You Make It Real - Draco e Mione
12 Quase lá...
Notas iniciais
Eu sei, eu sei...
DESCULPA!!
Boa leitura!!
No capitulo anterior...
“Gina foi embora logo em seguida e terminei de arrumar tudo, disse que iria até a casa dela me despedir de todos, mas sabia que se fizesse aquilo iria desistir dos meus planos, pois Gina não conseguiria me convencer, mas se o Harry me olhasse com aqueles olhos verdes eu não conseguiria dizer não. Respirei fundo e disse “olá” a minha nova vida...”
Janeiro de 2012...
[Pov Hermione]
Hoje faz exatamente cinco anos desde que sai de Londres, o que posso dizer desse tempo? Bem, olhando ao meu redor e minha vida hoje em dia, posso disser que foram os melhores anos da minha vida, neles pude me dedicar á algo que realmente me satisfazia como ser humano, me sentia completa e realizada... E sempre serei grata a Ester, que me mostrou o universo da fotografia e como um simples clique pode capturar coisas que nossos olhos não vêem ou estamos ocupados demais pra perceber, é como ler um livro, pois quando lemos viajamos num novo universo, criamos uma nova perspectiva do mundo e às vezes a estória acontece na nossa cidade, mas o autor faz tudo que antes conhecíamos em algo mágico. E é assim que acontece com a fotografia ao capturarmos uma imagem tudo pode mudar e parece mil vezes melhor do que realmente é, ou algo deprimente como crianças passando fome na África podem retratar toda a dor e desolação daquela situação.
No começo meus amigos demoraram muito pra entender minha decisão inesperada, pois havia abandonado minha carreira brilhante e minha “estabilidade”, mas depois de verem como eu estava bem e feliz me apoiaram. Voltei á Londres três anos depois que parti e creditem fui madrinha de casamento do meu ex. marido, chega até ser hilário, mas fiquei honrada ao receber esse convite, pois ele era a prova de que a vida segue seu rumo, mesmo que o caminho nem sempre seja o que escolhemos de inicio. Hoje o Ron é casado e será pai em breve como sempre sonhou.
Era um domingo frio e já não via à hora de sair do Canadá, fiz um trabalho incrível ali, mas vivi um dos piores períodos dessa minha aventura, o tempo estava horrível e o frio sufocante. Apesar de tudo eram sempre proveitosas minhas viagens, já tinha passado por muitos países e cheguei a viver por um ano em Barcelona, meu sonho de menina, era uma cidade incrível, foi lá que expus pela primeira vez meu trabalho e foi em Barcelona que resolvi fazer um joguinho com os meus afilhados Lily e Sirius, que estão com quase sete anos agora e mais lindos que nunca, o jogo era assim: sempre que finalizo um trabalho em algum lugar mando uma coruja pra eles que me retornam com uma carta com meu próximo destino. É divertido não saber pra onde se está indo e as crianças sempre acertavam no destino. Fui ao aeroporto e entreguei a atendente da empresa aérea o papel com o nome do meu próximo destino e paguei a passagem, fui tomar um café pra esperar a chamada do meu vôo.
- Vôo 270001 com destino a São Francisco, Califórnia, portão D! – disse uma voz feminina no auto-falante. Olhei meu bilhete pela primeira vez e sorri ao ver que era o meu vôo.
- Amo vocês crianças! – murmurei indo ao avião.
São Francisco
[Pov Draco]
- Marta, estou de saída! – falei pegando uma maça. – E vou buscar a Marie na escola hoje.
- Tudo bem querido. Mas você deveria sentar essa bundinha loira e tomar um café decente. – respondeu à senhora de meia idade com um sorriso.
- Se cuida Martinha. – disse beijando a cabeça dela.
Marta foi o anjo que apareceu na minha vida, Lene havia encontrado ela um pouco antes do acidente e ela que me ajuda desde então a cuidar da Marie e a não pirar com minha nova vida, ela tinha dois filhos crescidos e dormia em casa sempre que podia, aprendia a respeitar e amar Marta como uma mãe e minha princesinha era apaixonada por ela e isso já era o suficiente.
Ao longo desses cinco anos como pai e viúvo, pude crescer muito e hoje sei que faço o meu melhor pela minha filha, que a cada dia fica mais linda, ela herdou meu gênio, mas a doçura da Lene estava presente em seus olhos, ela era educada e muito alegre e eu a amava mais que tudo. Foi Marie que me fez aprender aos poucos viver sem Lene, a perda dela foi um grande baque pra mim, mas com dia-a-dia ao lado de Marie era mais fácil superar tudo. E hoje era uma das raras ocasiões que não tinha nenhuma audiência e vou aproveitar pra buscá-la na escola.
- Boa tarde, Sr. Malfoy. – disse a professora de Marie.
- Boa tarde, Lucia. – sorri pra ela e vi nitidamente ela estremecer ao meu ato, realmente a Marta tinha razão, a Lucia tinha uma quedinha por mim e hoje ela até que estava bonitinha.
- Algum problema papai? – perguntou Marie segurando minha mão.
- Oi minha princesa. – disse a pegando no colo e beijando seu rosto. – Nenhum. Até outro dia Lucia! – disse a uma professora rubra que sorria sem graça.
- A tia Lucia olha engraçado pro senhor. – falou olhando por cima do meu ombro.
- Não é nada demais. – sorri divertido. – O que acha de irmos buscar seus primos e irmos todos assistir a um filme?
- Alvin e os esquilos! – gritou toda feliz batendo palmas.
- Mas você não assistiu a esse filme ontem? – perguntei já imaginando o tormento daqueles esquilos cantando.
- Não pai, eu assisti o um e o dois, agora agente pode ver o três. – falou contando nos dedos, não pude deixar de sorrir ao vê-la contar.
- Tudo pela minha princesa. – disse vencido e liguei para Liz preparar as crianças.
Foi uma tarde maravilhosa, com meus sobrinhos de coração e minha filha que pouco antes dos créditos finais do filme já tinha adormecido na poltrona do cinema, sorri e peguei-a no colo. A viagem de volta foi silenciosa por que Arthur também dormia como um anjinho e não pude deixar de lembrar que houve tempos que os melhores momentos dessa dupla de pestinhas eram quando eles dormiam, os dois juntos era um verdadeiro desastre e hoje não foi muito diferente.
- Tio. – chamou Sara.
- Oi meu anjo.
- Ela já está chegando, mas o senhor terá que tomar muito cuidado! – falou séria.
- De quem você está falando? – perguntei confuso.
- Daquela que o senhor sempre esperou. – dizendo isso virou o rosto e ficou a contemplar a cidade.
Como aprendi no decorrer desses anos convivendo com o dom estranho da Sara preferir ficar quieto, mas o que ela disse ficou martelando na minha mente até chegarmos à casa do Gui.
- Pronto estão entregues! – falei passando o Arthur pro colo do pai.
- Eles deram muito trabalho? – perguntou Liz beijando meu rosto.
- Nem tanto, brincaram bastante antes do filme e a Marie nem viu o final, o garotão capotou só no carro e a Sara já é uma mocinha! – disse beijando a cabeça da minha pequena.
- Boa noite tio. – sorrio Sara.
- Boa noite, querida.
- Ela falou algo pra você não foi? – perguntou Liz.
- Disse, mas não fez sentido algum.
- Veremos meu amigo, veremos! – despediu-se e entrou com o resto da família.
Assim que cheguei em casa vesti o pijama da Marie e a coloquei na cama, ela estava risonha e parecia estar sonhando com algo bom, fiquei um tempinho velando o sono dela e era inevitável não recordar de Madeleine, senti meu coração apertar e a sombra da dor pairar sobre mim, mas tão rápido quanto ela chegou fiz ela partir, não podia me dar ao luxo de cair numa tristeza profunda, por Marie e por mim também.
Já estava no milésimo sono quando ouvi meu celular tocar insistentemente tateei a mesa de cabeceira e encontrei o maldito.
- Draco, é o Peter você não vai acreditar no que aconteceu? – falou meu colega de escritório.
- Espero que seja algo extraordinária. – disse com raiva.
- Lembra do Jackson? – riu Peter.
- Claro que me lembro desse filho da puta! – levantei com mais raiva ainda, esse cara era a pedra do meu sapato desde que resolvi entrar pra promotoria.
- Pois meu amigo, temos enfim uma prova pra colocar esse crápula atrás das grades!
- Onde você está? – perguntei já vestindo minha calça. – E que prova é essa?
- Estou na embaixada da Inglaterra, uma fotografa que estava tirando fotos pela cidade, registrou o exato momento que ele despachava um barco nas docas, a garota percebeu que era algo ilícito e tentou fazer seu melhor, o problema foi que um dos capangas dele a viu e ela por pouco não foi pega! – Peter gargalhava.
- Chego ai em dez minutos. O FBI já pegou o depoimento dela? – perguntei vestindo uma Pólo qualquer.
- Já, mas a INTERPOL quer levar ela embora, estamos tentando negociar, mas com você aqui será mais fácil. Vou tentar aguentar eles mais um pouco! – disse antes de desligar.
Eram quatro da manhã e Marie ainda dormia tranquilamente, deixei um bilhete na porta do quarto da Marta e fui a toda velocidade rumo à embaixada. Eles não poderiam levar minha testemunha chave embora, estou a três anos tentando achar um jeito de colocar esse cara na cadeia e não ia perder essa oportunidade por nada, mas estava sentindo algo diferente, mas ainda não sabia explicar o que
Notas finais
Gente mil perdões pela demora, mas estava completamente sem inspiração... Affs
Esse capitulo é o inicio da nova fase da fic, a partir de agora tudo irá mudar e outras tramas irão aparecer!!
Espero que continuem gostando e acompanhando a fic!
bjinhos
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