Notas iniciais
Eis o penúltimo capitulo ;u; Para as pessoas que já chegaram no Caliborn e Caliope ~ Sim, eu fiquei com preguiça de escrever com os 'sotaques' deles.

==> Vá até Jane

Você quer ir, mas você realmente não sabe como reagir quando encontrá-la. Você apenas fica parado encarando o corpo, quase sem vida, de Caliborn. Você parou de chorar, mas continua soluçando, Deus como você odeia ser chorão.

Você odeia admitir, mas talvez tenha que acabar com isso de uma vez. Matar Jane. Que comédia. Ela é sua irmã mais velha, ou ao menos, era. Você não acha que conseguiria fazer tal ato, você realmente a considerava como importante.

Pelo menos Caliborn parou de lhe encarar com os olhos vermelhos. Você acha que talvez não conseguisse lidar com a situação como está agora se ele continuasse, você estaria muito pior, aliás, aqueles olhos te fazem lembrar-se de Dave. Você virou-se ao ouvir o som que Caliborn fez assim que abriu seus olhos novamente.

Uma menina de cabelos brancos e olhos verdes está parada a alguns metros de distância de vocês. Ela não possui nenhuma expressão embora seus olhos demonstrem tristeza ao olhar o corpo do garoto caído a poucos metros dela.

“Hey Cal.” Ela diz andando até ele e ignorando sua presença. “Faz um tempo que não o vejo.” Ela sorri agachando-se perto de Caliborn.

Caliborn permanece quieto olhando a ela, mas desta vez sua expressão é de diversão. A garota o arrasta para uma arvore colocando-o sentado enquanto abre sua pequena bolsa que está pendurada em sua cintura.

“O-o que está fazendo?” Você gagueja.

“Salvando-o” Ela responde sem tirar os olhos de sua bolsa.

Ela pega um pequeno frasco vermelho e o faz tomar, você permanece parado encarando-a enquanto a cor da pele de Caliborn volta a se tornar mais forte, pelo menos até onde pode se tornar. Caliborn suspira tossindo logo em seguida e então empurrando a garota, que ainda está agachada a seu lado, fazendo-a cair sentada.

“Eu realmente não esperava ter minha bunda salva por você de novo, Caliope.” A garota sorri.

“Você é meu irmão afinal. Não poderia deixá-lo morrer, não ainda.” Sua expressão fica séria conforme ela se vira para te encarar.

“Pegue leve com ele.” Caliborn ri.

A garota se levanta indo a sua direção e arrancando os óculos vermelhos de sua mão. Você pensa em reclamar, mas acaba não o fazendo. Ela suspira voltando à Caliborn enquanto você fica parado.

“Se você nem consegue optar a tomar os óculos de mim... Como espera matar sua mãe?”

“Han?” Você diz olhando-a confusa. “Minha mãe morreu.”

“Sua mãe fugiu, ela está usando Jane esse tempo todo e agora que conseguiu o que queria está voltando.”

“E eu tenho mesmo que matá-la?”

“Ou talvez não.” Ela olha para os óculos. “Você é o mais propenso em usar o poder desses óculos.”

“Isso parece aqueles merdas de filmes dos anos 90.” Caliborn ri. “John resumidamente você tem duas escolhas: Mate-a ou morra.” Você não diz nada esperando que Caliborn continue, mas quem continua é Caliope.

“Embora antes de se matar você tem que destruir os óculos.”

“Os...” Você repete “Quantos óculos existem?”

“Hm,” Caliope faz uma cara olhando para o lado. “Existem cerca de cinco.”

“Cinco?” Você quase grita.

“Um deles está com você, outro com Jane e outro com sua mãe.”

“E os outros dois?”

“Vriska Serket e, claro, o ex do meu irmão.”

“O que?” Caliborn sussurra.

Caliope não diz mais nada, apenas permanece em silêncio por alguns segundos antes de jogar os óculos para você.

“Coloque-os.” E assim você faz, colocando-os quase que imediatamente.

Você fecha os olhos assim que os coloca, abrindo-os logo em seguida. Nada aconteceu, no final você acha que toda essa historia de óculos mágicos não passa de uma brincadeira sem graça. Você ri por achar que algo iria acontecer e então você começa a se sentir enjoado.

“John?” Caliborn diz se ajoelhando pronto para se levantar a qualquer momento.

“Não é nada, eu apenas me sinto enjoado.” Você diz, céus sua cabeça agora está doendo como se alguém estivesse brincando com um martelo nela.

“Melhor irmos.” Caliope diz se virando para seu irmão.

“Não.” Ele retruca quase que imediatamente.

“John,” Ela anda em sua direção lhe dando um papel “Me chame quando decidir o que vai fazer.” Ela sorri dando meia volta e criando um buraco no meio de uma arvore, onde desaparece assim que ela entra arrastando Caliborn que reclama.

“Mas está em branco...” Você diz olhando para o papel.

Seu estomago continua deixando-lhe enjoado. Você começa a tossir e quando percebe já está no chão. Sua visão fica embaçada e você começa a ouvir alguém lhe chamando. Você tenta de tudo para não desmaiar. Você não pode. Você tem que derrotar Jane antes que sua mãe chegue a ela, ou senão as coisas ficarão difíceis para você.

John?

Você escuta uma voz feminina, você acha que a reconhece de algum lugar, mas não consegue se lembrar de onde. Em um fracasso de tentativa, você tenta se levantar e acaba vomitando. Você ri fechando seus olhos fortemente antes de abri-los e ver que as coisas à sua volta estão se tornando deformadas.

É ele?

Agora uma voz masculina surge, você ri por pensar que esse seja Jake, isso seria impossível. Você continua se arrastando entre as árvores e vomitando mais algumas vezes. Seus olhos estão ardendo e você vê riscos vermelhos em tudo que olha. Você tropeça em um galho caído no chão, mas se apoia em uma arvore para não cair.

Hey, Egbert.

Você escuta uma terceira voz. Está se tornando difícil para você respirar, você se sente fraco. Você se senta, ainda encostado na arvore, olhando para seus braços. Suas veias estão quase que pulando para fora de seu corpo. Você fecha seus olhos contra sua vontade, suspirando antes de acabar desmaiando.

“John?” A voz feminina diz. “J –“

“Hey, John” A voz masculina surge interrompendo o que a menina iria dizer. “Acorde.”

Você sente alguém lhe sacudindo e, em uma tentativa fraca, tenta abrir seus olhos e, para sua surpresa, isso não foi nenhum esforço. Você se senta tentando focar sua visão e abrindo a boca assim que encontra Jade e Jake agachados à sua frente.

“O que?” Você sussurra sentindo seus olhos arderem, mas se segurando para evitar as lagrimas. Você não quer mais chorar.

“Graças a Deus.” Sua irmã suspira lhe abraçando logo em seguida. “Eu estava preocupada com você, maninho.”

“Tentamos entrar em contato com você todos os dias durante esses cinco meses.” Jake sorri, mas logo volta a uma expressão triste. “Chegamos a pensar que você tinha morrido.”

Você desvia seu olhar, você realmente queria que eles pensassem isso, mas agora está se sentindo como um idiota. Você escuta passos à sua frente e, por impulso, olha novamente para a direção de Jake. Agora você está com seus olhos arregalados e sua boca boquiaberta, bem, você não pode se ajudar nisso. A pessoa em sua frente ri, colocando as mãos em seus bolsos da calça.

“Hey” Ela diz.

“D...” Você começa engasgando com suas palavras. “Dave?” Ele sorri para você.

Jade finalmente lhe solta se sentando ao seu lado e sorrindo para você. Ela suspira antes de começar a falar.

“Você está em uma bolha.” Você a olha, entendendo o que está acontecendo.

“Então estão todos dormindo?” Você pergunta.

“Bem...” Jake diz coçando a ponta do nariz e olhando para Dave. “Nem todos.” Você engole olhando para baixo. Yep. Dave ainda está morto.

“John, onde você conseguiu esses óculos?” Jade lhe olha.

“Ah, ah...” Você gagueja tentando pensar em alguma mentira, mas suspirando logo em seguida. “Jane.”

“Jane?” Jake sussurra para si mesmo. “Então... Você estava com ela todo esse tempo?”

“Com ela e Caliborn.” Você completa ouvindo um ‘tsk’ de Dave. Você o olha, mas ele está com o rosto virado para o lado, você não sabe para onde ele está olhando por causa de seus olhos vermelhos.

“Caliborn?” Jade repete. “Achei que ele estava com Caliope.”

“Você a conhece?” Você a olha.

“Sim, Jake e Rose também.” Ela diz, você olha para Jake que apenas joga seus ombros para cima e sorri.

“Bem... Jane o matou e do nada ela apareceu revivendo-o e desaparecendo com ele.” Você diz se lembrando do quão bizarro foi aquilo.

“Por que Jane o matou?” Dave finalmente fala.

“Não sei.” Você responde sem o olhar. “Jade”

“Sim?” Ela sorri para você.

“Você entrou em contrato com ela recentemente.” Você afirma para si mesmo vendo-a concordar com a cabeça. “Ela te disse sobre os óculos?”

“Ela nos disse para ajudar a destruir os óculos de Dirk e Serket enquanto você lutava com nossa mãe.” Jake responde.

“Heh. Entendi.” Você responde.

“John, estamos cientes de que ela lhe deu duas opções.” Jade suspira. “Qual delas você escolheu?”

“Sendo sincero eu não escolhi nenhuma delas.” Você diz “Eu nem tive tempo de pensar.”

“Então pense.” Jake disse. “Mas seja o que for... Faça-nos um favor.” Jake se agacha em sua frente lhe dando um peteleco na testa “Nos avise antes.” Ele sorri desaparecendo diante de você.

“Jake?” Você o chama, sem receber uma resposta.

“Temos que ir.” Jade sorri. “Temos que dar suas coordenadas para a policia, para que eles estejam cientes do que fazer dependendo de sua escolha. Tchau, John!” Ela acena para você desaparecendo logo em seguida.

Você suspira. Você realmente não sabe lidar com bolhas e, para sua grande sorte, Dave ainda está com você. Viva! Você o olha de relance, ele esta encarando você. Parece que ele quer falar algo, mas tudo que continua fazendo é lhe encarar sem abrir sua boca, fazendo com que você suspire e toque no assunto de uma vez.

“O que foi?” Você pergunta se levantando e o encarando.

“Você mudou.” Ele responde segundos depois de você perguntar.

“Como assim?” Você ergue uma sobrancelha o encarando.

“Desde a ultima vez que eu falei com você.” Ele continua “Você tem ficado cada vez mais diferente desde que começou a andar com eles.”

“Pessoas mudam Dave.” Você suspira.

“E se afastam.” Ele sorri

“Você não é exceção.” Você sorri de volta vendo-o se encolher um pouco antes de continuar.

“Jura? Da ultima vez que lhe vi, você saiu correndo e reapareceu envolvido com dois assassinos.”

“Da ultima vez que lhe vi você estava beijando outro.” Você retruca sentindo seu rosto esquentar, mas de raiva.

Dave não diz mais nada. Apenas lhe olha por alguns minutos, alguns minutos bem demorados.

“Sabe...” Você começa “Eu não achei que lhe veria de novo, e mesmo que eu tenha pensado nisso, não teve nenhum momento que eu imaginei isso como sendo uma briga.”

“John,” Dave começa sendo interrompido por você.

“Acabou Dave.” Você o olha “Eu acho que já lhe disse isso não?”

“Espera.”

“Não.”

“John.”

“Não!” Você grita “Eu sei o que vi! Dave, eu não consigo lhe perdoar por isso. Eu tentei, mas não consigo! Não consigo!”

“Cala a boca!” Ele grita fazendo com que você o obedeça por medo. “Olha...” Ele suspira. “Eu sei que o que eu fiz foi uma merda, eu sei que eu sou uma merda e por esse motivo eu escolhi morrer em vez de você!” Você não diz nada, esperando Dave continuar. “John," Ele suspira "eu ainda gosto de você.”

“Falar isso não vai ajudar em nada.” Você retruca.

“Você pode não ter me perdoado, mas eu posso dizer apenas olhando para você que ainda gosta de mim.”

“Tsk” Você olha para seus pés “Eu não gosto.”

“Prove.”

“Como?”

“Vá embora.” Você o olha surpreso por ele estar te mandando ir embora.

“Eu não sei como.” Você responde. Você não sabe mesmo, mas também não quer ir embora.

“Imagine uma porta ou simplesmente imagine-se desaparecendo, logo você vai acordar.” Ele suspira. “Se fizer isso entendo que não gosta mais de mim.”

Você suspira. Você ainda gosta dele, mas o que você poderia fazer? Ele está morto, se não for embora e perdoa-lo por traí-lo quando você acordar não poderá ficar mais com ele. Você fecha seus olhos imaginando-se desaparecendo tal como ele diz. Quando ele suspira você abre seus olhos a tempo de vê-lo de costas para você.

“Tchau Egbert.” Ele diz e logo em seguida você se encontra olhando para galhos e um céu acinzentado.

Você se senta ouvindo um som de passos se aproximando. Sem forças você se esforça para levantar-se tentando esquecer tudo o que ‘sonhou’ com e cambaleando você se dirige em direção aos passos. Você apenas para de andar quando a encontra. Jane está a poucos metros de você, há um sorriso em seu rosto, mas não um sorriso que demonstre alegria, parece mais de pena.

“Jane” Você diz.

“John” Ela fecha os olhos.

“Por que?” Você suspira. “Então agora eu tenho que lutar contra você?”

Jane não lhe responde, apenas faz aparecer o tridente que usará para te matar antes, ela suspira antes de pular e ir diretamente em sua direção tentando atingi-lo com isso. Você desvia desesperado tentando saber como ela conseguiu fazer o tridente aparecer no meio do nada.

“Imagine.” Ela diz em meio a um suspiro antes de pular para uma distância segura de você.

Você fecha seus olhos tentando imaginar alguma coisa para lugar contra ela, assim que sente algo pesado em sua mão você olha para o lado e encontra com um martelo gigante. Você suspira decepcionado, ouvindo-a correr novamente em sua direção e pular tentando acertar o tridente em você novamente. Como reflexo você se defende com o martelo o empurrando para frente e a chutando para longe.

“Jane, por favor.” Você implora antes de ver os olhos de sua Irmã ficar preto deixando sua pupila vermelha.

Ela continua tentando lhe atacar e tudo que você faz é se defender empurrando-a para trás e andando cada vez mais na direção oposta a dela. Você não quer matá-la ou machucá-la. Na verdade, você está confuso com o que deve fazer nesse momento.

Quando você vê que ela está indefesa e distraída com alguma coisa você corre em sua direção sem pensar duas vezes usando o martelo para martelar em seu estomago. Jane sai voando batendo em uma arvore e cuspindo sangue. Ela se levanta rapidamente tentando correr, mas fracassando e caindo novamente no chão. Você se aproxima lentamente dela.

“Faça” Ela ri sem levantar a cabeça, ainda olhando para o chão. “Mate-me”.

Você não responde, apenas se abaixa perto de sua irmã tirando-a seus óculos e fazendo-a olhar para você. Você sorri, se levantando novamente e tacando os óculos de Jane no chão. Você levanta seu martelo ouvindo-a gritar antes de atingir os óculos com toda força.

Você se vira para ela novamente. Ela está encarando para os óculos quebrados como se algo muito importante fosse quebrado, se ela acha isso importante então ela não sabe de nada. Você sorri antes de olhar a ela esperando que ela lhe olhe. Quando ela faz seus olhos estão arregalados.

“Onde ela está?” Você diz estranhando o fato de sua voz sair rouca. Jane não diz nada, ainda olhando para você com uma expressão assustada. “Onde nossa mãe está Jane. Não me faça lhe forçar a dizer.” Jane abaixa a cabeça fazendo uma expressão de choro e mordendo seu lábio antes de abrir a boca.

“Na fabrica que costumávamos ir”

“A que faliu?” Ela concorda com a cabeça e você se vira sem indo embora sem lhe dizer mais nenhuma palavra.

Você somente para de andar quando está a metros de sua casa e de Jane, imaginando se poderia imaginar uma porta indo direto para o local que quer ir como fez na bolha. Você fecha seus olhos imaginando, por alguns segundos, a fabrica Crocker e uma porta em frente a ela. Quando abre seus olhos novamente uma porta se encontra em sua frente, você a abre e a atravessa.

Assim que chega ao outro lado você se vira vendo a porta desaparecer. Você, então, começa a procurar por sua mãe, o que não é muito difícil, pois assim que entrou na fabrica viu uma noticia gigante feito de rosa e Glitter onde esta escrita ‘Encontre-me no telhado’.Suspirando e colocando a mão em seu rosto, você se dirige para o telhado.

“John” Ela lhe diz assim que você abre a porta do telhado.

“Mãe,” Você responde a olhando. Realmente, faz muito tempo que a vê, da ultima vez, seus cabelos eram curtos e suas roupas simples. Agora seus cabelos são incrivelmente grandes e suas roupas muito chamativas. “Ou devo chamá-la de Condesce?” Ela sorri.

“Meu pequeno garoto está bem crescidinho, que bonitinho você ficou John.”

“Pare de me tratar como seu filho.”

“Não vejo problema nisso, alias, você é meu filho.” Você fecha seu pulso em um ato de raiva. “Não fique bravo querido, mesmo que se passem anos ou séculos...” Ela se aproxima colocando a mão em seu ombro e sussurrando em seu ouvido. “Você continuará sendo meu filho.”

Você sabe que ela sorrindo e isso faz com que você fique cada vez mais puto. Você levanta seu martelo segurando com as duas mãos e tentando atingi-la em seu estomago, mas ela lhe impede fazendo com que um tridente maior que o da Jade apareça. Você ri.

“Qual é o problema das garotas com tridentes?” Ela apenas sorrir e joga seus ombros, empurrando-o, logo em seguida, para longe.

Você tenta segurar em algo, mas quando vê está fora do telhado e caindo em direção ao chão. Você grita fechando seus olhos e, abrindo-os, quando percebe que a queda está sendo muito longa. Você olha para baixo vendo que ainda está a metros do chão e então olhando para sua mãe que está sorrindo do telhado.

Você arregala seus olhos ao ver que os olhos dela estão completamente brancos e que seus dentes estão afiados. Ela apenas aponta para cima, com uma unha gigante, mas antes que você possa olhar para o que é, algo lhe agarra, é preto, como um tentáculo, antes que você possa tomar alguma providencia é arremessado para o chão quebrando o piso e cuspindo sangue.

Você tenta abrir seus olhos, mas eles não querem lhe obedecer, quando consegue você vê uma coisa preta gigante com vários tentáculos. Você se senta obrigando-o a continuar olhando para a monstruosidade gigante.

Quando finalmente consegue se forçar a ficar em pé, você pensa em ir correndo para a escada dentro da fabrica e voltar à sua mãe novamente, mas quando percebe está flutuando. Você tosse novamente limpando o sangue em seu rosto com a costa de sua mão. E olhando para sua mãe que está sendo segurada pelo monstro. Você arregala seus olhos quando vê um bico saindo da criatura. O bico se abre levando sua mãe em direção a ela.

“Pare...” Você sussurra, vendo a criatura mostrar seus dentes e devorar sua mãe por completo. “Pare!” Você grita voando em direção à criatura e aumentando seu martelo para atingi-la.

A criatura balança um de seus tentáculos lhe atingindo e empurrando-o de volta para o chão. Seus olhos agora estão fechados, você tenta abri-los, mas é muita poeira à sua volta para conseguir. Você sente seu corpo arder em algumas partes.

“Já decidiu?” Uma voz familiar lhe pergunta. Você abre os olhos encontrando Caliope que está parada à sua frente.

“O que você faz aqui?” Você pergunta tossindo.

“Você encontrou com seus irmãos, eles me pediram para ver como você vai querer derrotar a criatura.” Ela sorri, porém, é um sorriso de pena. “Qual a sua escolha, John?” Você suspira olhando para a criatura que ocupa quase o céu inteiro.

“Tem alguma chance de eu matar essa coisa sem morrer?” Você fecha os olhos já imaginando a resposta.

“Temo que as chances sejam pequenas.”

“O que acontece se eu morrer para matar a criatura?”

“Bem,” Ela suspira “Quando Caliborn disse essa opção não era tão simples. Você não tem que se matar aqui e poof” Ela pausa afastando suas mãos para insinuar uma explosão. “Ela morre.” Ela abaixa as mãos antes de balançar a cabeça negativamente com seus olhos fechados. “Não é assim.”

“Então como seria essa opção.” Você diz. Não é uma pergunta, você sabe que ela irá lhe dizer de qualquer modo.

“Você vai fazer a criatura lhe comer.”

“E?”

“Você vai até seu coração e vai usar seu poder de vento para criar um tornado, ou se preferir, um furacão, mas só quando estiver bem perto do coração.” Ela pausa vendo-o e continua assim que você concorda “E então, você vai aumentar o tornado e tacar isso nele.” Ela diz lhe jogando um isqueiro. “Quando ele começar a pegar fogo,”

“Eu morro, a criatura pega fogo e morre.”

“Correto.” Ela diz fechando os olhos por segundos antes de prosseguir. “Há outra opção como você sabe.”

“A de lutar até tentar matá-la?”

“Sim”

“O que acontece se eu morrer antes dela?”

“Todos morrem.” Você suspira se levantando com o isqueiro em sua mão.

“A criatura devorou minha mãe.”

“Sim, eu vi.”

“Onde?”

“Eu estava atrás daquela arvore o tempo todo.” Ela aponta fazendo-o rir.

“Stalker?”

“Foi a pedido de seus irmãos e Caliborn, eu sou a única que tem a capacidade de observar sem ser notada, pelo menos dentre eles.”

“Entendo.” Você fica em silêncio, ainda sorrindo, antes de continuar assim que seu sorriso some. “Você acha que ela está viva?”

“Não.” Caliope responde sabendo a quem você está se dirigindo.

“Por que? Se ela morreu, eu não iria morrer assim que fosse devorado pela criatura?”

“Você vai usar o poder de vento para se teletransportar para dentro assim que a criatura abrir a boca.”

“Entendo.” Você diz voltando a flutuar. “Diga ao pessoal que eu disse tchau.” Você sorri se afastando dela.

“John,” Ela lhe chama, mas você não vira, apenas para de subir. “Boa sorte.” Você sorri mais um pouco antes de ficar sério e flutuar até a criatura gigante.

Você para a alguns metros de distância do monstro, olhando para o chão, Caliope não está mais lá. Você volta a flutuar até a altura do bico do mostro. Ele pareceu lhe perceber, pois ele abre o bico gritando a você e fechando novamente.

Você espera ele abrir novamente e quando ele faz você voa em sua direção usando seu poder, uma vez perto da entrada de sua boca, para se teletransportar para dentro mais rapidamente. Uma vez dentro tudo que você consegue enxergar é escuridão.

Você liga o isqueiro para iluminar. Dentro do monstro há pequenos tentáculos saindo da parede de seu corpo e um caminho reto. Você continua flutuando para onde quer que isso leve e somente para quando escuta os batimentos do coração bem alto. Você faz uma careta por causa do volume dos batimentos pensando se não deveria ter previsto isso e pedido um protetor para seus ouvidos.

Você continua flutuando em direção ao coração, ignorando suas batidas que aumentam cada vez. Uma vez perto do coração você desliga o isqueiro e inspira enquanto o guarda, estendendo suas mãos logo em seguida. Você fecha seus olhos imaginando um furacão pequeno se formando entre suas mãos, uma vez que você sente um sopro em cada uma delas você abre os olhos aumentando o espaço entre suas mãos e, assim, aumentando o tamanho do furacão.

Quando ele já está grande o suficiente e estável você o libera tendo certeza de que ele não irá se desmontar, assim que vê que ele vai permanecer daquele modo você contorna o coração fazendo o mesmo mais duas vezes. Uma vez que os furacões estão estáveis, você pega o isqueiro, ligando-o e colocando fogo em cada um deles.

Você permanece parado vendo o fogo aumentar e atingir o coração. Está quente, você ainda não está pegando fogo, mas isso é apenas uma questão de tempo. O fogo está se espalhando por toda a criatura e não há nenhuma saída, mesmo que pequena para que você possa escapar. Você sabe que se tentar se teletransportar como vento irá só pegar fogo mais rapidamente.

“Um labirinto sem saída.” Você suspira fechando os olhos e esperando pela sua morte. “Pelo menos foi uma boa vida.” Você sorri.

Você é John Egbert e você morreu como um herói.

Notas finais
Espero que surtem ;w; Para aqueles que acompanham a fic desde o começo, yep, o que acharam da nova capa?