You Make Me Feel... - All Different World
2 Uma Forma de Sermos Namorados.
Notas iniciais
Em Uma Sexta-Feira de Julho – Aproximadamente 3 Anos Atrás
James estava largado na cama de Helena.
Para ele era cansativo ter um não-relacionamento com a garota por quem era apaixonado a tanto tempo, e o fato dela só procura-lo quando os dois já estavam no limite da necessidade de sexo não facilitava nada.
Helena levantou de cima do seu peito e pareceu disposta a ignora-lo por tempo o suficiente até voltar a cama com ele. Aquilo frustrava James mais do que gostaria.
—Hey, vamos ter um encontro.
A garota o encarou surpresa e depois suspirou.
—Namorados tem encontros James, nós apenas transamos.
—Eu não vou brigar com você pela sua regra de “nada de namoro” mais uma vez, só quero ter um encontro com você.
—Mesmo que Nova York tivesse dez vezes o tamanho e população eu não iria. Com a nossa sorte encontraríamos metade dos nossos amigos na mesma lanchonete, cinema ou parque de diversões.
James pensou sobre aquilo e sorriu.
—E se formos a um lugar em que eles definitivamente não estarão?
Aquilo chamou a atenção da garota que sentou ao lado de James.
—E que lugar mágico seria esse?
—Isso é um “sim, posso ir a um lugar assim”?
—Isso é um “vou considerar se for verdade”.
Ele riu.
—Então vamos para Miami.
Helena ficou surpresa.
—Miami?
—Sim, minha mãe tem uma casa lá e podemos passar todo o fim de semana lá.
Helena pensou em perguntar sobre a mãe de James, mas aquele era um assunto tão proibido quanto a sua própria mãe.
—Um encontro.
James pulou da cama e começou a se vestir animado acompanhado dos risos de Helena.
—Ah, lembrei. –Helena encarou o garoto. –Enquanto estivermos lá estamos sob as minhas regras.
A garota arqueou a sobrancelha curiosa.
—Tipo?
—Enquanto estivermos em Miami somos namorados e você vai precisar mesmo me chamar de Carter.
—A primeira eu posso aceitar, só não entendi a segunda.
—Carter é o nome que minha mãe me deu, James foi meu pai, é meio que uma regra que na casa de Miami eu use esse nome.
Helena pareceu pensar por um segundo.
—Lá você só vai me chamar de Lena, nada de Helena.
—Mas eu já te chamo de Lena às vezes. –Mas diante do olhar da garota James riu. –Tudo bem.
==========X==========
Lena levou os dois até as coordenadas que Carter passou sem grandes problemas, ele mesmo não se preocupou muito com as roupas que pegou no Instituto, apenas enfiou algumas camisetas e bermudas na mochila de qualquer jeito.
A primeira coisa que Lena notou na casa da mãe de Carter foi que ela era grande e valia muito mais do que poderia parecer, mas o garoto não pareceu nada mexido com aquilo.
A segunda coisa foi que não haviam fotos de Carter, da mãe dele ou de qualquer outra pessoa. Era como se aquela casa fosse uma espécie de lugar para ir e não para ficar.
—O nosso quarto fica lá em cima, vamos deixar as malas. –A garota queria dizer algo, mas havia uma sombra sobre Carter que dizia claramente “não pergunte” a impedindo de tentar.
Assim que a porta do quarto foi aberta Lena pode ver um quarto amplo e decorado como o quarto de Carter no Instituto, aquilo a fez se sentir menos intimidada naquela casa.
Ela podia ver as pinturas na parede, feitas por Carter, e os pôsteres das bandas que ele gostava colados entre os quadros.
—Gostei do quarto.
—Decorei a uns seis anos e não mudei muita coisa.
—Lembra o outro quarto.
—Acho que não sou muito criativo nesse sentido.
—Eu gostei.
—Então, vamos sair?
—Algum lugar em mente?
—Tem alguns lugares legais para se andar pela cidade.
—Conhece todos?
—Alguns, outros podemos conhecer juntos.
—Vamos começar por algum que você conheça e goste.
Carter sorriu e esticou a mão para Lena que segurou com força, os dois foram para a garagem aonde, para a surpresa da garota, havia um carro relativamente novo e bom, eles entraram no mesmo e seguiram até a saída do condomínio.
Lá Carter saiu para falar com alguém da portaria e depois voltou sorrindo.
Eles seguiram caminho até o centro da cidade e pararam perto de uma feira de artesanato, definitivamente o tipo de lugar que Lena sabia que Carter adorava ir para conhecer o trabalho manual que podia ser feito. Ela riu satisfeita por saber aqueles pequenos detalhes sobre ele, especialmente quando não demonstrava com tanta frequência o quanto Carter era importante em sua vida.
Lena deixou que ele mostrasse as coisas que mais gostava ali e as que achava mais interessante.
Quando já haviam andado toda a feira e até mesmo parado para comer em algumas barraquinhas a garota notou o olhar de Carter na direção de um prédio, mas ela sabia que ele não estava olhando para aquela construção.
—É algum lugar especial?
Ele deu um sorriso falso, um misto de tristeza e saudade, antes de voltar a andar na direção do carro.
—Foi um passeio que fiz a muito tempo.
—Quer ir lá?
Carter riu.
—Não, definitivamente não.
Lena apertou de leve a mão do garoto que a encarou.
—Quer me contar o aconteceu Carter?
—Foi um passeio que fiz com a minha mãe a muitos anos. Foi estranho e bom ao mesmo tempo, se é que isso faz sentido.
Lena pensou na relação que tinha com a sua mãe e em como mesmo distantes elas eram próximas.
—Faz sentido sim.
Carter riu e então beijou Lena sem se importar que uma dezena de pessoas estava olhando.
—Vamos para a praia Lena?
—Não vou entrar na água.
—Tudo bem, vamos apenas caminhar um pouco.
Eles voltaram para o carro e pegaram o caminho da praia enquanto Lena apenas conseguia pensar em como era bom poder ficar ao lado de Carter sem se preocupar com todo o resto, em quem que eles eram e o que ainda estava por vir.
Ela desejou ter mais fins de semana como aquele em que não seria ela e Carter não seria ele, seriam apenas dois namorados aproveitando um fim de semana juntos.
Mesmo sabendo que era um pedido egoísta.
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Continua...
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