You Love me?

25 Illusion, hallucination.


Notas iniciais
Heey Amorees, eu sei, demorei SÉCULOS. Mas eu estava simplesmente entulhada de trabalho, prova, preguiça, e falta de idéias. Prometo postar outro capítulo ainda essa semana. Bjs e Boa Leitura 😘😘

No capítulo Anterior:
Eu também sofri, e ainda sofro muito com a morte de seus pais, eu não perdi somente minha filha e meu genro, mas também perdi você, por isso eu lhe digo:
Ressuscite, antes que seja tarde.
Você está morta, mas ainda está viva, então ressuscite, e seja feliz.

Com todo o amor que há no mundo.
Vovó.
..........
Pov Ally
Entrei no quarto e joguei minha mochila em uma parte qualquer do chão. Em seguida, me joguei na cama, cansada por tudo isso que eu insisto em chamar de “vida” quando na realidade, está mais para um pesadelo.
Fechei os olhos por um momento, e a primeira imagem que me venho a mente, foi aquela que eu vejo todas as vezes que durmo.
A dele deformado e queimado pela queda do avião, por minha culpa.
Abro os olhos em susto e resolvo colocar o meu pijama de uma vez, ele com certeza é mais confortável do que essa droga de jeans surrado.
Olhei ao redor do quarto a procura de minha mochila, e percebi uma bola de basquete, lembrei –me dos dias em que eu faltava aula para ver Dallas em seu treino.

Flashback on:

Essa é a primeira vez que eu fujo da aula, e tenho que admitir, ainda que seja errado e que eu esteja completamente nervosa por poder ser descoberta, vale a pena!
Por quê?
Dallas.
Andei um pouco, me escondendo em tudo quanto é canto, até finalmente chegar ao ginásio. Por sorte, o treinador Courtney não estava lá, pois ele passa a maior parte do treino indo ao banheiro. Sinceramente, acho que ele tem sérios problemas intestinais. Eca!
Quando cheguei ao ginásio, a primeira imagem que vi foi a de Dallas, correndo junto com outros garotos atrás da bola de basquete. Ele me olhou e piscou, confesso que essa ação me deixou meio boba, subi as escadas até o centro da arquibancada e fiquei assistindo o treino dos rapazes por mais algum tempo, e quando ele finalmente acabou, e eu já estava no corredor e não mais nas arquibancadas.
Dallas venho correndo em minha direção quando me viu com aquele sorriso sacana no rosto. Droga! Ele estava todo suado, não se atreveria, não é?
– Nãao!- Foi tudo o que gritei antes de ser abraçada com força e beijada intensamente por aquele garoto fedorento, e ainda que meio estranho, não posso negar que adorei.

Flashback off.

Malditas memórias!
Com muita dor de cabeça resolvo voltar para a cama, e depois de muito encarar o teto, finalmente consigo dormir, embalada por aquele cheirinho familiar no travesseiro.
..........
03:28 AM
Abri meus olhos vagarosamente, sentindo uma respiração quente bater contra meu rosto.
– Austin? –Digo ao abrir meus olhos e me deparar com o amor da minha vida, deitado ao meu lado.
– Você não sabe quantas vezes eu te observei dormir, no hospital, no avião, pela janela da casa vizinha, e agora. E em todas elas, você esteve perfeita. – Ele diz enquanto acariciava meu rosto com as costas da mão.
– Você não é real, é apenas mais uma ilusão, apenas minha mente me pregando peças novamente. – Digo sussurrando.
– Até pode ser, mas por favor, mesmo que isso seja verdade, mesmo que você esteja surtando, não me negue um beijo.– Diz Austin, logo após, partindo para cima de mim e atacando meus lábios. E mesmo ele sendo apenas uma ilusão, mesmo que eu esteja enlouquecendo de vez, eu não cedo nem por um momento.
Sinto sua língua invadir minha boca, e nossas línguas dançarem em perfeita sincronia. Sinto seu cheiro e seu gosto me invadirem por completo.
Céus, como isso pode ser uma ilusão? É tão bom, tão real. Tão... Perfeito.
Nos beijamos o mais intensamente possível, como se eu necessitasse de seu beijo para viver. E de certa forma, eu necessito.
É estranho, eu pensei que seria como beijar o vento, mas é como se ele realmente estivesse aqui, do meu lado.
– Eu sinto sua falta. – Consigo dizer depois de algum tempo tentando recuperar o fôlego, e mesmo assim, digo em um tom muito baixo.
– Dorme. – Ele diz de forma carinhosa e beija o topo de minha cabeça, e eu fecho os olhos e deixo o sono me levar, enquanto dormia agarrada em seu peito, agarrada a minha própria ilusão.
..........
08:15 AM
Pov Ally
Acordei e minha primeira reação foi olhar para o lado direito da cama, na esperança de que ele estivesse ali, de que ele fosse real.
Mas tudo o que encontrei foi um travesseiro, jogado no meio da cama.
Diferente das outras vezes que tive alucinações com ele, dessa vez eu não chorei, e nem me senti mal.
Ao contrário, é como se aquele beijo (mesmo não sendo real) tivesse restaurado minha força vital, tivesse me trago de volta a vida.
Mas a pergunta é, por quanto tempo?
Desci as escadas com um sorriso bobo nos lábios, e me deparei com Rydel, fazendo panquecas.
Oba!
– Bom dia – Ela disse assim que me viu, sorri em resposta.
– Que sorriso é esse? – Ela perguntou. Como sempre, eu não disse nada, mas admito que corei um pouco, o que é estranho. Talvez seja porque eu me sinta vulnerável, afinal, se as pessoas sabem que você sorri, também sabem que você tem um motivo para isso, e consequentemente, uma fraqueza.
– Já sei porque você esta assim, é tão óbvio! – Diz Rydel com um sorriso no rosto. Oh não! Será que ela ouviu minha “conversa”? Não, falei o mais baixo possível, e mesmo que não o tivesse feito, a única coisa que disse, foram algumas palavras, ela não poderia ter escutado nada a mais. Ou poderia? Será que eu falo alguma coisa quando estou tendo alucinações?
– Aquela cama é ótima né? – Ela pergunta, Oi? Ela acha que é por isso que eu estou assim? Ok, vamos entrar no personagem! – Assenti com a cabeça, fazendo a melhor cara de “essa foi a melhor noite da minha vida” que consegui.
– Eu sabia! Vem, vamos comer! – Ela disse e eu me juntei a ela na mesa.
– Então... Ally, é que vai ter uma festa hoje. Eu sei que você não gosta muito de sair, nem de socializar. Mas vai que você goste da festa? Por favor, vamos! – Ela disse, quase me implorando na verdade. E eu assenti, era como se a antiga Ally estivesse de volta. Aquela Ally que gostava de festas, e de dançar.
– Sério? Você vai mesmo? – Assenti,, novamente, e me retirei da mesa. Fui até o banheiro, e pela primeira vez em meses, reconheci aquela garota que me encarava do outro lado. Aquela garota que vivia de verdade.
...
O resto do dia foi bem legal, Rydel e eu assistimos filmes a tarde toda, e quando o relógio marcou 18:00 horas, ela disse que estava na hora de nos arrumarmos. E disse que ela ficaria responsável pelo meu look.
E, ainda que meio relutante, concordei.
E agora o que me resta, é torcer para ela não me transformar em outra pessoa, apesar de que, ser outra pessoa fosse conseguir voltar a falar frases no mínimo coerentes, então seria uma boa.

Notas finais
Talvez tenha alguns erros, então se acharem, por favor me avisem. Bjs