Notas iniciais
Oie amores!
Oks, me escondendo aqui...
Mas leiam, vocês ão de gostar! :)

[Pov Hermione]

Estava sentada nessas malditas cadeira de aeroporto a mais de cinco horas e já não me aguentava mais de tanta ansiedade, pois quando cheguei ao aeroporto infelizmente só tinha passagem para o Brasil de madrugada, ou seja, iria chegar ao hotel em Natal no meio da tarde e isso era tempo demais pra minha mente fantasiar cenas e mais cenas de amor em família. A cada imagem inventada, mais raiva sentia de mim mesma e da minha mania louca de estragar qualquer chance que eu tinha de ser feliz, precisava urgente de um analista ou ainda colocaria mais coisas a perder. Por volta das uma e meia da madrugada meu voo foi anunciado e fui a primeira a tomar meu assento na aeronave, seria uma viagem de 10 horas até São Paulo e mais outro voo de 6 horas até Natal, ou seja, mais horas de angustia...

Eram 16:30 da tarde quando enfim peguei um taxi, demorei tempo demais na alfândega, apesar de ter o visto para o Brasil a tempos, pois ali seria minha próxima viagem, ainda era preciso ser feita uma série de procedimentos e quanto mais agitada ficava mais a atendente demorava, estava me controlando ao maximo pra não azará-la. Entrei no taxi e entreguei o endereço do hotel, chovia fraquinho, mas mantive a janela aberta, pois amava aquele vento frio junto com o cheiro salgado do mar, meu coração batia a mais de mil por hora, minhas mãos suavam e sentia minha respiração falhar algumas vezes, vi o senhor que dirigia o taxi me olhar preocupado algumas vezes e sorri tímida pra acalmá-lo. Quando cheguei ao hotel fui direto a recepção e fui atendida por uma senhora que sorria simpática.

– Em que posso ajudá-la? – perguntou.

– Estou procurando Draco Malfoy. – falei em tom de urgência.

– Infelizmente não posso dar informações dos hospedes, senhora. – informou a atendente sem tirar o sorriso do rosto.

– Sei que não pode, mas é urgente. – choraminguei. – Eu sei que ele está aqui, por favor.

– Doutor Malfoy não deixou nada recomendado caso tivesse alguma urgência, mas posso passar um recado pra ele, se quiser. – informou.

– Escute moça, é urgente, eu não posso perder mais tempo, demorei muito pra entender e sei que ele irá gostar de me ver – disse me aproximando do balcão. – Só preciso saber onde ele está!

Ela me olhou por alguns minutos, e por fim voltou-se ao computador.

– Temo informar que o Dr. Malfoy não está aqui.

– Como não está? Liguei pra cá ontem e me informaram que ele está hospedado aqui, por favor, senhora é muito importante que eu fale com ele. – implorei.

– Calma senhora, o Doutor não está aqui no hotel agora, ele e a família saiu para um passeio. – informou quase rindo.

– E quando voltam? – ela balançou a cabeça negando. – Então me veja um quarto e assim que eles voltarem me avise.

Ela continuou mexendo no computador e logo me informou o meu quarto, mais não me disse onde ficava o dele, pelo menos sabia que era nesse hotel, fui direto para o banheiro e tomei um banho quente e demorado, quando sai de lá a noite já estava quase alcançando sua plenitude e respirei tensa pela aproximação do nosso encontro, fui até minha pequena mala de mão e transfigurei uma roupa num vestido longo na cor azul claro, penteei os cabelos e me joguei na cama... Já estava pegando no sono quando o telefone do quarto tocou e pulei para atendê-lo.

– Alô.

– Senhorita Granger, o Dr. Malfoy voltou, devo anunciar que a senhorita o procura? – perguntou a recepcionista.

– Não, só me diga onde ele está. – pedi.

– Acabou de descer para praia. – informou num tom divertido.

– Obrigada! – falei antes de desligar o telefone.

Olhei-me no espelho antes de sair e não gostei muito do que vi, horas em claro me deixaram com manchas horrendas em baixo dos olhos e meu rosto estava com marcas do lençol, mas não tinha tempo agora e pra completar desde que voltei pra Londres tinha emagrecido um bocado, meu cabelo estava sem corte, não tinha por que me arrumar, então não me preocupava com isso, quem diria que eu, Hermione Granger, me arrumaria pra um homem... Agora lá estava eu descendo como uma louca as escadas que me levariam ao átrio do hotel e as que me levariam a praia, era muita escada pra um lugar só, poderia simplesmente aparantar, mas tinha medo do que encontraria, preferia ir andando e me acostumar com a imagem dele. Quando enfim cheguei ao portão de madeira rústica que separava o hotel da praia já estava com o coração na boca, olhei pros dois lados e optei ir para esquerda, pois ali havia um amontoado de pedras e com toda certeza seria um ótimo lugar pra pensar...

[3° pessoa]

Hermione caminhava o mais rápido que seus pés permitiam, tirou os sapatos quando percebeu que eles só atrapalhavam mais... Ela estava encantada com a beleza daquele lugar, a praia estava escura e somente a lua e a luz dos chalés iluminavam a areia, viu alguém a diante e seu coração parou quando o reconheceu, ele estava sentado em uma das rochas e fitava o mar... Ela sorriu e andou firmemente em sua direção, estava a alguns metros quando ele se levantou e começou a andar, chutando as ondas enquanto passava, ela não aguentou e o chamou.

– Draco... — ele pareceu não ouvir e ela gritou mais alto. – Draco...

Ele parou, mas continuou de costas, foi o que ela precisou pra alcançá-lo, Hermione respirava com dificuldade pelo esforço físico ou pelo fato de está se controlando pra não se atirar nos braços dele, ele enfim virou e a olhou com descrença.

– Hermione?! – soltou num fio de voz.

– Oi. – disse simplesmente, mas estão lembrou-se do por que de estar tão afoita pra encontrá-lo e começou a falar. – Draco me escuta, sei que estou á muito tempo longe e nem dei noticias, mas precisava pensar, foram mudanças demais, coisas demais acontecendo ao mesmo tempo... Entende? – ele a olhava com o rosto impassível. – Também sei que você tem todo o direito de refazer a sua vida, afinal fui eu que fui embora, eu que deixei você livre, praticamente te joguei nos peitos dessa biscate, mas quero que saiba, que te amo... – Draco ia começar a falar, quando ela levantou o polegar e andou pra mais perto dele. – Amo você e sou uma idiota por te deixar e estou morrendo só com a ideia de ter outra mulher com você, quase enlouqueci desde que vi aquela noticia na internet, a imagem de vocês fica repetindo na minha mente diversas vezes... – respirei fundo. – Sei que não tenho esse direito, mas sei que você me ama, posso ver nos seus olhos, posso sentir no seu corpo. – Hermione enfim o abraçou como queria e se sentiu completa quando ele a envolveu com seus braços.

– Não acredito no que está acontecendo... – murmurou inalando o cheiro do cabelo dela. – Repete que me ama. – pediu beijando a bochecha dela com carinho.

– Amo você, muito, mais muito mesmo... – sussurrou inebriada com os beijos que ele distribuía por seu rosto, eles respiravam com dificuldades, estavam sedentos um do outro. Draco enfim encostou seus lábios nos dela e foi como se o mundo tivesse parado pra eles, ambos seguravam um o rosto do outro e se olhavam com ternura enquanto seus lábios roçavam um no outro, com um sorriso torto Draco envolveu a boca dela com a sua num beijo lento e dolorosamente doce, movimentavam-se sem presa como se esperassem que algo errado acontecesse ou que estavam apenas se redescobrindo e deliciando-se um com o outro... Depois de um tempo o beijo ganhou ritmo e logo não se sabia onde começava um e terminava o outro, estavam caídos na areia e nem sabiam como tinham chegado ali quando o ar rareou e precisaram quebrar o contato.

– Você é louca. E como chegou aqui? – perguntou Draco. – De que mulher você estava falando?

– Como de que mulher?! Estou falando da sua namorada, aquela que fotografaram com você na saída de um supermercado e a mesma que você trouxe pra cá. – falou Hermione lívida de raiva e fazendo esforço pra sentar, mas Draco a segurava com seu peso.

– A Nanda? – gargalhou Draco, Hermione se remexeu de baixo dele, mas foi em vão por que ele estava disposto a não soltá-la.

– Como você pode expor a Marie a isso? E ela nem é tão bonita assim... – resmungou Hermione.

– Antes de tirar conclusões sobre qualquer coisa deveria perguntar primeiro. – disse Draco mordiscando o pescoço dela que se arrepiou pelo contato. – Eu não namoro a Nanda, ela é minha governanta.

– Governanta, mas ela é bonita demais pra isso. – esbravejou. – Não minta pra mim.

– Não estou mentindo, ela é minha ajudante em casa, não podia deixar a Marie com a babá da Liz sempre. – riu Draco acariciando o rosto dela com o nariz.

– Sério mesmo? E isso tudo foi por nada? – indagou ficando vermelha.

– Amei te ver com ciúmes... Se soubesse que ficaria assim, teria eu mesmo inventado uma noticia erronia a meu estado conjugal. – brincou Draco. – Se você tivesse perguntado, teria negado essa fofoca sem cabimento, como poderia está com outra mulher se você não sai da minha cabeça, meu coração... Você é irritante demais pra me deixar viver em paz! – gargalhou.

Hermione soube naquele momento que aquele corpo prendendo ela no chão, o som da sua risada e o amor que transparecia por aquele mar cinzento era o que ela precisava pra se sentir em casa.



Notas finais
E ai mereço um review??
Eu sei, eu sei...
Mas sabe aqueles momentos que você só precisa dar um tempo de tudo? Pois é, estava assim e simplesmente não conseguia escrever, mas esse momento passou e voltei pra finalizar a fic e farei isso antes do carnaval!
Adorei escrever esse capitulo, pois escrever a Mione sempre é uma delicia, ela é confusa e intensa, uma louca as vezes, mas muito bom de escrever!
Então espero que vocês continuem seguindo a fic, apesar da autora aqui ser um pouco de lua. Obrigada as que ficarem e desculpas mesmo.
Bjinhos