You Got Me!

1 Oneshot - You Got Me!


Notas iniciais
Rescrevi, e espero que gostem!

You Got Me — Colbie Caillat

You're stuck on me and my laughing eyes
I can't pretend though I try to hide
I like you, I like you

I think I felt my heart skip a beat
I'm standing here and I can hardly breathe
you got me, yeah, you got me

The way you take my hand is just so sweet
And that crooked smile of yours, it knocks me off my feet

Oh, I just can't get enough
How much do I need to fill me up?
It feels so good it must be love
It's everything that I've been dreaming of
I give up. I give in. I let go. Let's begin
Cause no matter what I do
Oh (oh) my heart is filled with you

–x-x-x-

Natsume olhou para o vidro do carro, refletindo sua aparência, ela ajeitou a toca pra que cobrisse apenas a parte de trás do cabelo e suspirando seguiu em frente. (NA — 1.1)

Era um pouco difícil andar pela calçada quando ela estava coberta de neve. Era inverno, não fazia muito tempo desde que os amigos e ela comemoravam o ano novo e a nevasca estava forte. Seus pais haviam viajado para passar uma semana no Canadá, e ela ficara tomando conta da casa e organizando-se na rotina escola, sair, cuidar da casa.

Naquele dia em especial ela estava avoada, pensando no ano que tivera, nos amigos, na família, e de modo peculiar – em um garoto.

Sasayan fazia parte do circulo de amizade compartilhado por ela, ele era um ótimo amigo, ajudara ela em momentos difíceis e por fim, se declarara a ela na semana passada. Desde então pensamentos sobre ele rondavam em sua mente o tempo todo – o que não era nada comum.

Vinha sentindo-se estranha a respeito do menino... Quando ele se confessara, na dispensa da escola durante um festival esportivo da escola, depois de muito terem discutido, foi além de um choque, como se ela estivesse de uma hora para a outra, se tornando a vilã da história. Natsume achava-o injusto! Ela finalmente encontrara um amigo, um menino com quem podia contar e de repente, assim, sem nem pedir permissão, ele se apaixona por ela! Já estava farta disso, era definitivamente injusto!

Ela sempre tentava entender, mas não conseguia. No caso de Sasayan, ela melhorara graças a ele, conseguira se curar de um coração partido com sua ajuda, e agora o mesmo estragava tudo. Ela fora ignorada a vida toda por que fazia os garotos se apaixonarem por ela, e foi exatamente isso que ele fez, sem nem se importar com ela, em como se sentiria. Porém ela admitia, fora graças a ele também que ela mesma abriu os olhos depois de muito refletir:

Nunca esteve apaixonada por Mi-chan!

O fato de ser ignorada e deixada de lado pelas mulheres, e o jeito que Mi-chan usou para que elas se dessem conta de sua crueldade para com ela, a fez criar ilusões que na verdade nunca estiveram ali. Sentiu-se grata, mas por ser o primeiro menino que lhe proporcionava isso, achou estar apegada de outro modo. E era exatamente por esse motivo que tinha tantas dúvidas sobre Sasahara!

De todos os garotos que já haviam se declarado à ela, ele com certeza era o mais curioso. Ela esqueceu-se de um detalhe importante quando pensou sobre ele antes. Mi a defendeu, sim, de meninas cruéis que a discriminaram, mas Sasayan a defendeu de seus próprios sentimentos, colocando-os na frente dos dele apenas para faze-la sentir-se melhor. Natsume agora tinha certeza de que aquele menino já nutria sentimentos por ela antes, e mesmo assim ele tentou incentiva-la a seguir em frente e progredir com Mi se fosse o que desejava.

Todos aqueles pensamentos a deixavam mais confusa e com dor de cabeça. Bufando, pisou fundo na neve, apressando o passo. Logo já avistava o centro de baseball onde costumava encontrar os amigos.

Entrou limpando a neve das botas e colocando-as no lado da escadinha, retirou o casaco pesado que vestia por cima do resto da roupa e colocou as luvas no bolso, pendurando-o na mini-despença. Ajeitou a touca na cabeça e soprou o ar. Encarou Mi, agora com os pensamentos límpidos e claros, pelo menos em relação a ele.

– Bom dia, Mi-chan. Será que você poderia... Me trazer um café? — perguntou calma, com as bochechas rosadas e um sorriso doce.

– Ah... Bom dia Natsume-san! Claro, espere só um minuto. — Respondeu inquieto, com seu habitual cigarro nos lábios. Mi entrou na cozinha para preparar o café.

Ela sentou-se em uma das poucas mesas, enfiou a cara nas mãos e pôs-se a suspirar, logo Mi apareceu com sua xícara de café fumegando. Era bom, por que fazia frio, e as ruas estavam cobertas de neve espessa.

– Muito obrigada Mi-chan. — Bebeu devagar para não se queimar, o liquido adocicado e quente desceu aquecendo a garganta. Apoiou o queixo em uma das mãos e voltou a ficar pensativa, o que não passou despercebido pelo atendente.

Natsume apertou com força a alça da xícara, suas dúvidas estavam realmente cozinhando seu cérebro. “O que fazer a respeito dele?” “Deveria dar uma chance?” “Ele gosta realmente de mim?” “Não gosta apenas da minha aparência?” “Argh!”.

– Natsume-san... Você está bem? Parece tensa. — Perguntou Mi, curioso pela aflição dela.

– Ah? Sim Mi-chan, só estou um pouco estressada, venho tido alguns problemas ultimamente. — Respondeu vacilante.

– Sabe... Quando eu tinha a sua idade, eu estava sempre cheio de dramas na cabeça, daqueles que você não consegue parar de pensar e só se livra deles com alguma distração. Acho que por isso gosto de baseball; pegar um pedaço de madeira e tacar na bola, melhor coisa para esquecer dos problemas. – Ele ergueu um molho de chaves e balançou. – Lá dentro, — Apontou uma das cabines – Tudo que você precisa fazer é mirar, bater com força e esquecer o resto.

– Hum... Parece mesmo legal.

– É sim, Aqui! — Mi puxou as chaves e jogou-as para ela. — Eu garanto que funciona.

– O — obrigada Mi-chan, e — eu vou sim! — Ela pegou as chaves e entrou na sala, ligando a máquina e pegando um taco. A primeira bola foi lançada, Natsume rebateu com toda sua força.

Mi estava certo sobre isso, ela sentia-se melhor, não porque estava se distraindo, mas porque bater na bola era como bater nos problemas, e era algo que ela estava morrendo de vontade de fazer desde que tudo começou.

–x-x-x-

I can't imagine what it'd be like

Livin' each day in this life

Without you, without you

One look from you I know you understand

This mess we're in you know is just so, out of hand

Oh, I just can't get enough

How much do I need to fill me up?

It feels so good it must be love

It's everything that I've been dreaming of

I give up. I give in. I let go. Let's begin

Cuz no matter what I do

Oh my heart is filled with you

I hope we always feel this way

(I know we will)

And in my heart I know that you'll always stay

–x-x-x-

Sasayan chegou ao clube de baseball, pouco depois de Natsume, chateado e enraivecido, louco por uma partida contra a maquina.

Esse já conhecia as técnicas “Desinfeta problema” de Mi, a muito tempo.

Depois que se declarou a Natsume, a garota estava ignorando-o, mesmo ele deixando claro que não havia problema em serem apenas amigos. Estava irritado com as atitudes dela, de início, se sentiu rejeitado, e depois abandonado. Tudo bem, ele sabia que ela não tinha nenhuma obrigação de corresponder a ele. O idiota apaixonado era somente ele mesmo! Esse era um dos tabus de Sasahara, ele se apaixonava pelas garotas erradas, pelas que não gostavam dele.

– Mi. — Colocou suas coisas em uma mesa, havia tirado os sapatos e o casaco antes de entrar, então só segurava a mochila. Na mesa havia uma xícara de café vazio, uma touca feminina e uma bolsinha de couro que lhe pareceu familiar, mas tratou de ignorar e voltou-se para o amigo. – Vim treinar. Uma cabine. Por favor. Agora.

– Bem... Já está aberto... Mas, você está legal? — Sasayan suspirou.

– Estou, só meio irritado, obrigada! — Despediu-se de Mi, e entrou correndo na cabine.

Ele visualizou-a de cima a baixo, estático, o único lugar em que esperava estar sozinho e tranquilo, lá estava ela, pronta pra jogar sua ignorância na cara dele novamente. Sua sorte era impressionante.

– Sa-sasayan-kun?! — Exclamou rubra, não esperava ter que encará-lo assim. “Não, não!” “Preciso de mais tempo”.

– Oi, Natsume-san. — Falou frio, seco, veio para se acalmar dos problemas, não para aumenta-los. Não para dar de cara com eles.

Ficaram em silêncio, por quase meia hora, apenas revezando-se entre as bolas, ambos com os lábios comprimidos, com medo de se pronunciarem e estragarem tudo, acabarem discutindo e com mais dor de cabeça ainda. Sasayan começou a ficar com raiva, novamente sendo ignorado. Já estava cheio disso!

– Será que pode parar de me ignorar?! — Xingou, frustrado.

– Bem, eu... Desculpe, é que... Eu... — Ela tentou explicar-se mas não encontrou as palavras, não esperava que ele a xinga-se.

– Eu estou cansado! Você é muito injusta Natsume-san! – Bufou.

– E-eu? Injusta?! — Não conseguiu entender. “Eu? Injusto é você!” “Porque eu?”

– Sim! Sabe, você me ignorou desde que me confessei! Isso não é justo, no começo fiquei triste, porque você nem se quer considerou me dar uma chance. E depois, quando combinamos de ser amigos, você passou a me deixar de lado! — Desabafou. – Eu sou tão ruim assim?

– Mas... Eu... Bem... — Ela estava preocupada, realmente tinha errado nesse ponto, mas estava confusa, o que podia fazer?

– V-você não liga? Não se importa? Não está nem ai para como me sinto? Não liga para os meus sentimentos?! — Ele já estava com a voz embargando.

Ela deixou o taco cair no chão, não queria que ele tivesse dito isso, a vida toda ela sofreu por isso, por não darem a mínima para seus sentimentos, agora ela era taxada da mesma forma. Sentiu como se na sua testa houvesse um rotulo gigante: Insensível.

“Eu não vou ser a insensível!” “Não mesmo”.

Natsume colocou suas mãos nos ombros de Sasayan, empurrando-o contra a parede, com força.

– E-eu, é claro que eu ligo, claro que me importo! Eu... — Ela não continuou, não pensou, apenas colou seus lábios nos dele, em um beijo simples, um selinho, calmo, demorado, e doce.

Natsume se afastou devagar, completamente envergonhada, mas não arrependida. Queria ser um avestruz para enfiar a cara na terra, pois não sabia para onde olhar. Sasayan recostou-se na parede, escorregou até sentar-se no chão, de olhos arregalados para depois murmurar.

– I-isso f-foi egoísta. — Foi o que disse, Natsume deixara claro antes que ele não tinha chances com ela, a ação dela agora, ele vira como provocação. “Não faça isso comigo!”

Ela suspirou, sentou-se ao seu lado, ainda vermelha pelo toque intimo compartilhado.

– Me desculpe Sasayan-kun. — Suspirou novamente — Eu estava confusa, você me ajudou a superar o Mi, e depois se mostrou carinhoso comigo, pensei que quisesse ser meu amigo, então você se confessou. — Ela pronunciava tudo com cautela — Minha cabeça deu um nó, eu nunca dei chance a homem nenhum, sempre achei que garotos só serviam para machucar, e não pensei em como você se sentia, mas isso não significa que eu não me impor... — Ele aproximou seu rosto vermelho do dela, ofegante, respiração entrecortada, não queria que ela continuasse falando, saber que se importava já o satisfazia completamente.

O segundo beijo foi mais longo, ela não se afastou, nem hesitou, apreciou como se fosse o primeiro, o que de fato era, pelo menos se descontassem o pequeno toque de lábios anterior. Esse fora mais íntimo, as línguas em uma dança silenciosa e gostosa, querendo somente apreciar e guardar o momento.

Separaram-se arfando, prontos para começar outra vez, mas é claro que alguém havia de estragar a alegria.

– Natsume-san!! Mi-chan nos disse que estava aqui! — A porta foi escancarada, os amigos de Haru entraram, com habituais faces maliciosas dirigidas a Natsume.

Eles levantaram-se rápido, rubros e de mãos dadas, com os dedos entrelaçados, fazendo os dedos de Natsume suarem.

– Ei... Vocês estão namorando? – Coraram mais, os amigos estavam curiosos por vê-los com mãos encaixadas.

– Nós... — Sasayan procurou as palavras, não queria ser indelicado com ela. Na verdade ele nem sabia o que eles “Eram” no momento. — Nós não...

– Sim! — Natsume o cortou, olhando envergonhada para os outros meninos. — Estamos! — Apertou a mão de Sasayan. Ele sentiu seus dedos esmagados, mas não se importava muito de quebrar a mão por ela.

– Oh, bem, desculpe então, parabéns Sasayan-kun. E eu achando que ainda tinha chances com a Natsume-san... — Os dois saíram discutindo, sobre tal assunto. Fecharam a porta.

Sasayan encontrava-se paralisado, de frente a Natsume, e com o rosto fervendo.

– Na-natsume-san, o q-que isso significa? — Perguntou nervoso, referindo-se as atitudes de antes.

Ela, ainda corada, agarrou-se ao moletom dele, como um animalzinho assustado, encolhendo-se a seu peito.

– V-você me ganhou! Sasayan-kun! – Falou. “Nossa, pareço até um premio”, e logo deu de ombros. Ele sentiu a pressão baixar, mas aumentar ao mesmo tempo, passou os braços pela cintura dela e a guiou para a parede, prensando-a e tirando-a do chão.

Natsume passou as pernas pela cintura dele, ofegante e assustada.

– Sa-sasayan-kun? — Murmurou tímida.

Ele não falou nada, afundou o rosto no pescoço alvo dela e ficou por alguns minutos apenas sentindo-a consigo. Levantou a cabeça novamente e selou um beijo, dessa vez bem mais urgente do que o último.

–x-x-x-

Oh, I just can't get enough

How much do I need to fill me up?

It feels so good it must be love

I give up. I give in. I let go. Let's begin

Cause no matter what I do

Oh (oh) I just can''t get enough

How much do I need to fill me up?

It feels so good it must be love

(It's everything that I've been dreaming of)

I give up. I give in. I let go. Let's begin

'Cause no matter what I do

Oh my heart is filled with you

Oh (oh)

You got me. You got me

Oh (oh)

You got me. You got me

Notas finais
Ficou bom? Kissus, Lucy.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!