You Light Up The Sky
7 Capítulo 6 - Até que não é tão ruim.
Notas iniciais
mas é isso..
Assim que o pessoal foi embora e eu entrei com a Blair, ela já foi me perguntando sobre a clinica de reabilitação.
– Então.... É amanhã que você vai? – ela me perguntou.
– Sim. Mas eu não queria que os outros soubessem! Você e o Dan são os únicos que sabem!
– Mas, Loren... As pessoas vão se dar conta da sua ausência! Como quer que eu minta?
– Não é mentir... Você só vai dizer que eu fui na casa... De uns parentes fora da cidade! E que vou ficar um mês fora – eu disse, agora mais triste.
– Tem certeza?
– Sim! Por favor... Não deixa o Zayn saber também. E mais ninguém.
– Tudo bem. – nos abraçamos.
Apensar de algumas vezes Blair ser a mimada, nossa relação como amigas era incrível!
Desde a infância éramos muito próximas. Crescemos juntas! Tudo que eu quisesse desabafar, contar, confiar, era ela a primeira pessoa que eu poderia pensar.
Nos arrumamos e dormimos. Eu sairia de casa às 7:30. Blair cuidaria da casa para mim nesse um mês!
[...]
Acordei com a porta da frente se fechando. Deduzi que fossem quase sete da manhã. Levantei, pus uma roupa normal, estava um tanto friozinho, e desci para tomar meu café.
Dan chegaria logo, ele faltaria hoje para poder me levar. Dan era outro em quem eu podia confiar. Ele era como um irmão para mim!
Enfim ele chegou e a gente saiu, indo para o inferno que duraria longos trinta dias.
Zayn’s POV
Assim que cheguei na colégio já fui a procura de Loren. Eu não estava mais me agüentando pra ver ela...
– E aí, Zayn! Beleza?
– Fala, cara. Ainda não! Não achei a Loren, você viu ela já?
– Também não... Eu passei pela Blair e ela não tava lá junto com ela não. – Liam disse. Estava começando a me preocupar! Blair tinha dormido na casa dela, por que diabos as duas não estavam juntas? Resolvi ir perguntar pra Blair.
– Já volto, Liam.
Saí e achei a Blair.
– Oi Blair... Cade a Lorenna?
– An... A Lorenna? Bom, ela teve que ir visitar… Uns parentes dela, em outra cidade! Só volta daqui um mês...
Achei estranha a reação dela quando perguntei. Parecia nervosa, mas não me importei muito.
Só o que me importava naquele momento era que eu iria ficar um mês sem a Loren! Eu já estava tendo um mini infarto antes mesmo de se passarem um dia.
Nas aulas eu nem prestei atenção. Ficava pensando na Loren... Cara, ainda não to acreditando! Eu, Zayn Malik, apaixonado!
Isso é estranho! Muito estranho, mas mesmo assim... Eu gostava de estar sentindo isso.
Os meninos tinham me chamado pra ir fazer sei lá o que sei lá onde, mas eu quis ficar em casa mesmo... Eu não estava a fim de ir lá pra ficar calado.
[...]
Quase meia noite e eu ainda não dormi pensando na Lorenna. Pensando em como aqueles olhos me fascinavam, pensando em como ela podia ser tão linda apenas respirando! Nem preciso dizer que eu já havia ficado prestando atenção nela ao invés de prestar atenção na aula enquanto ela dormia, né?!
Ela ficava tão linda dormindo... E quando ela acordava meia apavorada pelo sinal tocando... Zayn, na boa, isso ta virando gayzisse.
Resolvi ver se ela dormia, tinha até me esquecido que eu tinha o numero do celular dela, Serena havia me passado...
“Boa noite, sonhe com os anjos... Xx – Zayn”
Coloquei o meu do meu lado e fiquei olhando para o teto. Não deu nem dois minutos e ele apitou recebendo uma mensagem.
“Boa noite... Ah, ta um pouco difícil sonhar com anjos... Alias, ta difícil dormir aqui! Xx – Loren”
“Também não consigo dormir não... Se importa de ficar conversando?”
“Claro que não (: Então, vamos falar de quê?”
“Não sei... Volta daqui um mês mesmo?”
“Volto. Eu... Nada, esquece.”
“Pode falar...”
“Não é importante. Deixa :/”
“Tudo bem. Então... Desculpa se eu estiver sendo um pouco ‘atirado’, mas... Por que fez aquilo?”
“Aquilo o quê?”
“Você sabe, por que quase se matou aquele dia?”
Tive medo da resposta. Não sabia o que eu poderia ler.
“Por vários motivos...” – Ela respondeu depois de longos cinco minutos. Tive a impressão de ouvi-la chorar... Balancei a cabeça tentando esquecer, mas era impossível. Um sentimento tomou conta do meu coração.
“Pode me contar o principal?”
“A morte de meus pais! Acho que me sinto culpada... Se não fosse eu fazendo ‘graça’ no banco de trás, meu pai não me olharia e minha mãe não teria gritado que estávamos caindo.”
Encarei o visor e pude sentir o que ela provavelmente estaria sentindo agora e naquele momento. Ouvi novamente o seu choro.
“Não está chorando não, está?”
Ela demorou novamente para responder. Fiquei esperando. Dez minutos.
“Calma Lo... Vai passar. Não foi sua culpa! Ninguém poderia imaginar que isso iria acontecer com você! Fica calma...” – enviei.
Alguns poucos minutos depois ela me respondeu.
“Sabe, eu queria poder estar aí... Queria poder te abraçar. É disso que eu estou precisando, de um abraço! Eu passei anos sem sentir um abraço que não fosse da Blair ou do Dan... Eu sinto falta da minha mãe, sinto falta do meu pai, sinto falta da vida que eu tinha antes deles morrerem! Sinto falta de...”
Senti que ela não estava totalmente confiante ao me enviar todo esse desabafo. Não é pra menos, já que a gente havia se conhecido a pouco tempo...
“Tudo bem pequena. Tudo passa, o sol sempre aparece depois de uma tempestade – esqueça o que fez parecer gay isso!”
“Kk’ esquecido u.u Mas valeu...”
“(: sinta-se abraçada ta bom?!”
“Obrigada... Acho que eu vou dormir. Me deu sono agora... Boa noite, beijo”
“Ta... Beijo.”
Finalmente consegui dormir. Falar com ela foi bom... Só não consegui entender o porquê de eu me sentir estranho toda vez que ela falava algo que não era bom da vida dela.
Lorenna’s POV
Depois de falar com ele, desabafar, chorar um pouquinho e querer dizer a ele o quanto eu o amava, me senti melhor e me bateu sono. Mas mesmo assim meu pensamento de suicidar-me não me saiu da mente!
[...]
Acordei no outro dia com uma tiazinha batendo na porta e entrando.
– Bom dia! Eu trouxe seu café da manhã e às 9:45 você irá ver uma psicóloga. – ela disse deixando uma bandeja ao meu lado com café, leite, pães, biscoitos... E logo depois saiu.
Esse povo é tudo ignorante assim ou só ela? Bom, eu estava morrendo de fome.
Logo após eu terminar meu café, olhei em meu celular e vi que faltavam dez minutos para a minha “visita” a psicóloga. Na boa? Pra que isso, cara? Eu não preciso de nada disso...
Meu celular se mantinha quase que escondido, eles não deixavam a gente ficar com essas coisas. Acho isso um exagero, mas ok.
A psicóloga chegou no meu quarto e pediu para que eu a acompanhasse.
Fui passando de quarto em quarto, aquilo me assustava! Pessoas loucas, dependentes de drogas e bebidas... Era muito estranho!
– Então, como você vê a sua vida? – a moça me perguntou. Lá vai eu ter que falar da minha vida pra mulher que eu nem conheço e que não vai fazer nada a respeito! Afinal, o que os psicólogos fazem? Ouvem as pessoas se queixando da vida? Vou trabalhar disso, deve ser a coisa mais fácil...
– É uma verdadeira droga!
– Por que acha isso? – a cara dela me assustava, sempre calma, falando baixo e olhava pra mim como se estivesse a fim de me matar! Uma cara de psicopata!
– Por que sim.
– Você gosta de você mesma?
– Não. Me acho uma perfeita ridícula!
– Por quê?
– Porque é o que eu sou. Olha pra mim! O que você consegue ver? Uma garota idiotamente otária que se corta e ainda faz o favor de se apaixonar por aluem que nunca vai dar atenção nenhuma a ela!
– Então... Basicamente você se mutila por causa de uma paixão?
– Não! Comecei com isso quando minha tia começou a cuidar de mim, assim que meus pais morreram!
–Quantos anos você tinha na época?
– Dez.
– Sua relação afetiva com sua tia era boa?
– Não! Ela me odiava, assim como odiava a minha mãe. Por ela eu morria junto no acidente. Mas o juiz que cuidou da causa, disse que ela teria que ficar comigo até eu ter dezesseis anos ou mais.
– Ela não te dava amor, então?
– É... Isso foi a pior coisa que aconteceu. Eu me tornei uma coisa que eu não sou... Me arrependo disso, confesso! Mas eu... Sei lá. Só queria não atrapalhar a vida das pessoas.
– Você acha que a sua existência é inútil?
– Lógico! Se não fosse eu não teria me suicidado, ou quase!
– E na questão do seu amor, já namorou?
– Já... Mas não duravam nem um mês direito.
– Sentiu uma coisa especial em alguma dessas relações?
– Não, nunca!
– E agora? Como se sente quando você pensa... Naquela pessoa?
Assim que ela disse “naquela pessoa”, minha cabeça se encheu dele. Tudo o que eu pensava era Zayn, Zayn, Zayn, Zayn... Somente Zayn!
O que eu sentia? Bom...
– Sinto... Sei lá, gosto de ver a forma como ele sorri, e seus olhos me hipnotizam de um jeito que nunca nenhum olhar fez. Quando ele se aproxima... Sinto meu corpo se arrepiar e meu coração acelerar. Parece que eu vou ter um ataque cardíaco. – eu disse, olhando para o chão, me lembrando de cada detalhe dele, cada característica de Zayn, e o que fazia comigo.
Passamos duas horas conversando e aprecia que éramos amigas... Foi uma conversa como as conversas minha com a Blair. Como se já nos conhecêssemos a muito tempo.
Confesso que adorei conversar com Diana, a gente até riu de algumas coisas, eu chorei um pouco, para variar...
Meio dia eu almocei, dentro do quarto. Acho que a única coisa ruim desse lugar era que lá a gente não saia do quarto direito! Apenas saiamos pra ir na Diana ou fazer alguma coisa com outras pessoas que tinham o mesmo “problema” que eu.
Até que eu estava gostando de lá...
Mais a noite, conversei com Zayn. Ele me passava segurança até por mensagens!!
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