You Knock On My Door
3 Capítulo III
Notas iniciais
POV Rosalie
E de repente eu estava na frente dele, quando notei que havia chamado a atenção de todos, eu travei. Não quer dizer que minha raiva diminuiu, é muito fácil para ele subir naquele palco e falar tantas mentiras, ele não foi prejudicado em momento algum disso tudo.
— Olha, eu não sei do que a senhorita está falando! — Emmett me olha confuso. É óbvio que ele vai fazer isso, negar que fez o corte das bolsas, se defender inutilmente.
— Ah… — Eu o respondo sarcasticamente. — Jura que o senhor Cullen não sabe? — Dou bastante ênfase ao "senhor Cullen", enquanto ele continua me olhando confuso. A professora Diane parece assustada, eu sei que estou fazendo uma cena, mas não pude evitar.
Não espero uma resposta, saio pisando firme, eu estou com muito ódio! Eu preciso me acalmar, eu vou acabar tendo um piripaque. Como ele pode fazer isso? Mentir na frente de todos, fingir que não sabe de nada, para sair com a imagem de "bonzinho" intacta.
Eu cursava Arquitetura na NYU, faltando apenas um semestre para me formar, fui informada que para continuar estudando lá, deveria arcar com os custos da faculdade pois minha bolsa de estudos havia sido cortada. Claro que eu questionei o porquê disso, mas nunca deram um motivo plausível pra isso. Só tinha um culpado e era Emmett, se a empresa dele, dava as bolsas de estudo, ele também podia cortá-las. Desde então eu nutria um ódio absurdo por tudo que envolvia esse homem. Ele era uma arquiteto renomado, tinha em seu currículo diversos projetos famosos, que iam desde prédios comerciais a mansões de artistas. Eu o via sempre na TV.
Eu não era uma aluna exemplar, mas possuía boas notas e era esforçada, ouvia alguns elogios dos professores. E estava tão perto de realizar o meu sonho, poder ir para a Itália trabalhar com paisagismo, dar uma vida e condições melhores para tia Claire. Depois disso fiquei numa 'bad' muito grande, Alice cursava Moda (óbvio) e Bella cursava Direito, ambas na NYU, elas ficaram um bom tempo "pisando em ovos" perto de mim, não falavam das coisas que aconteciam em seus cursos e a galera que conhecíamos da faculdade e saíamos juntos, também faziam isso! Eu consegui convencê-los de que estava bem e tudo se ajeitou, mas ainda sentia um certo receio das pessoas em falarem sobre isso.
Como não estudava mais, comecei a trabalhar na floricultura com a minha tia, mas as vendas não estavam indo bem, nós gastavámos mais comprando flores e materiais para o trabalho, do que lucravamos. As contas estavam apertadas, principalmente depois do empréstimo que tia Claire conseguiu com o banco. Por isso, eu também fazia uns trabalhos extras que não pagavam muito bem, como por exemplo, garçonete, faxineira e o que eu faria daqui uns dias no lugar de Alice, como aeromoça no vôo de um empresário.
No estacionamento, depois de respirar fundo e contar até dez (pelo menos umas cinco vezes), vejo uma BMW preta, linda!! Claramente não pertencia a nenhum dos professores da faculdade, que ganham bem, mas nem tanto. Só podia ser de uma pessoa: Emmett Cullen! Honestamente só uma coisa passou pela minha cabeça "dê um prejuízo a ele também, Rosalie!". A primeira coisa que fiz foi tirar a chave de casa da minha bolsa e passar pelas laterais da BMW inteira, a arranhando. Doeu em mim? Doeu, eu era fascinada por carros e esse era uma beleza! Não deu nem tempo de sair dali.
— O que você está fazendo? — Vejo Emmett do meu lado, furioso! Noto que ele me reconheceu, principalmente depois da cena que fiz.
— Dando o que você merece! — Respondo-o. Mal tinha me acalmado e ele me estressou novamente, é o que esse homem faz, atrai coisas ruins. Vejo ele destravando a BMW e abrindo a porta, reparo nas coisas que estavam espalhadas no banco do motorista: uma caixa, com um papel e, pasmem, uma algema!!! Quem anda com uma algema no carro assim?
— Você é louca? — Ele me olha, parecia desacreditado que eu havia feito aquilo. — Não, eu não preciso nem perguntar, você é realmente louca. Lá dentro eu já devia saber, pela vergonha que fez. — Ele faz menção de entrar no carro, mas eu o impeço, ficando entre ele e a porta.
— E eu estava errada? Você não acha que devia ser mais humano com as pessoas? Você dá fim as bolsas de estudos das pessoas, destrói os sonhos delas e ainda quer sair ileso disso? — Eu estava quase chorando, não de tristeza, mas de ódio, em pensar tudo o que havia passado. Apesar de furioso, Emmett me olha novamente confuso. — Você não acha que devia dar uma satisfação pelo menos?
— Vou repetir pra ver se você entende: Eu não faço a mínima ideia do que você está falando. Eu não cortei nenhuma bolsa de estudos! — Ele fala pausadamente, como se eu fosse louca de verdade. — Agora se puder me dar licença e me deixar ir, eu ainda tenho uma reunião e você está me atrasando.
— Eu só lamento! Você vai ficar e me dizer porque cortou a minha bolsa de estudos. — Sem pensar bem, rapidamente pego a algema que estava no banco do carro e prendo ao meu braço e ao dele. É, foi uma ideia estúpida.
— Não! Não, não, você não fez isso! — Emmett ri, novamente desacreditado que eu tenha prendido ele a mim. Eu não deixaria sair daquela forma, não sou idiota. — Você tem noção do que você fez? Eu tenho uma reunião importante! — Com a mão que estava livre, ele vasculha a caixa atrás da chave que pudesse nos soltar. — Puta que pariu, não tem chave!
— Porra, como você anda com uma algema sem chave? Agora você vai ficar aqui e se explicar. — Eu o digo.
— Eu não sabia que uma louca ia me algemar! Olha, eu converso com você com uma condição! — Ele me responde e nem espera eu perguntar qual condição ele queria impor. — Você vai comigo até o local da reunião, no caminho eu ligo pro meu sócio e ele vai nos soltar. A gente pode conversar mas eu preciso estar lá em 25 minutos.
Eu nunca mais teria a chance de poder ouvir o motivo da destruição dos meus sonhos, da boca da pessoa que os destruiu. Era pegar ou largar.
— Tudo bem. — Respondo-o e faço menção de dar a volta para entrar no lado do carona e ele para entrar no lado do motorista, quando algo me puxa pra trás: a algema!
Emmett arregala os olhos azuis quando nota que eu algemei a minha mão direita à sua mão esquerda, ou seja, ele não poderia dirigir, eu me segurei para não rir escandalosamente ao me dar conta de que teria que dirigir a sua BMW.
— Você sabe dirigir, não é? — Ele questiona, receoso.
— É claro. Eu só não tenho licença pra dirigir, fui reprovada quatro vezes no teste prático. — Minto, queria provocá-lo, era ótimo tirá-lo do sério.
— O que? — Emmett pisca repetidamente, incrédulo. — Não, você não vai dirigir o meu carro. A gente pega um táxi. — Não aguento e começo a rir.
— É mentira, eu tenho licença pra dirigir sim. Você vai ter que entrar primeiro e passar pro banco do carona. — Eu explico e ele bufa e revira os olhos, imediatamente fazendo o que eu digo, sem nenhum cuidado me puxando pela algema presa em meu braço. — Ai, vai devagar! — Reclamo e me acomodo no banco do motorista, fechando a porta.
Fico fascinada pelo interior do carro e Emmett percebe. É tão bonito quanto o lado de fora, os bancos são de cor bege e o painel acende diversas luzes quando ligo o carro, que mal faz barulho, diferente da caminhonete que dirijo para fazer as entregas da floricultura. Novamente temos problemas causados pelos punhos presos pela algema, ao colocar os cintos de segurança. Imediatamente começo a dirigir quando ele me diz o destino.
— Dirija mais rápido. — Emmett diz e logo em seguida pega o celular, disca um número, põe no viva-voz e começa a falar. — Edward, preciso que você dê um jeito de me soltar. Uma louca me algemou. — Ele me olha e eu reviro os olhos.
— Algemou? Emmett, que palestra é essa que você estava? — O tal Edward ri e eu não aguento e também caio na risada.
— É uma longa história, só faz o que te pedi e me encontra no local da reunião com o Williams. — Diz e em seguida, desliga. Emmett me olha e começa a falar. — Então, eu não menti quando disse que não sabia do que você estava falando. Eu realmente não sei. Mas você pode me dizer o que aconteceu. Aliás, qual o seu nome?
Reviro os olhos.
— Não importa. Eu estudava Arquitetura na NYU, ia para o último semestre, mas como eu já falei milhares vezes, simplesmente suspenderam a minha bolsa de estudo e disseram que se eu quisesse continuar, teria que pagar. Quando busquei saber os motivos, ninguém soube me dizer, toda hora inventavam algo diferente. O meu palpite é: você que suspendeu! Não sei porque, mas você pode me dizer. — O acuso.
— Mas eu não fiz nada disso. — Se defende e eu simplesmente me desligo do que ele fala, não vai mudar, ele só vai dar desculpas e mais desculpas.
— Eu sabia que ia me arrepender de ter vindo com você, não aguento mais ouvir você tentando manter a imagem de bonzinho. Você não sabe como é querer se formar não só pra realizar os seus sonhos, mas pra dar uma vida melhor pra quem está ao seu redor e simplesmente não conseguir, porque não tem condições disso. — Percebo que estou elevando o meu tom de voz, e não ligo, ele merece ouvir umas verdades. — Você nasceu em berço de ouro, seus pais deram tudo o que você quis. Então por favor, me poupe de tanta desculpa. Foi um erro vir com você.
Graças a Deus logo que disse isso, chegamos ao nosso destino. E novamente foi um tormento para conseguirmos sair do carro. Um homem branco, alto, com os cabelos acobreados meio bagunçados, estava vindo em nossa direção, deve ser o tal Edward.
— Edward, eu só pedi uma coisa... — Emmett começa resmungar.
— Calma, eu trouxe uma chave que abre qualquer porta, deve funcionar. — Edward o interrompe e então se vira para mim. — A propósito, eu sou Edward. — Se apresenta.
— Oi, será que você pode me soltar dele logo? — Digo com um sorriso amarelo.
— Mas foi você que me prendeu e agora reclama? — Emmett me olha e eu diria que parece que está se divertindo as minhas custas. — Vai Edward, eu espero que dê certo, também não aguento mais fica preso a essa louca.
Edward chega mais perto e logo vejo que não vai abrir, a chave é muito grande para a fechadura da algema, ele até tenta, mas também percebe que não vai funcionar.
— Eu juro que quando eu me soltar, eu vou te matar, puta que pariu. Eu achei que você fosse vir com um chaveiro ou algo do tipo, eu preciso estar na reunião com o Williams em treze minutos. — Emmett passa a mão que estava livre pelo rosto vermelho, de tanto nervosismo.- Que porra você tem na cabeça pra pensar que isso abriria uma algema?
— Emmett, vai para a reunião que eu vou dar um jeito de encontrar um chaveiro, encontro vocês aqui fora e solto vocês.
— E como vou para uma reunião algemado, Edward? — Emmett está perto de ter um surto, sinceramente era divertido vê-lo tão puto.
— E bem, ele está algemado a mim, não é? Eu não vou para reunião nenhuma. Não tenho nada a ver com isso. — Digo olhando de Edward para Emmett.
— Ah, você vai sim, nem que eu tenha que te arrastar. Você está presa a mim porque você me prendeu, eu não escolhi isso. — Ele me olha e não duvido que ele me arraste mesmo. — Eu juro que se tudo correr bem, eu dou um jeito pra você ter sua bolsa de estudos de volta. — Filho da puta.
— Senhor Cullen, se você acha que eu quero caridade, você está muito enganado. Eu só quero... — Digo.
— Não é caridade, eu não sabia que isso tinha acontecido até você dizer, eu prometo que vou consertar isso. A gente tem pouco tempo, vamos.
— Tudo bem. — Concordo, me dando por vencida e reviro os olhos. Viro para Edward. — Só por favor, esteja aqui quando a gente sair, não quero passar nem um minuto a mais presa com esse brutamontes.
Emmett bufa e me puxa para dentro do hotel, onde seria a reunião dele. Logo avisto os elevadores e travo, fazendo-o voltar para trás por causa da algema.
— O que foi? — Ele vira e me olha.
— Eu não vou subir de elevador, onde é a escada? — Ok, eu estou apavorada. Começo a suar frio só de pensar na possibilidade de entrar em um desses.
— Que? Como assim não vai subir de elevador? São quinze andares. — Emmett diz, mas percebe que eu estou suando.
— Não vou! — Digo, ríspida. — Se você quiser, chama o tal senhor Williams para fazer a reunião aqui embaixo. Só subo de escada.
— Eu não acredito. — Emmett olha no relógio e bufa. — Ok, vamos.
Ele me puxa para onde se encontra as escadas, mal sobe e já começa a reclamar. E foi assim em todos andares. Quando finalmente chegamos ao décimo quinto andar, Emmett me olhou como se fosse me matar ali mesmo.
— Seguinte, a gente precisa dar um jeito de esconder isso e por favor, não faça nenhum comentário, deixe que eu conduza essa reunião, eu preciso desse projeto. — Disse isso e, colocou a mão esquerda, onde estava a algema, na minha cintura, fazendo com que parecesse que estávamos abraçados.
— O que você pensa que está fazendo? — Digo me afastando. — Não vou andar grudada com você por aí, você é maluco?
— A gente precisa esconder isso, fica quieta, lembre-se que foi você que arrumou isso! — E eu já tinha me arrependido. Deixei que ele colocasse novamente a mão na minha cintura e fomos andando assim.
Reparei que estávamos numa espécie de cobertura, até dava para ver o mar. A vista é de tirar o fôlego. Paramos na mesa de um homem, que aparentava ter uns 55 anos.
— Boa tarde, senhor Williams! — Emmett cumprimentou-o.
— Senhor não, parece que sou velho! Já te falei para me chamar de Charles. — O homem a nossa frente disse rindo. — Boa tarde, Emmett. E você? — Me olhou.
— Charles, essa aqui é a... — Emmett tomou a frente e me olhou, como se não soubesse o que dizer. É óbvio, eu não havia dito o meu nome para ele. — Minha sócia! Digo, a nova sócia da empresa.
Nos sentamos lado a lado, e reunião entre os dois começou. Escondemos o braço debaixo da mesa mas diversas vezes eu esquecia que estava presa por essas malditas algemas e puxava, fazendo Emmett me olhar feio.
Eu estava focada na vista do lado de fora, que me chamou a atenção desde o início, mas óbvio que eu estava atenta a conversa dos dois homens. Parece que o senhor Williams, ou Charles, queria construir um hotel, em um ponto da cidade muito visitado por turistas, mas eles estavam em um conflito, sobre o lado externo do hotel, se deveria ou não ter um jardim na entrada. Emmett discordava.
— E você? O que acha? Não ouvi você falar até agora! — Ouvi Charles falar diretamente a mim e rir. Automaticamente olhei para Emmett. O olhar dele deu a entender que eu devia tomar cuidado com o que diria.
— Bem, um jardim definitivamente valorizaria o ambiente. A entrada do hotel é o cartão de visita do estabelecimento. A prioridade desse ambiente deve ser a acessibilidade, sem entraves ao trânsito de carros dos hóspedes, ou táxis. A aposta pode ser em canteiros com formatos arredondados ou retangulares, com uma árvore nativa da região no centro. Um gramado pode facilitar a integração de diversos tipos de plantas, também. Eu recomendaria a Grama Esmeralda, ela possui uma cor escura, e a manutenção é bem simples. — Digo, e Emmett me olha abismado. Acho que eu me empolguei.
— Ótima ideia! — Os olhos de Charles brilham. — Para o interior eu pensei em algumas plantas também, você indicaria alguma, que possa ser usadas em ambientes assim?
— Para esses ambientes, climatizados e com luzes artificiais, vasos com palmeiras Camedoria, seriam ideais. Ela pode ser cultivada dentro de casa, por exemplo. Poderiam ter vasos com arbustos colunares também, entre poltronas e consoles, a Pleomele é perfeita para isso, e ela contrasta com cortinas e paredes claras, pois tem uma folhagem escura, bem profunda.
— Emmett, foi ótimo você ter trazido-a para essa reunião. Eu estava pensativo se devia fechar negócio com a CullenArt. O que ela disse é exatamente o que eu quero. Vou dar esse projeto a vocês. — Charles disse, sincero. Emmett sorria largo ao meu lado. Ridículo, ele só ganhou esse projeto por minha causa.
A reunião terminou, e enquanto descíamos as escadas
Emmett me agradeceu. Fiquei surpresa, Emmett McCarty Cullen sendo grato a alguém?
Do lado de fora, Edward nos esperava com um homem, devia ser o chaveiro, para enfim me soltar desse tormento. Maldita hora que tomei essa decisão.
Ouvi vozes familiares me chamando, e quando olhei para trás vi Alice e Bella vindo em minha direção. Como essas malucas me acharam?
— Rosalie! Como você veio parar aqui? — Alice disse, e ela nem tinha chego perto de mim ainda. — Estávamos preocupadas, até rastreamos o seu celular. — Meu Deus, elas usaram o "Find My Friends" para isso????
Quando chegaram mais perto, entenderam o porquê disso tudo. Bella foi a primeira a ver e caiu na risada quando percebeu que eu estava algemada a Emmett Cullen, o cara que eu mais odeio no mundo. Alice demorou mais para entender, mas logo fez uma expressão maliciosa. Quem ela acha que eu sou?
— Rosalie, por que você está presa a ele? — Bella perguntou, segurando para não rir mais. — Você sabe que esse é o homem que você estava discutindo na frente de todos na Universidade e que você odeia, não é? — Emmett estava rindo também? Que desgraça!
— O que? Discutindo? — Esse foi Edward, fazendo com que Bella o olhasse. Eles trocaram um olhar divertido (e intenso?).
— Gente, olha só, vamos acabar com isso logo né? — Digo, impaciente. E olho para o moço que estava com Edward. — Por favor, se o senhor puder agilizar isso, seria perfeito!
O homem chegou mais perto de mim e Emmett, com as ferramentas e em questão de segundos ele conseguiu nos soltar. Meu punho estava bastante vermelho, passo a mão para tentar aliviar a dor.
— Meu Deus, muito obrigada, senhor! — Falo para o homem que realizou esse milagre. Viro para Emmett. — Não vou dizer que isso foi ótimo, porque não foi. Espero que a gente não se reencontre mais. — Ele revira os olhos. — Tchau Edward, foi um prazer te conhecer.
Pego as meninas pelo braço e saio dali correndo, paro um taxi qualquer e entro com elas.
— Você não nos deve uma explicação, Rose? — Bella diz novamente segurando o riso. Alice e ela trocam olhares cúmplices.
— Em casa conversamos. — Falo fechando os olhos, quanto estresse!
Ao chegarmos em casa, Alice nem espera entrarmos e já sai gritando:
— Tia Claire, a senhora não sabe!
Torcendo para que ela não esteja em casa, vou para a sala, me sento no sofá e coloco uma almofada no rosto. E tia Claire aparece na sala, segurando uma faca, ela estava cozinhando. Eu mataria pela comida dela nesse momento.
— O que aconteceu? Ela pergunta.
— A Rosalie, além de discutir na Universidade na frente de todos, com o Emmett McCarty Cullen... — Alice dá ênfase ao nome dele. — Ela sumiu e quando a encontramos, ela estava algemada a ele! — Ela grita essa última parte e cai na gargalhada com Bella.
— Alice, pelo amor de Deus, tia Claire tem mais o que fazer. — Eu vou morrer de vergonha!
Tia Claire fica chocada uns três segundos e depois desanda a perguntar sobre. Levo quase uma hora para explicar tudo a elas. Enfim as três param de rir, e eu decido que preciso de um banho. Quando eu vou procurar meu celular, que devia ter centenas de ligações, sequer encontro a minha bolsa. Repasso na minha mente cada lugar que fui com ela, pensando onde pode ter sido que a deixei, visto que não lembro nem de ter vindo com ela para casa e nem senti falta, pois quem pagou o táxi foi Bella.
Lembrei! Ficou no banco de trás do carro...
Do Emmett!
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