You Do Not S What It Seems.

15 Isso não é possível.


Notas iniciais
bom, ta ai mais um. fiz esse capítulo inteiro escutando the maine çkajasj acho que tem tudo a ver but boa leitura. EEEEEE OBRIGADA PELAS REVIEWS LINDAAAAAAAAAAS.

Nos próximos dias, eu e Harry ficamos em perfeito descanso nas Bahamas, algumas meninas que ainda estavam no resort me olhavam torto, nunca falavam comigo, ou pediam alguma coisa pra mim, nada. As fãs sempre que viam Harry andando na praia iam correndo até ele para tirar foto, ele abraçava elas como se fossem suas filhas, e por incrível que pareça, eu não senti nenhum ciúme, eu não era namorada dele ainda, acho que nós dois já tínhamos um relacionamento que ainda não descobrimos qual era.

No dia seguinte, iríamos voltar para Londres, eu já estava sentindo falta de tudo aquilo, do frio, da chuva, da neblina, mas nada que se comparasse com o sol das Bahamas. Minhas malas estavam arrumas e amontoadas no canto do quarto. Estava insuportavelmente quente, coloquei minha camisola e deitei. Harry estava ao meu lado teclando com alguém por via de seu MacBook. Sua cara era de frustrado.

- O que houve? – Perguntei num tom carinhoso para quebrar o silencio, e fiz carinho em sua nuca.

- Nada, não houve nada. – Pude sentir ele irritado, tomei o computador de sua mão e estava aberto no twitter.

Não acredito que você volta de viagem e sai com essa vadia.

Só porque ela tem olho azul não faz ela mais especial, coitado de você Harry.”

Harry, volta pra mim, larga ela no campo de golfe por favor.”

“Não quero que você saia com ela, ela não é uma directioner, não tem meu respeito.”

Tudo o que eu queria fazer naquele momento era rir, comecei a sorrir e depois ri, ri alto e gargalhei. Como isso? Me chamando de vadia? Se elas achavam que me chamando assim iria me afetar estavam completamente erradas. Fechei o Mac e larguei ele ao criado-mudo. Me virei e enterrei minha cara no travesseiro. Senti Harry apalpando suas mãos nas minhas mãos para que eu largasse a almofada. Ele tirou de mim e encontrei seus olhos, estavam vermelhos de raiva e irritação, parei de rir na mesma hora e fiquei sentada. Ele me olhou fixamente que chegou a me dar medo. Puxei sua cabeça para que ele deitasse no meu colo. Ele deitou e se agarrou nas minhas pernas. Eu queria perguntar pra ele o que tinha acontecido mas ele não me dava chance, ou começava a respirar rapidamente e forçadamente, ou pedia para que eu ficasse em silencio para curtir o momento, mas a pergunta era: Que momento? Sua cara era de choro e eu tinha que fazer alguma coisa.

- Harry! Me diz agora o que está acontecendo, se não eu vou começar a chorar. – Eu falei manhosa e ele se levantou passando as mãos direto para meu rosto, passeou seus dedos pela minha face e voltou a deitar.

- Essas coisas que estão dizendo sobre você, não te machucam não? Não te afetam? Nada? – Disse ele pausadamente.

- Haz, isso não me afeta, porque eu sei que não sou assim como elas, alguma hora eu vou ter que aceitar que elas não gostam de mim, mas isso não vem ao caso agora, não quero que você fique triste por isso, e sabe, elas podem me chamar de vadia, vagabunda, o que for, sei que não sou assim.

- Mas isso me deixa mal, você passando por tudo isso por minha causa. – Disse ele com a voz de uma mulher que está tendo um filho.

- Quando eu escolhi ter um "caso" com você, eu sabia que ia ser assim. Vamos apenas curtir o que nos resta nesse paraíso certo? Não se preocupe comigo, afinal eu sou mais velha, sei me cuidar! – Exclamei fazendo ele rir.

Puxei ele para que viesse deitar comigo, apaguei as luzes do abajur, coloquei o MacBook na mesa de cabeceira e deitei, me alinhei para a esquerda e Harry me acompanhou nos movimentos. Virei para ficar de frente com ele, nossas intimidades se tocavam bruscamente, mas nós dois estávamos sem animo para deixar a noite com mais calor, amanhã iríamos voltar para Londres e toda a tensão de ter as fãs dele puxando meu cabelo iam começar de verdade.

- Harry. – Chamei uma vez. – Harry! – Chamei outra vez irritada. – Harry! – Dessa vez eu gritei. – Levanta por favor, temos que nos arrumar, nosso voo sai em 3 horas e você nem saiu dessa cama.

- Mas já? – Ele disse ainda sonolento e de olhos fechados. – Deixa eu dormir um pouco mais, deita aqui comigo vai. – Ele bateu as mãos no colchão para que eu deitasse ali.

- Até que eu queria, mas nós temos que nos apressar, é sexta! As pessoas geralmente chegam ou vão embora daqui, deve ter muito transito.

- Você está incrível. – Ele disse olhando para mim. – Essa blusa ficou sexy em você. Onde comprou ela? – Continuou. – Você deveria usar mais ela.

Olhei para minha blusa e não tinha nada de especial, ia até um pouco mais acima do peito, nada muito decotado e chamativo, tinha detalhes em renda vermelha e um pequeno laço no meio.

- Não me lembro onde comprei, mas não acho ela bonita, muito menos sexy como você diz. – E rolei meus olhos direto para os seus. – Tudo bem, você já me enrolou o bastante, agora trate de levantar e colocar sua roupa. – Sai da cama e fui pegar meus últimos pertences que ainda estavam no quarto.

Harry se levantou e foi para o banheiro, escutei o barulho da ducha e alguns murmúrios, transformou-se em gritos. Achei estranho e deixei passar. Os gritos ficavam mais altos e corri para lá e aborta estava entre aberta. O Box estava fechado e fui abrir para ver o que estava acontecendo. Rapidamente abri e Harry não estava lá, achei estranho pois o banheiro não era muito grande, não havia lugar para ele sair ou se esconder. Dei meia volta e tomei o maior susto. Ele colocou suas mãos molhadas em cima da minha cintura, minha cabeça em fração de segundos tombou para trás pela água gélida que me tocava. Ele chupou meu pescoço e me deu frio na espinha. Como ele estava sem camisa, os pingos de água que desciam sobre suas costas estavam passando para minha “blusa sexy”, ele foi andando para trás e mesmo assim me beijando, senti o granito gelado da pia tocando meu bumbum. Haz me levantou e sentei na pia ficando de costas para o espelho, encostei minha coluna no vidro e Harry chegou mais perto, nossas línguas estavam em combate pata ver quem tinha mais prazer, parei de beija-lo e mordi seu lábio, ele sorriu torto e me fitou, colocou o queixo no meu pescoço e me abraçou. Passei as pernas em volta de sua cintura e ele estava se apoiando com os braços em minhas coxas. Com grande dificuldade, tentei achar as palavras mais fáceis de dizer nesse momento.

- Harry... temos... que... ir agora. – Impulsionei meu corpo e desci da pia, joguei a toalha para ele que pegou com um olhar de tristeza. – Não fica assim, mais tarde tem mais. – Sorri maliciosamente deixando ele sozinho no banheiro.

Eu não tinha mais nada o que fazer, decidi ver o que as fãs estavam dizendo sobre mim. Peguei o computador e o twitter de Harry ainda estava aberto, várias mentions diziam coisas fofas, mas a maioria continha meu nome, li algumas e apenas ri, como elas eram sinceras, ao ponto de mandar isso no twitter dele em plena sexta-feira de manhã, sinceras e patéticas, eu não ia ficar com Harry pelo resto da vida, talvez isso acontecesse eu não sei. Nós nem estávamos namorando, ou talvez estávamos mas nenhum de nós sabia, eu não sou do tipo que quer que o garoto se ajoelhe e me peça em namoro, apenas atitudes já bastam. Entrei no site da revista e nada, chequei meu email e só tinha um recado de Felícia.

Quando chegar em Londres, arrume um vestido, pois sábado só temos um compromisso. Beijos.”

Só ela mesmo, o que eu faria com um vestido sábado? Com certeza ela arrumou algum homem rico e famoso para jantar e precisa de uma garota de 19 anos lá para ajuda-la. Ri só de imaginar e cena e nem percebi que Harry estava plantado na porta do banheiro me olhando.

- O que foi? – Perguntei.

- Nada, eu só estava te olhando, você rindo igual boba na frente do computador, você faz sempre isso? Ri sozinha? – Respondeu e perguntou ao mesmo tempo.

- Claro, quem não? Falo sozinha, grito sozinha, canto sozinha, faço tudo sozinha. – Fitei ele e continuei. – Não absolutamente sozinha, agora eu tenho um garotinho que anda pelo meu pé. – Ri e olhei para ele novamente.

- E o que você acha desse garotinho?

- Acho ele... – Forcei uma tosse. – Muito legal, na verdade ele é incrível, maravilhoso, lindo, tudo o que várias meninas querem, leve esse ‘várias meninas’ ao pé da letra.

- Acho só isso dele? – Perguntei ele irritado e sorridente ao mesmo tempo.

- Não só isso, eu poderia dizer mais, mas eu e ele temos um compromisso daqui... – Olhei no relógio e faltavam duas horas. – Daqui duas horas. – Fechei o computador e coloquei na mala. Arrumei os travesseiros alinhados e peguei minha bolsa.

- Garotinho? Eu acho que ele não gosta desse apelido. – Sussurrou no meu ouvido já no corredor.

- Ah gosta, gosta sim, quando eu digo garotinho pra ele quando estamos em um momento quente, ele se arrepia todo. – E sai gargalhando na sua frente.

- Você repara em tudo... incrível. – E veio correndo atrás de mim.

O moço da recepção colocou nossas malas em uma camionete a abriu a porta para mim, trocou uma ou duas palavras com Harry e logo ele entrou no carro comigo. Pegou minha mão e senti o toque de seus dedos gelados. Me arrastei para mais perto e me aconcheguei em seu ombro. O caminho todo foi em total silencio, eu ia sentir falta dali, de onde eu e Harry finalmente nos conhecemos por completo, tanto de corpo tanto de mente.

Maldita turbulência. Só o que digo. Maldita, maldita e maldita. Meu estomago estava se revirando e olha que eu nem tinha comido nada. Eu tinha pegado a poltrona da janela, todas aquelas nuvens que passavam me dava enjoo, isso sempre acontecia, desde quando eu era criança. Harry estava no sétimo sono, não tive coragem de acorda-lo, tirei o cinto devagar e tomando cuidado com meus movimentos, forcei minhas pernas para que elas se mexessem mas nada aconteceu. Merda! Droga! Elas estavam “dormindo”, acho que fiquei sentada em cima delas por tempo demais, isso me dificultava mas eu precisava de água, a garrafinha que Harry tinha me dado já estava seca, olhei no relógio vermelho fluorescente e faltava meia hora para desembarcar em Londres. Eu não tinha como sair dali, Harry estava encostado em mim, minhas pernas não se mexiam, a única maneira era esperar alguém aparecer e me trazer água. A cada segundo minha boca ficava mais seca e minha garganta doía mais a cada instante. Os minutos de espera por uma água eram dolorosos. Vi uma movimentação mais na frente e enxerguei um aeromoço, ele era alto, de olhos azuis e loiro, com um sorriso lindo.

- Moço, pode me alcançar uma garrafa d’água? – Perguntei sorrindo.

- Claro! – Ele respondeu me alcançando a garrafa. – Se precisar de alguma coisa é só chamar.

- Não precisa, ela não precisa de mais nada! – Harry acordou de repente e disse isso para o moço de uma forma irritada. Passou as mãos em volta da minha cintura e me fez grudar nele.

O garoto saiu dali com cara de quem estava xingando Harry de otário. Olhei pra ele com um olhar de ‘que porra foi essa?’.

- Que foi? Só estou cuidando do que é meu. Acha que eu não vi o jeito que ele to olhou? Só faltou pedir pra você sair com ele. Ainda bem que eu acordei. – Resmungou ele.

- Você acha mesmo que eu fiquei olhando para ele? Claro, ele tinha um belo sorriso mas não é tão lindo assim, não tanto quanto você, você irá se convencer disso mas é apenas a verdade. – E sorri. – Cuidar do que é meu? Eu nunca disse que era sua.

- Mas... mas é como se fosse, cuido de você e você cuida de mim não é mesmo? – Se convenceu.

- Prefiro ficar calada. – Respondi sorrindo.

Faltavam poucos minutos para chegar em Londres, quer dizer, nós já estávamos em Londres mas faltava para chegar ao aeroporto. Minha garrafa de água já estava seca novamente.

“Senhores passageiros, peço para que fiquem sentados e ainda com os cintos, 5 minutos para o desembarque.”

Ouvir isso me causou um grande alivio, ar livre era tudo o que eu precisava. Pensei na minha casa, o quanto ela era grande e seria difícil pra mim limpá-la de todo o pó que acumulou-se nessas duas semanas, se fosse uma casa menor seria melhor.

“Senhores passageiros, já estão liberados para sair do avião.”

Obrigado Deus, isso era espetacular, ar livre, ar puro, tudo o que eu queria, finalmente eu ia sair daquele lugar claustrofóbico. Harry pegou sua bolsa de mão e na outra pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos. Ao sair do avião, já pude ouvir toda a gritaria. Vários flashes vindo em nossa direção, mal consegui pegar minhas malas na esteira. Quando consegui, agarrei elas e esperei Haz pegar as dele. Ele continuou segurando firme minha mão e foi caminhando para a saída. Aquilo estava sendo mais do que eu esperava, eu pensei que não fossem tantas, elas não me xingaram, mas me fizeram sentir-se mal por eu estar com o cara que elas querem, não era culpa minha, eu estava amando ele, e eu agora teria que deixar de ama-lo por elas? Abaixei minha cabeça e me escondi atrás de seu ombro. Ele parou e se virou pra mim, suas mãos geladas foram para meu queixo e erguendo minha cabeça.

- Você tem um sorriso lindo, um rosto lindo, pra que esconde-lo? – Murmurou ele no meu ouvido.

O que ele disse tinha razão, não havia motivo para que eu me escondesse, eu não tinha medo das fãs dele, mas elas queriam me ver morta ou coisa parecida, eu não amava elas mas também não as odiava, só me sentia estranha. Sorri e ergui minha cabeça, olhei para Harry e ele sorria feito bobo, acenando para elas, ele até parou algumas vezes para dar autógrafos, tirar fotos ou simplesmente abraça-las. Algumas me ignoravam e me deixavam de lado, eu não era famosa então não havia porque delas me tratarem bem.

Notas finais
e então? o próximo acho que vai ser mais legal e um pouco mais emocionante hohoho deixem reviews se quiserem :))