You Make It Real - Draco e Mione
7 O improvável pode acontecer
Notas iniciais
Iria postar mais cedo, porem foi aniver da minha mãe dois e estava sem tempo!!
Espero que gostem!!
Boa leitura.
[Pov Draco]
Assim que anoiteceu fomos jantar na casa do Gui, como havíamos combinado ainda pela manhã e apesar do clima tenso que ficava sempre que meu amigo me alfinetava tudo estava indo bem, por diversas vezes vi Liz sair da mesa, mas ela me assegurou que era assim mesmo no fim da gestação e não nos preocupamos tanto, depois que Sara foi dormir e estávamos conversando animadamente na sala eu anunciei o noivado com a Lene e a reação do Gui foi no mínimo cômica... Primeiro ele ficou pálido, depois foi escurecendo aos poucos até ficar roxo de raiva, não sabia se ria ou continuava com meu semblante sério, ele mirou a mão direita de Lene e fitou o anel por vários segundos antes de conseguir falar algo.
— Você está grávida? – gritou Gui.
— Claro que não! – esbravejou Lene ficando rubra. – Deixa de ser idiota!
— Então por que vão se casar tão depressa? – perguntou me fuzilando com o olhar, mas quem respondeu minha pergunta foi Liz entrando na sala sorrindo.
— Por que eles se amam. – deu uma pausa pra respirar e percebi que ela estava suando. — E seu filho está nascendo! – completou arfando, levantei num salto e a segurei pelas costas, mas Gui continuou com sua ira por uns instantes.
— Claro que eles se amam e meu fi... – ele olhou espantado pra esposa que ainda sorria, mas estava ofegante. – Meu filho está nascendo! – gritou pegando as chaves do carro e correndo pela casa feito um louco, pegando tudo o que já estava arrumado pra chegada do bebê.
- Gui! – gritei mais alto que ele quando vi uma quantidade assustadora de liquido escorrendo pelas pernas de Liz. – Vai ligar o carro, agora! – ele me obedeceu e logo Lene veio pra perto de mim, cheia de sacolas.
— Salvos pelo gongo! – sorriu Lene. – Draco, com essa gritaria toda a Sara deve ter acordado, arrume ela e encontre com agente no hospital. – pediu me dando um beijo rápido.
— Pode deixar. – as ajudei a entrar no carro e tive que me segurar pra não gargalhar do desespero do meu amigo. – Lene, acho melhor você dirigir ou o Gui vai levar vocês direto pro cemitério. – sugeri.
— Ainda não acabei com você, loiro de uma figa! – reclamou entrando com a esposa no carro e resmungando outras atrocidades ao meu respeito, nesse momento me perguntei onde estaria todo aquele papo de que era a favor da nossa união, assim como havia dito no dia que conheci Lene.
— Daqui apouco encontro com vocês lá! – disse pra elas e ignorando meu amigo histérico.
Enquanto via o carro se afastar só podia ver como minha felicidade estava completa, estava noivo de uma mulher incrível, meu melhor amigo estava “adorando” essa idéia e de brinde ganharia mais um sobrinho, ótimos presentes num dia tão especial pra mim, antes de entrar na casa murmurei um “Feliz aniversário” e sorri ao ver minha anjinha descendo as escadas com uma carinha linda de sono, realmente aquele era o melhor aniversário da minha vida.
- Por que o papai estava gritando? – perguntou pulando no meu colo.
- Por que seu pai é um grande bobão e hoje vamos todos ganhar um grande presente! – falei levando ela pro quarto.
- Meu irmãozinho vai nascer? – perguntou me fitando com uma maturidade espantadora pra uma criança de seis anos.
- Como você sabe? – falei vestindo outra roupa nela.
- Não sei como, apenas sei! – falou me ajudando a vesti-la. –Você está muito feliz tio Draco e eu gosto disso.
- Estou muito feliz mesmo princesa. – sorri saindo com ela rumo à escada.
- Já amo o novo bebê que vai chegar! – ela segurou meu rosto e sorriu. – Ela será linda.
- De quem você tá falando Sara? – perguntei confuso, uma vez que Liz esperava por um menino.
- Da sua filha, sua e da tia Lene! – parei de andar quando ouvi o que ela disse, fiquei um tempo olhando pro rostinho delicado dela e preferi não falar nada apenas sorri.
Coloquei-a no banco traseiro e fomos rumo ao hospital, no caminho me permiti a remoer o que Sara havia dito, percebi que desde que ela era pequena tinha esses repentes, sempre falando coisas sem sentindo, mas agora que tinha ouvido a Lene falar sobre o seu “dom” lembrei que ainda bebê, Sara havia passado por sérias complicações e por pouco não perdemos nosso anjinho foi nessa época que fiquei mais amigo de Gui e Liz, estávamos no segundo ano de faculdade quando Liz apareceu grávida e depois deu a luz a uma menina aparentemente saudável, que após alguns messes fomos surpreendidos pela fragilidade do bebê... Só de reviver essas memórias chegava a ser doloso, respirei fundo e olhei pra garotinha linda no meu banco e sorri agradecendo por ela estar saudável e bem, precisava conversar sobre isso com Lene ou talvez Sara só tenha ouvido a gritaria do Gui sobre gravidez, uma coisa ou outra conversaria com Lene.
Assim que chegamos à maternidade percebi o quanto estava ansioso, o ambiente era confortável, com cores claras e ali tudo lembrava que novas vidas viriam ao mundo, nunca tinha ido a uma maternidade bruxa, mas tinha quase certeza que não seria muito diferente. Um enfermeiro me disse que Liz já estava na sala de parto e tentei manter a calma enquanto segurava a mão de Sara e logo vimos Lene sentada na sala de espera.
- Ele já nasceu tia? – perguntou Sara sentando ao lado dela.
- Está quase lá! – Lene respondeu antes de me dar um selinho e me puxar pro seu lado. – Senti sua falta. – murmurou no meu ouvido.
- Bom saber disso. – sorri a abraçando pelos ombros e aos sussurros contei pra ela o que Sara havia dito e minha opinião sobre tudo, Lene apenas ouviu e ficou em silencio por algum tempo. – Sabia que ela havia ficado doentinha, mas não imaginava a gravidade.
- Foi tudo muito rápido e por pouco não á perdemos! – murmurei.
- Draco, só eu sei o quanto é difícil lhe dar com tudo isso.- olhou pra garotinha que estava ao lado. — Mas ela parece conseguir com tanta facilidade. Não desejo isso a ninguém, é assustador às vezes! – falou puxando Sara para os braços.
- Não tenha medo tia, ela será tão linda e vai ajudar ele na hora certa. – disse Sara num sussurro. – Tudo ficará bem! – me arrepiei com o comentário da pequena.
Mas não pude fazer nada, pois um Gui eufórico entrou na pequena salinha gritando aos quatro ventos que seu filho havia nascido, a alegria dele era contagiante e me perguntei se um dia viveria algo assim.
- O nome dele será Arthur, como o rei, e ele é tão lindo, você tem que ver meu amigo! – falou enquanto me abraçava, achava incrível como a convivência com os Franceses havia mudado meu jeito frio de ser e nem achava estranho abraçar os outros.
- Parabéns meu amigo, estou muito feliz por vocês! – disse sorrindo.
Por hora deixaria de lado aquela previsão que Sara havia feito, ver Gui tão feliz abraçando a irmã e a filha me deu uma perspectiva que num futuro poderia ser eu ali e isso fez qualquer angustia se esvair rapidamente.
(...)
-Sete meses depois-
São Francisco, 14 de janeiro de 2006
Chegara o grande dia e eu estava em frente ao imenso jardim a beira da praia, não poderíamos ter escolhido um lugar melhor, era um píer que tinha acesso ao mar e um jardim lindo para eventos, no fim ficou uma imagem perfeita pra um dia incrível... Esperava ansioso pela chagada dela, parecia que todos os olhares recaiam sobre mim e o terno cinza estava me sufocando, não sabia muito bem como agir e parecia que ela estava demorando séculos pra vir ao meu encontro, mas quando arrisquei olhar mais uma vez pro grande tapete de flores, vi Sara parada e ao olhar mais adiante vi Gui segurando o braço dela e logo a pequena orquestra começou a tocar a tão esperada marcha nupcial e meu dia pareceu iluminar diante da imagem dela, perfeita com seu cabelo caindo como cascatas emoldurando seu rosto, uma coroa de flores enfeitava sua cabeça, trajava um vestido tomara que caia branco como mandava a tradição, mas tinha uma leveza tão natural que só o corpo e a pele de Madeleine poderiam proporcionar, ela sorria maravilhada, era como ver uma miragem. Ela carregava um buque de tulipas roxas e pude me lembrar do sorriso que a senhora da banca deu quando eu apresentei minha noiva, que brevemente seria minha esposa, olhei para ás flores do local e agradeci intimamente a previsão daquela senhora.
- Cuide bem da minha irmãzinha, amigo! – disse Gui me entregando à mão de Lene.
- E você cuide muito bem do meu amigo, quase irmão na verdade. – ele beijou a testa dela e sorriu. – Amo vocês!
Entrelacei nossas mãos e assim ficamos até o final da cerimônia, o pastor dizia palavras lindas, sobre como viver em harmonia era necessário, que a compreensão tinha que ser mutua, o respeito teria que reinar na casa, pois sem isso o amor não seria suficiente... Logo estávamos fazendo os juramentos e depois de alguns minutos ela era minha esposa, a beijei com carinho e senti nossas lagrimas se misturarem e todos ao nosso redor explodirem em vivas e palmas.
- Minha só minha. – murmurei nos lábios dela.
- Amo você. – repetia Madeleine enquanto me abraçava.
A festa depois do casamento foi divertida, as meninas haviam planejado tudo e eu me espantei em ver tudo tão bem organizado e decorado, aquelas duas pareciam ter caprichado em cada detalhe, podia ver o toque delicado de Madeleine em quase tudo ali e sorria como um bobo toda vez que imaginava como era um cara de sorte, se havia uma prova de que o recomeço/redenção ou seja lá o que for, era possível definitivamente esse alguém era eu, pois fiz muitas coisas ruins, muitas delas por ser fraco, mas agora estava sendo feliz e de certa maneira grato por tudo que vivi e mais grato ainda a Hermione que havia me ensinado a amar, mesmo sem nunca termos vivido esse amor, me tornei uma pessoa melhor depois que aqueles olhos cor de âmbar entraram na minha vida e seria sempre grato a ela.
- Posso saber em que o Sr. Malfoy está pensando? – perguntou Lene sentando no meu colo.
- Estou pensando quando vou poder roubar a Sra. Malfoy pra nossa casa nova! – murmurei beijando o pescoço dela. – Que tal fugirmos agora?
- Pensei que você não ia pedir nunca. – sorriu ficando de pé.
Enquanto nos espreitávamos para saída do salão, ouvi alguém gritar algo e logo todos pararam de fazer o que estavam e viraram pra nós, Lene segurou firme minha mão e sorriu constrangida por ter sido pega no ato.
- Parece que os noivos iam fugir, mas o que íamos fazer com todos esses grãos de arroz? – perguntou Liz.
E quando dei por mim grãos de arroz misturados com pétalas de flores voavam sobre nossas cabeças, saímos de lá correndo e sorrindo. Acenamos pra todos quando já estávamos seguros no carro e parecia que ia demorar décadas pra tirar todo aquele arroz do meu corpo e o estado da Lene estava bem pior que o meu, ainda sorrindo saímos rumo a nossa nova casa, estiquei meu braço e ela deitou se aconchegando no meu peito, não demorou muito e estávamos em frente ao nosso lar, era uma casa modesta de dois andares e um pouco grande pra apenas duas pessoas, mas não pretendíamos ficar assim por muito tempo. Sorri pegando ela no colo e entrando em casa, subimos as escadas com um pouco mais de dificuldade que o habitual, uma vez que não conseguíamos desgrudar nossos lábios e tirávamos um à roupa do outro... Nossa noite não foi como esperávamos, pois algo incomodava Lene enquanto fazíamos amor e logo achamos melhor não forçar, pois poderia ter algo errado com ela, tivemos que nos contentar em dormir agarradinhos e exaustos apesar de nem tanto quanto gostaríamos.
Acordei pela manhã e me assustei quando percebi que Lene não estava ao meu lado, vesti uma bermuda rapidamente e sai à procura dela pela casa, fui ao jardim, no escritório, na cozinha e nada dela, dei um tapa na testa quando lembrei que não procurei no lugar mais óbvio, o banheiro, assim que abri a porta pude ver ela vestindo uma camisola rosa e sentava no chão, assim que cheguei mais perto vi que ela estava chorando e corri pro seu lado.
(...)
Londres
[Pov. Hermione]
Era domingo quando minha amada melhor amiga, me liga pedindo pra eu ir urgente em sua casa, quase que digo não, pois desde que me separei do irmão dela era quase que frequentes almoços, jantares organizados pra que uma reconciliação fosse feita, mas depois de um ano de tentativas pensei que ela tinha se conformado. Logo estava em frente a casa dela, bati na porta e ela gritou que eu entrasse e a encontrei no quarto dos gêmeos, Lilian e Sirius, nomes estes escolhidos pra homenagear duas pessoas amadas pelo casal Potter, eles estavam com quatro messes e mais lindos que nunca.
- O que foi Gi? – perguntei quando vi que havia marca de lagrimas no rosto dela.
- O Harry sofreu um acidente na partida e me ligaram pra ir até o hospital. – ela enxugou o rosto numa fralda. – É a ultima temporada dele e justo agora ele tem que se machucar?! – a vi colocar Sirius no berço e convidar pra descermos. – Preciso que você tome conta deles pra mim hoje. – pediu com os olhos cheios de lagrimas.
- Mas eu nem sei cuidar de crianças. – quase gritei pelo pânico. – É melhor eu ir ver o Harry no hospital. – sugeri.
- Obrigada Mione, mas prefiro que você fique com eles, pediria pra mamãe, mas ela está com uma virose e o papai precisa cuidar dela, não tenho coragem de pedir pra mais ninguém e além do mais você terá ajuda. – disse enquanto arrumava umas roupas do Harry em uma sacola.
- Que tipo de ajuda? – perguntei confusa.
- Tem uma lista de coisas pra se fazer na geladeira, por favor, ele se machucou feio! – olhei pra aqueles olhos azuis cheios de angustia e suspirei concordando.
- Tudo bem, mas não vá me brigar se algo sair dos eixos! – disse.
- Toda mulher tem seu lado maternal, o seu só está dormindo. – disse enquanto saia pela porta. – E sua ajuda chegara em breve. – aparatou antes que pudesse falar algo.
- Ótimo. – murmurei.
Fui tomar um café enquanto as crianças dormiam e peguei o jornal pra ler, confesso que nem sei como não me queimei assim que li a matéria principal do Profeta Diário.
Draco Malfoy, filho do falecido comensal da morte, Lucius Malfoy, acaba de se casar em local desconhecido, com uma trouxa também desconhecida. Nossas fontes não conseguiram muitas informações sobre o jovem Malfoy, uma vez que o mesmo está a anos longe do mundo bruxo, mas a noticia de seu casamento abalou as estruturas de uma família conhecida por sua obsessão em manter o sangue puro. A redação tentou procurar a mãe do jovem, mas ela insiste em dizer que não sabe nada do filho á anos. Se essa noticia for realmente verdadeira, só podemos parabenizar o jovem Malfoy por ter quebrado mais essa barreira no mundo bruxo, pois se um Malfoy pode se casar com uma trouxa, os trasgos poderão ser civilizados.
A reportagem terminava com uma tosca charge das ultimas palavras do repórter e eu não conseguia parar de ler a manchete da pagina. A anos que não ouvia nada dele e agora ele aparecia casado? E nem conseguia entender o por que de estar tão mexida, todos se casavam diariamente, Mas não o Malfoy com uma trouxa! insistia minha consciência ... Assustei-me quando a campainha tocou e corri pra ver quem era, assim que abri a porta fiquei me perguntando se o Harry tinha realmente sofrido algum acidente.
- Oi Ron. – falei cumprimentando meu ex. amigo e atual ex. marido.
Continua...
Notas finais
Tentarei explicar melhor toda essa coisa que envolve a Lene com a Sara no próximo capitulo...
Confesso que não quis entrar muito em detalhes no casamento dele com a Lene, pois como é um homem narrando tive medo de deixar o Dracolino meio gay... kkkkk Mesmo assim vocês puderam ter uma visão panorâmica de tudo por lá! Teria mais coisas do novo casal, mas achei melhor colocar a reação da Mione com o casamento deles,na verdade apenas um aperitivo, no próximo cap ela ficará ainda mais mexida!! hehehe
Gostaria de agradecer aos reviews do capitulo passado e dizer que amei todos e responderei eles amanhã!! ^^
O próximo capitulo sai na sexta ou no sábado, dependendo do meu tempo livre!
Muito obrigada desde já!
bjinhos
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