Notas iniciais
Oiee Amorees, Eu já disse que a fanfic está em uma nova fase, por tanto, estarei aproveitando o WiFi roubado da minha tia para re-nomear os capítulos. Sim, eu ainda estou sem internet, porque o VIAADO do técnico AINDA não foi lá em casa. Aff. É isso, boa leitura 😘😘

No capítulo Anterior:

– Não se preocupe Cassy, eu não vou forçar a barra, eu só vou tentar ser seu amigo OK? – Pergunto e ela assente

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Agora

Pov Ally

– Ally! Não faz isso! Se acalma. – Diz Rydel, que acabou de chegar. Acalmar? Como eu vou me acalmar? Meus pais, e o garoto que eu mais amo no mundo morreram por minha culpa. Quer mesmo que eu me acalme Rydel? E os pesadelos, eu tenho TODA a noite o mesmo pesadelo, isso é como se fosse uma tortura sem fim.

E eu nem consigo falar o que estou pensando, não consigo nem explodir com alguém. Que merda! Não tem como eu me acalmar! – Penso.

– Ally, abaixa a faca. Por favor não faz isso, você não pode deixar que isso te domine, está bem? Você não pode deixar essa magoa te dominar. – Ela diz, eu largo a faca e começo a chorar.

– Céus! Você está horrível! – Ela diz. Só então olho para mim mesma, estou apenas de lingerie preta e vejo que minha ferida do acidente está infeccionada, minha coxa esquerda está coberta por sangue que sai dos cortes, e meus pulsos não estão muito diferentes. E eu estou pensando seriamente em mudar o azulejo do banheiro, de branco para vermelho, pelo menos assim, eu não veria as manchas de sangue mais tarde e provavelmente começaria a chorar.

– Vai tomar um banho, eu limpo isso. E depois, nós vamos conversar. – Rydel disse, e isso me assustou um pouco. Ela estava muito séria, o que é quase impossível para a Rydel.

Sai do banheiro, indo de encontro com o meu quarto. Abro minha cômoda e pego uma roupa qualquer, mas antes de sair do quarto eu tive que olhar mais uma vez para a janela, tinha que ter esperanças de vê-lo de novo, nem que fosse apenas minha cabeça querendo me pregar uma peça.

E como eu pensei, lá estava ele. Seus cabelos loiros brilhavam na pouca luz de sol que entrava por sua janela.

Ele estava perfeito, como sempre.

Percebi que ele também me olhava, como se não acreditasse no que via.

Olhei para o chão do quarto e pensei “Ele não é real, quando você olhar de novo ele vai ter desaparecido” e como eu pensei, quando olhei novamente, ele já havia desaparecido.

“Eu estou enlouquecendo” pensei, e fui em direção ao banheiro que temos no corredor.

Liguei o chuveiro e deixei a água gelada me escorrer o corpo inteiro. Devo admitir, quando a água passou pelas feridas, uma ardência forte me atingiu.

Procurei não dar muita importância para aquilo, mas, no momento que vi aquela água vermelha descer pelo ralo, senti meus olhos marejarem, e acabei sentando no fundo de porcelana da banheira e abracei meus joelhos. (Autora: Pra quem não entendeu, é uma daquelas banheiras que tem ducha).

Eu não sei se consigo por mais tempo, não sei se consigo ficar aqui. Ficar na vida.

Não vale a pena sem eles. Não vale a pena sem ele.

Depois de pensar por algum tempo em como minha vida tinha mudado, e de chorar mais um pouco, resolvi que já tinha ficado tempo demais naquele chuveiro.

Saí do banheiro já vestida e com algumas ataduras nos braços e pernas para estancar o sangue, Rydel me esperava sentada sobre minha cama.

– Você demorou. – ela disse, e tudo o que fiz foi ficar parada, encarando o chão. Eu realmente não queria que ela tivesse me visto Daquele jeito, não queria que ela soubesse o que eu faço. E principalmente, não queria que ela tivesse me impedido de ir a diante com meu plano.

Eu sou uma fraca, não deveria te- la deixado me impedir, não teria nem tentado. Teria feito como qualquer um, teria superado.

Fraca, idiota, burra, eu sou tudo isso e muito mais, mas acima de tudo, eu sou uma assassina, eu sou a principal culpada de tudo o que aconteceu, e isso me atormenta todo o tempo.

– Ally, senta. –Rydel chamou, o que me fez acordar de meus devaneios.

Obedeci.

– Você iria mesmo fazer aquilo? – Ela me pergunta, e eu começo a encarar minhas mãos.

– RESPONDE. – Ela grita, me assustando, e assustando a sí própria. Eu assenti com um movimento de cabeça.

– Desculpa por ter gritado, é que, Ally, isso é algo sério. Eu lamento, mas sua avó terá que saber. – Tudo o que faço é chorar, eu não quero preocupar minha avó com isso, ela já está velha, e do jeito que eu a conheço, vai acabar achando que a culpa é sua.

E eu realmente não quero que isso aconteça, eu sinto isso todos os dias, desde quando ele se foi.

Eu não desejo isso para ninguém, ainda mais para a única pessoa que cuida de mim. Rydel não pode fazer isso, ela não tem esse direito, quem deveria decidir se eu deveria viver ou morrer sou eu mesma.

– Ally, você precisa de ajuda. E daí que o garoto que você gostava se foi? E daí que seus país se foram? Acidentes acontecem, e tudo o que nasce um dia tem que morrer, essa é a principal regra da vida. Eu sei que está doendo, eu também perdi alguém que eu amo muito, isso já faz anos, e é obvio que eu não superei, eu nunca vou superar, mas nós temos que seguir em frente. Você não pode acabar com a sua vida, já chega de tragédias! – Diz Rydel com os olhos marejados e a voz meio embargada. Respirei fundo algumas vezes, tentando lembrar- me de como falar. Mas parece que as palavras me fugiram a boca, eu posso pensar no que quero dizer, mas elas, as palavras, nunca saem.

E isso é agoniante.

– Eu vou ficar aqui até sua avó chegar, se quiser dormir, ou comer alguma coisa pode me...hãn, me cutucar, ou estalar os dedos. Assim eu vou entender. – Disse Rydel e eu assenti.

Resolvi que deveria dormir, me deitei na cama e coloquei meus fones, Rydel ligou a TV e começou a assistir “Se eu ficar”.

oOo

Acordei com minha avó entrando no quarto.

– Oi Sr. Megg, eu gostaria de falar com você. – Rydel disse.

– Aconteceu alguma coisa? – minha avó perguntou preocupada. Enquanto a mim, eu estava basicamente implorando a Rydel com os olhos para que ela não fizesse aquilo.

Ela me encarou por alguns instantes, e virou- se novamente para minha avó.

– A Ally pode dormir em minha casa hoje? – Ela perguntou, me deixando confusa.

– Claro que sim! Finalmente ela está fazendo amigos! Pode ir Ally, divirta- se. – Disse minha avó com um sorriso no rosto.

Assim que ela saiu do quarto Rydel venho falar comigo.

– Eu vou lhe dar uma chance, por favor Ally, não me decepcione. Estarei esperando você. – Ela disse e se retirou. Tratei de pegar minhas coisas de uma vez, que consistiam em uma mochila preta, com um pijama de verão e uma roupa para usar no dia seguinte em seu interior.

Peguei a mochila e fui em direção a casa vizinha.

– Oi Ally, pode entrar. – Rydel disse, fiquei feliz em ver que ela estava mais calma.

– Quer ver um filme ou algo assim? – Ela né pergunta, eu assenti com a cabeça.

Depois de muito vasculharmos na netflix, resolvemos ver Supernatural (a série)

– Esse Dean é demais, olha como ele é gato, quem me dera. – Diz Rydel sonhadora. Eu apenas dei risada das caretas que ela fazia quando via um dos irmãos Winchester sem camisa.

– Ei não RI não, vai dizer que você não gostaria de ficar com um desses gostosos. – Ela disse, no começo eu dei uma risada, mas depois me lembrei da primeira vez que Austin e eu ficamos.

Flashback on:

Austin resolveu parar de me encarar e chegar mais perto, e percebi que eu também estava chegando. Quando me dei conta, nossos lábios já estavam colados. Era sem dúvidas, o melhor beijo da minha vida. Toda vez que beijava Dallas, ele tentava aprofundar mais aquilo, e tentava passar a mão na minha bunda. E toda vez que o beijo acabava, vinha briga depois. Pois eu sempre dizia para ele parar, mas ele nunca me ouvia. Mas, esse beijo com o Austin, era calmo e romântico. Eu não queria que aquele momento acabasse, pois eu sabia que assim que terminasse, o clima iria ficar estranho. Mas infelizmente, o ar fez falta e tivemos que nos separar.

– Ally eu...me desculpa. – Diz ele

– Desculpa pelo o que? – pergunto realmente sem entender nada, ele se arrependeu? Droga Ally! Por que tudo sempre da errado pra você?

– Por, bom, você sabe. – Ele responde corado.

– Por ter me beijado? Você se arrependeu? – resolvi de perguntar tudo de uma vez, sem timidez. Bom, com um pouquinho talvez.

– É. – ele diz, panaca! Se ele não queria, porque o fez?

– Austin sai daqui – Respondo, visivelmente irritada.

– Não, não foi isso. Me deixa de explicar, por favor. – Disse ele.

– Austin, por favor, sai. – eu disse, sim, eu estava magoada com o fato de um estranho ter me beijado e se arrependido. Por quê? Eu não faço ideia.

– Eu não me arrependi, esse foi o melhor beijo da minha vida. – Own! Epa, own o caramba, eu ainda to brava, né?

– Então por que disse que se arrependeu? – pergunto confusa.

– Eu disse “é” porque você me perguntou se era por culpa do beijo que eu estava me desculpando. – ele responde

– Eu espero que você saiba que só ta piorando as coisas. – Eu digo.

– Quer saber? Que se dane. – ele diz, e me puxa para outro beijo, um pouco mais rápido. Mas ainda assim, calmo.

– Então você não se arrependeu? – pergunto.

– Nunca – ele responde e eu coro.

Flashback off.

– Ally, você está bem? – Perguntou Rydel, acho que eu devo ter me distraído, como outras tantas vezes que eu pensei no loiro.

Assenti com a cabeça, e limpei uma pequena lágrima que estava escorrendo pelo meu rosto antes que ela percebesse.

– Vamos dormir. Vem, eu te mostro onde você poder ficar. – Ela disse e eu comecei a segui- lá pela casa.

– Você pode ficar no quarto do meu irmão, o meu quarto fica ao lado. Qualquer coisa, é só bater na porta. – Disse Rydel e eu dei um meio sorriso, como se estivesse dizendo “obrigada”. Rydel sorriu de volta e se retirou.

Notas finais
Façam macumba, porque só assim pro técnico resolver de ir lá em casa arrumar minha internet