Notas iniciais
ooooi gente, tudo bem?
Espero que gostem da fic, eu estou muito nervosa, muito mesmo, então comentem por favor.

Vocês sabem o que é perder tudo que você ama, tudo em que acredita e ainda de quebra ter que reorganizar a sua vida de um modo totalmente inverso? Pois bem, eis ai um resumo da minha vida nem um pouco conturbada.

Meu nome é Nicolle Adams, mas me chamem só de Nica ( http://24.media.tumblr.com/tumblr_m94qr6qs7q1rcrcdeo1_500.jpg essa sou eu ). Eu tenho 16 anos, eu morava em LA com a minha mãe Alice, meu pai Kevin. Nós éramos aquela família de seriados americanos, era tão bom me sentir protegida por aqueles que me amam.

Há aproximadamente duas semanas, meu pai e minha mãe estavam indo visitar minha vó, que morava em uma cidade perto da nossa, quando se envolveram em um acidente de carro. A minha mãe morreu na hora, já meu pai morreu no hospital.

Agora vocês devem estar se perguntando, e o que será que vai acontecer com essa menina. Bom eu te respondo.

Kevin na verdade não é meu pai, é meu padrasto, meu pai se chama Josh. Josh foi casado com a minha mãe antes de se casar novamente. Então legalmente agora eu devo ir morar com o meu pai. Mas não pensem que a história acaba ai, meu pai não é solteiro.

Ele e minha mãe se separaram quando eu tinha 4 anos, minha mãe veio sozinha pra L.A onde conheceu Kevin, e eu fiquei em Stratford com o meu pai e sua nova esposa, Pattie Mallette.

Reconheceram esse nome? Pois bem, algumas garotas no meu caso estariam surtando, morrendo, arrancando os cabelos por estarem indo morar na mesa casa que Justin Bieber.

Justin tinha 6 anos quando veio com a Pattie morar comigo e com meu pai, nós passamos a nossa infância toda juntos, mas não pensem que ele é aquele menino meigo, fofo e carinhoso que aparece na publicidade. Justin Bieber é prepotente, atentado e irritante. Ele fez da minha infância os piores mas também os melhores anos da minha vida. Mas essas partes dos melhores podem deixar para depois

Quando eu tinha onze anos a minha mãe me buscou e me levou para morar com ela em LA. E agora cinco anos depois eu estou de volta.

[...]

Estava sentada em uma lanchonete do aeroporto com três grandes malas e uma maleta jogadas no chão, esperando meu pai vir me buscar.

Estava comendo um hambúrguer enorme e um MilkShake mega ultra calórico de morango. Vi uma pequena aglomeração de pessoas se formar em frente a porta de vidro da lanchonete, rolei os olhos ao perceber que eram fotógrafos.

– Nem no dia que eu acabo de chegar nessa cidade eles me dão paz. – Sussurrei para mim mesma deixando o dinheiro na mesa e saindo da lanchonete para acalmar os fotógrafos.

Uma onda de flashes vieram em minha direção quase me cegando, quando ouvi alguém começar a perguntar.

– Nicolle, como você se sente voltando para cá?

– Bem por estar com meu pai e com Justin. – Menti, afinal, eu não podia quebrar a carreira do pivete falando que estava quase chorando por ter que aguentar ele de novo.

Eles tiraram mais algumas fotos e depois se dispersaram.

Sentei no chão xingando todos os nomes possíveis, já tinha mais de duas horas que eu estava parada naquela porcaria de aeroporto e nada do meu pai ou do cara de salsicha.

Encostei na mala maior fechando os olhos, eu estava cansada demais, eu não tinha parado de chorar dentro do avião, o que definitivamente não me deixou dormir nem quinze minutos.

Não sei a quanto tempo eu estava ali no chão com os fones de ouvido pensando na vida, mas fui puxada para a realidade por uma mão fria que estava sobre o meu ombro agora.

– Acorda filha. – Ouvi a voz do meu pai.

– Pai? – Me levantei abraçando ele.

Eu amava o meu pai, nunca senti raiva dele por ter se separado da minha mãe, ou por me deixar ir para L.A com tanta facilidade. Eu não queria vir para cá por causa do Justin, não por casa dele.

– Que saudade meu bebê. – Ele falou acariciando meus cabelos castanhos.

– Também estou morrendo de saudades pai. — Sorri enxugando algumas lágrimas. – Podemos ir?

Ele assentiu puxando duas malas minhas me obrigando a carregar a outra mala e a maleta. Alguns fotógrafos nos pararam na frente do aeroporto para tirar algumas fotos e depois quando finalmente nos deixaram em paz, entramos no carro.

– Vocês ainda moram naquela mesma casa?

– Quando estamos por aqui sim.

Fiquei observando a paisagem pelo vidro do carro, não tinha mudado nada desde a última vez que estive aqui, ok talvez tenha mudado um pouco, e eu não venho aqui desde quando eu fui embora para L.A.

– Chegamos. – Ele falou me trazendo de volta para realidade.

Abri a porta do carro pegando a minha bolsa e a maleta e indo para casa.

Deixei meu pai se virar com as malas, se bem conhecia ele a essa hora já tinha chamado alguém para ajudar ele. Afinal, essa casa enorme deve ser abarrotada de empregados, já que o Justin mora aqui, e não espero algo menos que isso da cinderela.

Abri a porta da casa e vi que as coisas não tinham mudado muito dentro da casa, apenas alguns móveis mais sofisticados, as cores das paredes novas, mas pude ver a mesma foto de família ridícula pendurada na parede.

Meu pai entrou atrás de mim me abraçando pela cintura e me guiando para dentro da casa.

– Vamos ver o pessoal? – Rolei os olhos.

– Já tinha até esquecido do filhote de guaxinim que vocês criam dentro dessa casa.

– Não fala assim dele, ele esta morrendo de saudades.

– Que seja. – Falei me sentando na grande mesa que estava posta com muitas comidas.

Eu sei que a menos de meia hora eu tinha comido um mega hambúrguer com uma milkshake que deve ter me engordado uns trezentos quilos.

– Vou chamar Justin e Pattie. – Assenti.

Levantei da mesa indo até a cozinha abraçando Lucy, ela era minha babá quando eu era pequena. Vi algumas lágrimas surgirem dos olhos dela e a abracei mais forte ainda. Quando eu voltei para mesa eles não tinham chegado ainda, então eu comecei a comer uma maçã verde.

Vi Pattie entrando na sala usando roupas casuais de ficar em casa, e pude ver como ela estava bonita. Me levantei deixando a maçã na mesa e a abracei. Eu sempre gostei da Pattie, ela era tipo uma segunda mãe pra mim.

– Como você cresceu Nica. – Ela sorriu gentilmente. – E seu cabelo, meu Deus, seu cabelo esta, castanho? – Eu tinha o cabelo loiro.

– Gostou? – Ela assentiu.

– Adorei. – Ouvi uma voz rouca falar e quando olhei para parede vi ele, Justin Bieber, parado só de cueca.

– Justin, eu mandei você vestir uma roupa. – Pattie falou brigando com ele.

Ele a ignorou vindo em minha direção me abraçando.

– Senti falta de você Nica.

– Pra você é senhorita Nicolle. – Falei apontando o dedo para ele.

Ele rolou os olhos e sentou-se à mesa, fazendo um gesto para que eu sentasse. Meu pai chegou logo em seguida completando a nossa “família feliz”.

Eu já tinha comido uma maçã verde, suco de uva, panquecas, bolinho, cereal e leite, tirando aquele hambúrguer e o milkshake. Pois é vida de gorda não é mole não.

– Então... – Ele falou quebrando o silêncio. – O que iremos fazer hoje.

– Dormir. – Falei.

– A gente pode ir naquele parque aquático que íamos quando as crianças eram menores. – Pattie sugeriu. Não era uma má ideia.

– Eu topo. – Justin falou e meu pai assentiu.

– Como nós vamos em um parque aquático com ele. – Apontei para o Justin. – Quero dizer, deve estar cheio de meninas lá que vão querer autógrafos e tudo mais.

– Aqui é menos comum que isso aconteça, todo mundo já está acostumado com a minha presença por aqui. – Ele falou calmo – A gente podia chamar o Chaz, o Chris e a Caitlin também.

– Aquela sua namorada?

– Nós terminamos a séculos Nica.

– Ta bom então, eu só tenho que tomar banho e me arrumar, ai a gente pode ir. – Não que eu estivesse querendo desfrutar da ilustre presença do astro pop Justin Bieber, mas é que parques aquáticos sempre foram o meu fraco.

Levantei-me da mesa indo para o meu quarto, ele estava bem mais bonito agora. Minhas malas já estavam encostadas perto do armário. Abri a mala menor e tirei um biquine, um short e um chinelo lá de dentro. ( http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=58126018 ). Pegue meu óculos na maleta e deixei essa roupa separada em cima da cama.

Entrei no banheiro tirando a minha roupa da viagem. Enquanto a banheira enchia fiquei fazendo umas caretas sem sentido no espelho.

Quando vi que a banheira encheu, coloquei a ponta do dedo primeiro para ver como a água estava e depois entrei com o corpo todo.

Fiquei ali deitada descansando um pouco, devo ter demorado em torno de 30 minutos no banho. Sai do banheiro cantando call me maybe. Essa musica era um tipo de maconha, ela fica tocando e repetindo na sua mente.

– But here’s my number...

– So call me maybe – Ouvi aquela mesma voz rouca completar a musica.

– O que você está fazendo no meu quarto? E se eu estivesse pelada? Você é doido garoto?

Ele riu.

– Só vim te dar boas vindas maninha. – Ele sorriu. – Espero que aquilo entre a gente, todas aquelas brigas e tudo mais tenha acabado entre a gente.

– Se você não for o mesmo metidinho, prepotente e escroto que era antes.

– Eu não era ssim, você que era uma mimadinha.

– Cala a sua boca Justin Drew Bieber. – Falei apontando o dedo para ele.

– Vem calar.

No momento eu pensei em pegar uma tesoura e cortar ele todo, pensei também em jogar ele pela janela, eu iria parar na cadeia mas pelo menos ficaria feliz em não ver a cara dele nunca mais. Ou eu podia pegar aquela tesoura e cortar o cabelo dele todo, aposto que ele ia sofrer muito mais do que sendo esfaqueado. Ai eu vendia na internet o cabelo dele, arrumava uma grana preta e ia pro deserto do Saara me esconder dele. Por que quando ele se ligasse que tava careca e tinha perdido a juba dele ia correr atrás de mim com matadores profiças.

– Nica, terra chamando Nica. – Ele falou estalando os dedos. – Você ta com cara de maníaca menina.

– Sai do meu quarto peste, quero mudar minha roupa.

– To indo já. – Ele falou saindo do quarto.

Tranquei a porta dessa vez para evitar mais constrangimentos. Coloquei a minha roupa, fiz um coque frouxo, daqueles que enrola o próprio cabelo no cabelo.

Dei uma última olhada no espelho, e murmurei.

– Linda, só que ao contrário. – Eu não me achava bonita, nunca me achei para falar a verdade. E eu odiava meu corpo, eu me achava gordinha.

Desci as escadas e vi que estavam todos sentados no sofá da sala conversando, meu pai tava usando um óculos muito engraçado, ele era quadrado estilo anos 60.

– Vamos? – Falei parando na frente deles.

– Claro. – Meu pai sorriu abraçando Pattie pela cintura e indo para garagem.

Justin parou do meu lado e me olhava de canto de olho.

– Você tirou aquele troço do dente né?

– Sim, eu tirei meu aparelho.

Sentei perto da janela e Justin sentou do meu lado.

– Pai, tem que passar na casa do Chaz e do Chris.

Ele assentiu.

Paramos na casa do Chaz primeiro. Eu desci do carro passando por cima do Justin e correndo até a porta.

Toquei a campainha e já estava comendo as unhas quando abriram a porta.

Meu olhar cruzou com o do Chaz e o nosso sorriso se formou ao mesmo tempo.

– Nica?

Eu pulei no colo dele e ele me girou no ar, o que fez com que a gente cambaleasse e caísse para trás.

– Eu senti tanta saudade. – Falei rindo.

– Eu senti mais. – Falei dando um beijo demorado na sua bochecha.

– Vamos? – Falei puxando ele pelo braço.

Liguei para o meu pai para falar que íamos na casa do Chris que era em frente a casa do Chaz, e que depois íamos juntos até o carro.

Toquei a campainha, eu estava igualmente ansiosa, tinha muito tempo que eu não via aqueles meninos.

Caitlin abriu a porta, e a boca dela fez um grande O.

– Nicolle? – Ele me abraçou, e eu pude sentir algumas lágrimas caírem sobre o meu ombro.

– Eu senti sua falta Cait.

– Eu também, eu senti muita saudade, ai meu Deus não consigo parar de chorar.

Abracei ela novamente, quando de relance vi que Chris estava vindo em nossa direção, e pera, quando foi que aquele menino virou esse menino. Ele estava tão... tão... gostoso.

– Nica, que saudade. – Ele falou me abraçando.

– Saudades demais Chris. – Baguncei o cabelo dele.

Nós quatro nos abraçamos igual quatro retardados no meio da rua, a Cait ainda estava chorando, o que eu achei hilário demais.

Ouvi uma buzina, o que já denunciava que já devíamos estar lá dentro do carro.

Todos entraram dentro do carro deixando Bieber ficar do lado da janela.

– Agora que acabou a cena gay nós podemos ir? – Falou impaciente.

– Calma ai guaxinim, a gente já pode ir sim.

– Para de me chamar de Guaxinim.

– Guaxinim, guaxinim, mil vezes guaxinim.

– Falou a bola de basquete.

Depois daquilo eu fiquei calada, eu realmente pensei que as coisas tivessem mudado, mas pelo contrário, ele sempre arruma um jeito de me machucar, de me atingir.

Chegando no parque aquático todo mundo saiu correndo no carro, até mesmo o guaxinim.

Passamos pela entrada com um pouco de dificuldade, tendo que tirar algumas fotos. Mas depois ficamos na piscina sem mais fotógrafos.

– Você ta linda em Nica. – Chaz falou.

– E você está com problemas de vista. – Falei tomando mais um pouco de suco de uva.

– Não estou não, você está linda pra caramba. – Ele falou e pude perceber alguma segunda intenção no olhar dele que percorria todo o meu corpo.

Senti meu rosto corar, e vi ele rir com o canto da boca.

– Se comam logo. – Chris falou rolando os olhos.

– O QUE? – Justin perguntou olhando para o Chris.

– Calma cara, foi só uma brincadeira.

Todo mundo começou a rir da cara de bravo que o Justin ficou.

Nós ficamos o dia inteiro naquele parque, eram mais ou menos cinco horas quando todo mundo já estava morrendo de cansaço. Então todo mundo resolveu ir embora.

– Quem vai lá comigo pegar as bolsas no armário?

– Eu. – Chaz se prontificou a ir comigo.

Todo mundo foi indo para o carro enquanto eu e Chaz fomos até os armários para pegar as bolsas que a gente tinha guardado lá. O nosso armário ficava bem lá no fundo.

Peguei as bolsas e entreguei para o Chaz, que colocou todas elas no chão.

– O que você... – Ele interrompeu a minha fala me encostando na parede, e colando os nossos lábios.

Ele me deu um selinho demorado e logo pediu passagem para língua dele, e eu dei. Ele escorregou com a mão até a minha coxa apertando-a com força. A língua dele percorria a minha boca toda, ele fazia movimentos rápidos com a língua e com a mão. Ele agora estava com a mão na minha bunda, ele apertava a minha bunda com uma mão e acariciava a minha nuca com outra.

O nosso beijo foi interrompido por um flash. Separei nossos corpos assustada, olhando para o fotografo que estava praticamente contando vitoria por agora ter um furo de reportagem.

Eu já até imagino, amanhã vai estar na capa da revista, ou em um jornal de fofoca “Irmã de Justin Bieber estava pegando amigo dele” ou algo do tipo.

Talvez se eu me escondesse em algum lugar, eu podia entrar em algum daqueles armários, do jeito que eu era baixinha, não duvidava que caberia.

– Moço, serio, me vende essa foto, eu pago. – Chaz falou.

– Nenhum dinheiro vai ser melhor do que ter o prazer de postar esse furo exclusivo.

– Serio, quando meu irmão ver isso ele vai me enterrar, me estrangular, me matar e depois me enterrar de novo. E meu pai? Vai me mandar para um manicômio.

O fotografo saiu meio andando, meio correndo deixando apenas eu e o Chaz lá, com cara de bosta.

– Me desculpa.

– Não tudo bem, eu também quis isso. – Falei tranquilizando ele.

Ele me abraçou pela cintura pegando as bolsas, e foi me guiando até o carro.

A viagem até em casa foi completamente em silencio, pelo menos da minha parte e do Chaz, só o Justin e o Chris que estavam fazendo uma lutinha de dedões. Mal sabia ele o que lhe esperava. Não que ele se importasse com o que eu faço ou deixo de fazer, mas isso é sobre a reputação dele também, resumindo, eu tava completamente ferrada.

Deixamos os meninos em casa e depois fomos para a nossa casa. Entrei em casa e fui subindo correndo para o meu quarto, estava com medo de encarar meu pai e o Justin, por que eu sabia que uma hora ou outra eles descobririam.

Tomei um banho rápido, coloquei um pijama, fiz um sanduiche com guaraná para mim e me sentei no sofá para comer.

– Oi. – Justin falou sentando do meu lado, me fazendo dar um pulo.

– Ah, é, oi.

– Você está estranha.

– Eu? Estranha, não to não, quer meu sanduiche? Toma fica com o refri também. – Falei e fui correndo para o meu quarto.

Tranquei a porta, me deitei na cama e fiquei ali até adormecer.


Notas finais
E ai gente o que acharam?
Eu quis mudar um pouco de história, quis deixar uma fic mais leve mas ao mesmo tempo um pouco pesada.
Só para lembrar eles não são irmão, apenas de criação.
E ai o que acharam do Chaz e da Nica?
Não esqueçam dos Reviews ok?
Amo vocês xoxo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.