You Make It Real - Draco e Mione
23 Reunião de família
Notas iniciais
Mais um capitulo quentinho, espero que gostem!!
Boa leitura.
[Pov Draco]
Eu não acreditei quando ouvir aquela voz pela primeira vez, senti meu sangue gelar e meu coração bater loucamente no peito, mais um chamado e Hermione apertou minha mão como se tivesse percebido que estava em choque, num gesto sutil com a varinha fiz a porta se escancarar. Ela estava exatamente como me lembrava, exceto por uma cicatriz enorme que cobria seu rosto, do canto dos olhos ao lábio, ela estava séria e adentrou a casa com passos firmes.
- É assim que você recebe a sua mãe? – perguntou Narcisa Malfoy, minha mãe.
- O que está fazendo aqui? Onde ele está? – respondi com outra pergunta, nem eu acreditava no tom de voz que conseguia utilizar com ela.
- Boa noite Granger. – falou olhando pra Hermione que estava em silencio atrás de mim. – Pelo visto já encontrou outra esposa, pra substituir à francesa.
- Não ouse falar da Lene. – rosnei. – O que vocês querem de mim? Deixem minha filha e vou com vocês! – disse.
- Meu amor, não estou com minha netinha. – minha mãe sorriu triste. – Ou melhor, ainda não estamos.
Olhei pra ela sem acreditar no que ela dizia e quando dei por mim as palavras já saiam dos meus lábios sem consegui freia-las.
- Como vocês podem fazer isso comigo? A senhora me apoiou quando sai de casa. – só agora percebi o quão magoado estava com o fato dela está ajudando ele.
- Draco, não ouse pensar que tenho algo haver com as loucuras do Lucio. – minha mãe olhava fixo pra mim e só então vi a tristeza que estava em seus olhos. – Não apoio tudo o que você fez, ao contrario do que pensa, mas nunca te machucaria assim!
- Mas o que faz aqui então? E os agentes que estão mortos no meu escritório?! – perguntei confuso, será que ela estava mentindo?
- Eles não estão mortos, só dormindo! – sorriu. – Pensei que aquela coisa dos policiais americanos gostarem de rosquinhas fosse invenção do povo, mas eles realmente não resistem a uma.
Olhei pra ela confuso, era estranho ter minha mãe ali e confesso que fiquei aliviado por ela aparentemente não está com meu pai nessa loucura.
- Agora você tem que me ouvir, Lucio está completamente louco! – ela suspirou. — O ajudei a sair da prisão, mas nunca imaginei que ele fosse ficar assim, dois dias depois que voltou pra casa, ele me atacou e fez isso comigo. – falou apontando pra cicatriz em seu rosto. – Ele usou magia negra no punhal e nunca irei me livrar disso, me prometeu que não descansaria até fazer você se arrepender de ter abandonado sua família. – ela me olhou com pesar. – Há anos ele está te monitorando e eu a ele, vi você sofrer com sua perda, vi você voltar a viver, vi minha netinha crescer, só não consegui impedir que a levassem hoje!
- Por que você não em avisou? – perguntei irado.
- Não queria interferir na sua vida e se passaram muitos anos pra ele agir, tinha a esperança dele desistir. – falou triste.
- Ele vai tirá-la de mim, não é mesmo? – perguntei num fio de voz e senti Hermione apertar minha mão outra vez.
- Não irei permitir isso, ele não vai tirar mais ninguém de você! – ela me olhou com pesar e foi o bastante pra entender que minhas suspeitas estavam certas, a Lene foi assassinada.
- Como você vai fazer isso? – perguntei engolindo a ira que crescia dentro de mim.
Minha mãe olhou no relógio e sorriu, não entendi muito bem aquilo tudo, ela olhava fixamente pra um ponto no centro da minha sala de estar e começou a caminhar naquela direção, só então percebi como ela estava magra e abatida, nem de longe era a mesma mulher de antes.
- O que ela vai fazer? – perguntou Hermione sussurrando no meu ouvido.
- Não sei, pega o celular do meu bolso e avisa o Mason. – disse em voz baixa.
Senti Hermione tirar o aparelho na minha calça e escrever uma mensagem, ela soltou a minha mão pra fazer isso e fiquei em pânico por não sentir mais o toque dela temia que algo acontecesse, mas nem de longe isso se comparava com a dor que se alastrava pelo meu corpo, quando minha mãe confirmou minhas suspeitas em relação à Lene, foi como se tivesse acabado de perdê-la... Minha boca estava seca, cada batida do meu coração parecia uma facada, sentia que a nuvem negra da tristeza fazia chover em cima de mim, uma coisa era suspeitar que ela havia sido assassinada, outra muito diferente era saber a verdade e admitir que ela fora arrancada de mim. Hermione tocou meu braço outra vez e me senti sujo por permitir que outra mulher me tocasse naquele momento, mas nada fiz ou pensei que não.
- É agora. – falou minha mãe me chamando e com um suspiro me livrei do toque da Hermione que ficou sem entender minha mudança de humor. Você só faz merda, Malfoy! Pensei aproximando-se de onde minha mãe estava.
Assim que cheguei perto dela fui cegado por uma luz forte que vinha do centro da sala e por uns instantes temi que aquele fosse meu fim, mas logo a luz cessou, pude escutar o soluço fraco e os bracinhos trêmulos da Marie em volta da minha cintura.
- Papai... papa... – ela soluçava enquanto a envolvia nos braços e chorávamos juntos.
- Meu amor, me perdoa. – sentei com ela no chão e a aninhei no meu colo, ela tremia sem parar. – Estou aqui. Você está bem? Está machucada? – perguntei olhando pra ela.
- O homem mal da janela me pegou, pensei que fosse a Martinha, mas não era. – ela falava sem parar.
- Calma, meu amor! – beijava o rostinho dela tentando acreditar que ela estava nos meus braços outra vez, por Merlin como estava aliviado.
De repente escutei um grito e levantei atordoado com a Marie no colo e assim que vi Hermione nos braços dele meu sangue gelou.
- Que cena mais linda, o reencontro de pai e filha! – rosnou Lucio Malfoy. – Chego a ter náuseas vendo isso. – a cara dele era repugnante. — E você, Cissa como ousou me trair?! – ele moveu a varinha e minha mãe começou a gritar de dor no chão, mas logo ele cessou o ataque e ela levantou ofegante.
- Larga a moça Lucio! – ordenou minha mãe com a voz fraca. – Isso é um assunto de família.
- Papai, é ele. – disse Marie me abraçando mais forte.
- Eu sei calma, estou aqui. – falei acariciando ela. – Nada vai te acontecer, meu anjo.
Lucio gargalhou e olhou com desdém pra minha mãe, por um momento pensei que ele ira amaldiçoá-la outra vez, mas pela primeira vez ele se virou e me encarou.
- Draco meu filho quanto tempo, sentiu falta do seu velho pai? – perguntou. – Claro que não, esteve ocupado demais jogando o nome da família na lama!
- Nome de que família? A nossa já não existia há tempos, só fiz terminar o que você começou, papai! – rosnei. – Agora sejamos cavalheiros e vamos deixar elas fora disso, seu problema é comigo. Então vamos resolvê-lo a sós.
- Ah não filho, assim não tem graça, por que mato você e puf acabou! – sorriu como um lunático. – Prefiro o velho método de cão e gato ou tiro o que você sentirá falta, você sofre e assim eu acabo com tudo, tortura é bem mais divertido.
Tive o impulso de ir até ele, mas lembrei que Marie ainda estava no meu colo e tentei entrar no jogo dele, meu pai sempre gostou de dramatizar as coisas, não seria uma coisa rápida como um Avada, ele não usaria algo tão simples contra a Hermione, ele iria querer me torturar até o ultimo minuto, exatamente como ele falava, respirei fundo, tentei pensar no melhor meio de agir e percebi que desdenhar da Hermione poderia ajudar.
- Não me importo com ela, minha filha está a salvo e isso me basta! – falei me repudiando pelas palavras.
Hermione me olhou confusa, mas acredito que ela percebeu que estava entrando no jogo dele, pois começou a se debater desesperada.
- Fica quieta. – gritou Lucio e vi os olhos dela saírem de orbita por uns instantes. – Me diga Draco como você pode gostar desse tipinho? Tão suja, sem graça e trouxa acima de tudo. – ele olhava com nojo pra Hermione que permanecia quieta. – Daquela outra imunda consegui te livrar sem muito esforço, mas essa aqui será prazerosamente doloroso pra ambos!
- Lucio pare com isso, já fez coisas ruins demais pra nosso filho, o deixe em paz! – gritou Narcisa ficando ao meu lado.
- Cala a boca sua vadia velha! – esbravejou Lucio. – Ele não sofreu nem a metade do que eu passei, fiquei anos naquela prisão maldita e ele nem ao menos foi ver se estava vivo, abandonou o próprio pai! – ele jogou Hermione no chão. – crucio...
Esperei pelo grito da Hermione, mas ela não emitiu som algum, ficou ali se debatendo, chorando, mas sem gritar... Afundei o rosto da Marie em meu ombro pra ela não ver aquilo e sabia que era por ela que Hermione segurava com bravura a vontade de gritar. Lucio vendo que ela não ajudava com a dramatização do seu show, começou a chutá-la e aquilo foi o bastante, entreguei a Marie pra minha mãe e num segundo estava perto dele, mas não o bastante pra pará-lo.
- Se der mais um passo acabo com a diversão por aqui! – falou me olhando nos olhos.
- O que você quer de mim? – perguntei irado. – Seu velho hipócrita, sempre achando que o mundo gira ao seu redor. Tenho outra vida agora, minhas escolhas, minha família, já não basta o que você fez?
- Não seja um bebê chorão Draco, lá no fundo você sabe que não nasceu pra essa vida de gentinha. – ele tinha um traço de loucura em cada palavra dita. – Te livrei daquela mulherzinha e posso te livrar dessa, a criança nem precisará sofrer! – ele puxou Hermione do chão e meu sangue gelou quando ele encostou a varinha no pescoço dela.
- As deixe em paz, vou com você! – falei dando mais um passo e ele pressionou mais a varinha. – Não é o que você sempre quis, nós dois trabalhando juntos?! Podemos voltar a ser uma família.
- Não me faça de idiota, sei que você não quer isso. – rosnou.
- Tem razão eu não quero, mas posso tentar, se prometer as deixar ir embora! – falei sério. – Você ia querer ver alguém fazendo mal pra mim? – ele ficou mudo. – Então não posso deixar você machucar minha filha, ela é tudo que tenho!
- Eu pouparei a menina, mas essa aqui... – ele murmurou um crucio e Hermione começou a se debater em seus braços. – Foi ela que fez você mudar, lembro bem do dia que você ficou diferente e foi por ela! – Lucio retirou o feitiço e Hermione respirou aliviada, ela olhava fixamente nos meus olhos, a agonia gritava ali dentro, mas também havia a mensagem de seja racional.
- Tudo bem, mas me deixe ter o prazer de acabar com ela! – falei forçando um tom baixo e sombrio. – Ela desgraçou minha vida, estava tudo bem até ela me enfeitiçar, o senhor sabe disso, o Lord das trevas me tinha como preferido.
- Você estragou tudo quando ficou sentimental demais. Mas você está falando sério? – perguntou Lucio e pela primeira vez ele pareceu acreditar no que dizia.
- Claro que sim, ela me fez mudar, fugi de Londres, pois não aguentava ficar perto dela! – as palavras tinham gosto amargo na minha boca e pela minha visão periférica vi que minha mãe tinha feito Marie dormir e fiquei aliviado por ela não precisar ver aquilo. – Sou humano pai, era jovem e preferir fugir a ter que ficar com ela. Uma trouxa amante de um Weasley era humilhação demais.
- Você tem razão filho, ela poderia ter te iludido facilmente, eu não estava lá pra te ajudar! – disse Lucio com pesar. – Mas e a outra?
- A Lene foi diferente ela era uma pessoa normal, me fazia bem e me deu a Marie. – falei em tom ameno.
- Uma linda criança, apesar da cor suja. – falou com nojo. – Mas posso aceitar a cor dela, a mãe suja dela mandei pro inferno. – Lucio sorriu. – Você precisava ouvir como ela gritou seu nome, quando cheguei pra conferir o serviço tinha sido feito certo aquele dia, ela dizia que você precisava dela, que não podia morrer, talvez ela até vivesse se não fosse o ultimo feitiço que lancei!
Aquilo foi a gota d’água não conseguiria mais manter o teatro, ele tinha chegado ao meu ponto fraco, ele viu minha Lene acidentada, foi o responsável pela morte dela... Aquilo foi demais, quando dei por mim tinha jogado a varinha no chão e segurava o cano frio do revolver entre as mãos, Lucio Malfoy merecia morrer de modo trouxa, nada de feitiço, ele morreria com uma bala no meio do peito.
- O que é isso filho? – perguntou confuso.
- Você já fez merda demais nessa vida, está na hora de você ir inferno! – esbravejei. – Não vou deixar mais essa boca imunda falar da minha mulher, nem da minha filha. Elas são tudo na minha vida, devo tudo a elas e não será um homem de merda que vai estragar tudo agora!
- Draco, você não quer fazer isso! – falou minha mãe angustiada tocando no meu ombro. – Não dê a ele esse gostinho, você vai se culpar pelo resto da vida.
Ignorei o apelo dela, pois naquele momento só conseguia ver o rosto dele e tudo o que vivi quando morávamos juntos voltou a minha mente, as vezes que ele bateu na minha mãe, as vezes que ele me humilhou, como ele servia o Lord cegamente e como ele parecia se deliciar com as barbaridades que ele fazia, minha mente estava cheias de motivos pra matá-lo, o cano do revolver era pesado e frio em minhas mãos, e Lucio estava tão sem ação que nem sequer se deu conta que poderia me tirar a arma com um simples gesto de varinha. Tudo aconteceu muito rápido, Hermione pareceu ter recuperado um pouco das forças e tentou empurrá-lo, mas Lucio era um homem forte e a manteve quieta, vi um lampejo vitorioso passar pelos olhos dele e o exato momento que o “Ava” saiu de seus lábios o apertei o gatilho e Hermione se mexeu...
Notas finais
Eu seu que fui má em finalizar o capitulo assim, mas amo tortura!! kkkk
Gentem não fiquem bravas e nem reclamem muito oks? lembrem-se que quem escreve essa fic sou eu, então não me deixem triste!!
Tirei o Lucio do fundo do baú e caray amei o efeito que isso deu, adoro escrever coisas loucas!!
E agora quem morre?? confesso que ainda não decidi!! Eita duvida...
bjinhos a todas...
PS: Desculpa se tiver erros no capitulo, é que se lesse mais uma vez isso aqui mudaria por completo as coisas, então preferi não!! depois eu altero se tiver muitos erros..
Fale com o autor