You Do Not S What It Seems.

6 E então o príncipe se declara para a princesa.


Notas iniciais
esse capítulo tinha ficado e-n-o-r-m-e, ai eu tive que cortar ele e ficou curto chora/ boa leitura :)

Harry Pov.

Esse final de semana seria incrível, eu levaria Ciça para Dartford, e tentar dizer para ela tudo o que eu sentia, eu tinha que dizer, o silêncio estava acabando comigo.

Cecília Pov.

Essa seria a sexta-feira mais maravilhosa de toda a minha vida. Eu havia combinado com Harry, ele passaria na minha casa logo de manhã, bem cedo, para irmos para Dartford, ele só me disse isso, mas eu andei pesquisando e vi que é um tipo de região metropolitana de Londres, uma cidade bem histórica e colonial. Deu no relógio, certinho, 7h30 da manhã, escutei o barulho da porta do carro bater e segundos depois mãos macias fazendo ‘toc toc’ na minha porta. Harry conseguiu ficar mais atraente de uma noite para outra, estava sorrindo como sempre.

- Bom dia, chegou cedo e bem no horário.

- Bom dia, sou um homem de palavras. Você está incrível, percebo que seus olhos estão mais azuis do que o normal. – E deu uma risada gostosa.

- É por causa do sol, sabe Harry, a primeira coisa que eu fiz quando levantei hoje de manhã foi olhar meu jardim, estava com uma pequena camada de geada e o sol já havia derretido quase tudo, foi maravilhoso, você deveria ter visto.

- Já vi o que eu precisava para achar maravilhoso. Seu sorriso foi essencial para mim e seus olhos completamente significativos. – E riu outra vez. – Podemos ir? Está quentinha dentro dos seus quatro casacos?

- Como você sabe que eu estou com quatro casacos? – Eu disse incrédula.

- É fácil ver isso, todas tem toucas e uma está acima da outra. Ah, e eu trouxe uma mala com chocolate quente dentro, você gosta?

- É minha bebida preferida Hazza.

Peguei minha bolsa e tranqueia porta da minha casa. Fomos descendo a escada do hall da entrada e ele estava com suas mãos na minha cintura. Sem mas nem menos, ele se afastou de mim e me olhou da cabeça aos pés.

- O que foi Harry?

- Você dirige. – Disse ele me arremessando as chaves.

- Como é que é?

- Você dirige, a menos que não queira. – Seu sorriso foi tão grande que suas covinhas formaram verdadeiros rombos na bochecha.

- Ok Sr. Styles. Mas porque está fazendo isso?

- Eu reparei que você agora tem um carro, quero ver se você é boa no volante, as vezes uma menina pode ser surpreendente. – Deu um risinho malicioso e debochado.

Entrei no carro e uau! Aquilo era o paraíso para qualquer pessoa, um Porsche preto. Harry já tinha entrado no carro, e do meu lado, começou a rir de mim

- Porque o riso? – Disse eu na brincadeira.

- Nada. – Deu uma tossida forçada e continuou rindo. – Sabe, eu não quero ligar o GPS, é perigoso alguns dos meninos ou da segurança me rastrearem e virem atrás de mim, é a última coisa que eu quero, é terrível isso, colocam até limite na minha velocidade!

-Isso não vai acontecer, quem está dirigindo seu xodó agora sou eu, milhares de meninas gostariam de estará no meu lugar, prometo não arranhar seu filhote. – Ri debochadamente, fazendo ele soltar um suspiro de alívio e malicia.

Dei um ré no carro e sai da rua, em direção ás estradas que Harry havia me dado as instruções.

O caminho todo, Harry vou fazendo brincadeiras comigo e contando mais sobre sua vida, como cantor, e como pessoa, só Harry, Harry Edward Styles, ele se mostrou uma pessoa muito carinhosa, o que me fazia gostar mais e mais dele. Minha vontade era de parar o carro e beijá-lo, mas o volante me manteve em consciência. Faltando poucos quilômetros para chegar em Dartford, eu decidi que seria melhor ele no volante, afinal, ele que ia me levar para os lugares da pequena cidade.

- Tenho certeza que você vai amar essa cidade, vou te levar num restaurante que é sensacional, e depois a gente pode ir sentar debaixo das arvores do parque que tem lá perto, eu trouxe uma toalha e muito chocolate quente. – Ele dizia com muita animação.

- Uau Harry, que romântico! – Nessa eu tinha provocado ele.

Poucos minutos se passaram e ele encostou o carro na frente de uma casa gigante, estilo bem contemporâneo e colonial, era bem coisa de cinema. Tirando a bolsa do carro, ele deu a volta e pegou na minha mão, entrelaçou nossos dedos.

- Bom, chegamos! Não é incrível? – Sai até ‘fumaça’ da sua boca, pois estava frio demais.

- É maravilhoso Harry, onde você descobriu esse lugar?

- Minha irmã, eu liguei para ela e perguntei um lugar que seria bom para levar uma pessoa especial, e cá estamos nós. – Murmurou ele.

Pessoa especial? Se eu não fosse uma pessoa tímida, com certeza eu ia voar em seu pescoço e dar-lhe um beijo. Mantive-me presa na sua mão e não fiz nada, só pensei no que ele me disse e revidei.

- Harry, o que você viu em mim? Você disse quem eu sou para sua irmã e seus amigos, eu devo me sentir uma pessoa de sorte? – Eu era burra e totalmente idiota de poder colocar tudo á perder por essa pergunta.

- Vamos entrar, aqui está frio demais, lá dentro a gente conversa a vontade. – Disse sério, mas com um tom de brincadeira. – Reserva no nome de Harry Edward por favor. – Disse ele para o garçom. – Ok, obrigado.

Sentamos em uma mesa bem distante das demais e perto da lareira, as cadeiras eram espécies de poltronas, eu sentei quase colada em Harry.

- Hm, eu acho que agora posso te dar a resposta. Bom, eu vi em você tudo o que eu não vi em nenhuma garota, seu sorriso e seus olhos me encantam e que me fazem perder o sentido. Sua personalidade é incrível e eu nunca vi uma pessoa ser assim, falo de você para a minha mãe e minha irmã e elas estão doidas para te conhecer. Louis e Niall vivem me atormentando e falam que eu pareço um bobo idiota quando você me liga, as vezes eu acho que eu estou indo rápido demais em sua relação, você sempre é sorridente e eu não vejo motivos para ser Harry Styles com você, eu quero ser só, Harry... Harry Edward. E é por isso que eu te trouxe aqui, eu achei que seria o lugar perfeito para estar com quem eu gosto. Resumindo, eu sou uma pessoa de sorte. – Depois desse discurso todo, ele apenas sorriu e focou nos meus olhos.

Eu não conseguia dizer nada e só abracei ele, só um abraço, sem beijo e sem todo aquele calor, as vezes um abraço significava tudo no inicio de uma relação, eu poderia ter apenas uma amizade com Harry ou algo mais, tudo poderia levar tempo, ou não.

- Essa foi a coisa mais linda que já disseram para mim Hazza.

E então o almoço começou a ser servido, comi várias comidas típicas de Londres, que eu poderia jurar que foram as melhores que eu comi durante toda a minha vida. Harry não falou muita coisa, só degustava sua comida e cada passo perguntava se eu estava bem. A sobremesa foi a melhor parte, eu amava doce, mais do que salgado e acho que Harry também gostava, ele comeu bastante. Com tantos lugares que Harry me levava e eu comia tudo o que vi pela frente, eu ia virar uma bola.

- Já que terminamos aqui, o que acha de dar um passeio naquele parque que eu te falei?

- Claro, vai ser ótimo.

Ele pagou a conta e saímos, o parque era bem na frente, tinha várias arvores com mesinhas em volta, escolhemos uma bem perto do rio. Eu estendi a toalha e me encostei na arvore, ele fez a mesma coisa, acho que o que eu ia fazer agora, poderia gerar entre nós um choque, uma vontade imensa de chocar os lábios. Deitei minha cabeça em seu ombro e fechei os olhos. Estar ali era um sonho, que qualquer menina gostaria de estar. Conhecer esse lado de Harry estava me ajudando a descobrir quem ele era, eu havia pesquisado e descobri que ele era o ‘galinha’ da banda, no começo eu quis me afastar, mas depois fui percebendo que ele não era assim, era totalmente ao contrário. Acabei dando um cochilo ali, pois acordei com Harry brincando com meus dedos, ele entrelaçava nos dele e soltava, entrelaçava e soltava.

- Boa tarde! Parece que toda essa viagem te deu sono. – Disse ele abrindo um belo sorriso, sem soltar meus dedos.

- Acho que sim. Quanto tempo eu dormi? – Se eu tivesse dormido pois mais de meia hora, eu juro que ia fugir dali de tanta vergonha.

- Quinze minutos. – Não olhou pra mim para responder, apenas para meus dedos. – Se quiser pode dormir mais, está bem frio aqui e quer chocolate quente? Desculpe, eu peguei um pouco, eu ia te chamar, mas quando olhei você estava cochilando e não quis te acordar.

- Não, agora não, comi demais no almoço. E por falar nisso, quantos graus estão aqui?

- Olhei agora pouco e está 5° graus, bem frio! Você deve estar querendo me matar por eu te tirar de casa em um frio desse.

- Não! Você me ajudou, eu não queria ficar mais em casa sozinha nesse frio, é bem desagradável.

Apenas olhei para os olhos deles e pareciam duas bolas grandes de cristais verdes, brilhavam mais que nunca e estava me hipnotizando. Aos poucos, fui chegando mais perto dele, nossos narizes já estavam se encostando, senti a respiração dele bem ofegante, vi ele fechando os olhos e não esperei! Encostei logo minha boca na dele, finalmente fogo. Algo para me esquentar. Encostando o corpo aos poucos, primeiro senti e mão dele passando na minha cintura, e a outra no meu pescoço, seus dedos entrelaçando meus cabelos. Minhas duas mãos estavam quentes e presas no ombro dele. A boca dele estava bem quente e senti sua língua brincando com a minha, foi o beijo mais doce e inocente de toda a minha vida. Ele estava brincando com os meus lábios como da primeira vez. Dava pequenas mordidas no meu lábio inferior, sem mais nenhum ar, ele apartou o beijo.

- Não tem pessoas olhando não é mesmo? – Eu disse tentando achar ar.

- Não! Estamos sozinhos aqui. – Assim dito, veio ele me dando mais um beijo, e esse não foi um beijo qualquer, foi um beijo que eu senti o quanto ele gostava de mim e eu estava descobrindo tudo o que eu senti por ele.

Ficamos ali naquela arvore, conversando de coisas bobas e trocando carinhos. Minha cabeça estava deitada sobre seu peito e fomos ficando cansados e com muito frio.

- Você deve estar com sono e com frio, já vamos embora mas antes, eu quero te dar um coisa. – Deu um impulso, se levantou e saiu correndo.

Não entendi mas esperei, olhei para o por do sol que estava se formando no horizonte do rio, tinha uma ponte, eu ia pedir para Harry ir lá comigo, mas seria abuso demais da minha parte. Senti um calor enorme nas minhas costas e lá estava Harry, sentado com o braço passando pela minha cintura e segurando um cartão.

- Isso é pra você! Reparei e vi que você gostou desse rio e desse lugar, nada melhor do que uma lembrança. – Me entregando, era um cartão postal, mas não era qualquer cartão portal, parecia que foi tirado a foto na hora e dentro tinha uma dedicatória, com uma letra puxada e bem difícil de ler.

Eu poderia fazer vários passeios desse com você, mas quem sabe?! Se você quiser, pode ser o primeiro de muitos, está sendo magnífico pra mim estar com você todos esses momentos. Beijo. Harry.

O sorriso brotando no meus rosto foi bem difícil de esconder, emocionada definia meu momento. Hazza tirou uma mecha de cabelo que caia sobre meu rosto e tapando minha boca. Me estendendo a mão, levantou-me e pegou a bolsa e a toalha. Fomos caminhando e eu apenas sussurrei no seu ouvido ‘obrigada’. Ele não disse nada, absolutamente nada, só sorriu, ele sempre sorria, e era o que eu mais gostava nele.

Já estava de noite quando chegávamos em Londres. O ar londrino já me fazia muito bem, apesar do meu organismo ser fraco e sempre ter gripes com o inverno, eu já estava me acostumando com todo aquele frio.

Entrando na rua da minha casa, ele parou o carro em frente eu meu portão.

- Haz, quero agradecer muito, essa tarde foi muito... encantadora. A melhor que eu já tive.

- Eu que tenho que agradecer. Se não fosse por isso, eu não conseguiria passar dessa noite, correria o risco de eu aparecer na sua hoje á noite pra te ver.

- Quer entrar? – Se ele disse que sim, eu não saberia onde isso iria parar. Percebi que ele estava se segurando para aceitar.

- Hm, melhor não. Você quer dormir e não quero te impedir de fazer isso.

- Então... ta bom. Boa noite Harry, até amanhã. – Dei um beijo nele, apenas um selinho, não foi longo, só foi de despedida, apenas de uma noite.

Notas finais
Então gente, poxa o harry ta tão fofo que vou mudar ele um pouco kkkk não, ok! Beijos.