Notas iniciais
Terceiro capítulo da maratona 😘

Pov Ally


– Você pode se tornar meu herói me mostrando o que vocês estão vendo, eu prometo que não vou ter outra convulsão. E a prova de que eu melhorei é não ter surtado com você aqui. Por favor! – falo fazendo a melhor cara de cachorrinho pidão que eu podia.


– Tudo bem, mas se você passar mal eu nunca vou me perdoar. – diz Austin, garoto dramático.


Quando eu olhei a foto, inicialmente eu ri, mas quando eu olhei aquele rosto, eu me lembrei. Era Dallas, meu namorado. Lembrei me de estar na banheira repensado sobre o meu dia, de dizer para mim mesma que ele era meu ex.

Mas eu ainda não conseguia compreender ao certo o porquê de termos terminado. Eu estava me esforçando ao máximo para não ter outra convulsão. Eu apenas fiquei encarando a parede, e sentia minhas mãos tremerem.

Não era uma convulsão, apenas era como eu ficava antes. Quando ficava nervosa, eu tremia as mãos, e algumas vezes bem raras eu desmaiava.

De repente as lembranças de meus pais no carro, totalmente machucados me atingiu como um raio.

E eu comecei a chorar. Eu percebi Trish vindo para mais perto de mim e apertando o botão de emergência que tinha ao meu lado.

E Austin com uma cara de apavorado, perguntando para si próprio "o que eu fiz?" várias vezes.

Mas eles não entendiam, eu não estava passando mal. Apenas, e finalmente, a ficha tinha caído. Meus pais estão mortos, eu não tenho mais família como eu poderia não chorar?.

Vejo que uma enfermeira chegou ao meu lado e tentou me dar um remédio, que se parecia muito com o que eu andava tomando para controlar as convulsões, e provavelmente era ele.

Eu rejeitei e apenas disse:

– Meus pais estão mortos. – eu chorava baixo. Sem gritos de dor. Apenas o som melancólico de meus gemidos baixos se ouvia.


E eu acho que eles finalmente entenderam. Trish me abraçou e disse que ficaria tudo bem, que eles me amavam e se amavam. E que suas vidas valeram a pena por eles terem me colocado no mundo.


– Eles não iam gostar de te ver assim Ally – Trish disse.


Eu ignorei e continuei chorando, olhei para Austin com a vista meio embaçada, e ele estava...chorando? Mas em silêncio, não fazia nem um barulho sequer.

Embora eu estivesse chorando baixo, ainda se ouvia. Mas ele não, o garoto nem mesmo se mexia. Mais lembranças me atingiram, lembrei de quem era quem. Lembrei do que havia acontecido entre Dallas e eu.

Me lembrei de cada detalhe. Então, ainda que sem forças, levantei mancando e com muito esforço para não cair de tanta dor na minha perna.

Fui até Austin, abraçei seu pescoço e ele segurou minha cintura.

Me levantando um centímetro do chão, pouco, mas o suficiente para que eu não sentisse a dor de estar firmando a perna quebrada no chão.

Encaixei minha cabeça na curvatura de seu pescoço, inspirando seu cheiro e com a boca perto de seu ouvido, disse:


– Meu herói.


Pov Austin


Eu acordei no hospital com Dez me entregando uma mochila com roupas e produtos de higiene. Eu tive que dormir em um sofá cama que tinha no quarto da Ally, devo admitir que era meio desconfortável.

Mas eu não iria deixa lá sozinha. Dez teve que ir para casa durante a noite, e só passou aqui de manhã para me entregar a mochila.

Pois ele estava em semana de provas e não podia faltar. Eu passei a noite anterior inteira olhando para a morena que estava na cama ao lado do meu sofá. Ela é tão frágil e ao mesmo tempo tão forte.

Sabe, quanto vi aquele garoto idiota, parece que pude sentir os sentimentos da Ally, quando ela fica triste. Eu também fico.

Eu sei que mal a conheço, mas eu sinto que temos essa ligação. Meio clichê, não é?. Eu devo é estar ficando louco, mas quero que ela faça parte da minha vida, eu quero que ela seja minha amiga, e talvez até mais do que isso. Resolvi de me distrair um pouco e comecei a mexer no instagram.

A primeira foto que ví foi a Daquele garoto idiota todo maquiado e...borrado? Fui correndo para o quarto em que a Ally estava, Trish estava junto dela.

Ela chegou durante a madrugada e eu a contei tudo o que havia acontecido. Ela disse que já tinha certeza de quem era o garoto, Dallas, ele era namorado da Ally.

Ela disse que só podia ser ele, porque quando Ally começou a namorar com ele, o garoto passou a mão na bunda de Trish.

Ela disse que achou melhor não contar nada para Ally, e disse que não duvidava que ele fosse tão desprezível a ponto de tentar estuprar a coitada da Ally.

Em fim, mostrei a foto para Trish que riu da situação e disse um bem feito com alguns xingamentos.

Ally me pediu para ver, inicialmente eu neguei, mas depois de algum tempo, acabei cedendo. Mesmo com algumas dúvidas.

Eu vi Ally rir e me senti bem com isso, mas depois, seu rosto ficou com uma expressão seria, e ela começou a fitar a parede.

Droga, o que eu fiz.

Ela estava chorando. E eu me punindo mentalmente, senti algumas lágrimas descendo meu rosto, mas não as limpei, nem me mexi.

Eu nunca vou me perdoar, Austin seu idiota, você viu o que fez? Idiota, idiota, idiota.

Nem percebi que Ally estava de pé. Ela me acordou de meus pensamentos assim que abraçou meu pescoço. Eu a levantei um centímetro do chão para ela não ter que ficar apoiando a perna machucada, e a abracei também.

Estava tão bom, parecia que não tinha mais ninguém ali, nem mundo, nem acidente, nem Dallas, nem nada.

Então senti sua respiração quente contra meu ouvido

– Meu herói.– Essas duas palavras me fizeram a abraçar ainda mais forte, e senti mais lágrimas escorrendo meu rosto.

Acho que finalmente ela se lembrou, finalmente vou fazer parte de sua vida. "Meu herói" essas palavrinhas definitivamente alegraram meu dia.

Pov Dallas


– Mas que droga! – foi a única coisa que eu consegui falar depois de ver as horas.


Eu saí correndo pelo meu quarto, peguei a primeira roupa que ví na minha frente, a vesti e saí correndo.

Tenho umas pastilhas contra mal hálito, depois eu como.

Nem meu cabelo eu penteei. Mas não importa, eu fico gato de qualquer jeito.

Quando cheguei na sala de aula, senti muitos olhares sobre mim, e...risadas? Piper!

O que essa vadia aprontou? Eu me lembro de estar vendo ela dançar, e de ter caído no sono. Quer saber? Eles que se danem! Eu sou muito melhor que muita gente aqui. Ego? Não, apenas honestidade.

– Tá com um problema intestinal Dallas? – pergunta um garoto, acho que David. Não me importa, eu não faço questão de conhecer gente da ralé.


– Não, ao contrario de você seu viado cagão. – eu digo.


– Sério que eu sou cagão? Você já experimentou olhar para suas calças? Entrou em alguma rede social hoje? Ou você mora em uma caverna? – Ele diz.


Como assim, olhei para minhas calças? A única coisa que eu vejo é um volume na frente, que não é novidade para ninguém.

Que babaca! Pego meu celular para postar uma frase de como eu sou perfeito no facebook e vejo que um monte de gente compartilhou uma foto minha, de maquiagem e borrado? Piper! Eu mato aquela vadia!

Vou correndo para o banheiro e escuto várias pessoas gritando algo do tipo Ta se cagando seu viadinho?. Cara, agora eu sou viado? Que eu saiba, quem da a bunda aqui é o Fabiano.

– Mas que porra é essa?! – digo assim que me olho no espelho. Eu to parecendo um travesti.

Tento a todo custo tirar essa maquiagem do rosto, mas não sai! Por que não sai? Argh!
Quer saber? Eu vou é urinar. Quando me vido de costas, vejo que minhas calças estão...marrons? Como assim? Mas que merda é essa? É assim? Então ta Piper, pelo visto vou ter que ficar sem calças.

O que não é tão ruim assim. Pera, a minha cueca ta manchada também? Mas que saco, eu vou matar aquela piranha! Saí correndo porta a fora para encontrar a Piper.

Eu a achei no seu armário, pegando seus livros.

–Oi Gata. Eu digo

–Oi Dallitos, ta divoso em? – ela fala


– Pois é né? Mas sabe, eu acho que roxo cai bem em você. – eu falo


– Ta falando do vestido é? – pergunta, dando uma risadinha baixa.


– Não, eu estou falando disso – digo dando um soco em seu estômago.


– Socorro! – ela grita


– Cala a boca ou leva pior, entendeu? Você vai ser minha mensageira, quero que conquiste a confiança da Ally e me diga todos os seus pontos fracos, amigos, família, não importa. Apenas diga. -Eu falo.


– Nem que minha vida dependesse disso. – Responde Piper, ainda com lágrimas nos olhos. Fraca!


– Cuidado com o que deseja gatinha. – eu digo e saio.

Notas finais
Favoritem a fic! Beijos amores