You Give Love a Bad Name
5 I can fake a smile
Notas iniciais
Passaram semanas e durante esse tempo Jane e Maura só se falavam no trabalho e só sobre o caso.
Maura estava tomando café e conversando com Angela quando ver Jane saindo do elevador e sorrindo para uma pessoa que até agora ela não tinha dado muita atenção. O homem se virou para Jane sorrindo também e logo Maura reconheceu quem era.
A pessoa que mais tinha lhe ocasionado raiva, Casey. Ela observava de longe como eles estavam animados conversando. Angela fala, tirando sua atenção do casal.
–Maura, você quer mais alguma coisa?
–Não Angela, eu estou bem. Não sabia que Casey estava em Boston.
–Chegou essa semana.
–Ele e a Jane voltaram? — Maura pergunta tentando disfarçar sua tristeza.
–Não sei querida, mas você sabe... Casey por aqui é uma provável volta deles. — Angela responde sem esconder seu desgosto.
Maura olha para eles novamente e dessa vez Casey se vira e a olha, fazendo com que Jane faça o mesmo.
Casey sorriu como comprimento e Maura fez o mesmo apesar de não querer. Sua vontade era de virar as costas e não olhar para ele.
–Angela eu vou indo, ainda tenho que terminar alguns relatórios.
Maura sai sem esperar uma resposta, deixando Angela confusa. "Essas meninas estão me escondendo alguma coisa."
Maura chegar em sua sala sem conseguir segurar as lagrimas. Ela se senta no sofá, estava fraca e não conseguia ficar em pé.
A loira estava tão distraída que não ouviu uma pessoa entrando.
–Dra. Isles, os resultados che...- Camila para de falar quando ver Maura chorando.
A loira enxuga as lagrimas rapidamente antes de responder.
–Pode deixar em cima da mesa Camila.
–A senhora está bem? — Pergunta a estagiaria sem esconder sua preocupação.
Pela primeira vez em toda sua vida ela se permitiu chorar na frente de alguém que não fosse a Jane. Camila se sentou do lado da loira e segurou uma de suas mãos tentando conforta-la.
–Posso ajudar de alguma forma?
–Não Camila, ninguém pode me ajudar.
–Quer conversar sobre o que aconteceu?
–Não, eu só quero esquecer. Eu vou embora mais cedo e olho tudo isso só amanhã, então você está liberada.
Camila a olha por alguns segundos e morde os lábios antes de falar.
–Eu entendo que não queira falar, mas não vou te deixar aqui sofrendo. Já que estamos "liberadas" para sair mais cedo, vamos sair para esquecer o que te fez chorar.
Maura a olhou espantada com a ousadia da garota, seus funcionários normalmente preferiam manter uma certa distância dela. Seu primeiro pensamento foi recusar a oferta da menina, mas quando lembrou que iria para casa e sofrer resolveu aceitar.
–Iremos sair para aonde?
–Você verá. — Camila se levanta e estende uma mão para ajudar Maura fazer o mesmo.
Elas entraram no carro da Camila depois de uma pequena discussão em qual carro iriam. Durante a trajetória elas conversavam bobagens e para surpresa de Maura a menina era bem engraçada.
Quando o carro parou ela olhou espantada, não acreditando para aonde a menina tinha levado. Abriu a boca alguma vezes antes de falar.
–Serio?
–Muito sério. — A menina estava com um sorriso invejável no rosto. — Eu sei que parque de diversão não era o que você esperava ou até mesmo queria, mas prometo que vai ser divertido.
Antes que Maura falasse alguma coisa, foi puxada por Camila para dentro do parque. Pela segunda vez a menina tinha segurado a mão da doutora sem medo da reação que ela poderia
ter.
Maura tinha suas dívidas que se divertiria nesses locais, mas para sua surpresa foi um dos momentos mais divertidos que ela possa lembrar. Camila fazia com que ela fosse em todos os brinquedos, até na roda gigante onde a morena observava o rosto da loira estava admirando o seu cheio de estrelas. Seus olhos se encontraram por alguns segundos antes de voltarem observar o céu.
Depois que comeram alguma coisa, Camila foi deixar Maura em casa. Já estava tarde para voltarem e pegarem o carro da doutora.
Antes de sair do carro mais uma vez Maura sorriu.
–Obrigada pela noite, Camila. Se não fosse por você ela teria sido deprimente.
–Eu fico feliz que tenha ajudado. Eu venho te buscar amanha de manhã e não fale que não precisa. Não vou deixar você andar de taxi se eu posso vir te buscar.
–Tudo bem, não vou discordar. Quer entrar para tomar alguma coisa?
–Tá ficando tarde e se eu chegar atrasada no trabalho minha chefe vai brigar muito.
–Como sua chefe é malvada.
–Você iria gostar dela se a conhecesse. – A menina não tirava o sorriso do rosto.
–Tenho certeza que sim. Boa noite, Camila.
Antes que Maura abrisse a porta a menina se aproximou e deu um beijo na bochecha da doutora encostando no canto dos seus lábios.
–Boa noite Maura.
Maura ficou surpresa com a ousadia da estagiaria, mas ao contrário do que pensava não ficou com raiva. A loira sorriu antes de sair.
Camila esperou Maura entrar em casa antes de ir.
Nessa noite Maura não chorou e conseguiu dormir bem.
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