Notas iniciais
Olá meus amores! aqui está o cap com o Finn que eu havia prometido, e os pov's da Clarke e do Bellamy.
ps: bellarke, bitches!
Clarke’s P.O.V
O dia mal começou, e Bellamy já estava dando nos meus nervos. Depois do dia anterior, ele não largou mais do meu pé. Tá toda hora na minha volta, me perguntando se eu estou bem, se aconteceu alguma coisa e se preciso de algo. Me sinto uma criança quando ele me trata assim. Odeio me sentir desse jeito. Aposto que algum fofoqueiro enxerido foi dizer pra ele sobre oque aconteceu duas noites atrás quando coloquei a janta pra fora; Foi só comida estragada, não estou doente. A pior parte disso tudo, é que vou ter que passar o fim de semana inteiro na companhia desse asno e da irmã dele. Nada contra Octavia, adoro ela, mesmo sendo teimosa às vezes. Mas o irmão dela....Quem teve essa ideia “maravilhosa” de nos mandar em uma missão, foi o próprio Bellamy, é claro. Ele jamais perderia a oportunidade de me atazanar, ainda mais que não vai ter ninguém pra mandar ele parar. Não tínhamos muita escolha, se quiséssemos fazer um acordo de paz entre nossos povos, teríamos de dar a cara à tapa. Lincoln ia nos ajudar a encontrar a aldeia deles, e o resto era por minha conta. Ele nos contou um pouco sobre os rituais, os sacrifícios e as execuções. Fiquei com um nó na garganta só de imaginar as cenas que ele descreveu. Tomei coragem e fiz a pergunta que mais me assustava:— Oque acontece com aqueles que quebram um acordo de paz? – Ele olhou pra Bellamy antes de me responder.- Em? pode falar, eu aguento. – afirmei um tanto insegura.— Arrastam a pessoa pelas ruas, depois a amarram em uma cruz e arrancam pedaço por pedaço enquanto ainda está viva, e por fim perfuram os olhos e cortam sua garganta.– o grounder parecia estar envergonhado. Segurei a mão de Bellamy em um impulso e tentei solta-la, mas ele não deixou. Em vez disso, entrelaçou nossos dedos e apertou minha mão com força. Olho pra ele e faço uma cara de surpresa. O Blake apenas deu de ombros pra mim como se não fosse nada demais e massageou as costas da minha mão com o polegar. Corei com a atitude dele. Isso tudo aconteceu em questão de segundos, mas pra mim pareceram anos. Consegui me livrar dele depois de pisar em seu pé, e me afastei. Continuamos o caminho em silêncio, andamos aproximadamente dez quilômetros, e paramos pra encher nossos cantis na beira do rio. Estava tão exausta que nem me importei em entrar na água de roupa e tudo. Octavia, que estava muda desde cedo, entrou na água também, seguida por Lincoln e Bellamy. Tirei a blusa, a calça jeans e as botas. Consegui descolar as meias dos pés e fiquei só de sutiã e calcinha nadando até o fundo e voltando para respirar quando o ar me faltava. O casal saiu da água pouco tempo depois e foram procurar por um abrigo para nós quatro. Eu só percebi que tinham ido, quando o moreno me pegou no colo de repente. Olhei pra ele irritada e ordenei que me soltasse. — Oque você pensa que está fazendo?! ME SOLTA SE NÃO EU VOU GRITAR.— Você já tá gritando, se é que não notou...– comentou ele rindo.— POIS VOU GRITAR MAIS SE NÃO ME SOLTAR! AGORA É SÉRIO, ME COLOCA DE VOLTA NA ÁGUA GAROTO! – Exigi à ele.— Em primeiro lugar, não sou um garoto e você sabe disso muito bem. – revirei os olhos — ...Em segundo lugar, se eu não tivesse te pego no colo, você teria tropeçado em um barranco e caído. – Fiz uma careta não acreditando – Me agradeça por salvar sua vida! – exclamou ele em meio a risos. — Prefiro morrer afogada em um copo d’água do que te agradecer.— A princesa é tão orgulhosa assim? Será que custa alguma coisa você me agradecer? Pensei naquilo por um instante e resolvi ceder à ele. Não queria passar por orgulhosa.— Tudo bem, você venceu.— Nem sabia que era uma competição pra começo de conversa. – falou.— Não abuse da minha paciência, Blake. – avisei.— E então? Eu quero ouvir você dizer as palavrinhas mágicas...- debochou ele.— O-b-r-i-g-a-d-a, está de bom tamanho pra você? – perguntei.— Está ótimo. Continue nesse caminho...- disse e piscou pra mim.Só agora percebi que ainda estava em seus braços, ele pareceu notar e me colocou de volta no chão. Nos encaramos por Horas? Dias? Semanas? Meses? Não sei ao certo, mas ignorei e continuei a me refrescar. Eventualmente, ele começou a me provocar de novo e iniciamos um guerra, jogando água um no outro e brincando feito criancinhas. Houve um momento em que escorreguei em uma pedra e ele me segurou antes que eu pudesse me machucar. Sua boca estava entreaberta e ele umedeceu os lábios. Tentei não encarar seus olhos, e continuei o observando. Quase caí quando dei um passo pra trás, e tive que agarrar seus ombros para que a corrente não me arrastasse pra longe. Levei a mão à seu rosto e aproximei nossas faces, encostando nossas testas uma na outra, e fechando os olhos. Consigo sentir sua respiração perto da minha boca e ouvir os batimentos descompassados de nossos corações. Esqueço como se respira por um breve momento, e Bellamy solta um riso como se não acreditasse na nossa aproximação. Fasso o mesmo, mas por que estava nervosa. Inclinei a cabeça pro lado, tentando encerrar o espaço que existia entre nós dois. Ele avança também e as bocas se encontram. Nos beijamos desesperadamente, como se aquela fosse a última vez que iríamos nos ver; Ele não precisou pedir passagem com a língua, pois eu já estava totalmente entregue ao beijo. Nos beijávamos com tanta pressa e intensidade, que de vez em quando nossos dentes se chocavam. Não estávamos nos importando com nada. Nem com o perigo de exposição, nem com oque faríamos depois que nos separássemos. Nossas línguas travavam um batalha deliciosa e quente, enquanto ele apertava minha bunda com uma mão, a outra segurava meu rosto. Eu arranhava seu peito com as unhas e passava a mão por suas costas.
Nos separamos relutantes, tentando recuperar o fôlego. Sorrimos envergonhados pelo que acabamos de fazer. O puxei pra um selinho e ele tentou continuar, mas o parei ali, me sentindo culpada. Ainda amava Finn, apesar de termos terminado meses atrás por causa de uma briga estúpida.Virei de costas pra ele e sai do rio indo me secar na margem. Bellamy fez o mesmo, sentando-se ao meu lado na grama e estendendo nossas roupas em alguns galhos de uma árvore, para secar no sol.Não sei porque o beijei. Talvez tenha sido pelo jeito que ele passava os olhos pelo meu corpo, ou talvez quando ele me segurou pela cintura. Não me arrependi, ele beijava bem e minha boca parecia se encaixar perfeitamente na dele. Vestimos as roupas quando estavam já secas pouco tempo depois, e fomos chamar Lincoln e Octavia. O silêncio era bem vindo, já que nenhum de nós dois sabia muito bem o que dizer. Eles tinham preparado uma mistura para nós comermos de almoço; Encontraram um local rodeado por várias árvores. Era ótimo para nós, bem escondido para quem passasse pelas redondezas, e bem seguro pra dormirmos à noite.Comemos e esperamos a digestão ser feita para continuarmos com o caminho. Andei atrás com Octavia durante todo o trajeto até a pequena aldeia, onde a comandante dos grounders estava nos esperando.Não sabia muito sobre ela. Só sei que assumiu o lugar de Anya depois de sua morte, e desde então, tem tentado nos expulsar de “seu” território. — Como você acha que ela é? – perguntei –— Ela quem? – indagou Octavia.-— A líder deles. Como você acha que ela deve ser? – insisti. –— Ham...eu não sei, mas se ajuda em alguma coisa, Lincoln me disse que ela tem mais ou menos a nossa idade. –— Por essa eu não esperava. – falei.— É, também fiquei surpresa quando soube. Pensei que Bellamy tivesse te contado. – falou estranhando. –— Vai ver ele se esqueceu. – disse sem muito interesse.-Chegamos lá, onde nos receberam e nos fizeram entregar nossas armas. Bellamy quase chorou ao se despedir de sua pistola, e eu achei aquilo tudo exagerado. Lincoln nos orientou a não demonstrar medo e a falar somente quando formos solicitados.A jovem comandante de quem tão pouco ouvi, dirigiu seu olhar apenas a mim enquanto falava. — Bem-vindos. Espero que tenham tido uma viajem agradável. Mas vamos direto ao ponto, o que vieram me propor? – quis saber ela.— Nossos povos não têm tido uma aproximação amigável, como certamente você já deve ter percebido. – comecei – — Sim, Clarke. Todos nós notamos isso. – ela retrucou. –— ...continuando; Não temos para onde ir. A vida na arca não durará por muito mais tempo, e o local onde estamos é o suficiente para vivermos uma vida inteira. Mesmo quando o grupo crescer, ainda utilizaremos daquela mesma área. Estamos aqui para pedir – ou implorar, pensei – que permita que vivamos lá. Que os ataques parem e que haja paz entre nós. – falei concluindo.Ela cochichou algo no ouvido de Lincoln, que assentiu com a cabeça, e anunciou logo em seguida:— A comandante gostaria de convida-los para uma ceia, dentro de uma semana. Será quando os clãs estarão todos reunidos, e sua presença é crucial se querem prosseguir com o acordo de paz. — Suspiramos aliviados e aceitamos seu convite. Pegamos nossas armas de volta e fomos de volta ao esconderijo cercado por árvores e plantas. A noite se aproximava, e o céu começava a escurecer. Não conseguia dormir de jeito nenhum, em parte por causa da culpa. As lembranças da minha antiga vida voltam na minha mente e eu adormeço.• Flashback ( 6 meses antes ) Me despedi de Wells e voltei ao bar. Glass e Luke ainda estavam sentados perto do balcão, mas agora conversavam com o garçom animados. Fiquei feliz vendo aquilo. Abri minha bolsa e tirei meu livro de dentro. Sentei em uma cadeira vazia um pouco distante de meus amigos, e continuei minha leitura. Mal reparei quando o assento ao meu lado foi ocupado. Não tinha o menor interesse em me relacionar com ninguém daquele lugar. O estranho pigarreou tentando chamar minha atenção à ele, mas continuei com a cara enfiada no livro, o ignorando.O balconista colocou um shot de vodca na minha frente, e eu abaixei o livro encarando o copo confusa. Olhei para o lado e o estranho sorriu pra mim mostrando que foi ele quem me pagou a bebida.— Obrigada, mas eu não quero beber agora. — Tudo bem, eu bebo então. – ele despejou o líquido na boca e engoliu sem maiores dificuldades.— Wow. Você tem certeza que aguenta?— Tenho sim, princesa. Já estou acostumado a beber, não se preocupe. – disse e sorriu pra mim mais uma vez.— Oh, okay. – respondi.— Você não vem muito a esse tipo de lugar, não é mesmo? – perguntou.— Oque me entregou? – indaguei.— A capacidade de recusar um drink. – respondeu alegre.— Hum, vou trabalhar mais nisso. – disse fazendo um bico.— Você, assim... você quer dançar comigo? – perguntou tímido.— A-ah...c-claro. – porque que eu tinha que gaguejar?????? – Mesmo estando com os pés ainda um pouco doloridos, eu quis dançar com ele. Não por pressão, mas porque ele me deixava nervosa. Era bonito, tinha olhos castanhos, cabelo marrom, e era um pouco mais alto do que eu. Coloquei meus braços em seu pescoço e ele colocou os dele ao redor da minha cintura. A música que tocava agora era mais lenta do que as anteriores, e mais agradável também. Dançamos algumas músicas juntos, e conversamos sobre tudo oque você possa imaginar. Desde ervas ilegais até construção de monumentos. A conversa com ele foi ótima, nem longa, nem curta e tínhamos muito assunto de sobra. Trocamos nossos endereços de e-mail e nossos nomes.— Meu deus, esqueci de perguntar seu nome! – — Meu nome é Clarke Griffin. E o seu? – perguntei incerta.— Finn. Finn Collins. – respondeu dando uma gargalhada em seguida, acompanhado por mim.Segurei meus dois amigos pela mão e os conduzi à minha casa. Abri a porta do quarto e arrumei os colchões no chão rapidamente. Falei para escovarem os dentes e em seguida fiz o mesmo. Peguei um pijama emprestado do meu pai e dei pra Luke vestir. Glass já tinha achado um macacão no meu armário e o vestiu também. Eu botei uma calça de moletom e um top esportivo. Desmaiamos de cansaço e dormimos logo depois.Fim do flashbackBellamy's P.O.VMonroe veio falar comigo no café da manhã, me dizendo que Clarke tinha passado mal algumas noites atrás, e que eu devia ficar de olho nela. Ela era o mais próximo que tínhamos de um médico, e não podíamos perder ela pra uma doença de jeito nenhum! Passei metade da manhã checando nela, pra ver se está bem e depois arrumo minha mochila para a expedição fora do acampamento. Combinamos de nos encontrar pra sair quando o sol nascesse. Monty e Miller ficariam no comando até voltarmos. Seria uma viajem curta, de três dias no máximo. Saímos um pouco mais tarde do que o planejado, já que tínhamos de comer alguma coisa antes de ir. Octavia odiava manhãs. Não falou com ninguém desde que saímos. Não hesitei em segurar a mão da Clarke quando ela agarrou a minha. Não quis soltar, mas ela pisou no meu pé e foi bem no dedão, ouch. Chegamos no rio, onde nos despimos e entramos na água. Clarke tinha um corpo esculpido pelos deuses. As curvas dela eram algo que eu nunca tinha visto em uma mulher. Os seios abundantes, suas pernas pequenas, a bunda perfeitamente redondinha com um pequeno espaço entre as coxas, a barriga lisinha e suas costas cobertas de sardinhas, estavam me distraindo. Tentei desviar o olhar, mas ela percebeu que eu a olhava. Observei ela nadando, e fiquei encantado. Parecia a sereia dos contos que minha mãe lia pra nós quando pequenos. Meu cunhadinho e minha irmã saíram e eu me apressei em pegar a princesa no colo. Ver ela irritada era divertido demais. Inventei uma desculpa e disse que salvei a vida dela. Fiquei ainda mais feliz quando à convenci a me agradecer pelo salvamento. Tadinha, eu não devia mentir assim pra ela...Notei que ainda tinha ela no colo e tratei de coloca-la na água novamente. Encarei ela por um boom tempo, até que deu um passo em falso e eu a segurei. Ela se agarrou em meus ombros, tentando manter o equilíbrio e aproximou nossos rostos. Ri não acreditando no que ela estava prestes a fazer. Parti pra cima dela e distribui minhas mãos pelo seu corpo; A beijei com força e suguei seu lábio inferior. Apertei sua nádega esquerda e segurei seu rosto firmemente enquanto a beijava. Sua língua era tão quente quanto a minha, o gosto do beijo dela era ótimo, e sinceramente, eu não queria nunca mais sair dali.
Nos separamos aos poucos pela falta de ar e nos olhamos estatelados. Acabamos rindo da situação e ela me puxou pra mais um beijo; Tentei aprofunda-lo mas Clarke me parou. Não entendi porque ela quis parar, mas deixei em aberto. Se ela quisesse falar sobre isso comigo ela falaria. Ela virou e saiu da água, e eu sai logo depois. Estendi nossas roupas, e esperei secar pra coloca-las de novo. Me vesti e fomos almoçar com o Lincoln e O.Partimos menos de uma hora depois, e chegamos na aldeia. Tivemos de nos desarmar, e entregar minha amada pistola. Doeu tanto quanto a vez em que ralei o joelho. Me controlei pra não chorar. A Heda, que é a comandante, conversou com Clarke e marcou uma ceia para fechar o acordo. Achei arriscado, mas era nossa única chance. Retornamos ao lugar onde passaríamos aquela noite, e deitamos todos separados. Ouvi Octavia falar algo enquanto dormia e peguei no sono logo depois.
Notas finais
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