmente gosta de mim, e isso me deixa feliz, algum problema? Além disso estou aliviado, ainda não tinha passado por essa experiência, mas minha família realmente gostou de você, estou ate com ciúmes, porque ate a adotada te aceitou, e acredite isso não acontece frequentemente.

Ai gente meu coraçãozinho ficou tão contente depois disso, estava na hora de colocar em palavras o que eu já sentia há muito tempo.

-Jong eu amo você e é claro que queria agradar sua família, pois eles me deram o melhor presente do mundo e

Ele não me deixou terminar, se agarrou a mim com tanta força que pensei que fosse sufocar.

-Você esta me sufocando.

-Desculpe – ele soltou um pouco, apenas o suficiente para alcançar meus lábios, com muita calma roçou sua boca de um lado ao outro, delicado, daquele jeito que fazia meu coração explodir e meu corpo implorar por mais contato.

-Eu já disse isso antes – falava junto a minha boca- mas eu te amo, te amo de forma ardente, doce, perigosa e única, não tenha duvida que eu sou capaz de fazer qualquer coisa por você e nesse momento estou agradecendo aos céus por você corresponder meus sentimentos, porque eu já me acostumei a ter você, e se você não me amasse eu iria correr atrás de você, me ajoelhar aos seus pês e implorar pra que me deixasse entrar em sua vida, o orgulho para mim não é nada comparado ao meu amor. Obrigado.

Ele se deitou por cima de mim aprofundando o beijo, e eu correspondia na mesma intensidade ate me lembrar que não estávamos sozinhos como costumava ser.

-Jong, não. – tentava afasta-lo com medo que ele caísse, já que estavamos numa cama de solteiro.

-Porque? – em momento algum ele havia retirado as mãos do meu corpo.

-Porque alguém pode entrar, eu não ia me sentir bem fazendo isso aqui.

-Tudo bem, mas ainda podemos ficar deitados, eu estou com saudades de você, ficou o dia todo sem me dar atenção, dito isso fez aquele bico fofo – dessa eu tive que rir.

-Ate parece que ficamos grudados o tempo todo né.

-Bem que eu queria, mas de qualquer forma as circunstancias são diferentes.

-Jong a sua família é um barato, eu realmente gostei deles, mas são um pouco anormais, afinal não é como se eu fosse uma namo quer dizer uma garota.

-Eles são diferentes, eu tenho que concordar, mas eles agem assim porque sabem que eu amo você e que você me faz feliz, sendo assim eles te aceitariam mesmo você tendo um olho só. – sorriu da própria piada, que para mim foi tão ruim quanto qualquer outra que ele já contou.

-Bummie eu queria saber mais sobre você, as vezes sinto que há um oceano de distância entre nós e isso não me agrada.

-Eu já te contei, não ah muito além do que você já sabe, mas se quiser perguntar algo eu responderei. – agora ele estava deitado sobre meu peito e eu alisava suas madeixas, quase podia ouvi-lo ronronar “que folgado”.

-Hum deixa eu ver por onde começar – ele passava a mão pelo queixo fingindo indagação- que tal pelo Bummie bebê.

-E como você supõe que eu lembre isso? – revirei os olhos.

-Não fica bravo comigo. – pediu se aconchegando mais em mim. “ tenho que encontrar uma armadura contra essa carinha dele, já me basta o Tae”

-Não sei se você conhece minha família, mas eles possuem um dos maiores patrimônios da Coreia do Sul, e para administrar isso é preciso de tempo, tempo e renome, digamos que a família em si serve mais como um retrato da perfeição do que o que de fato deveria significar. De onde eu venho à palavra erro custa caro Jong, e eu já nasci aprendendo isso.

-Os meus pais não podiam despender de tempo pra cuidar de mim, antes de ir para meu primeiro internato passei por algumas babás, e acredito que nem ao menos fui amamentado pela minha mãe de verdade, outra pessoa foi paga para isso. – eu não gostava de contar sobre isso, não queria que sentissem pena de mim, mas senti a mão do Jong acariciar a minha, talvez dividir aquilo com alguém me fizesse sentir mais leve .

-Pensei que a escola me traria uma realidade diferente, mas não, acho que foi onde me senti mais solitário. Na minha cabeça eu tinha que ser o melhor, tirar as melhores notas, ser bom nos esportes, servir como exemplo para aqueles que não estavam no mesmo status que eu, esse era o único jeito de receber o reconhecimento, ou melhor, de dizer que eu pertencia aquela família. E assim foram passando os dias, os meses e os anos.

Olhei para baixo e ele ia dizer algo, tampei sua boca com a mão, se fosse interrompido não sei se ia querer continuar.

-A verdade é que me sentia vazio, eu não tinha o principal, me faltava todos os sentimentos pelo qual por bem ou mal o ser humano acaba desenvolvendo. Foi difícil quando descobri sobre minha sexualidade, aquilo quebraria todo e qualquer padrão construído pelo meu grupo familiar, tenho vergonha de admitir mais senti medo de contar aos meus pais, e assim nunca me envolvi com ninguém, meus pais achavam que haviam criado o modelo perfeito, obediente e inteligente, seria a pessoa ideal para usar na barganha de um casamento proveitoso, ate que eu resolvi me rebelar, eu não queria ser um fantoche, como também não queria arranjar um casamento que para mim não faria sentido algum, assim que acabei o ensino médio decidi sair de casa, é obvio que passei em primeiro lugar na melhor faculdade do país, isso não era problema. Foi à pior briga que tivemos, mas depois de um tempo resolveram aceitar, pois tudo era uma questão de imagem, então eu conheci o Tae e o Onew e as coisas realmente mudaram.

-Key?

-O que?

-Eu nunca, nunca, mas nunca mesmo, vou fazer você se sentir só, eu acho que você não vai gostar disto, mas eu estou com muita raiva dos seus pais.

-Eles são como são por escolha própria Jong, e além do mais passar por tudo isso fez com que visse as coisas de outro modo, eu poderia ter me tornado um riquinho esnobe e agora não estaríamos aqui.

-Ok, acho que os odeio 0,01% menos. – eu sorri.

-Bom agora me deixe dormir um pouco, depois de tanta novidade estou me sentindo exausto. – ele me abraçou de modo a ficarmos de conchinha e assim adormeci.

Jong Pov On

Esperei ate que ele estivesse em um sono profundo e me levantei de fininho, por mais que quisesse permanecer grudado nele, tinha coisas importantes pra fazer. Olhei mais uma vez para sua face adormecida, quase podendo sentir o calor que ele emanava, Kibum era viciante, só de pensar em tocar sua pele quente, seus lábios saborosos, eu já ficava duro, sai do quarto antes que voasse em cima dele. “caramba Jong tah parecendo que nunca fez amor com ele”.

Fui ate o banheiro tentar controlar o volume que já tinha se formado em minha calça, me olhei no espelho, meu rosto estava afogueado e minha respiração acelerada, passei a mão pelo volume já com segundas intenções, mas eu não iria fazer aquilo, não seria igual se não fosse com ele, e quanto mais esperasse mais gratificante seria aquela noite, principalmente se desse tudo certo com meu plano. Tomei um banho rápido e gelado, eu tinha poucas horas antes que escurecesse.

-Então conseguiu o que pedi? – a adotada balançou a cabeça afirmando.

-Que fique claro que só estou ajudando porque gostei dele.

-E porque outro motivo você acha que pediria sua ajuda? Só o Key mesmo pra me fazer te suportar.

-Se ele for inteligente e acho que ele é, vai te chutar.

-Bem que você queria invejosa.

-Bom agora vamos trabalhar, apesar de querer o pior pra você acho que ele merece isso.

Eu já tinha esperado demais, para mim não era só um caso, Kibum era alguém que queria gritar para o mundo que era meu, queria colocar um anel no seu dedo que indicasse “ele é meu, tire o olho”, na verdade eu queria bem mais que isso, queria acolhe-lo, ser a família da qual ele foi privado, e acima de tudo queria ama-lo, ama-lo de todas as formas possíveis e irremediáveis. Olhei para o crepúsculo imaginando sua cara quando visse a enrascada que o aguardava.

Continua ....

Notas finais
Olá pessoas...demorei, não né...enfim a parte II sobre as famílias...tipo Jong e Mini Jong...estou ansiosa pelo prox. Cap. será que vai ter lemon?...kkk
Enfim obrigada pelos Reviews e aos leitores...nos vemos no prox. Cap.
Kisses