You Make Me Glow

14 Bônus - Big Time Pranks | Parte II


Notas iniciais
Hello Littles! E aí? Demorei, né? Mas em minha defesa eu estava sem internet. E quando eu terminei de escrever esse capítulo meu note desligou sozinho e eu não salvei. :( Tive que reescrever todinho, ficou legalzinho, mas o outro tava melhor. Enfim, rufem os tambores! Sinto que vão amar esse capítulo. Essa é a parte 2 de 3 do bônus. Alguém já ouviu Electrico? Apaga la luz, conectame a tu cuerpo oh uh oh, con un beso electrico. ♪♫ Só não gostei que ele assinou com PenaVega (ainda não me acostumei e nem pretendo me acostumar com isso). Parabéeeeeeeeeeeeeeeeens Anny! Eu não faço a mínima se foi ontem ou é hoje. Sabe o motivo? O ser de luz não colocou no face. Anyway, muita felicidade minha Sweet. 2 décadas idosa (que a Mandy não leia isso u.u). Sabe outra pessoa que apagou as velinhas? A Jessie!!! Ela também fez 20 aninhos. Tudo de bom minha Malvada Favorita. Anny eu quero bolo! Ruuum. Acho que é só. Good read

— Eu não entendo! — exclamou um Logan frustrado. — Era impossível alguém desmaiar ao receber aquela descarga elétrica! — ele tentava convencer mais a si mesmo do que a mim. — Estava no nível um, que seria um choque leve e sem danos, apenas para a brincadeira.

Pois é, mas agora estamos ele e eu na sala de espera do Dr. Hollywood aguardando notícias da Jo. Kendall está lá com ela enquanto os outros devem estar se matando nas pegadinhas. Tenho pena do Bitters quando perceber que seu plano não adiantou em nada, ops, não, eu não tenho pena.

— Logan fica calmo! — pedi, quero dizer, mandei. — Você está me deixando tonta andando de um lado pro outro.

Acho que o lado nerd dele falava mais alto nesse momento. Seu ego não admitia que ele houvesse falhado e, pelo menos para ele, era inadmissível. Se bem que eu lembro muito bem que já usaram esse truque uma vez e nada disso ocorreu. Será que... Não, ninguém apelaria pra tanto.

Kendall ganha para qualquer Buda, guru, monge ou rei da meditação. Se fosse qualquer outra pessoa iria dar um ataque e surtar naquela situação. Descontar no culpado e bater-lhe até perder a consciência. Mas, ele apenas correu na direção de onde ela estava desmaiada e a carregou até aqui. E, para sorte de todos, o médico — que é muito louco por sinal, mas nessa cidade quem não é? — estava disponível.

Estranhei o fato da dupla de Jo não ter aparecido e também de não lembrar quem seria essa pessoa.

Sabe outra coisa estranha? Logan está usando suas roupas antigas. Camisa social e suéter. Senti falta desse estilo nerd que o deixa tão lindo.

Se existe uma coisa que eu ainda não havia entendido era essa a minha atração por Logan. É como se seus olhos — mesmo já os tendo visto milhões de vezes desde que era criança — me hipnotizassem, seu cheiro me inebriasse e sua boca me chamasse. Tudo nele é convidativo para mim e isso estava me assustando.

Sabia que uma hora ou outra eu teria que me afastar. Não é certo sentir isso. Ele é um dos três melhores amigos do meu irmão e caso isso terminasse mal poderia prejudicar a banda. É, a coisa está realmente séria porque eu já estou pensando no que vai acontecer se isso for para frente. Mas não existe isso porque nós não temos nada. Confesso que sei que sempre rola um clima quando estamos juntos e que todo mundo já percebeu isso — antes até de mim.

Não é preciso ser um gênio para saber que eu estava completamente perdida. O desejo me consumia e eu não sabia mais o que fazer.

Atração.

— Atende, Lanna! — sai dos meus devaneios com Logan me chamando atenção.

Só então percebi que meu celular tocava. Parabéns Lanna! Você está se saindo uma ótima lerda.

E porque minha mãe está me ligando uma e meia da manhã? Só significa que uma coisa grave aconteceu ou alguém morreu.

— Oi mãe — disse assim que atendi.

Onde você está? — eu sinto que herdei o mau humor da minha mãe, só sinto.

— Calma mãe, eu estou no... — olhei em volta, se eu dissesse que estou em um consultório médico, quais as chances dela pegar o próximo voo para Hollywood? Todas. — Porque a pergunta, mãe? — desviei do assunto.

Você deveria estar no aeroporto, sabia? O voo da sua prima chega agora na madrugada.

Com toda essa história de pegadinhas e da Jo fiquei tão distraída que esqueci a minha prima Airilyn viria passar alguns dias aqui porque teve alguns problemas com os pais e minha linda mãe sugeriu que ela ficasse comigo enquanto as coisas não se resolvessem.

— Mãe, o Carlos que ficou de... — parei. Podia ver minha mãe arqueando as sobrancelhas do outro lado da linha. Era muita lerdeza achar que Carlos teria lembrado — Eu já estou indo — emendei.

Desliguei a ligação, coloquei meu celular no bolso e levantei mais rápido que o próprio The Flash.

— Indo para onde? — Logan me segurou pelo braço.

— Eu estou muito atrasada, sério.

— E como você vai? — cruzou os braços me encarando.

Isso é um desafio? Você deveria saber mais o que ninguém que não se desafia Lanna Garcia.

— De táxi — disse saindo.

— Boa sorte para encontrar um! — cantarolou me provocando enquanto eu saia.

Argh! Quem ele pensa que é?!

Caminhei até a calçada e droga! Não é que ele tinha razão? Nenhum sinal de táxi e a bateria do meu celular está praticamente no vermelho, ou seja, sem ligações. Viemos todos no carro do Kendall e isso queria dizer que não havia como sair dali. Ótimo. Era tudo que eu precisava.

Resolvi andar pelo quarteirão para procurar um táxi. ESTAMOS EM LOS ANGELES! CADÊ AS MISÉRIAS DOS TÁXIS? Parei em uma rua que com certeza faria qualquer um se cagar de medo. Sabe aquelas cenas onde a mocinha idiota — que não parece tão idiota agora — sempre acaba se ferrando porque vai para uma rua assim.

Rua deserta? Checado.

Iluminação baixa? Checado.

Vento? Checado.

Chuva? Graças a Deus que n...

Para que merda eu fui pensar isso? Um belo trovão ecoou no céu e pasmem! Eu gritei. Como se não bastasse começou a cair um aguaceiro.

— Ótimo — resmunguei, abraçando meu próprio corpo. — Agora só me falta um carro suspeito e o mundo tem uma cantora a menos.

Em milésimos de segundos um carro virou a esquina e os seus faróis me cegaram por alguns segundos. Meus olhos não estavam prontos para tal luz o que me fez colocar o braço esquerdo em frente ao meu rosto para proteger os meus olhos.

— Pra que merda eu fui abrir minha boca? — disse para mim mesma já me arrependendo de não ter ficado naquela droga de consultório discutindo com o cara que eu — possivelmente — estou apaixonada.

A chuva era o menor dos meus problemas. Acontece que minhas pernas — e o resto do meu corpo — não respondiam ao meu comando de sair dali o mais rápido possível. Mesmo se eu conseguisse fugir a minha deprimente coordenação motora, junto com essa chuva que tornava o chão escorregadio, me faria cair nos meus primeiros três passos.

Mas enquanto a lesa aqui perde tempo bolando algo para escapar de um possível sequestro, estrupo, morte ou o pacote completo, o carro parou exatamente ao meu lado e o grito que saiu da minha garganta teve potência suficiente para ser escutado lá da China.

Logan

Aquela garota é maluca. Aonde já se viu sair essa hora da noite sozinha por aí? Essa pode ser a cidade dos ricos e famosos, mas não está livre de pervertidos, ladrões, assassinos... Tudo bem, isso não está ajudando.

— Ué, cadê a Lanna? — Kendall perguntou entrando na sala de espera.

— Saiu sem dizer para onde ia e que ia encontrar um táxi e... — comecei a me embolar na minha própria fala.

— Logan respira! — levantou as mãos mostrando as palmas. — Você não funciona bem sob pressão.

— Isso é... — levantei o dedo indicador para protestar, mas o olhar de Kendall sobre mim me fez abaixá-lo lentamente. — verdade. — concluí.

Tirou algo no bolso e jogou na minha direção. Só percebi que eram as chaves do carro quando minha mão se fechou em volta do objeto.

— Se você não sabe o que fazer, eu sei. Vai atrás dela.

Lanna

Para tudo nesse momento! Vamos recapitular umas coisinhas.

Não era nenhum pervertido, ou pelo menos não no sentido que dá medo.

Aquele era o carro do Kendall.

Mas quem estava dirigindo era o nerd topetudo.

— Entra no carro — foi só o que ele disse.

— Não! — indaguei.

Eu prefiro ir a pé para o aeroporto debaixo dessa chuva e mesmo sabendo que eu vou ter que andar mais que um condenado. Só para não ter que ouvir um: “eu te avisei”.

— Larga a mão de ser teimosa, Lanna! — exclamou nervoso.

— Eu não vou entrar nesse carro por vontade própria! — tive que gritar porque a chuva estava ficando cada vez mais forte.

E quando pensei em começar a andar e sair dali ouvi a porta do carro batendo e passos na minha direção.

— Tudo bem — disse apenas.

Antes de me colocar no ombro sobre os meus gritos de protesto, socos e tapas. A chuva que antes só me molhava agora encharcava nós dois. Ignorou-me por completo. Com dificuldade abriu a porta do lado passageiro e com uma delicadeza impressionante me colocou no banco.

Segundos depois estava ao meu lado ligando o aquecedor do carro.

Até que seus olhos me fitaram e eu sustentei seu olhar. Eu queria dizer alguma coisa, acredito que ele também, mas o meu celular tocou impedindo.

Prima? — Tinha esquecido que estava indo busca-la.

— Eu já estou chegando — disse calma.

Então, sobre isso... — sua voz parecia sem graça — tivemos que fazer um pouso de emergência por causa de um temporal que estava se encaminhando para aí.

O temporal eu já tinha percebido, né...

— Não, tudo bem — a tranquilizei. — Sabe que horas vai chegar?

Antes de embarcar eu te ligo, ainda não faço a mínima ideia de onde estou.

— Se cuida então. Beijo. — desliguei.

Com o problema Airilyn resolvido eu tinha arrumado outro:

Hortense Logan Henry Mitchell.

Eu estava dentro de um carro. Numa rua deserta. Totalmente encharcada. E com Logan.

— A gente deveria voltar para o consultório — quebrei o silêncio. — O Kendall deve precisar do carro.

— A Jo vai ficar em observação por algumas horas — disse seco. — E você precisa se secar para não pegar um resfriado. — deu partida no carro.

Ele já estava dirigindo há alguns minutos e o silêncio no carro era tenso. Eu não tinha coragem de falar nada e pelo visto ele também não. Mas pelo canto do olho eu via que a mão que estava na marcha estava indecisa se voltava para o volante ou vinha na minha direção.

E do nada parou o carro em frente a uma cafeteria e saiu. Voltou em seguida com dois copos encaixados em uma bandeja e uma caixa. Colocou tudo no banco de trás e ligou o carro sem dizer uma palavra sequer.

Eu já estava com frio — que estava sendo resolvido pelo aquecedor do carro — e ele estava deixando as coisas mais frias ainda.

Para onde ele estava me levando?

Tirei meu casaco molhado e minha blusa branca não estava ajudando em nada na tensão do carro. E acho que foi a deixa para Logan quebrar o gelo instalado naquele carro.

— Eu não funciono bem sob pressão, você sabe — disse e estava estampado o nervosismo em sua voz. — Então para de me tentar, por favor. Eu estou tentando fazer o que é certo.

Tudo bem, nessa ele me pegou. O que ele acha que é certo? Sou eu quem está lutando pelo que devo fazer contra o que eu quero fazer.

E do nada o carro parou. Olhei em volta e estávamos no letreiro de Hollywood. Ele pegou as coisas que comprou na cafeteria e caminhamos em silêncio.

Logan me ajudou a subir em uma das letras “L” — irônico, não? — e assim que sentamos pude ver a vista da linda Los Angeles. Eu sentia falta de Minnesota, mas não trocaria essa cidade por nenhuma outra, nem mesmo Londres onde minha carreira começou.

— Rosquinhas de chocolate com cobertura crocante e recheio cremoso — anunciou colocando a caixa no meio de onde estávamos sentados. Me entregou um dos copos e pelo cheiro pude identificar chocolate quente.

Eu estava seca, apenas o meu cabelo que estava um pouco molhado. Logan estava na mesma situação que eu, mas o seu topete estava totalmente desalinhado que o dava um ar mais sexy ainda.

Droga! Isso não está ajudando.

— São as minhas favoritas.

— Eu sei — respondeu com um sorriso orgulhoso no rosto que mostrava suas covinhas. — Lanna... — chamou baixo. — Se eu te beijasse agora, você me empurraria lá em baixo? — perguntou tão baixo que sua voz quase falhou.

Com essa eu tive que rir, mas me controlei. Ele estava tão próximo... E nesse momento eu esqueci tudo que me fazia pensar duas vezes em tudo que me impedia de ficar com ele.

— Eu só te jogo lá em baixo se você não me beijar agora — confidenciei também me aproximando.

E foi assim que seus lábios tomaram os meus. Sugou meu lábio inferior para aprofundar o beijo e colocou a mão na minha cintura. Assim que a sua língua tocou a minha, as mãos que estavam na minha cintura apertaram um pouco mais em forma de posse enquanto as minhas puxavam levemente seus cabelos ainda molhados e um pouco escorregadios.

Aos poucos ele foi parando o beijo e estava tão ofegante quanto eu.

— Fica comigo para sempre? — perguntou com os lábios colados nos meus.

— Não dá, temos um jogo de pegadinhas para ganhar. — disse confiante.

Assentiu sorrindo de lado, eu amo esse sorriso. Amo essa boca, esses olhos, esse corpo. Porque ele tem que me seduzir desse jeito.

— O Kendall não vai precisa do carro por agora, então... — fez a carinha mais fofa que conseguiu — passa a noite comigo?

Notas finais
Tharam! E aí? Gostaram? Estou esperando pelos reviews. E vou responder toooooodos que faltam (não são poucos). Sem spoiller pros Bônus. Hahahahaha. Visitem o meu perfil. A próxima data que vou atualizar se encontra lá. Little Kisses, Viih
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.