You Love me?
5 Good Dreams
Notas iniciais
Pov Ally
Esse já é meu segundo dia nesse hospital, não melhorei tanto quanto gostaria. Tenho que tomar vários remédios, trocar os curativos da perna e da cabeça, que pelo visto levou 5 pontos. Eu tentava inutilmente me lembrar do dia anterior, lembrar me de quem era quem.
Não recebi mais visitas do Aullas, é Aullas. Resolvi o chamar assim, já que não sei ao certo quem ele é.
Dez disse que se chama Austin, já eu acho que ele é o Dallas. Minhas memórias ainda estão confusas de mais para poder confiar em alguém, mesmo que esse alguém seja o Dez.
Sabe, isso é um saco. Eu me lembro dos dias anteriores, todos eles. Mas justamente, o único dia que realmente tem importância para mim, nada.
Eu realmente estou me esforçando para não me esforçar. Isso quer dizer que, se eu me esforçar demais para lembrar de algo, convulsão.
Mas sabe, acho que tremer sempre foi o meu forte. Eu lembro que sempre que ficava nervosa, eu tremia igual a meu celular quando estava no modo vibração.
Que aliás sempre caia da cômoda, de certo modo, eu também caia. Não toda vez, mas, uma grande parte delas, eu acabava apagando. Por tanto acho que estou me saindo bem em controlar as convulsões, porque eu meio que treinava com aquela ansiedade toda.
Percebi que Aullas estava me espiando, mas eu não quero falar. E se minha mente estiver certa? Quer saber, eu vou é dormir.
Pov Austin
Eu percebi que a Ally me viu. Mas não quis parar de vê lá. Ela parecia ser muito legal com o Dez, e foi gentil comigo durante a nossa conversa na enfermaria. Antes dela sair correndo de mim é claro.
Flashback on:
– Então, qual é o seu nome? Nome completo? – perguntou Ally.
– Austin Moon.
– Eu disse completo – ela responde
– Promete não rir?
– Aí depende, porque se seu sobrenome for Jacinto Pinto, bom, eu acho meio impossível. – Responde Ally me fazendo rir.
– Austin Mônica Moon.
– Sério? Esse fiasco todo pra isso?- pergunta
– Você não acha engraçado? – pergunto
– Não, eu até que acho fofo. E eu aposto que tem uma história por trás desse nome, as pessoas sempre trazem histórias por trás de suas vergonhas. – Responde
– Pensamento Interessante, e sim, tem uma história. Minha mãe achava que ia ser menina, e antes que venha com piadinhas, não, ela não tinha feito teste. Pois ela estava realmente achando que ia ser uma garota, e dizia que não precisava de testes para confirmar. Ela estava certa e ponto. – eu digo.
– Ela parece meio cabeça dura. –responde
– É, ela era. – eu digo
– Era? – pergunta Ally.
– Ela morreu no meu parto. Se eu não existisse, ela ainda estaria aqui. É tudo minha culpa. – eu digo sentido os olhos marejarem.
– Hey, isso não é verdade. Não foi sua culpa, ouviu bem? E outra, o que seria de mim se não fosse por você. Eu provavelmente ainda estaria atirada naquele chão feito um bicho morto. E outra, as vezes a vida nos prega peças, acontecem coisas ruins para que possamos nos surpreender com as coisas boas. E me desculpa. Se não fosse por mim você não estaria assim agora.
– Obrigada, acho que você tem razão, e tudo bem, não foi sua culpa. – respondo – E você? Me da uma ficha completa.
– Bom, eu sou Allycia Mary Dawson, tenho 16 anos, me mudei para Veneza com 6 anos. Sou natural de Miame. Meu pai é dono da Sonic Boom e minha mãe está quase sempre viajando para a África, ela ajuda famílias carentes e eu admiro muito ela. Pois ela não ficou com medo de ir ajudar mesmo com a Epidemia do Ebola. Acho que é isso. Sua vez, não apenas o nome, ficha completa.
– Amn, sou Austin Mônica Moon, tenho 17, a minha mãe tocava piano, mas não profissionalmente, ela não fazia muito mais por sempre ter de estar no hospital, por culpa de um câncer no pulmão. Meu pai é dono de uma empresa de colchões muito famosa, sou de Miame e estou apenas passando um tempo aqui em Veneza. Acho que é isso.
– Meu pé já está melhor, olha só. – ela disse e saiu correndo.
Flashback off.
Eu sempre tive trauma de hospitais, porque meu pai me dizia que minha mãe sempre estava em um. Mas, acho que já está na hora de enfrentar isso, eu posso ter uma história triste, mas Ally não pode ficar sozinha.
Mesmo tendo o Dez junto dela. Eu tenho que ficar e enfrentar isso.
Em meio a esses pensamentos, percebo que ela adormeceu. Então entro no seu quarto e sento ao lado de sua cama.
– Oi Ally, eu sei que você está dormindo, por isso estou aqui. Só quero dizer que não vou te abandonar. Vou continuar do seu lado, mesmo você achando que eu sou outra pessoa. Eu sei que uma hora você vai se lembrar do que realmente aconteceu. E quero que saiba que depois que você lembrar, eu não vou mais dar do seu lado. Eu vi o jeito que você trata Dez, e espero que um dia também possa me tratar assim. Você é incrível. Bons sonhos pequena. –digo e depósito um beijo em sua testa, que está com um pequeno curativo cobrindo um corte que está levemente roxo em volta.
Pov Ally
Eu não estava realmente dormindo, eu tentei, mas não consegui. Não mesmo. Eu tentava, juro. Mas parece que nada do que tento funciona ultimamente. Percebi que Aullas estava entrando no meu quarto.
Mas não disse nada, nem se quer me mexi. Estava disposta a ouvir o que ele dizia. Desde que ele não soubesse dsso.
– Oi Ally, eu sei que você está dormindo, por isso estou aqui. Só quero dizer que não vou te abandonar. Vou continuar do seu lado, mesmo você achando que eu sou outra pessoa. Eu sei que uma hora você vai se lembrar do que realmente aconteceu. E quero que saiba que depois que você lembrar, eu não vou mais sair do seu lado. Eu vi o jeito que você trata Dez, e espero que um dia também possa me tratar assim. Você é incrivel. Bons sonhos pequena.
– Ele diz, logo em seguida depositando um beijo em minha testa.
Feito isso, uma memória automaticamente me atinge.
Minha conversa na enfermaria com Austin, sim Austin. Eu me lembro de seu nome. Mas ainda não me lembro se ele fez algo.
Ou foi esse Dallas, cujo nome não sai da minha mente. Assim como milhares de outras perguntas do tipo:
Quem é ele?
O que houve?
Quem é Austin?
Ou então Dallas?
O que de fato houve?
Quem é quem?
E afinal de contas, quem sou eu?
O que aconteceu comigo?
Eu já tinha algumas respostas. Mas no momento, nem eu mesma sou confiável para mim. E com esses pensamentos, e ainda com Austin ali, finalmente adormeci.
Fale com o autor