You Make It Real - Draco e Mione
21 Nem tudo são flores...
Notas iniciais
Ah esse capitulo é dedicado a Miss Black pela recomendação linda!!! ^^
Boa leitura.
[Pov Draco]
Parecia que estava andando sobre as nuvens, tudo aconteceu tão rápido, num minuto estava abarrotado de sentimentos confusos dentro de mim e noutro estava observando Hermione se emocionar enquanto lia um livro, ela parecia tão confusa, angustiada e aquilo acabou comigo... Quando dei por mim já estávamos nos abraçando, logo depois nos beijando, de inicio foi um beijo receoso, mas logo o receio foi substituído por felicidade, desejo, amor, sim havia muito amor naquele tocar de lábios, sentia como se estivesse esperado por aquilo minha vida toda. Tudo era novo ali, o toque, o beijo, os cheiros, o aparente amor dela por mim, tudo era estupidamente novo e me peguei surpreso pela felicidade sufocante que ela emanava, era como acordar depois de uma nevasca e ao abrir a janela ver o sol e o verde das folhas.
Já tinha perdido as contas de quantos beijos nós trocamos, só sabia que ela estava linda arfante e rubra pelo tempo sem respirar, sorri ao ver aquela imagem e beijei a ponta do seu nariz, aquele simples gesto me trouxe lembranças da Lene, mas ignorei aquela avalanche por um tempo... Hermione pareceu inquieta depois de um tempo e percebi que ela queria dizer algo, sorri e abracei mais uma vez, a sensação do corpo dela rente ao meu era maravilhosa.
- O que você quer me dizer? – perguntei e ela me olhou aflita como se o som da minha voz quebrasse o encanto daquele momento, mas logo se recompôs e respirou fundo antes de falar.
- Na verdade é uma pergunta. – ela mordeu os lábios e eu esperei. – O que foi isso de verdade? – perguntou apontando pra nós dois.
- Jura que você não sabe? – perguntei rindo. – É o seguinte quando duas pessoas encostam os lábios...
Ela me deu um tapa. – Não isso, seu idiota! A pergunta é, por que isso aconteceu?
- Só posso falar por mim e acredito que você já saiba a resposta. – disse segurando a mão dela.
Na verdade eu talvez não conseguisse expressar tudo o que estava sentindo em palavras, felicidade, confusão, medo, tudo junto e misturado. Aprendi a lidar com meus sentimentos nesses anos, mas ainda não era muito bom em certas coisas, com a Lene era natural, fácil, mas com a Hermione o medo era presente e dificultava as coisas.
- Mas depois de tanto tempo, pensei que você besteira de criança. – falou Hermione afagando minha mão. – Na verdade pensei que fosse mais um capricho Malfoy. – sorri das palavras dela.
- Durante muitos anos pensem que fosse besteira de criança, mas apesar de tudo que passei nunca esqueci você de verdade, seus olhos sempre estavam nos meus sonhos... – falei com sinceridade afagando o rosto dela. – E você?
- Bom, nem eu mesmo sei o que está acontecendo comigo ao certo, parec...
A fala dela foi interrompida pela voz do Gui e só então percebi que o telefone estava tocando e que a secretaria eletrônica deve ter atendido nos levantamos apresados e fomos pra sala, assim que chegamos pude ouvir melhor o que ele dizia e meu sangue gelou.
“Draco, a Marie chegou bem? Ela não te deu o recado? Já era pra elas terem chegado ai na sua casa. Como vocês estão? Draco, aten...”
A voz do Gui ainda soava pela casa quando agarrei a mão da Hermione a aparatei pra casa dele, nem sabia se ainda conseguiria fazer isso depois de tanto tempo sem praticar, mas não me importei com aquilo, como assim a Marie não estava com ele? Aquilo me deixou em pânico, apareci no meio da sala deles e meu amigo me olhou assustado ainda com o telefone na mão.
- Cadê a minha filha? – gritei enfurecido chocando nossos corpos contra a parede mais próxima, só então percebi está com minha varinha apontada pra garganta dele.
- Draco, você está louco? Me solta. – protestava Gui se debatendo. – A Marta veio buscar ela...
- Draco solta ele! – pedia Hermione tentando abaixar minha mão. – Não faça nenhuma besteira.
Liz apareceu na sala pra ver aquela gritaria e fez coro ao apelo da Hermione quando me viu com o Gui na parede. Mas nada do que elas falavam era registrado pelo meu cérebro, só conseguia pensar na minha filha, minha doce menininha com estranhos.
- Como você pode entregar ela? – gritei tentando abafar os gritos das mulheres.
A ira tomava conta de mim, queria provocar dor no Gui pelo que ele havia feito, mas antes que eu pudesse fazer algo Sara entrou na sala e olhou assustada pra cena ali, ela caminhou na minha direção com os olhos fixos nos meus e senti minha mão soltar o colarinho do Gui devagar e só então percebi que já estava fazendo algo, pois meu amigo caiu fraco no chão, como se inconscientemente estivesse sugando sua energia. Imitei o movimento dele e cai de joelhos também, vi Sara caminhar até onde eu estava e logo ela estava me abraçando.
- Tio Draco fique calmo. – suplicou Sara. – Meu pai não teve culpa, a Martinha fez algo estranho com ele. – ela chorava em meus braços.
- Desculpa querida. – pedi tentando acalmá-la.
Senti Hermione puxar a varinha da minha mão e não fiz objeções, apenas fiquei abraçando minha afilhada, se tinha alguém naquela sala que poderia me ajudar era Sara.
- Você estava machucando meu pai Gui! – ela falava sem parar.
- Desculpa, desculpa... – pedi. – Você sabe onde está a Marie? – perguntei. – Me diz, você sabe?
- Papai... – ela murmurou.
- Estou aqui querida. – falou Gui pegando Sara dos meus braços.
Gui me olhava assustado e abraçava Sara com força, logo a menina pegou o rosto dele entre as mãos e disse algo que não ouvi, mas logo ela estava mais uma vez perto de mim, apesar do olhar contrariado do pai.
- Meu tio Draco precisa de mim agora, você não entende papai, ele não pode perder a Marie... – Sara acariciou meu rosto e só então percebi que estava chorando. – Se isso acontecer, tudo que tia Lene fez estará perdido!
Não estava entendendo o que estava acontecendo ou o porquê a Sara estava dizendo aquilo, mas algo nas palavras dela me dizia que eram verdades, lembrei que certa vez Lene me disse que precisava acreditar no que a Sara me dissesse, pois ela seria meu guia, quando tudo estivesse ruim ela me ajudaria e era isso que aquela criança que tanto amava fazia, não adiantava eu me desesperar, tinha que voltar a minha razão.
- Você precisa ligar para aquele senhor que te ajuda. – ela me disse. – Ele vai ajudar agente, a tia Martinha não quer entregar a Marie aos homens maus.
- Ela está falando do Mason. – disse olhando pro Gui, peguei Sara do chão e juntos sentamos no sofá.
Vi Gui falar ao telefone e só então percebi que Hermione tinha sumido, mas não tinha tempo pra pensar nela, minha filha era mais importante. Meu amigo sentou na mesinha que ficava de frente pra mim.
- Draco mil perdões, eu nunca poderia imaginar! – ele segurou a cabeça entre as mãos. – Nunca vou me perdoar se algo acontecer com ela.
- Você nunca deveria ter feito isso, jamais daria seus filhos a qualquer pessoa, ainda mais nessas circunstancias! – cuspi as palavras, a raiva que estava sentindo era incontrolável.
- Draco ela usou algo em mim, a Liz tinha saído com o Arthur e ela bateu na porta e pediu pra chamar a Marie, mesmo não querendo, eu fiz! – Gui me olhava angustiado.
Olhei assustado para o Gui e só então percebi que ele parecia confuso, seguirei o rosto dele e vi que seus olhos pareciam vagos.
- Hermione. – gritei.
- Quem é Hermione? – perguntou Sara.
- Ninguém meu amor, só me confundi com os nomes. – expliquei rápido. – Jane!
Logo a vi entrar na sala acompanhando a Liz que chorava silenciosamente, olhei para o Gui de relance e ela chegou mais perto, mostrei os olhos dele e sem dizer nada a vi girar a própria varinha no bolso.
- Gui está me ouvindo? – perguntou Hermione.
- Jane... Levaram a Marie! – falou se levantando assustado. – A Marta chegou disse me disse algo e fiquei confuso, estava aqui, mas não completamente. – ele coçou a cabeça. – Mas já falei isso...
- Ela o confundiu Draco. – confirmou o que já imaginava.
- Nunca soube que a Marta era uma bruxa. – disse desolado. – Isso piora ainda mais as coisas.
Levantei-me e comecei andar de um lado pro outro, aquilo só podia ser um pesadelo, eu realmente não me preparei pra viver algo assim, a Marie era apenas uma criança... Quando dei por mim estava clamando pra Lene de onde ela estivesse cuidasse de nossa filha, não sabia se acredita nessa coisa de céu, mas meu desespero era tanto que apelaria a tudo. Vi Hermione me olhar aflita, mas eu simplesmente não conseguia chegar perto dela, nem sabia explicar o porquê.
Mason chegou em alguns minutos e tomou nota de tudo, infelizmente ele achou melhor acionar o ministério e não estava em condições de negar ajuda, nós bruxos temos meios mais eficientes de encontrar um ao outro, pela minha filha valia a pena deixar que os outros descobrissem onde eu estava ou melhor que ele descobrisse.
- Malfoy, é melhor você voltar pra casa, pois apesar dela ser bruxa, se estivermos certos que é um trouxa que quer a Marie, ele irá fazer contato. – disse Mason.
- Você tem razão, vou agora mesmo. – procurei pela sala onde estava Hermione e mais uma vez não a vi em lugar algum. – Cadê a Jane?
- Estou aqui. – falou vindo da cozinha. – Precisava fazer o disfarce, já podemos ir pras ruas.
- Não Jane, você irá voltar pra casa do Malfoy. – disse Mason antes de mim. – Já tenho problemas demais, pra ter que ficar te protegendo numa busca.
- Sei me cuidar. – afirmou.
- Não duvido, mas já basta a Marie nas mãos daquele crápula, se você for pega tudo isso será em vão! – contestou Mason.
Peguei minha varinha do bolso dela e fui até Sara.
- Meu anjo preciso ir pra casa. – falei.
- Promete que não vai sair pra procurar a Marie. – pediu com os olhos cheios de lagrimas, como se ela soubesse que iria fazer exatamente isso assim que pudesse.
- Não posso prometer isso. – disse com sinceridade. – Não dessa vez.
- Por favor, não podemos perder você! – ela me abraçou forte.
- Não seja estúpido Draco. – pediu Gui falando pela primeira vez desde que Hermione tirou o feitiço dele. – Faça o que ela pede.
- Tudo bem, prometo fazer o meu melhor! E você me avise se sentir algo que possa nos levar a Marie! – pedi beijando a testa dela. – Amo você. – ela sorriu e me abraçou forte.
Segurei a mão da Hermione sem olhar pra ela e aparatei de volta pra casa e toda aquela alegria que senti naquela manhã parecia distante e intocável, agora nada importava, só queria ter minha pequena nos braços mais uma vez. Cheguei em casa e fiquei grudado no telefone, mas nada dele tocar, horas se passaram e eu naquela angustia. Hermione estava sentada numa mesma posição desde que chegamos e aquela tensão entre nós dois estava me matando.
- A culpa não é sua. – murmurei.
Ela me olhou, mas nada disse. Mais horas em total silencio e já não agüentando levantei e fui pegar as chaves do carro.
- Já chega vou procurar minha filha.
- Não Draco. – disse Hermione segurando meu braço.
- Como não, estou enlouquecendo aqui. – disse exasperado.
- Eu sei. – falou ainda me segurando.
- Não, você não sabe. – puxei meu braço. – Você não sabe como dói perder alguém, só eu sei o quanto fiquei quebrado quando perdi a Lene e não posso e nem vou perder minha filha. — ela me olhou assustada e fechou os olhos por alguns segundos. – Eu posso resistir a tudo, menos a isso.
- Draco me escuta...
- Não, já perdi muito tempo aqui. – falei interrompendo.
Quando estava andando em direção a porta o telefone começou a tocar e meu mundo parou de girar, poderia ser os seqüestradores, mas poderia se o Mason com más noticias ou apenas algum vendedor. Olhei pra Hermione e corri pra atender já com o coração nas mãos.
Notas finais
Eu sei que sou má, mas estava com uns problemas aqui e sem tempo!
Quanto ao capitulo, sei que foi maldade, mas era preciso!! kkk
Não posso falar muito, porem as coisas vão ficar tensas daqui pra frente, então preparem-se!
Era isso.
Até o proximo...
bjinhos
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