You Light Up The Sky
17 Capítulo 16 - Despedida
Notas iniciais
Blair’s POV
- Olá, senhora van der Woodsen.
- Olá Blair. Ao que devo a honra?
- Então. – Fiz uma cara de preocupação, logo seu sorriso sumiu do rosto. – Eu não queria que fosse assim, mas receio que, como uma boa amiga, eu deveria contar isso a senhora.
- O que aconteceu? É a Serena, não é? O que aconteceu com ela?
Forcei uma cara triste, quase chorando.
- Serena... Ela é viciada. Eu encontrei cocaína na minha casa depois da ultima vez que ela esteve lá. Eu sei que é dela porque estava no meu quarto! Me desculpe, mas ela já esta em estado grave, eu a vi com Chuck e... Receio que é dele que ela compra as drogas.
- Blair... Isso... É mesmo verdade?! Você tem certeza, Blair?
- Claro, eu não brincaria com uma coisa dessas! E Serena é minha amiga. Ela precisa de cuidados... – Não precisei de muito argumento pra convencê-la. Depois que saí de sua casa, resolvi colocar meu novo plano em pratica!
Segui para a casa da Jenny, ela iria me ajudar com isso agora. Jenny não era a melhor pessoa do mundo pra estar junto. Ela era muito chata e ficava pegando no meu pé mais do que eu gostaria! Mas isso me ajuda, porque ela faria qualquer coisa que eu pedisse. Pobre e ingênua Jenny.
- Ah, oi Blair. Entra! — se ela pensa que eu vou entrar na casa de qualquer um, ela ta muito enganada!
- Não, obrigada! – forcei um sorriso. Credo. – Eu só queria te pedir um favor, é rapidinho...
- Tá... Então...?
- Jenny, você sabe que a Lorenna não conversa mais comigo, não conversa com você, com mais ninguém! Tudo porque agora ela só anda com aqueles meninos, seu irmão e aquelas duas outras meninas... Ela nos deixou, eu sei. Abandonou todos os seus amigos de confiança pra ficar com aquela gente! E ainda por cima levou a Serena junto! Falando em Serena, eu fiquei sabendo que ela está indo pra uma clinica de reabilitação, por causa da Lorenna. Ela disse pra mãe dela que Serena era uma viciada! – fiz uma pausa e a olhei. Ela estava concordando com tudo, mesmo sem saber nem meia missa do que aconteceu. – Mas eu realmente acho que as pessoas merecem uma chance! Então, já que você é irmã do Dan, e ele tem proximidade com a Lorenna, você poderia dizer pra ela que a gente quer voltar a falar com ela? Ser amigas novamente, como antes?!
- E a gente quer?
- Sim, a gente quer. Eu, você... Por favor, Jenny.
- Tudo bem, eu falo. Mas a gente realmente quer? – ela deu ênfase no A gente.
- Claro! Eu pensei que... Você não está com saudade de quando vocês passavam horas, se pudessem, conversando durante as aulas e iam juntas no shopping que até esqueciam-se de me chamar?
Ela olhou pra baixo. Sabia que já tinha conseguido uma aliada! Agora só falta ela não ser lerda e agir logo.
- Então ok. Já vou indo! E não esquece em...
Saí de lá. Aquele bairro que só mora gente favelada me dava nos nervos.
Serena’s POV
Estava quase chegando em casa. Sabia que a hora que chegasse minha mãe já começaria um discurso sobre a sua reputação e sobre eu ir mais uma vez pra reabilitação, agora por causa das drogas. Que tédio. Fico cansada só de pensar nisso!
Entrei e minha mãe estava na cozinha, coisa que ela nunca fazia, claro, a Mariah estava lá fazendo o jantar e ela só estava encostada no balcão.
- Precisamos conversar Serena. – ela disse se virando para mim.
- Ta, diga, já estou preparada para os seus discursos sobre como a sua reputação vai ficar abalada se souberem que eu ando aprontando!
- Não começa com essa historia Serena! Eu to falando serio!
- Eu também estou! Porque eu cansei de ver você se preocupar com sua reputação a ponto de não ligar pros seus filhos! Alias, será que você se lembra que tem dois filhos? Não né?! Está ocupada demais com seus jantares com pessoas importantes que vão fazer com que sua reputação seja excelente!
- ESCUTA AQUI SERENA, VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE FALAR ASSIM COMIGO! EU SOU SUA MAE, E É CLARO QUE EU LEMBRO QUE EU TENHO DOIS FILHOS! – ela levantou a voz apontando um dedo na minha cara.
- AH, SE LEMBRA? – abaixei a mão dela. – DO QUE ADIANTA VOCÊ SE LEMBRAR SE VOCÊ NÃO VAI NEM VISITAR O ERICK? O COITADO FICA LÁ A SEMANA INTEIRA SOZINHA, SÓ RECEBE A MINHA VISITA, E POR QUÊ? PORQUE A MAE DELE ESTA OCUPADA EM UM JANTAR. PORQUE A MAE DELE NÃO SE PREOCUPA COM ELE, MAS NÃO QUER QUE ELE TENTE SE MATAR!
Dói ter que falar tudo isso. Mas é necessário. Ela realmente não se importa com a gente. Ela não esta nem aí se ele quer se matar ou não, o que a preocupa é se alguém vai ficar sabendo que o “filho da Senhora van der Woodsen tentou se suicidar por falta de atenção da mãe.” Isso estragaria a boa reputação de ótima mãe que ela tem.
Ela não respondeu depois do que eu falei. Apenas ficou calada olhando para o chão. Eu ainda tinha mais coisas engasgadas aqui dentro, mas preferi deixar de lado. Apenas disse:
- Se quiser me manda logo pra essa merda de reabilitação, se você acha que vai funcionar... Funcionou muito da ultima vez não é mesmo?! – Virei as costas e quando estava subindo as escadas ouvi ela falar.
- Você sai amanhã cedo.
Ótimo. Bom ver que mesmo depois de tudo o que eu falei, minha mãe não se comoveu nem um pouco e ainda está a fim de que eu e Erick literalmente morram, só pra ter sua boa reputação! Maldita reputação!
Bati com força a porta do meu quarto e vi Dan sentado na minha cama olhando pra mim. Ok, a nova dele agora era pular a janela pra entrar na casa dos outros? Respirei fundo olhando-o nos olhos, tentando conter minhas lágrimas.
Ele era a ultima pessoa no mundo que eu queria que me visse chorar. Mas não pude agüentar muito tempo. Apenas... Chorei, correndo pra abraçá-lo.
Dan era ótimo pra dar colo. Ele não era do tipo que perguntava o que havia acontecido – embora não precise, já que ele, provavelmente, havia ouvido tudo -, ele apenas nos abraçava e ficava com a gente o tempo que fosse preciso até nos sentirmos melhores. Eu amava isso nele, mas não o amava mais como antes! Apenas como amigo.
Deitei no colo dele e eu logo adormeci. Embora eu tenha penado pra tentar tirar o pensamento de que amanhã eu iria embora da cabeça.
Acordei com Mariah batendo na porta do quarto, logo entrando. Percebi que Dan não estava mais do meu lado.
- Sua mãe pediu pra eu acordar você, senão você se atrasa pro seu vôo.
- Ok. Obrigada, Mariah. – respirei fundo, vendo a porta se fechar e logo depois olhei pra janela. Senti meu rosto se molhar e me deitei novamente.
Peguei meu celular e vi que eram 08h15min. Do jeito que a minha mãe é, ela provavelmente deve ter me mandado acordar duas horas mais cedo. Olhei em cima da minha escrivaninha e vi um passaporte pra Nova York, onde ficava a clinica. O vôo partiria as dez da manha. Ótimo! Eu realmente iria pra lá.
Mandei uma mensagem para Lorenna pedindo pra ela ir no aeroporto pra gente se despedir. Ela apenas respondeu com um “ok” e uma carinha triste.
Me arrumei com uma coisa básica. E então percebi que minha mala estava feita já. Todas as minhas melhores roupas. Minha mãe acha que eu to indo pra reabilitação ou pra um desfile de moda? Típico dela isso.
Tinha combinado de Lorenna passar aqui em casa de taxi e a gente ia junto, mas deu nove horas e só o taxi chegou, sem Loren, apenas o motorista dizendo que ela já estava lá. Mas é cabeçuda mesmo... Eu tinha dito aqui, e não no aeroporto! Mereço essas lerdezas.
Saí de casa sem nem ao menos me despedir de alguém! Apenas segui viagem.
Cheguei lá e pra minha surpresa a pessoa era mais lerda do que eu imaginava! Pensei que ela tinha entendido que eu queria só ela lá no aeroporto, e não toda essa cambada! Assim ficava mais difícil me separar deles...
Lancei um olhar pra Loren que apenas deu de ombros e olhou pra Dan. Ah, então a lerdeza foi toda dele! Que maravilha isso.
- Oi... – eu disse forçando um sorriso, a minha voz estava um pouco rouca.
Ninguém respondeu, mal educados. Eles apenas chegaram junto de mim e me abraçaram grupalmente. Putaria em pleno aeroporto! Vish.
- Acho que a gente ta sufocando a coitada! – ouvi a Dani dizer.
- Você acha? Eu tenho certeza! – eu disse e todos saíram de cima de mim. – eu vou sentir falta de vocês... – segurei o choro, embora minha voz não ajudasse, não queria que eles vissem o quão fraca eu sou.
- Mas a gente ainda vai se ver. E vai passar rapidinho... E você sabe que lá não é tão ruim assim! – Loren disse.
- É, eu sei... Mas mesmo assim, eu não vou ter ninguém! Vocês não querem ir junto comigo não? – fiz biquinho e eles também.
- Cade o Nialler que ainda não chegou? – El disse, sabia que alguma coisa estava faltando ali.
- Ele disse que não vem. Parece que ele ta ocupado, não sei... – Liam disse.
- Viado, eu falei que era importante ele vir! – Lorenna falou olhando pra entrada do Aeroporto.
“Chamada para o vôo 1029, Nova York – Estados Unidos”
- Acho que eu tenho que ir. – eu disse olhando pro chão. – Vou sentir saudades gente. Amo vocês!
Todos vieram me abraçar e eu não agüentei as lagrimas nessa hora.
- Vocês foram tudo que eu precisei durante todo esse tempo, pra melhorar quem eu era, pra ser feliz. Vocês, mesmo não sabendo, me fizeram enxergar o quanto eu fui egoísta, estúpida e má esse tempo todo com a Blair!
- Amiga... Calma! A Blair ainda vai ter o que ela merece! Eu te amo demais! Te amo, te amo, te amo! Vou sentir sua falta! – mais um abraço em grupo.
“Última chamada apara o vôo 1029, Nova York – Estados Unidos”
- Eita pressa. Agüenta aí, tia! – Harry disse nos descontraindo.
Me soltei deles, peguei minha mala e subi no avião. Sentei-me no meu lugar coloquei meus fones e olhei pela última vez na janelinha pra eles. Acenei e logo senti o avião decolar.
Não pude conter as mais lagrimas que vieram. A viagem demorava oito horas, acho que escutei musica em duas horas e meia e o resto eu dormi, estava cansada e não queria pensar no motivo de estar indo pra Nova York. O bom era que eu iria ver o meu irmão de novo. O ruim era que eu não iria apenas visitar. Iria ficar. Longe de meus amigos, longe de tudo!
Notas finais
O proximo vai ser mais legal... Mas ainda to na duvida de como eu o faço .-.
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